Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

18
Dez 18

Diálogo com um/a jovem de secundário:

«Eu: _ Por vezes escolhemos os nossos amigos de acordo com o que a sociedade pensa, ou temos vergonha de ser amigo de alguém…

Estudante: _ Eu não me importo… o meu melhor amigo é homossexual e é o meu melhor amigo… não vou deixar de ser por causa disso…

Eu: _ Mas.. se calhar tens amigos que não são assim, como tu!?

Estudante: _ Tenho.. Há sempre quem critique e goze! Mas eu acho errado…»

 

Sei que este tema sobre o qual hoje escrevo, não é fácil…de escrever… de o deixar ao leitor… de propor reflexão!!! Vou escrever sobre a homossexualidade e a forma como se promove uma educação para a inclusão quando se fala sobre este tema…

Hoje o casamento homossexual é legal em Portugal e em vários países… hoje existem crianças nas escola que podem ter, por família, dois pais ou duas mães, hoje devem-se educar crianças e jovens para esta aceitação e convivência as crianças de hoje serão os adultos de amanhã… e devem: compreender-se na sua sexualidade, respeitar as opções sexuais de cada um, condenar atitudes homofóbicas…

Por várias vezes já conversei com crianças e jovens sobre este assunto, assumi sempre uma postura séria e pedagógica sempre que me apresentaram o tema, ou colocaram questões… e posso referir que esta forma de abordar o assunto desperta a curiosidade dos estudantes, uma curiosidade também séria e sincera, de quem realmente percebe que é um assunto do qual devem perceber e refletir.

Na minha opinião, de acordo com a idade de cada estudante, todos devem ser (in)formados sobre sexualidade, a heterossexualidade, a homossexualidade, a transexualidade…… ensinar, esclarecer, orientar, debater… pode e deve fazer-se sempre que a oportunidade surja. Por tal opinião questiono: onde? Quando? Com quem? Serão os pais os principais educadores para tal tema? Será na escola que tais conversas se devam ter, entre pares e/ou professores? Toda a sociedade deverá apoiar esta educação inclusiva?

 

Resultado de imagem para homossexualidade(Imagem retirada da internet)

publicado por Maribel Maia às 12:07

30 comentários:
Gostei muito do teu post... e sim, toda a sociedade deve apoiar esta educação inclusiva, toda mesmo.
Mas acho que primeiro deverá começar em casa, com os pais, depois deverá "estender-se" à escola.
Mas sem dúvida que sim, deve ser tema de conversa, e partilha.

Um beijinho
espaço da raquel a 18 de Dezembro de 2018 às 12:32

Boa!!! Também concordo, deve começar em casa e estender-se a toda a sociedade!!!
Beijinhos
Maribel Maia a 18 de Dezembro de 2018 às 13:55

Aproveito e deixo a sugestão do Projecto Educação LGBTI da rede ex aequo do qual já fui oradora. Resumindo: oradores deste projecto (normalmente jovens LGBTIQ e todos com formação na associação), vão às escolas para sessões de esclarecimento dinâmicas a alunos e docentes (através de debates ou actividades mais participativas - é bem divertido, informativo e ninguém apanha uma seca porque não é um "sermão").

Respondendo ao post: considero que a responsabilidade deve ser de toda a gente que esteja habilitada para tal e, para mim, a escola tem um papel fundamental nisso. Acho que uma educação caseira servirá para outros propósitos - no que toca a este tipo de assuntos, não se pode esperar que pais ou familiares tenham todos a mesma informação e sensibilidade para lidar com isto. A escola, enquanto veículo formal educacional, devia ter meios para o fazer. E nem sempre tem (porque o governo negligencia por completo a educação que não seja a das letras e a das matemáticas).

