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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Uma Epifania de Natal

O meu Conto de Natal

Este ano, e após dois livros editados pelos bloggers, o desafio de escrever contos de Natal continua motivador e seguro!

Eu não iria faltar a este desafio que sempre respondi afirmativamente. Mas, este ano a inspiração surgiu por caminhos diferentes, talvez efeitos da sociedade atual e das minhas inquietudes…

A verdade é que este Conto de Natal está muito longe daqueles que partilhei, em anos anteriores. Se existem Contos e Histórias preferidas e por cá partilhadas, só os leitores saberão! Portanto, permitam-me que vos desafie à leitura do novo Conto de Natal e teçam as vossas opiniões e comentários!

Boa leitura: 

Uma Epifania de Natal!

 

Era a manhã de 25 de dezembro. Parecia uma manhã diferente de todas as outras, não pelo frio que se fazia sentir, não porque alguma da comida do jantar de ontem ainda permanecia na sala de jantar.

Era diferente porque o coração estava diferente, não o órgão que trabalha a ritmo controlado para fazer viver, mas o coração da alma, de cada alma que habitava no ser humano!

 

Cada pessoa estava diferente… como por magia, a alma de cada ser humano movia-se por sentimentos diferentes, por uma compaixão e solidariedade nunca antes sentida, impregnada por valores éticos e morais que nunca deveriam ter sido descuidados…esquecidos…

 

Afinal, que humanidade é esta, que se transformou num segundo?  Às 0:00 horas do dia 25 de dezembro de 2022?

 

Adão andava pela cidade, como se fosse pela primeira vez, não pela roupa que vestia, porque era a mesma de sempre, nem pelos presentes que recebera na noite anterior, dos quais já nem se lembrava!

Sentia-se diferente, olhava para o mundo de forma diferente e o mundo olhava para ele de forma diferente… caminha pela rua de sempre, sem saber se desejava fazer o mesmo de sempre!

Cruzou-se com a mesma vizinha de sempre, que hoje fazia a sua caminhada matinal com um saco onde recolhia o lixo que encontrava espalhado pela rua… realmente, como é possível alguém deixar lixo espalhado pelas ruas, se é nossa esta casa, esta rua, este mundo?

 

Adão dirigiu-se à padaria de sempre para comprar o pão de sempre - como sempre - mas na padaria ninguém mais vendia pão, o pão era oferecido. Adão agradeceu, sentiu a enorme partilha desta dádiva e um enorme desejo em retribuir a partilha… mas como? Como poderia ajudar o padeiro? Como poderia ajudar as outras pessoas, o mundo inteiro?

 

Voltou para casa, nesse profundo pensamento, num trajeto tão curto que não durou mais de cinco minutos! Cada vez mais triste por ainda não ter conseguido ajudar ninguém! Nesta tristeza impotente, ligou a TV, que notícias surgiriam em dia de Natal?

 

O pivô do noticiário, falava com uma voz bondosa afirmando que, finalmente, as guerras tinham terminado… porque nunca fizeram qualquer sentido… novas decisões tinham sido tomadas, era urgente cuidar das pessoas que passavam fome, era esse o desejo dos políticos, dos economistas, dos advogados, dos entendidos em todas as matérias do mundo! Era urgente cuidar do meio ambiente, tão desleixado pelo ser humano…. Era urgente pôr fim às desigualdades sociais, raciais, emocionais… era urgente a solidariedade, o apoio mutuo, o cuidado, a proteção e a compaixão…

 

Sentando-se no sofá, ouvia as notícias de uma vida, as únicas que faziam sentido neste mundo: o Ser era mais importante que o Ter, a humanidade deixara de se mover por Poder e por dinheiro, passara a mover-se por sentimentos nobres de respeito, amor e interajuda. Adão vivia, junto com toda a humanidade uma verdadeira epifania… esta mudança humana só poderia ser divina!!! Num caminho sem desejo de volta, numa nova realidade que faz imenso sentido!

