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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

‘Rebeldes’: os que não estudam o suficiente…

Diálogo entre mim e estudante de 2º ciclo:

«Eu: _És repetente deste último ano?

Estudante: Sou.

Eu: _O que andaste a fazer o ano passado?

Estudante: _Andei a passear os livros…

Eu: _ Então gostas muito da escola, é que assim andas lá mais tempo!

Estudante: _Num gosto de estudar… num sei nada… num percebo nada… num tenho paciência...»

 

Foi uma das minhas conversas… das tantas deste género que já tive… que vários pais já tiveram… que vários professores já tiveram, certamente!

Estes estudantes apresentam sempre caraterísticas semelhantes: um desinteresse enorme pelas disciplinas no geral, não reconhecem as dificuldades em determinadas matérias, apenas a preguiça e o desinteresse geral, têm toda uma comunidade educativa (pais/professores/etc) que não conseguem renovar a motivação e o interesse perdido, pela escola e pela construção de um futuro pessoal e profissional.

Estes estudantes precisam, primordialmente, que não se desista nem estereotipe ainda mais estes casos. O estimulo de reflexão sobre projetos futuros e os desejos profissionais devem ser uma constante e delicada conversa. O controlo de rotinas e tempos livres deve ser assegurado e o tempo de estudo fora das aulas deve ser efetivo.

E, se em casa quiser ter a certeza de que o aluno estuda, partilhe o espaço (sala/escritório) de estudo com ele, retire-lhe todas as distrações (telemóvel, PC, TV) defina os trabalhos/estudo a realizar, sente-se a seu lado a ler um livro ou uma revista enquanto ele estuda e, no final do tempo de estudo, reveja e corrija o trabalho realizado. 

Nestes casos específicos a ajuda de todos os profissionais é bem vinda, se considerar necessário pode recorrer ao apoio de professores, de psicólogos, de explicadores, de acordo com cada especificidade apresentada.

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Como subir as avaliações negativas?

Para os estudantes que convivem com as negativas, ao longo do ano letivo, deixo ainda algumas propostas para pais/educadores que poderão ser suporte de uma melhoria nos resultados escolares:

  • Os pais devem procurar com regularidade o/a Diretor/a de Turma para recolher a informação sobre a situação escolar;
  • A presença constante de um educador aquando da realização dos trabalhos de casa e do processo de estudo, para garantir que o estudo é assente em método e concentração;
  • Recurso a apoio profissional individualizado, a uma ou mais disciplinas, de acordo com as necessidades;
  • Calendarização e orientação nos métodos e regras de estudo em constante supervisão;
  • Reflexão sobre os métodos de estudo e alteração/adaptação a novos métodos;
  • Incentivo constante ao estudo e ao(s) Sentido(s) da escola.
  • Trabalhar em conjunto e em harmonia com os diversos profissionais (psicólogo/ explicadores/ professores/ terapeutas) sempre que estes sejam presentes.

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NÃO SATISFAZ: Porquê?

As notas negativas que os estudantes recebem nas avaliações, no final de período e de ano são consideradas, pela escola regular, o reflexo do estudo e aprendizagem em cada criança ou jovem.

Sem querer questionar os métodos de avaliação escolares regulamentados, ou mesmo os que são utilizados por cada professor, importa-me, apenas, refletir sobre algumas formas de melhorar estes resultados escolares.

Seguindo esta linha orientadora, preciso será definir entre uma negativa esporádica, porque o estudante não se empenhou no estudo, ou não dominou a matéria a estudar, e entre um conjunto de negativas em uma ou várias disciplinas que sentenciam más notas na pauta final ou mesmo a reprovação escolar.

- Quando as negativas surgem constantemente numa disciplina e permanecem ano após ano, deve desenvolver-se, com o estudante, um trabalho de estudo individualizado sendo, por vezes, necessário trabalhar as bases da disciplina voltando atrás no plano de estudos, consolidando saberes. Esta situação poderá ocorrer, principalmente, a disciplinas como a matemática e as línguas.

 

- Quando as negativas são transversais em todas as disciplinas o primeiro passo de intervenção deverá passar pelo despiste de casos de Necessidades Educativas Especiais (tema que pretendo desenvolver em artigos seguintes). Contudo, outros fatores poderão ser influenciadores do não aproveitamento escolar, fatores estes que poderão ser externos ou internos…sociais….comportamentais… de saúde…emocionais…etc… os educadores devem sempre estar despertos na procura de tais condicionantes, quando estes não são evidentes.

Diagnosticado a(s) causa(s) deste insucesso escolar torna-se mais simples pensar uma intervenção efetiva. Sendo que esta intervenção poderá passar pela procura de um educador/explicador individual para desenvolver métodos e técnicas de estudo, e/ou pelo apoio psicológico, etc…

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