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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Descrição Oral sobre um Objeto Sentimental

No estudo das línguas, é necessário ensinar e avaliar a oralidade, a forma como se expressa na língua, como comunica, como pronuncia… Portanto, na escola, ser oralmente avaliado a uma das disciplinas de Português, Inglês, Espanhol,… é algo a que os alunos estão habituados.

As propostas de avaliação são diferentes e tornam-se mais complexas conforme os anos de aprendizagem da língua vão aumentando.

A apresentação à turma de um objeto sentimental, através da sua descrição e enquadramento pessoal pode ser uma das propostas, muitas vezes, vinda do professor de Português.

Para ajudar e orientar esta apresentação, deixo algumas dicas:

 

  • Escolha do objeto:

Não procures um objeto comum a muitos dos teus colegas, como o telemóvel… perde muito em originalidade. Seleciona algo bem pessoal, por exemplo, um objeto usado num desporto que pratiques, numa arte que aprendes; um objeto que te acompanhe desde a infância; um prémio recebido; algo oferecido por alguém especial….

  • Responde às seguintes perguntas:

 

Onde compraste, recebeste?

Tua idade quando adquiriste?

Idade do objeto?

Características os objeto?

Qual o valor sentimental e porquê?

Onde está guardado?

O que significa quando o usas, ou observas?

Algum sonho (futuro) que o objeto te traga?

 

  • No momento da apresentação:

As perguntas anteriores já devem estar todas organizadas num texto simples e coerente, previamente memorizado. Como vais falar sobre algo pessoal, não será difícil esta memorização. Nesta apresentação não te demores mais de 5 minutos.

De acordo com as orientações do professor, podes fazer um powerpoint para te orientar, com mais fotografias e títulos, nunca com todo o texto que irás dizer.

Leva o objeto contigo e mostra-o aos colegas e ao professor, assim que comeces a apresentação, volta a pegar nele se precisares de mostrar alguma característica específica, deixa-o sempre em lugar de destaque enquanto decorre a tua apresentação. Procura usar as tuas palavras e não somente ler o que escreveste.

No final, pergunta se entenderam e se querem fazer alguma pergunta… por fim agradece! 

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Quanto vale a composição?

Quando os estudantes são avaliados nas disciplinas de línguas: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão… um dos critérios de avaliação constante é a Expressão Escrita, aquilo a que os alunos chamam banalmente de composição. Em, praticamente, todas as fichas de avaliação destas disciplinas, surge como proposta final, um texto escrito, com um número limitado de palavras.

Estas avaliações escritas exigem bastante concentração ao aluno, têm cotações de avaliação elevadas e compreendem um conjunto complexo de parâmetros a serem observados:

  • Uma estruturação correta e coerente ao longo de todo o texto;
  • Respeito pelas propostas e orientações dadas;
  • Produção de um discurso correto (planos lexical, morfológico, sintático, ortográfico, pontuação);
  • Criatividade e imaginação;
  • Domínio dos conceitos aprendidos em contexto de sala de aula;
  • Devido enquadramento nos limites de palavras sugerido;

Por serem avaliados tantos critérios, é obvio que esta proposta tenha tão elevada cotação e a minha constante sugestão, para os alunos, é: nunca deixem este exercício por realizar… mesmo que não consigam a cotação máxima, alguns valores podem sempre ser um ganho!

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Para cada disciplina uma diferente dificuldade

São uns estudantes que entendem bem a matemática, são outros que têm uma apetência natural para a aprendizagem de línguas… uns memorizam com facilidade outros há que preferem entender a matéria… são várias as especificidades de cada aluno que alteram a forma de aprendizagem, para além disso, cada disciplina tem as suas características e apresentam dificuldades diferentes.

Alguns estudantes apresentam as suas dificuldades no seguinte: 

 

Na matemática o difícil é resolver problemas! Os estudantes apreendem bem as regras e os cálculos, mas no momento de os colocar em prática, através do problemas matemáticos, tudo se torna mais difícil. Alguns não sabem como chegar ao resultado, outros não conseguem entender a questão…

 

Na língua portuguesa o difícil é a gramática, cada vez mais, as crianças e jovens escrevem sem cuidados ortográficos e, mesmo assim, nem sabemos como, entendem-se na escrita, logo, quando, na escola, lhes é pedido para utilizarem regras gramaticais tudo fica mais difícil… até compreendem os textos e sabem as respostas, mas as coordenadas e subordinadas, por exemplo, já se torna bem mais complexo…

 

Na língua estrangeira o difícil é decorar todo o vocabulário. Quando os alunos começam a aprender uma língua estrangeira, estudam-na durante um ano letivo e depois, nas férias, tudo fica esquecido… estudam o vocabulário para o teste mais próximo e, no dia seguinte ao teste, o que foi memorizado foi apagado… se isso não funcionaria com a nossa língua materna, como poderá funcionar com uma língua estrangeira?

