Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:
«Estudante: Quase todos os meus profs têm alcunhas… a professora de História é a ‘Escadote’, o ‘Chouriço’ é de Ciências…
Eu: Originalidade não vos falta!
Estudante: Os nomes têm sempre uma razão…»
Ao descrever este diálogo pode parecer o quanto rebeldes e pouco educados são os atuais estudantes das nossas escolas. Contudo, pelo contacto que fui desenvolvendo com eles, a minha opinião não se prende por aí… vejo estes jovens (com mais ou menos idade) a repararem em cada jeito, em cada gesto e em cada atitude de quem educa, de quem com eles convive diariamente.
Para mim, parece-me, apenas, o exemplo do quanto eles observam, avaliam e refletem sobre as atitudes dos adultos, as quais procuram como exemplo a seguir ou a não seguir.
Não seriamos nós também assim? No meu tempo de estudante de liceu, os professores também tinham alcunhas, porque deles dependiam, os nossos resultados escolares… através deles chegava-nos a matéria, tantas vezes mais motivadora pelo empenho, dedicação e carinho com que lecionavam. E, se existiram os professores que não nos convenciam a gostar da disciplina, outros houveram que nos despertaram, por completo, pela paixão entregue em cada aula dada, que nos ‘agarrava’ à secretária até à hora do toque, desejosos de saber mais.
E quantos não foram aqueles diretores de turma que ouviram, atentamente, cada queixa dos alunos procurando apoiar e orientar, transmitindo a segurança precisa e preciosa, num mundo tantas vezes tão hostil e inseguro que é um parque escolar.
Com, ou sem alcunhas adequadas, deixo aqui o meu agradecimento a todos os professores que fizeram e fazem a diferença nas escolas do nosso país! Obrigada!
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