(neste sentido e neste caso específico, e por mais boa vontade e outra abertura de mente que normalmente se vê em profissionais de educação, nem sempre têm a informação completa ou totalmente correcta sobre o assunto e eu aí aconselho a pedirem ajuda ao Projecto Educação da rede ex aequo. E no que toca a outros assuntos sérios e importantes que não são obrigatoriamente tratados no plano curricular, também creio que é responsabilidade - sempre que possível - do núcleo escolar pedir ajuda a entidades e associações cujo trabalho seja na área que se quer tratar. Conseguem-se maravilhas na educação de crianças e jovens com este tipo de dinâmica! :) )

Fora isto, todo e qualquer momento que sirva para relativizar, informar e desconstruir, já faz a diferença. Acredita. Falo-te como voluntária e acima de tudo como jovem LGBTI. Esses diálogos, mesmo que o sejam em 4 minutos no intervalo entre aulas, são importantes de acontecerem sempre que a oportunidade surja, como dizes. E obrigada por fazeres isso. :)

Aqui podes ler mais sobre o Projecto Educação:
https://www.rea.pt/projecto-educacao/

(já agora: não há custos associados. Basta contactar a direcção - creio que o e-mail ainda é: geral@rea.pt a pedir uma sessão em x escola ou estabelecimento educacional)

Abraço! :)
Samantha Em Chamas a 18 de Dezembro de 2018 às 12:49

Mas que excelente proposta!!! Adorei!!
Beijinhos
Maribel Maia a 18 de Dezembro de 2018 às 13:57

Claro que deve estender-se a toda a sociedade.
Mas estará a sociedade(toda) educada para poder educar as crianças e adolescentes?...
Na verdade, a escola tem muitas oportunidades para o fazer. Além de os programas sempre terem abordagem sobre a vida, os afectos, a reprodução, também há a diversidade de famílias... Será uma boa altura para serem (in)formados.
Ou então, não. Deveria ser em casa, porque lidar com uma turma é mais difícil do que em família...
Também, mais importante do que o local onde deve ser feito, é o modo como é feito.
Mariali a 18 de Dezembro de 2018 às 13:05

Também me parece que compete a toda a sociedade, a família e a escola têm, efetivamente, um papel de extrema importância no que respeita aos valores e ao esclarecimento de dúvidas!!!
Obrigada pela partilha!!!
Maribel Maia a 18 de Dezembro de 2018 às 13:59

Ainda há muito caminho a percorrer antes das mentalidades mudarem.
Sei de uma situação idêntica, embora não tenha a ver com homossexualidade, tem a ver com um menino diferente. O filho de uma amiga minha, quando andava na escola C+S tinha um colega com N.E.E. e o outro, por vezes, tentava meter conversa com ele. Um dia, o miúdo comentou com a mãe :
- O Iúri, às vezes, vem falar comigo, mas eu ignoro-o porque tenho que pensar na minha reputação.
Marta Elle a 18 de Dezembro de 2018 às 13:30

Excelente exemplo!!! É verdade, tudo o que se considera diferente pode ser excluído, ou considerado exótico, nada disso faz sentido numa sociedade de respeito e de solidariedade!!!
Aqui a educação tem um peso bastante relevante!!

Lembrei-me de outra situação.
Uma psicóloga tinha uma filha com um Q.I. baixo. A menina estava no limiar da deficiência, mas fisicamente não se notava.
Acontece que a criança era muito amiga de uma menina com Trissomia 21. Então não é que a mãe, uma psicóloga, não queria que a filha fosse amiga da menina com Trissomia 21 para não rotularem a filha como "deficiente" !?
Eu no caso dela, estaria mais preocupada em arranjar formas de a filha se desenvolver, em vez de estar preocupada com rótulos.
Marta Elle a 19 de Dezembro de 2018 às 09:57

É também um bom exemplo, as famílias não devem estar preocupados com rótulos, mas sim com a felicidade das crianças.