 

Adão sentiu que tinha muito por onde contribuir, tanto que poderia fazer, por ele e pelos outros: dar o que não precisa; partilhar o que tem e dar o seu tempo, tornando a sua vida realmente rica… finalmente, Adão começava a sentir-se feliz… uma felicidade que nunca sentira antes… a felicidade de toda a humanidade cabia-lhe no coração e na alma!

 

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Não se distinguem brinquedos, roupas ou cores.. nas crianças!

Apenas felicidades…

Ao longo do crescimento de uma criança, as distinções entre brinquedos, roupas e cores entre diferentes géneros (sexos) não fazem qualquer sentido… todas as crianças têm gostos próprios e particulares, influenciados pelo meio, mas também influenciados pelas suas particulares características e personalidade.

Portanto, não importa se brinca com um carrinho, ou com uma boneca, desde que, a criança consiga criar e imaginar brincadeiras felizes, e seja também capaz de partilhar e brincar em conjunto de forma alegre e empática.

Por isso, ao adulto cabe apenas um simples cuidado: avaliar se o brinquedo em questão está adequado à idade e à capacidade da criança e se, pode trazer alguma forma de perigo.

Na minha opinião, também não deve existir qualquer preocupação na escolha da roupa, por cores ou tendências, basta que a criança se sinta confortável com o que tem vestido e esteja adequado ao clima, para não ter frio ou calor em demasia. Os tecidos, os estampados, as cores, os padrões, podem também fazer parte do gosto da criança que, ao participar na seleção da mesma aprende a responsabilizar-se por escolhas e decisões, com naturalidade.

De forma geral, não me parece nada correto fazer e ensinar esta distinção de objetos por género … se a criança anda com uma bicicleta azul porque era a bicicleta do irmão, as famílias estão apenas e poupar recursos… se o menino adora ‘a cozinha da barbie’, certamente irá adorar receber esse presente e brincará bastante com ele…

Portanto, mais do que não fazer decisões por género, não ensine esses estereótipos, não diga que ‘…isso é de menino/a…’... quando ´…isso é apenas de criança…’ e se a faz feliz nada mais importa…  para além disso, está a ensinar a criança a respeitar os gostos dos outros, sem críticas ou condenações…

 

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Calendário de Advento – 2022

Chega o mês de dezembro e as crianças e adolescentes começam em contagem decrescente para o Natal, para férias, convívios e presentes!

Se quer aproveitar toda essa motivação com eles, imprima este Calendário de Advento e procurem, juntos, responder aos desafios diários, assim fazem um caminho diferente, ao longo de todo o mês de dezembro, sem que falte animação e imaginação para um Natal e uma Passagem de Ano, fantásticos!

em pdf:

2calendário advento_2022.pdf

 

advento2022.jpg

 

A escrita que nos une: materializou-se em livro!

Como sabem, nos últimos anos, tenho publicado, neste blogue, Contos de Natal para responder ao desafio da nossa querida blogger IMSILVA. Este desafio tornou-se tão interessante que muito bloggers aderiram, tal como eu e escreveram o seu Conto de Natal, com imensa originalidade e empenho.

Pois bem… estes Contos de Natal, este ano materializaram-se num magnífico livro que compila todas as histórias, ao longo de dois anos de escrita. E, foi com imenso orgulho que recebi este livro em casa, dias atrás, estas histórias partilhadas entre colegas e amigos, com algo de extremamente belo em comum: a paixão pela escrita!

Li, com a maior atenção e o maior carinho, cada Conto… cada texto… cada parágrafo… cada palavra… são histórias que nos fazem sorrir, emocionar, entristecer… são histórias que não nos deixam ficar indiferentes, como uma verdadeira obra de arte o deve fazer… remexe a nossa emoção, a nossa imaginação e a nossa alma!

Muitos Parabéns a todos os participantes escritores… Parabéns aos que conseguiram transformar este desejo em realidade, oferecendo o seu tempo, dedicação e criatividade… e muito obrigada a todos os envolvidos! Aquilo que nos une é grandioso: a partilha através da escrita!

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