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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Já não se fazem intervalos como antigamente…

Antigamente os intervalos da escola eram para conversar sobre tudo e sobre nada… eram sobre jogar às escondidas e ao elástico… não se conversava com adultos a menos que fosse algum auxiliar ou professor, que eventualmente ali viesse…

Agora, fala-se com qualquer familiar no intervalo… está-se à distância de uma chamada pelo telemóvel…. Agora joga-se no telemóvel, vê-se filmes no telemóvel, ouve-se música pelo telemóvel… tudo nos intervalos… sem tirar os olhos do ecrã, come-se, bebe-se e pouco se conversa!

E a importância dos intervalos? A oportunidade de aprender a resolver os problemas sozinho? A oportunidade de desenvolver responsabilidade? O momento do convívio entre pares, das primeiras descobertas entre amigos?

Não queria mostrar-me radical neste assunto… mas não consigo anunciá-lo de outra forma: preferia que os telemóveis não fossem permitidos dentro do recinto escolar… para quê?

Para ligar aos pais sem razão? Para ser mais um motivo de isolamento? Para apoiar o ciberbullying?

Se for importante, a escola telefona… a escola ajuda… a escola orienta! Não estivemos todos à ‘guarda da escola’ durante estes anos, sem os ditos telemóveis?

Que utilidade têm estes equipamentos, de facto, neste espaço físico tão rico de experiências pessoais e sociais?

Nota: E não… não chega apenas limitar o uso dos smartphones aos alunos de 1º e 2ºciclo…

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Como limitar os dias sem ecrãs, sem momentos dramáticos?

Pedir aos adolescentes e jovens que passem parte das suas férias de verão sem ecrãs pode ser dramático, se estes estão integrados em outros momentos de lazer, como campos de férias, ATL’s, etc, facilmente se esquecem dos telemóveis ou da TV. Contudo, se estão em casa, com menos atividades propostas, menos regras impostas e menor convívio social, será bastante normal que exijam ter um desses equipamentos, na maior parte do tempo.

De facto, para as famílias isto é bem mais do que um tema complicado, é um pesadelo familiar, são discussões e pontos de divergência de difícil resolução.

Não venho aqui fazer um ‘milagre’ nas propostas que deixo. Venho apenas alertar para esta necessidade de desligar adolescentes e jovens destes ecrãs, nestes momentos de férias e, para ajudar, deixo algumas propostas:

  • Combinem em família horas em que todos desligam e guardam os telemóveis;
  • Limitem horas permitidas para cada equipamento;
  • Definam outras tarefas a serem realizadas em grande parte do dia, em que o estudante está mais sozinho, não há problema algum que tenha de cozinhar e fazer tarefas domésticas;
  • Desaconselha-se Tv’s, telemóveis ou tablet’s no quarto;
  • Penalize comportamentos não autorizados;
  • Ofereça momentos ao ar livre e em convívio com pessoas da mesma faixa etária, regularmente;
  • Use as aplicações de controlo parental em todos os equipamentos utilizados por eles.

Se as regras forem exigidas sempre e sem exceções, estes adolescentes e jovens entenderão facilmente que, de nada lhes servirão os momentos dramáticos!

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A solidão dos adolescentes

Sempre surgiu em conversa a vida nas escolas… agora tornou-se o assunto do momento, porque os média tornam-no evidente, até muito motivados pela mini série do momento, que já aqui escrevi. Mas estes são assuntos que há muito converso e reflito com adolescentes e jovens!

Pelas conversas e convívio, ao longo de anos, denoto que a escola é um outro mundo na vida de quem cresce, um mundo afastado da família, um mundo onde existe solidão e onde estes adolescentes se sentem ‘entregues aos leões’…

Refiro que esta série me faz reconhecer aquilo que eu já sentia há muito: que os alunos se sentem sozinhos, dentro daquela instituição… sem a família para apoiar e, muitas vezes, sem os amigos, porque ‘são muito competitivos’ e nem sempre se valoriza a amizade como se deveria!

