Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
«Eu: _Usas o telemóvel nos intervalos para jogar com os amigos?
Estudante: _ sim, jogamos online…
Eu: _ E se jogassem a outras coisas, sem ser com o telemóvel?
Estudante: _Criticam se brincarmos ou jogarmos a outras coisas, chamam-nos de crianças infantis…»
Promover a atitude de brincar ou jogar entre pares (crianças da mesma idade) é fundamental para um crescimento harmonioso… e ouvir estas frases, pela voz de quem cresce, deixa-me bastante triste!
Partir do princípio que os adolescentes só querem estar em frente a um ecrã, não é o pensamento mais óbvio e correto! Na minha opinião, está a insurgir uma cultura juvenil que motiva estes adolescentes e jovens a usarem os telemóveis de forma constante, de tal forma que eles nem questionam sobre as suas preferências de tempos livres, limitando-se a seguir os hábitos dos demais…
Por isso é tão importante que as escolas e as famílias tomem decisões firmes sobre a utilização destes equipamentos… é urgente este desincentivo ao uso das novas tecnologias, de forma constante e exagerada e a promoção de outros hábitos de vida mais saudável e interessante.
Sempre que existem paragens escolares, sejam elas maiores ou mais pequenas, propiciam a que os estudantes passem mais tempo ligados aos ecrãs, seja nas redes sociais, nos jogos online, ou a ver filmes/séries, etc.
As questões que preocupam muito as famílias de hoje são as seguintes: Está ele/ela dependente das novas tecnologias? Qual será este grau de dependência? Algo que me deva de preocupar?
Na verdade, este é um problema grave da sociedade atual, ao qual não podemos fingir que não existe… são muitos os pais que procuram ajuda psicológica para os seus filhos, quando denotam que esta dependência se torna muito grave.
Por esta razão, partilho aqui algumas situações que podem ser de alerta para famílias e adolescentes:
as necessidades básicas, como dormir, ou comer, passam a ser menos importantes que o ecrã?
a bateria do equipamento, como tablet ou telemóvel, tem de ser carregado mais do que uma vez por dia e, mesmo enquanto está à carga a criança/adolescente continua a utilizá-lo?
torna-se violento se, porventura, tentarmos retirar-lhe os equipamentos por um ou vários dias?
tem dificuldade em sociabilizar com outras crianças/adolescentes da mesma idade e, em férias, não quer passar tempo com os amigos?
tem dificuldades em concentrar-se nas tarefas do dia a dia, como estudar, ou conversar com outras pessoas?
As férias de verão são o momento ideal para mudar estes comportamentos e controlar o uso de ecrãs, se já não conseguem fazê-lo em família, procurem ajuda profissional. Uma dependência é uma doença… não é irrelevante!
Nos dias de hoje, para adolescentes e jovens, os locais mais íntimos e sagrados são, de facto, os telemóveis. Lá eles e elas guardam as fotografias mais pessoais, as conversas mais intimas, as redes sociais que não partilham com a família, ‘conta dos friends’, fazem pesquisas pessoais e guardam muita informação particular.
Sem dúvida que as famílias que queiram descobrir segredos e informações privadas, irão vasculhar os telemóveis, tablets e computadores. E muitos são os pais que o fazem com regularidade… alguns jovens sabem-no perfeitamente e tratam de arranjar estratégias para manter algumas informações escondidas… e/ou… simplesmente: apagam-nas. Outros são ‘apanhados’ um pouco de surpresa e aí revelam-se alguns segredos, sendo que os estudantes sentem a sua intimidade exposta e sentem-se desrespeitados.
Ora, este é o grande dilema: até que ponto a intimidade e o respeito pode e deve ser salvaguardado, num telemóvel, com acesso ao mundo exterior e repleto de perigos, o respeito pela privacidade… onde o objeto, em si, pouco tem de privado?
Acredito que seja o dilema e a constante mediação de muitas famílias que se preocupam com as redes sociais e a exposição dos seus educandos, em relação ao respeito e à privacidade de cada um.
É, sem dúvida um tema difícil, onde não existem respostas corretas, onde é necessário uma gestão coerente e sensata de cada atitude. Existem sempre famílias mais condescendentes que não avaliam os telemóveis dos seus educandos e existem aquelas que controlam o máximo que conseguem, tal objeto.
Algo é necessário e importante assumir, o acesso à internet é o acesso a um mundo real, onde existe muito de bom e muito de mau… é necessário que, quem cresce tenha essa noção e não é estando distante desse mundo, que irá aprender a conhece-lo e a defender-se… no entanto, sem apoio e orientação é possível que, facilmente, entre em problemas difíceis e desnecessário.
Assim, cabe às famílias aprenderem a lidar muito bem com este mundo chamado de internet, precavendo-se a si e precavendo quem cresce. Para além disso, a Polícia da Escola Segura tem promovido muitas ações de esclarecimento neste sentido, em escolas e noutras instituições… não considere que já sabe tudo… vá, aprenda, discuta, leia… para conseguir, depois, ensinar e orientar!
Quando as crianças vão para a escola, no 1º ano, as famílias ficam preocupadas com o material escolar que devem adquirir. Para que não estejam a gastar dinheiro desnecessariamente, as escolas elaboram um lista completa de todo o material escolar e ser comprado, cabe depois às famílias procurarem entre as várias opções de marcar, gostos das crianças e orçamentos…. Esta gestão deixa muitas famílias preocupadas com as suas contas mensais que, em setembro ficam sempre desequilibradas: são os materiais escolares, os livros, as roupas e tanto mais que é preciso adquirir.
Para além disso, as crianças querem sempre um ou outro material escolar que não consta da lista predefinida pelas escolas. De entre esses pedidos, deve saber que os seguintes materiais não poderão ser usados em sala de aula de 1º ciclo:
Corretor;
Calculadora;
Canetas de gel;
Canetas que apagam com uma borracha especial;
Lapiseiras de minas;
X-ato;
Afias sem tambor;
Sublinhadores;
Pessoalmente, acrescento os telemóveis pois não são necessários nem na sala de aula, nem em nenhum contexto escolar, irão limitar as brincadeiras das crianças e só perturbam o seu desenvolvimento!