Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Surgiu-me este tema para escrever… gestão de responsabilidade e privacidade. Logo depois pensei: onde me vou meter, mesmo?
Imagino que, para quem tem adolescentes em casa, olhar para este tema deve despertar angústia, frustração e medo…
Não é fácil respeitar a privacidade de quem cresce, quando conhecemos os perigos que surgem de todos os lados, já que, hoje em dia até em casa em frente a um ecrã os perigos são imensos. Mas, com o crescer vem a dicotomia de incutir responsabilização e exigir responsabilidade, ou seja, uma dita liberdade que os adolescentes exigem em todas as situações.
Não é possível deixar crescer sem que eles tropecem, errem, falhem, sofram… assim aprendem, experimentam e desenvolvem a moralidade, os seus próprios valores. Por outro lado, existem escolhas que ditam vidas, ou deixam marcas para a vida que nenhum adolescente deveria viver!
E as famílias vivem nesta angústia constante, entre o permitir viver e o ajudar a escolher, sabendo elas que não existe uma fórmula que garanta sucesso, ou um caminho definido até à felicidade.
Portanto, hoje não venho cá propor nada… porque sei que cada família está a fazer o maior e melhor esforço que pode… com a melhor intenção… e que aprende todos os dias como se faz… nunca descobrindo tudo, mas sempre a tentar tudo!
Obrigada, por nunca desistirem… penso que é essa a chave para a educação de quem cresce!
Nos dias de hoje, para adolescentes e jovens, os locais mais íntimos e sagrados são, de facto, os telemóveis. Lá eles e elas guardam as fotografias mais pessoais, as conversas mais intimas, as redes sociais que não partilham com a família, ‘conta dos friends’, fazem pesquisas pessoais e guardam muita informação particular.
Sem dúvida que as famílias que queiram descobrir segredos e informações privadas, irão vasculhar os telemóveis, tablets e computadores. E muitos são os pais que o fazem com regularidade… alguns jovens sabem-no perfeitamente e tratam de arranjar estratégias para manter algumas informações escondidas… e/ou… simplesmente: apagam-nas. Outros são ‘apanhados’ um pouco de surpresa e aí revelam-se alguns segredos, sendo que os estudantes sentem a sua intimidade exposta e sentem-se desrespeitados.
Ora, este é o grande dilema: até que ponto a intimidade e o respeito pode e deve ser salvaguardado, num telemóvel, com acesso ao mundo exterior e repleto de perigos, o respeito pela privacidade… onde o objeto, em si, pouco tem de privado?
Acredito que seja o dilema e a constante mediação de muitas famílias que se preocupam com as redes sociais e a exposição dos seus educandos, em relação ao respeito e à privacidade de cada um.
É, sem dúvida um tema difícil, onde não existem respostas corretas, onde é necessário uma gestão coerente e sensata de cada atitude. Existem sempre famílias mais condescendentes que não avaliam os telemóveis dos seus educandos e existem aquelas que controlam o máximo que conseguem, tal objeto.
Algo é necessário e importante assumir, o acesso à internet é o acesso a um mundo real, onde existe muito de bom e muito de mau… é necessário que, quem cresce tenha essa noção e não é estando distante desse mundo, que irá aprender a conhece-lo e a defender-se… no entanto, sem apoio e orientação é possível que, facilmente, entre em problemas difíceis e desnecessário.
Assim, cabe às famílias aprenderem a lidar muito bem com este mundo chamado de internet, precavendo-se a si e precavendo quem cresce. Para além disso, a Polícia da Escola Segura tem promovido muitas ações de esclarecimento neste sentido, em escolas e noutras instituições… não considere que já sabe tudo… vá, aprenda, discuta, leia… para conseguir, depois, ensinar e orientar!