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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Avaliações por Períodos ou por Semestres???

Há já alguns anos que algumas escolas adotaram um novo sistema de avaliação e interrupção letiva. Os tradicionais três Períodos letivos passaram a ser apenas dois Semestres.

Esta mudança começou por ser concretizada em projetos piloto, só em algumas escolas e, atualmente, foi adotado pela grande maioria, como sendo uma boa mudança no sistema.

Não pesquisei, nem li sobre a avaliação desta alternativa e os seus benefícios. No entanto, ouvi numa Conferência sobre Educação, a apresentação das vantagens desta mudança, trazidas por professores de alguns Agrupamentos de Escola. Estes referem que os benefícios justificam a mudança e que os alunos apreciaram a alteração.

Para quem não se sente tão incluído no tema, passo a explicar, em traços gerais as alterações:

semestre periodos.jpg

 

Estas mudanças trouxeram várias opiniões, algumas a favor outras contra…tanto por parte dos alunos, como dos professores. Como a minha experiência está fora dos muros escolares, não poderei realizar uma opinião sobre o assunto. Apenas aquilo que posso relatar são algumas opiniões que me chegam pela voz dos estudantes e, de forma geral, as opiniões são as seguintes:

  • Os alunos mais novos são os que mais apreciam a mudança, pelos momentos de férias estarem mais intercalados;
  • Os alunos de secundário são os que menos apreciam a mudança, porque têm apenas dois momentos de avaliação quantitativa, muito valiosa para a entrada na universidade e portanto, há menos hipóteses de recuperar e melhorar resultados;
  • Na generalidade dos casos, existem mais avaliações junto das férias de Natal e da Páscoa, pelo que os alunos sentem que passam muito tempo destas férias a estudar;
  • Os alunos de 1º ciclo que já iniciaram o processo em Semestres, não têm fonte de comparação, pelo que não há opinião a registar.

Talvez seja esta a situação mais real, com o passar dos anos, os alunos deixarão de ter comparação entre o passado e o presente e esta nova realidade se torne natural e completamente aceite.

Não me querendo alongar em opiniões e pontos de vista sobre o assunto…deixo essa parte para o leitor interessado: refletir e partilhar!

 

 

O professor foi injusto...

Quantas vezes os alunos apresentam queixas sobre a forma como os professores os tratam, ou como os avaliam… ficam frustrados e sentem-se injustiçados com muitas situações que acontecem em sala de aula.

Outras vezes, este sentimento está presente no contexto diário de convívio entre colegas, nos recreios e nas atividades extra curriculares, sentem que não foram compreendidos, que o outro não foi sensível à situação, ou teve uma postura errada!

Quando eles partilham essas situações comigo, explico-lhes que, muitas vezes até podem ter razão… mas a vida é mesmo assim… aprender a conviver e a superar momentos de injustiça ou de incompreensão, por parte do outro, faz parte deste crescer, faz parte desta aprendizagem!

Até porque, também em adultos continuaremos a viver estes momentos e teremos de manter grande maturidade para compreender situações mais complexas, pontos de vista diferentes e opiniões discordantes… e, mesmo assim é necessário manter o mesmo respeito pelos outros…

Portanto, sempre que for possível o aluno pode conversar com a pessoa pela qual sente injustiça, com respeito e tolerância, apresentar o seu ponto de vista e explicar porque sente tal injustiça, revelando tranquilidade e ponderação.

Mas depois… depois é preciso aprender a gerir emoções, aceitar momentos difíceis, compreender que nenhum ser humano é perfeito, nem mesmo o professor/a! E ultrapassar sentimentos de injustiça, porque um qualquer dia serão eles a cometer uma injustiça sem qualquer intenção!

Viver é ter oportunidade para aprender e crescer, é duro, desafiante, mas tem virtude!

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Semestres VS Períodos… como funcionam na prática!?

Ao longo de muitos anos as escolas funcionaram em regime de três períodos, sendo que faziam as suas paragens para avaliação junto com as festas católicas: Natal e Páscoa. Há poucos anos atrás muito se debateu sobre o facto de que a mobilidade da Páscoa trazia um Período muito longo e outro muito curto… em função do calendário.

Com isto criou-se um projeto piloto que testou a utilização de apenas dois semestres, como vinha sendo organizado no ensino superior, há longos anos. Assim, ficariam apenas um primeiro semestre até janeiro/fevereiro e um segundo semestre até junho.

Algumas escolas começaram, então a fazer opções entre uma das duas variantes. Sendo que, cada vez mais surge a opção pelo regime Semestral.

Em termos práticos a situação ficará assim:

Por Períodos: no final de cada Período surge uma avaliação qualitativa e quantitativa e em cada Período são realizados, em média duas fichas de avaliação.