Claro que sim, a felicidade das crianças é fundamental.
Nem tinha lógica que a criança deixasse de ser amiga da outra.
Marta Elle a 19 de Dezembro de 2018 às 13:15

Nenhuma lógica... O problema é que, muitas vezes, os pais projetam os seus próprios desejos nos filhos, querendo-os moldar de qualquer forma!
Beijinhos
Maribel Maia a 19 de Dezembro de 2018 às 13:37

Olá , cabe a todos nós , família , amigos , núcleo social, escola .
É um assunto que ainda é considerado tabu , e cabe a todos nós alterar essa postura .

Cabe a nós abrir , ou tentar pelo menos , as mentalidades retrogradas e xenófobas que ainda existem (infelizmente) .

Beijinhos
Ana a 18 de Dezembro de 2018 às 14:03

Sim, e neste caso, cada um de nós terá sempre um papel fundamental nesta mudança de conceitos e preconceitos...

Nem mais ...
Ana a 18 de Dezembro de 2018 às 14:30

Maribel Maia a 18 de Dezembro de 2018 às 14:38

Os pais devem falar com os filhos sobre a sexualidade, homosexualidade,... e a escola também devia falar. Todos devem estar bem esclarecidos nestes assuntos para que haja uma abertura maior e mudança de mentalidades.
CÉLIA a 18 de Dezembro de 2018 às 14:43

O respeito, a tolerância e a solidariedade deve fazer parte de uma educação integral, um direito e um dever de cada cidadão!!!

Tens toda a razão
CÉLIA a 18 de Dezembro de 2018 às 14:57

Maribel Maia a 18 de Dezembro de 2018 às 15:08

Gostei imenso deste post e achei-o bastante pertinente.
Acho que este é um assunto que deve ser abordado em casa, é muito importante que os pais e familiares eduquem as crianças para a compreensão, aceitação e respeito pelos outros.
Mas claro que as escolas, e a sociedade em geral, também deve fazer parte desta educação. Eu pelo menos acredito que seja muito importante :)

JustAnOrdinaryGirl a 18 de Dezembro de 2018 às 14:45

Eu concordo.... aprender as mais variadas disciplinas é algo extremamente importante para o ser humano, mas aprender a respeitar é também fundamental na educação, seja em casa, na escola ou em qualquer lugar da sociedade!!!
Obrigada pela partilha!!!
Maribel Maia a 18 de Dezembro de 2018 às 14:50

Gostei do tema abordado.
A minha filha tem uma amiga que gosta de raparigas e ela encara isso com muita naturalidade, aliás é a melhor amiga dela, espero que ela continue a pensar assim.
Paula Rocha a 19 de Dezembro de 2018 às 10:13

Nem mais! E as famílias devem estar atentas a isso.... Muitas nem se preocupam com estas situações e vivências, que fazem parte integrante do processo de crescimento!
Maribel Maia a 19 de Dezembro de 2018 às 12:26

Faz falta falar mais abertamente sobre a sexualidade.
Mamã Silvestre a 19 de Dezembro de 2018 às 16:45

Concordo, os adultos têm de deixar de lado esse tabu, pode e deve-se dialogar-se com uma criança sobre sexualidade.... até porque, muitas pessoas, confundem dois conceitos diferentes: sexo e sexualidade...
Maribel Maia a 19 de Dezembro de 2018 às 17:57

Tudo o que é em demasia, torna—se prejudicial.
Falar de homossexualidade, racismo, xenofobia, feminismo, educação sexual, etc., ou seja, teimar na protecção do que, já por si é moralmente obrigatório ser protegido, torna os problemas ainda mais agudos, pois se cria por um lado alguma compreensão, do outro, do lado minoritário, aguça o ódio à intolerância de alguns.
Creio, que ensinar, ou antes, educar num espírito de tolerância ao minoritário, será q. b.
docarlos.blogs.sapo.pt a 19 de Dezembro de 2018 às 19:12

Tudo na vida deve ser q.b.
Se as famílias tiverem por hábito conversar sobre situações diárias, certamente, assuntos deste género aparecerão com naturalidade... e com naturalidade devem ser dialogados...
Maribel Maia a 19 de Dezembro de 2018 às 19:34

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