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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Não satisfaz – motivo de alarme?

Existem estudantes que, ao apresentarem uma avaliação de Satisfaz (50%) torna-se motivo de preocupação, já que as avaliações são sempre bem mais elevadas; outros estudantes deixam a família preocupada quando apresentam uma avaliação de Não Satisfaz (<50%).

Seja qual for a situação, a família deve sempre conversar com o estudante, ver a ficha de avaliação e procurar entender a justificação para tal ter acontecido. Para além disso, deve estar atenta, porque se estes resultados se mantiverem, se surgirem mais avaliações negativas é porque algo deve ser corrigido e melhorado.

Para alterar esta situação, algumas atitudes podem ser necessárias:

  • Mudar métodos de estudo;
  • Aumentar o tempo de estudo;
  • Adquirir livros/fichas de apoio ao estudo;
  • Recorrer a explicações à disciplina;

É necessário refletir sobre esta situação, sem permitir a continuidade destas avaliações baixas, porque as matérias têm um fio condutor que apoiam a compreensão, ao longo de todo o ano letivo, e quanto mais tempo decorrer sem entender grande parte da disciplina, maior será o tempo necessário e o empenho despendido para uma recuperação sólida!

suficiente.jpg

 

Comportamento adequado na sala de aula

O bom comportamento em sala de aula é também imprescindível, não só para se obterem bons resultados, mas também um excelente momento de aprendizagem para desenvolver valores sociais importantes, tais como o respeito, a responsabilidade ou a amizade. Para tal, o meu desafio aqui fica, imprimam o documento em anexo, que ditam as principais regras e valores de comportamento dentro de uma sala de aula e que fazem parte de dos Regulamentos Internos Escolares, conversem com o vosso educando sobre cada uma das regras e relembrem o quanto importante será que ele procure seguir tais comportamentos, com civismo e responsabilidade!

Mais uma vez, se considerar que as regras tendem a ser esquecidas, facilmente, pelo seu estudante, mantenha o documento impresso em lugar visível…

Boa conversa!

O comportamento adequado na sala de aula.pdf

 

comportamento escolar.jpg

 

 

Quando os Pais são os Explicadores!!!????

Tem tudo para correr bem… e tudo para correr mal…. E as crianças pensarão: ‘São os pais que estão ali para tudo, para todas as perguntas e todas as respostas… são os melhores e mais sábios, portanto saberão a resposta à pergunta número 1 … 2… e talvez também à 4 e a 5… ou seja, todo o TPC…’

Mas os pais tiveram um dia de trabalho daqueles, já nem conseguem fazer uma conta de somar, quanto mais distinguir as palavras homógrafas das homónimas... espera lá… também há as parónimas???…. E as tarefas domésticas a atrasarem-se… e o jantar que não se faz… e a mãe que não chega para ajudar… 

Não é que os/as Explicadores/as sejam mais Sábios que os pais, contudo, ser Pai ou Mãe será, certamente, mais importante que ser Explicador, das mais variadas matérias…. Enquanto que o Explicador/a poderá ser um facilitador do processo de aprendizagem escolar… 

Concordam? Contem lá as vossas experiências… 

 

pai-e-filho-estudando.jpg

(imagem retirada da inernet)

 

Os pais e os TPC’s… será de perder a cabeça?

Quantas e quantas vezes conversei com pais/mães que me referem não estar a conseguir acompanhar os filhos nos estudos de casa, porque se enervam, porque eles estão tão atentos, porque eles não prestam a atenção… e se não são os pais a dize-lo, muitas vezes são os estudantes a assumi-lo!

Parece-me totalmente plausível esta situação, no final do dia de trabalho, a grande maioria dos pais já não tem capacidade psicológica para se sentar a ensinar, com a maior paciência… e para os estudantes perfeito seria que os pais se sentassem com eles a conversar  calmamente ou a fazerem atividades divertidas em conjunto, é essa a atenção que desejam.

Contudo, em casa, é necessário ensinar métodos de estudo e organização de trabalho escolar, já que este, normalmente, não é ensinado nas escolas… existem os ATL’s ou as Explicações que realizam esse apoio e orientação, que em muito ajuda o quotidiano familiar, embora não esteja, financeiramente, ao alcance de todos!

Se essa tarefa lhe compete a si (pai/mãe) posso deixar um conselho, se no decorrer do apoio começa a demonstrar nervosismo, está para começar a gritar com o estudante, o melhor é deixar que ele continue sozinho o estudo, pois, a maioria dos estudantes reage mal a este confronto, bloqueando a raciocínio lógico e assim nada de bom se ensina/aprende!

 

Aí em casa, também se sentem estes desassossegos?   

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‘Os meus pais compram-me outro….’

O ensino da gestão financeira é saber que, embora seja referido pela escola de forma mais abstrata, deve ser ensinada em casa pelos encarregados de educação de uma maneira mais concreta e experienciada. Quantas vezes os pais são confrontados com os vários pedidos para comprarem objetos de valores tão variados, e desengane-se quem pensa que isso é um processo para a prender na juventude… o início desta aprendizagem deve surgir, logo, entre os dois/três anos de idade. Com esta idade as crianças devem ser despertadas para que existem objetos com valores muito diferentes, que as famílias fazem grandes esforços para terem dinheiro e que o próprio dinheiro não se deve estragar, rasgar, ou perder!

A partir dos seis anos e com a entrada na escola, o conhecimento sobre números, notas e moedas começa a ser melhor entendido, será portanto, nesta altura que poderá começar a entregar uma semanada à criança.  Deve oferecer-lhe também uma pequena carteira e um mealheiro, para que ela possa definir o que quer gastar e o que quer poupar.