Circula entre eles uma espécie de bullying constante, fruto desta competição, fruto da exposição nas redes sociais, fruto da necessidade de serem os melhores, de serem notados… uma vontade de criticar para encontrar o seu próprio ego, um ego por si frágil… ou para receberem uma atenção momentânea!

Pelo que vou conversando, estes duplos significados dos emojis ‘não é tanto assim’, existem sim, os duplos significados… aos anos que existem!!!!… mas a grande maioria não lhe atribui um peso tão negativo, parece-me… parece-lhes!

Contudo os telemóveis e as redes sociais são um perigo para os adolescentes; porque eles passam horas a jogar, se for necessário: ‘a noite toda’… isto não pode ser mentalmente, nem fisicamente saudável. Porque eles ficam horas a ver vídeos que os deixam apáticos, intoleráveis, preguiçosos e sem criatividade. Porque o bullying está por ali, entre ‘conversas venenosas’ e grupos criados apenas para a crítica…

 Sei que as escolas referem grandes avanços pelo facto de terem proibido os telemóveis no recinto escolar… mas em casa, já ouviram os pais? Será que os alunos não chegam ‘sedentos do telemóvel’ e nem se conseguem controlar no seu uso?

As famílias precisam de controlar o acesso e o tempo utilizado em ecrãs, sim! Com muita urgência, pulso firme e consciência! Com um único objetivo: proteção e cuidado!

Se estes adolescentes se sentem sozinhos, porque não falam em casa? (Estará a pensar!) Porque não querem que os pais ‘se sintam maus pais’, que falharam na educação e no apoio… porque embora sejam o seu porto seguro, não querem mostrar esta realidade paralela, não querem preocupar, nem exigir responsabilizações…

Estou com estes adolescentes de forma privilegiada, de forma individual. As conversas são particulares e a confiança é maior. Aqui não está presente o grupo, os outros! Aqui eles são sinceros, tranquilos, dedicados e curiosos. Mostram-me que os seus corações e almas estão repletas com muito de bom! Há esperança no ar!

 

 

Nota: estes trechos que deixo entre aspas são palavras ditas por adolescentes, jovens, famílias, em conversas sobre tudo isto. E mesmo assim, ficou tanto por escrever…

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Inquietude: Brincar não é jogar nas plataformas virtuais

Cada vez mais, assistimos a uma troca constante dos brinquedos, das brincadeiras habituais entre crianças e objetos, para passarem a desejar apenas as plataformas virtuais de jogos, que procuram cativar crianças e adolescentes com um crescente de violência e desafios bizarros.

Motivá-los num sentido contrário parece ser um constante ‘remar contra a maré’, porque os pedidos de presentes são apenas esses, porque no tempo livre só desejam isso, porque nada substitui um jogo virtual.

As famílias são as que mais desesperam com esta situação, procuram inventar mil e uma formas de cativar para a leitura, para os jogos de tabuleiro e para outros brinquedos… e tantas vezes se sentem a desistir perante a evidencia de tanta insistência e de uma moda que parece ser contagiosa.

Na minha opinião, o truque é começar muito cedo esta luta, ou seja, reduzir para o mínimo possível a utilização de ecrãs pelos mais novos… assim como a permissão de ter um telemóvel ou de utilizar um computador/tablet em tenra idade, mesmo que seja usar o telemóvel do pai ou da mãe por algum tempo!

Esta limitação deve ser muito assertiva e controlada, enquanto que a motivação para outras brincadeiras em família e com amigos deve ser incentivada, assim como a leitura, o desporto e a arte.

Bem sei que este é um desafio gigante para a grande maioria das famílias e de toda a comunidade educativa, mas desistir não pode estar na mente em momento algum!

Neste Natal pondere bem sobre os presentes a oferecer!!!

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