Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Avós: educar para o amor

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«_Eu: Para onde vais nas férias?

_ Estudante: Para casa dos meus avós, eles vivem longe, no campo…

_ Eu: E gostas?

_ Estudante: É espetacular… temos piscina, baloiço… podemos fazer o que quisermos…»

 

Escrever sobre educação é também escrever sobre afetos, sobre inteligência emocional, sobre sentimentos compreendidos. Escrever sobre tal tema implica lembrar dos Avós… aqueles que sabem bem educar no afeto, no carinho e no respeito… aqueles que maior alegria não têm, do que, a de que partilhar o seu tempo com o(s) seu(s) neto(s).

Muitas das vezes os pais afirmam que eles mimam em quantidade excessiva, que tudo permitem e que isso pode prejudicar a educação de quem cresce. Em minha simples opinião, permitam-me discordar… para as crianças o papel de avô/avó está bem definido: são quem os mima e são amor pleno e constante… todas as permissões são apenas deles e só podem ser pedidas a eles… é uma relação individualizada… única! E aprende-se tanto: o conceito de tempo, de diferenças geracionais, de tradições, de família…

Os avós sabem contar histórias como mais ninguém, sabem ensinar jogos tradicionais como se fossem prémios valiosos, sabem demonstrar amor como verdade!

images PC).jpg

 

Sentimentos Natalícios…

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

«Eu: _E tu, o que recebeste no Natal?

Estudante: _Nada… não havia dinheiro…»

 

Esta conversa aconteceu comigo, há mais de dez anos, e confesso que a guardo até hoje como uma das mais significativas e perturbadoras conversas que tive com uma criança… e que em todos os anos me faz pensar nisto do Natal, da família, do consumo, da partilha…

Todos nós sentimos que esta época natalícia tem maior valor para a pequenada, que vibra com todos os momentos… as férias, a família, os presentes, os doces… e tanta coisa bela!

Acredito também que, para quem educa não é fácil fugir do atual conceito de consumismo que a sociedade ainda sustenta fortemente… eu mesma apenas mudei o meu conceito radicalmente quando tive este diálogo com esta criança… agora as minhas conversas, com estudantes, sobre o Natal centram-se na família, na alegria da festa e pouco nas prendas dadas ou recebidas.

Assumo que sou católica e que o nascimento de Jesus é, para mim, motivo de festa, alegria e família… contudo acredito que, em todas as casas, crentes e não crentes, se pode relembrar às crianças o verdadeiro sentido do Natal, valorizando-se os sorrisos partilhados, os abraços do pai, da mãe, dos tios, dos amigos… tendo gestos de ternura para com conhecidos e desconhecidos e mesmo, porque não, gestos de ajuda a quem mais precisa…

Considero que não devemos deixar passar uma data tão importante como esta sem falar de AMOR e de PARTILHA às nossas crianças…. e o desejo de que todas elas tenham os mesmos direitos!

395265_404121883001022_522925817_n.jpg

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D