Assim, ela desenvolverá a vontade de poupar para atingir os seus objetivos financeiros e perceberá que não pode comprar tudo o que deseja e muitas vezes precisa de abdicar de vontades em prol de sonhos mais desejados.

Sempre que tiver mais tempo disponível leve-a consigo às compras e apresente-lhe o valor dos mais variados produtos, reflita com ela sobre pagamentos e trocos, permita-lhe também que seja ela a realizar a compra de algum produto, responsabilizando-a pela entrega do dinheiro e pelo receber do troco e do produto.

 

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Os TPC’s: as vossas opiniões e a minha

Desde já agradeço as vossas respostas ao apelo do Post anterior, sobre a vossa opinião relativamente aos TPC’s. Recebi ótimos comentários, que nos fazem partilhar ideias e pensamentos, já que, este tema é muito importante para a educação escolar, pois faz parte das atividades académicas e tem por objetivo, motivar e ensinar ao estudo, em simultâneo conta para a avaliação curricular.

Partilho de muitas das vossas opiniões, sobretudo quando me afirmam que a escola não consegue ensinar a estudar, não apoia no desenvolvimentos desses métodos e técnicas, muitas vezes, nem sequer se adapta às capacidades e necessidades dos estudantes.

Concordo em pleno com as vossas ideias de que, os TPC’s devem ser medidos, relativamente à quantidade e, para isso, os professores das várias disciplinas deveriam definir em conjunto quais os TPC’s de cada turma, para não sobrecarregar o estudante, principalmente, durante a semana.

Nos vossos comentários referem também  que, pais e irmãos são envolvidos nestes trabalhos de forma diária e intensa, sendo difícil para eles definirem até que ponto este envolvimento é correto e importante para o estudante…. Isto porque, não se pode exigir de cada pai um professor!

A tudo isto gostaria de acrescentar que, a realização dos trabalhos de casa é uma realidade em praticamente todas as escolas, já o era há muitos anos atrás e assim permanece, sem grande alteração por parte das escolas que, neste sentido, poucas regras impõe aos professores…  

Na opinião da Mestre Armanda Zenhas, os objetivos dos TPC’s são:

  • facilitar a organização do estudo necessário para fazer revisões da matéria dada e para a praticar;
  • consolidar as aprendizagens;
  • promover a autodisciplina e a responsabilidade;
  • contribuir para desenvolver a autonomia do estudante. 

 Na minha opinião, os estudantes devem ser acompanhados durante este momento, não só para confirmar que foram realizados com atenção e estudo, mas também para apoiar nas dúvidas que, certamente, irão surgir. Muitas vezes, para esta tarefa, os pais optam pelas Explicações ou ATL’s, como forma de auxílio à realização destes trabalhos diários. Para mim os TPC’s devem ser realizados de forma autónoma, apenas devem recorrer aos Explicadores quando não estão a perceber a matéria ou o exercício é de facto de difícil realização, o recurso aos Explicadores deve existir para desenvolver métodos de estudo, orientar, explicar, tirar dúvidas e colmatar falhas de aprendizagem…

 

Deixo também algumas orientações para a realização dos TPC’s:

  1. A primeira regra base é que cada estudante escreva sempre no caderno diário qual o TPC, de forma bem clara (páginas, exercícios, tarefas,…).
  2. Em casa não basta pensar quais os trabalhos que foram marcados, é necessário abrir os cadernos diários, um a um, e verificar se efetivamente têm, ou não, trabalhos a concretizar. Principalmente no 2º e 3º ciclo, devido à quantidade de disciplinas, é frequente esquecer um TPC.
  3. Os TPC’s devem ser concretizados no dia em que são propostos, esta situação só deve ser ponderada e alterada em dias em que exista uma grande quantidade de trabalhos e estes não sejam necessários no dia seguinte.
  4. Protelar os trabalhos ao fim de semana, muitas vezes até ao domingo à noite, também não é de todo a melhor forma, depois acabam por serem realizados apressadamente.
  5. Pode, o educador, que acompanha o estudante, na realização dos TPC’s, utiliza-los como forma de rever a matéria dada e perceber quais as dúvidas e dificuldades para serem colmatadas, utilizando estes trabalhos como uma base de estudo diário mais aprofundado. 

   

Para quem precisar de uma melhor organização dos TPC’s, pode optar por utilizar uma tabela como esta que aqui deixo…

tabela TPC.jpg

 

Pais Especiais Para Filhos Especiais: as NEE’s

Quando pais e mães se deparam com o educar uma criança com necessidades educativas especiais tornam-se especiais, na medida em que terão de desenvolver competências específicas e adaptadas às características o seu filho/a.

Este vivência será diferente de acordo com cada criança e com as suas necessidades. O momento em que o diagnóstico é concretizado também tem implicações no processo de adaptação dos pais a esta nova realidade, por exemplo, características que impliquem a capacidade de aprendizagem podem ser apenas diagnosticadas em idade escolar e a partir desse momento torna-se necessário reequacionar as formas de ensino-aprendizagem.

Não raras vezes, o sentimento de proteção torna-se mais evidente nestes pais, podendo até exagerarem relativamente ao que a situação apresenta, com o objetivo de que a criança não sofra de nenhuma forma de fracasso ou rejeição. Por estes motivos, cabe aos pais procurarem delimitar os seus cuidados de proteção e apoio para que não prejudiquem a independência do/a filho/a e permitindo que ela se torne mais confiante e segura de si.

Assumir e interiorizar o diagnóstico realizado, procurando formas de promover o acesso e sucesso destas crianças no sentido transversal do conceito Educação deverá ser a base de toda a estratégia, aceitando a diferença como um direito e não como um problema!

nee esquema.jpg

 

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