As pausas avaliativas coincidem com as festas: Natal e Páscoa, portanto são pausas mais longas.

Por Semestres:  a meio de cada semestre é concretizada uma avaliação qualitativa e no final de cada um deles, uma avaliação quantitativa. Têm portanto, em média, três fichas de avaliação por semestre.   

As pausas avaliativas acontecem a meio de cada semestre e também no final deste, portanto no Natal e na Páscoa há menos tempo de férias, já que tiveram uma pausa em novembro e outra no final de janeiro para as avaliações qualitativas.

Claro que, outras características e especificidades se apresentam com estas mudanças… que não são tão evidentes no quotidiano dos alunos.

A minha opinião sobre a mudança para os Semestres?

Na minha opinião, gosto destas pequenas pausas a meio dos semestres, sempre descansam um pouco e recuperam energias.

Não gosto do facto de acontecerem fichas de avaliação próximas no Natal.

Os alunos, principalmente de secundário, referem que apenas têm dois grandes momentos para melhorar resultados, enquanto por Períodos tinham três momentos de possível evolução!

Por aí? Opiniões!?

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O ensino público e/ou o ensino privado...

Este é, realmente um tema de enorme controvérsia… a rivalidade entre ensino público e privado mantem-se há já muitos anos. Ambos procuram educar, mas utilizam formas e técnicas diferentes. Todos procuram rankings elevados, mas convivem com realidades diferentes.

Com esta publicação não pretendo tomar partido de nenhum dos lados desta barricada, porque sei perfeitamente que existem excelentes profissionais a trabalharem no ensino, seja ele público ou privado. Para além disso, esta nem é uma questão que se coloca para milhares de famílias, que nunca teriam possibilidades económicas de inscreverem os seus filhos no ensino privado.

Claramente que, o ensino privado procura oferecer um ensino diferenciado, de forma a manter-se como uma opção muito válida, apresenta outras ofertas formativas diferentes, procura maior exigência no estudo e detém materiais e instalações que poderão ser melhores, para além disso, a maioria, exige o uso de uniforme.

Por outro lado, as escolas públicas não se apresentam tão elitistas, têm mais diversidade e muita experiência no ensino, existem muitas escolas de construção recente, com boas infraestruturas. A grande maioria das escolas procura o rigor e a exigência no ensino e preserva excelentes profissionais.

Assim sendo, ambas as opções são muito válidas e coerentes, basta que cada família faça a melhor escolha, de acordo com as suas capacidades e objetivos.

Como escrevi no início, este é um tema complexo, por isso, caro/a leitor/a, se quiser deixar o seu contributo sobre tal assunto, aproveite o espaço dos comentários para a partilha… ajudará a reflexão de todos/as!

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As tatuagens e os piercings… quando o adolescente quer…

Começa o início da adolescência e, a maioria dos estudantes, muda bastante a sua personalidade, muda os gostos, as vontades, a forma de estar e de pensar… Muda tanto que as famílias sentem que estão a conviver com um desconhecido lá em casa.

A aparência é algo que os adolescentes começam por valorizar imenso, demoram muito tempo a escolher roupa (de acordo com modas e marcas), querem usar acessórios pelos quais antes não demonstravam interesse, querem mudar o estilo e o penteado e, muitas vezes, querem também usar brincos, piercings e tatuagens…

Tudo isto deixa as famílias inseguras, para além de influenciarem o orçamento familiar com estas roupas e objetos de marcas caras, também colocam questões estéticas e de saúde em confronto.

Na minha opinião, esta forma de afirmação parece-me saudável, um corte de cabelo diferente, umas roupas de estilo próprio (que não leve a família à falência) são formas de experimentar papeis e posições na sociedade próprio desta idade.

Quanto aos brincos e piercings depende muito das ideologias da família, que deve conversar em conjunto e definir que permissões… em alternativa, existem sempre brincos falsos (que não é necessário furar a orelha) que podem ser comprados em qualquer centro comercial. Até porque, nestas idades, não existem gostos permanentes e esta alternativa pode facilitar a mediação familiar…

Quanto às tatuagens, não me parece que as famílias devam autorizar antes dos 18 anos. Até porque, se falarem com tatuadores entendidos e sinceros irão explicar que, como o corpo está ainda em formação, a tatuagem vai ficar deformada com o crescimento do jovem e mesmo aos 18 anos é bem provável que tal aconteça. Logo, ficarão com um desenho deformado na pele que não dá para retirar de forma simples. Para além disso, como eu já escrevi, os gostos mudam e seguem muito as modas… as modas são efémeras, portanto, não devem deixar marcas eternas. 

 

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