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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Até o mais pequenino Ser merece respeito!

(continuação do diálogo anterior)

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«_ Eu: Quando é que perdeste ‘o fio à meada’ na matemática?

_Estudante: Para aí no 7º ano… eu sei que sou muito sensível, quando me chamam nomes e assim.. eu não fico bem… e a minha professora dizia-me ‘não sabes isso, és mesmo burro/a… eu ficava com nervos… pior…»

_ Eu: Essas coisas também não se devem dizer, nem aos alunos, nem aos colegas de escola!»

 

A segunda reflexão sobre este diálogo perceberam que é sobre o respeito entre alunos e professores e os cuidados que os professores devem ter quando ensinam.

Confesso que é, para mim, um tema que me inquieta de forma pessoal… não gosto que destes ataques pessoais aos estudantes… não gosto de ouvir, nem de saber que aconteceu… essas e outras formas de humilhar quem está a aprender deixa-me o coração inquieto…

A maioria das crianças bloqueia, se os outros criticam ou humilham, logo não vão aprender mais nada nas próximas horas… Um jovem perde a vontade, a concentração e o entusiasmo pelo conhecimento, da mesma forma.

Na minha opinião, nenhum professor deveria seguir este caminho enquanto ensina, e eu sei que, tantas vezes se torna difícil passar a mensagem…

Não existem crianças ‘burras’, nem com qualquer outro sinónimo… existem crianças que precisam que não desistamos delas… que se adapte a forma de explicar sempre que é necessário…. Que se ensine com mais tempo e mais disponibilidade… que se desenvolvam outras estratégias e outros métodos…. Que se insista com calma e tranquilidade… Que se volte atrás, sempre que necessário…

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FlashCards: memoriza a brincar!

Já os dias de estudo vão longos e os estudantes continuam a necessitar de memorizar vários conceitos e definições.

Para que esta forma de memorização se torne mais divertida e eficaz, podem optar pela técnica do FlashCards, em termos educativos significa aprendizagem rápida, que se baseia na repetição e na associação.

Quem pretender optar por esta estratégia, basta cortar pedaços de cartolina do mesmo tamanho, tipo Cartas de Uno, de seguida escrever uma pergunta de um lado e no inverso a resposta, podendo-se associar imagens, desenhos, cálculos, etc…

Agora com este jogo simples já preparado, basta começar a jogar: o estudante irá procurar responder às perguntas corretamente, vai eliminando as cartas às quais consegue responder e mantendo as que tem errado, até que tudo fique memorizado… pode treinar vários dias até sentir a assimilação completa.

Outros jogos didáticos podem ser utilizados com estes simples cartões de cartolina, basta imaginação!

Por vezes, tornar o estudo mais divertido pode ajudar o estudante a sentir-se mais capaz e mais motivado para o estudo!

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Comunicação Oral… como desenvolvê-la?

Quando as crianças e jovens se veem confrontados com a necessidade de participar em grupo, ou em sala de aula, surge também a necessidade de um à vontade, com a utilização do discurso e a necessidade de apresentar elevada capacidade de expressão oral, só assim, estes estudantes serão bem sucedidos no momento de apresentarem as suas próprias ideias e opiniões.

Para desenvolver estas competências aqui ficam algumas estratégias a serem desencadeadas, seja individualmente ou em grupo:

 

Individualmente:

  • Relato dos acontecimentos em sala de aula;
  • Síntese de uma atividade realizada;
  • Relato de um acontecimento quotidiano ou especial;
  • Exposição oral da matéria dada;
  • Reconto de livros ou filmes;
  • Síntese de experiências;

 

Grupo:

  • Criação de debates;
  • Exposição de ideias em grupo;
  • Realização de entrevistas;
  • Construção de alguns ‘Brainstorming’ (chuva de ideias);
  • Representação de teatros/musicais/danças;

Estas estratégias realizadas dentro ou fora da sala de aula facultam novas capacidades de expressão oral, diminuindo os níveis de ansiedade e stress, quando o estudante é confrontado com a necessidade de se exprimir perante uma plateia ou audiência maior do que o habitual.

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(imagem retirada da internet)

 

Técnicas de Memorização

Tal como prometido no Post anterior, aqui ficam algumas propostas de técnicas de memorização. Relembro que algumas podem funcionar melhor do que outras, de acordo com as capacidades e facilidades de cada indivíduo, contudo, com o tempo e a prática, conseguem-se melhorar resultados.

 

Repetição: um método pouco motivante para os estudantes mas, em determinadas situações, eficaz, e consiste na repetição da informação várias vezes seguidas. Para tornar este método mais interessante pode optar-se por fazê-lo é jeito de canção.

 

Rimas e jogos: memorizar através da realização e jogos ou de esquemas rimáticos, poderá ser mais fácil, criando-se com a matéria uma relação afetiva e mais divertida. Funciona melhor com matérias mais simples, por exemplo, do primeiro ciclo.

 

Imagens mentais: para os estudantes que têm uma boa memória fotográfica, podem recorrer a imagens como forma de memorização. Trata-se de uma estratégia com melhores resultados em algumas disciplinas, como por exemplo a Ciências da Natureza.

 

Técnica dos espaços: de uma forma associativa, o estudante pode associar um determinado lugar ou espaço a determinada matéria, assim, ao relembrar o espaço irá relembrar a informação associada. Esta técnica funcionará bem se o estudante tiver uma boa capacidade de conhecimento espacial.

 

Elaboração progressiva: esta técnica tem por objetivo encadear as informações de tal maneira que elas sigam uma ordem lógica que nos permita recordar as informações que elas encerram. Desta forma supõe-se que a aprendizagem anterior foi claramente reconhecida e memorizada, só assim se evoluirá na memorização.

 

Palavra-Chave: esta técnica propõe que o estudante memorize várias aprendizagens para cada palavra-chave, bastando lembrar a palavra-chave para relembrar todos os outros conceitos e conhecimentos associados. Pode ser bastante útil para descrever processos, mas para enumerar listas de características ou outras informações que pretendemos decorar.

 

Técnica dos números: para os estudantes que têm grande capacidade em memorizar números, podem associar informações a números, codificando, assim, a informação. Esta estratégia deve ser utilizada em pequena escala para ser mais eficaz.

 

E para vocês, qual a técnica que melhor funciona? Que outras estratégias de memória utilizam?

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Possíveis erros no estudo

Os métodos de estudo devem ser adaptados para cada estudante, de acordo com as especificidades de cada um, moldando-se às caraterísticas da matéria a estudar e às especificidades de cada estudante.

Contudo, existem estratégias de estudo que, nem sempre, poderão facultar os melhores resultados esperados, como por exemplo:

- Decorar a matéria para a realização de uma ficha de avaliação poderá não conduzir aos melhores resultados, pois o mais importante é compreender a informação recebida e torna-la num fio condutor de novas aprendizagens.

- Estudar pelos resumos, apenas e só, não deve ser também o único investimento de estudo, pois, ao condensar a matéria resumindo-a, poderá ficar por estudar partes importantes de informação.

- Estudar apenas no dia anterior à avaliação, é também um caminho errado, torna-se demasiado cansativo e certamente não se conseguirá a aprendizagem total da matéria.

- Procurar o apoio do Educador/Explicador, apenas no dia anterior à ficha de avaliação, talvez não melhore significativamente os resultados desta avaliação se existirem muitas dúvidas e incompreensões na matéria a estudar.

Os possíveis erros de estudo para um estudante poderão ser um método acertado para outro, cabe ao Educador apoiar e orientar nas melhores escolhas de acordo com as características e capacidades intrínsecas ao estudante.

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