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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Quando a pressa é demais…

Para explicar melhor a implicação negativa da ansiedade na concretização de respostas, nos estudantes, apresento seguidamente, uma conversa entre mim e um/a estudante de 2º ciclo de ensino básico, no decorrer do apoio ao estudo para uma ficha de avaliação de Língua Portuguesa:

 

(formam muitas as respostas assim, com urgência e sem muito pensar sobre…)

«Eu: _A palavra doçura é: um verbo, um advérbio, um nome ou um adjetivo?

Estudante: _ É um nome, não.. um advérbio…não… um adjetivo….

Eu: _ Estás com muita pressa em responder e não pensas na resposta!?

Estudante: _ Pois é…

Eu: _Assim cometes erros… Nos testes também procuras fazer tudo muito rápido?

Estudante: _ Sim…

Eu: _ Fazes o teste muito rápido, ou és das últimas crianças a entregar?

Estudante: _ Sou das primeiras.

Eu:_ E não achas que essa pressa te prejudica?

Estudante:_ Pois….. às vezes tiro negativa…..chego ao teste e bloqueio…quero fazer num instante!

Eu: _ Para este teste vais procurar ser das últimas crianças a entregar o teste… vais tentar responder às perguntar com a maior calma que conseguires….»

 

 

O desafio foi aceite, contudo percebi o quanto isso seria um esforço adicional nesta ficha de avaliação.

A ansiedade de responder certo, a vontade de acabar com a pressão da avaliação, o medo de não saber as respostas, desenvolve nos estudantes a ansia de finalizar este processo de minutos que parecem eternos, aqui, a insegurança permanece como traiçoeira do estudo previamente realizado e, que, no momento praticamente não é acedido pela memória, desencadeando aquilo a que as crianças costumam chamar de “bloqueio”.

Não existem elixires mágicos na resolução destes problemas, contudo algumas estratégias poderão ser trabalhadas, no sentido de minorar progressivamente estes impactes. A pedra basilar é, sem dúvida, que o estudante, após os necessários dias de estudo, se sinta preparado para resolver a ficha de avaliação, uma vez que, assume ter estudado bem a matéria e  esclarecido todas as dúvidas.

O passo seguinte terá de ser desenvolvido em conjunto com o estudante, no controle da ansiedade, na gestão de tempos, propondo um aumento de momentos de reflexão na concretização de respostas.

O treino em casa com algumas fichas de trabalho e orientando no tempo decorrido pode ajudar o estudante nesta perceção e diminuindo ansiedades.   

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