 

Na História o difícil é entender a cronologia dos acontecimentos. “Se no ano letivo passado estudei as invasões Francesas a Portugal, porque só este ano é que estou a estudar os Homo Sapiens?” A pergunta é, de todo, pertinente… torna-se mais difícil para os estudantes entenderem a matéria de História se não a entenderem tal como o nome indica, como uma história repleta de emoção, acontecimentos importantes e romances que nos influenciam até aos dias de hoje… 

 

Na Geografia o difícil é entender o Globo Terrestre. Se os estudantes não têm curiosidade em saber mais sobre o planeta onde vivem, se não querem conhecer outros povos, outros países, outras realidades, torna-se difícil gostarem de Geografia. O estudante tem de ser desperto para estes gostos e para estas curiosidades, o planeta tem especificidades tão interessantes… viajar ajuda tanto a entender…

 

Nas Ciências Naturais o difícil é  memorizar conceitos de outras espécies de seres vivos e não vivos. Quando a matéria de ciências se relaciona com o corpo humano, parece ser mais fácil e interessante que um aluno goste e entenda a matéria, mas quando se estudam as plantas, ou alguns animais, tudo parece desinteressante e longínquo… os estudantes têm de ser humildes no estudo e respeitar a importância de tudo o que nos rodeia e que precisamos proteger! O isolamento da natureza que trazem as grandes cidades, também não ajuda…

 

Na Físico-química o difícil é memorizar as fórmulas e cálculos. Tal como aparece no nome, esta disciplina inclui dois conhecimentos diferentes, mas que se relacionam entre si, a física e a química, por norma os estudantes têm preferências por um destes conhecimentos. No entanto, tudo se complexifica quando, aliado aos conhecimentos é necessário memorizar fórmulas e saber realizar os cálculos associados… uns dizem até que não gostam de matemática… só para esclarecer…

 

Nas Artes e no Desporto muitos estudantes têm avaliações baixas porque não apresentam tanto empenho como em outras disciplinas, quando questionados sobre a situação dizem simplesmente que não gostam e que não têm jeito para a disciplina, raramente assumem a falta de empenho e de dedicação à disciplina em causa!

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O que devo saber sobre a gramática portuguesa?

Em todos os anos letivos aprende-se um pouco mais sobre a gramática da língua portuguesa, portanto, quanto mais rapidamente os estudantes e começarem a entender a gramática melhor, ajudá-los-á em todos os anos letivos.

O que se deve aprender sobre a gramática:

  • Palavras: relação entre palavras; neologismos; arcaísmos; formação de palavras; expressões idiomáticas.
  • Subclasses de palavras: nomes; determinantes; quantificadores; pronomes; adjetivos; verbos; advérbios; preposições; conjunções; interjeições.
  • Sintaxe: constituintes da frase; funções sintáticas; concordância; forma ativa e passiva; frases simples e frases complexas (coordenação e subordinação).
  • Língua e Comunicação: grafia; registo formal e informal; discurso direto e indireto;
  • Recursos Expressivos: onomatopeia; repetição; comparação, metáfora, etc…
  • Tipos de Texto: textos literários e não literários; géneros literários.

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Para a disciplina de Português…

Os Recursos Estilísticos, ou as Figuras de Estilo, são conceitos constantemente aprendidos na disciplina de língua Portuguesa. Ao longo dos anos letivos vão-se acrescentando à lista novas Figuras de Estilo, com base nas obras estudadas. 

Os Recursos Estilísticos/Figuras de Estilo são estratégias de escrita que apoiam o escritor no momento de realçar o seu texto para uma melhor interpretação, motivando quem lê. Quantas vezes ouvimos um estudante a dizer: ‘(...)matei-me a estudar…’ esta frase utiliza um Recurso Estilístico.

