Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Estava prometido, neste blogue, uma lista de outros afazeres para as férias, que tornem o momento dos estudantes mais motivante, criativo e que deixe as famílias mais despreocupadas. Cá ficam algumas propostas… mas se estas não agradarem, ou forem insuficientes, procurem em Post’s mais antigos, neste Educar(Com)Vida, andam por aqui imensas ideias originais.
Para hoje, cá fica:
Fazer voluntariado;
Trabalhar em part-time;
Fazer um curso intensivo (em artes, desporto, línguas, …)
Já me cruzei com milhares de estudantes, das mais variadas idades, ao longo de todos estes anos de vida e trabalho… e todos são diferentes, até na forma como aproveitam as férias é algo diferente.
Existem aqueles que nunca saíram do país, em lazer, mas que viajam muito no seu país;
Existem aqueles que viajam imenso, dentro e fora do país;
Existam também os que muito raramente viajam, mesmo nas férias mais longas;
Claro, que isto está diretamente ligado às condições económicas e sociais das suas famílias, raramente é apenas uma questão de opção. Mas nada disto me preocuparia se, viajar dentro ou fora do país não trouxesse realmente francas aprendizagens, principalmente, a partir da adolescência, quando estes já são capazes de guardar na memória as experiências completas que daí advêm…
Estas aprendizagens são importantes para a vida, não apenas de forma pessoal. Podem trazer outros saberes a serem considerados até no momento de fazer uma ficha de avaliação, ou um trabalho escolar… são saberes que fazem crescer, desenvolver, conhecer… e que infelizmente, nem todas as famílias podem proporcionar, embora exista imensa vontade…
Mas esta não me parece ser a única forma de desigualdade, em tempos de férias. Por exemplo, nos primeiros anos em que se aprende a ler e a escrever… as famílias que não proporcionam momentos de leitura e escrita, que não relembram estas aprendizagens formais, ou que não oferecem um lugar de estudo, mesmo que sejam apenas umas horas semanais. Facilitam o esquecer de tais competências, porque são dois a três meses sem a prática que estas aprendizagens exigem. É certo que as crianças precisam de descansar e de brincar, mas tanto tempo longe de livros e cadernos pode ser prejudicial.
Por estas razões, faz sentido concluir que as férias podem contribuir para as desigualdades de aprendizagem…. Concordam???
Já passaram muitos anos, desde que comecei um contacto mais próximo com crianças e jovens, nos mais diversos projetos educativos. Portanto, essas crianças são hoje adultos, com os seus próprios projetos e ideias.
Fico imensamente feliz por me ter cruzado com estas pessoas, por ter acompanhado os seus sonhos e objetivos, durante um período de tempo… alguns mais curto, outros mais longo!
Quando eles seguem o seu caminho, não fico triste! Sei que continuam a crescer… vão para a faculdade… vão para o curso de sonho… vão conquistar imensas aprendizagens… e quando os encontrar de novo, são adultos que ajudei em tempos…. São pessoas de quem me orgulho imenso… Para além disso, sei que eles nunca irão esquecer que estarei sempre para eles! Posso não ser a sua profissional de educação, mas serei sempre a sua amiga, disponível para os escutar.
Entretanto, chegam outras crianças e jovens que precisam desta orientação para seguirem mais sonhos e projetos… a vida segue e o meu coração expande-se, para que cada um/a tenha um lugar muito especial. Porque serão sempre especiais!
Surgiu-me este tema para escrever… gestão de responsabilidade e privacidade. Logo depois pensei: onde me vou meter, mesmo?
Imagino que, para quem tem adolescentes em casa, olhar para este tema deve despertar angústia, frustração e medo…
Não é fácil respeitar a privacidade de quem cresce, quando conhecemos os perigos que surgem de todos os lados, já que, hoje em dia até em casa em frente a um ecrã os perigos são imensos. Mas, com o crescer vem a dicotomia de incutir responsabilização e exigir responsabilidade, ou seja, uma dita liberdade que os adolescentes exigem em todas as situações.
Não é possível deixar crescer sem que eles tropecem, errem, falhem, sofram… assim aprendem, experimentam e desenvolvem a moralidade, os seus próprios valores. Por outro lado, existem escolhas que ditam vidas, ou deixam marcas para a vida que nenhum adolescente deveria viver!
E as famílias vivem nesta angústia constante, entre o permitir viver e o ajudar a escolher, sabendo elas que não existe uma fórmula que garanta sucesso, ou um caminho definido até à felicidade.
Portanto, hoje não venho cá propor nada… porque sei que cada família está a fazer o maior e melhor esforço que pode… com a melhor intenção… e que aprende todos os dias como se faz… nunca descobrindo tudo, mas sempre a tentar tudo!
Obrigada, por nunca desistirem… penso que é essa a chave para a educação de quem cresce!
Quando refiro que é importante que crianças assistam ao telejornal, algumas famílias podem ficar assustadas pois este tem, cada vez mais, violência. No entanto, quando sugiro esta ação não será para todos os alunos, de qualquer idade… mas, pelo menos a partir dos 10 anos (5º ano) deve começar a incutir-se o interesse e a motivação pela informação credível.
Desta forma se, o assistir a um telejornal, ou a leitura de um jornal for algo realizado em família, torna-se mais fácil ajudar quem cresce a entender a evolução do mundo, a compreender a realidade nacional e internacional. Para além disso, torna-se importante traduzir para linguagem mais fácil alguns temas e termos de mais difícil compreensão. Assim como, é de grande importância ensinar a filtrar quais as informações verdadeiras e aquelas a que se podemos chamar de ‘Fake News’… onde, cada vez mais, adolescentes e jovens acreditam porque nunca lhes foi ensinado esta capacidade de análise e de espírito crítico.
A melhor forma de que, no futuro, surja um adulto com espírito crítico e informado sobre o que o rodeia deve começar desde cedo… e, aqui, as família apresentam um papel primordial e fundamental, de impossível substituição.