Para os alunos estudarem estas e outras propostas gramaticais podem consultar o seu manual escolar, normalmente no final, existe uma parte gramatical de consulta e apoio ao estudo. Para quem pretender investir um pouco mais, pode adquirir uma gramática em concordância com o ciclo de estudo e com as metas curriculares.

Em anexo, deixo um documento retirado da internet, com várias destas Figuras/Recursos, exemplos e exercícios, que poderão, também, ajudar estudantes das mais diversas idades. 

recursosexpressivos.pdf

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Usar a Vírgula – cuidados!

Embora todos nós saibamos que uma vírgula pode mudar todo um contexto, utilizá-la sempre de forma correta torna-se um desafio, para crianças e adultos. Para ensinar os estudantes o quanto a vírgula é importante pode-se propor alguns exercícios, para colocar corretamente a vírgula, ou para a irem mudando de lugar, percebendo assim as diferenças.

Para ajudar, aqui ficam dicas simples:

A fazer:

  • Utiliza-se depois do modificador de grupo verbal; ex: Naquele dia, o João acordou tarde.
  • Utiliza-se para enumerar ou separar repetições; ex: Boa, boa! Os primeiros, segundos, terceiros,…
  • Utiliza-se para separar orações independentes; ex: Eu gosto de dormir, mas tenho de acordar cedo.
  • Utiliza-se após a oração subordinada adverbial, principalmente quando está antes da subordinante; ex: Quando eu fui à escola, os professores já tinham saído.

 

A não fazer:

  • Não se separam sujeito de predicado;
  • Não se separam do verbo os complementos;
  • Geralmente, não está presente nas conjunções e, nem, ou.

 

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8 Dicas de Escrita!

Muitas vezes, os pequenos estudantes cometem alguns erros gramaticais na sua escrita, ao confundirem pequenos termos, como por exemplo, o ‘à e o há’, até nós os adultos ficamos com algumas dúvidas, pois ambas as palavras existem, mas têm significados completamente diferentes.

Por isso, deixo algumas dicas orientadoras de escrita, de palavras mais básicas:

Dica 1- Uso de “À” ou “HÁ”.

O HÁ indica tempo e pode ser substituído pelo verbo Existir, ex.: “Ele deixou a chupeta há algum tempo”.

O À indica lugar e pode ser substituído pelo Para…, ex.: “Vou daqui à escola”.

Dica 2- Uso “Haver” ou “A ver”

O Haver indica a existência de algo, ex.: “Por não haver mais para fazer, cheguei mais cedo!”

O A ver refere-se a algo que se observa, ex.: “Estás a ver o mar’”

Dica 3 – “ss” ou “-se”

Usam-se dois ss quando referimos o passado, ex.: ”Se os testes fossem hoje!”

Usamos o -se num futuro, possibilidade ou indicação, ex.:”Vendem-se livros!”

Dica 3 – “Cozer” ou “Coser”

Utiliza-se Cozer de cozinhar, ex.: “Hoje vou cozer batatas.”

Utiliza-se o Coser de costurar, ex.: “Vou coser-te este botão.”

Dica 4 -  “Traz” ou “Atrás”

Utiliza-se o Traz de trazer algo, ex.: “Traz-me o saco!”

Utiliza-se o Atrás de localização, ex.: “A agenda está atrás do computador.”

Dica 5 – “Tráfico” ou “Tráfego”

O tráfico utiliza-se para a referência a um comércio ilegal, ex.:”O tráfico de armas está a aumentar!”

O Tráfego refere-se ao aumento do número de transportes, ex.:”São horas de maior tráfego aéreo!”

Dica 6 – “Pôr” ou “Por”

O Pôr significa colocar algo, ex.:”Vai pôr a mesa…!”

O Por é designação de modo, ex.:”Este livro foi escrito por ela!”

 Dica 7 – “acento” ou “assento”

O acento refere-se à escrita, ex.:”A palavra céu leva acento.”

O assento é um lugar para sentar, ex:”O assento do carro é novo.”

Dica 8 – “A fim” ou “Afim”

A locução a fim indica finalidade, ex: “Viemos a fim de discutir as notas.”

O adjetivo Afim indica semelhança, ex: “Elas têm ideias afins!”

 

Querem acrescentar mais dicas???

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