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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Fichas de matemática, divertidas!

Hoje, trago mais uma partilha de documentos, retirados de vários sítios da internet, para serem realizados em tempo de férias.

Desta vez, a atividade é mais desafiante para os alunos de 1º ciclo, embora os alunos mais crescidos também o possam fazer, para recordar e treinar conceitos básicos de matemática!

Assim, nestas férias, estudas de forma divertida!

fichas_matemática.pdf

verao (1).jpg

 

Para cada disciplina uma diferente dificuldade

São uns estudantes que entendem bem a matemática, são outros que têm uma apetência natural para a aprendizagem de línguas… uns memorizam com facilidade outros há que preferem entender a matéria… são várias as especificidades de cada aluno que alteram a forma de aprendizagem, para além disso, cada disciplina tem as suas características e apresentam dificuldades diferentes.

Alguns estudantes apresentam as suas dificuldades no seguinte: 

 

Na matemática o difícil é resolver problemas! Os estudantes apreendem bem as regras e os cálculos, mas no momento de os colocar em prática, através do problemas matemáticos, tudo se torna mais difícil. Alguns não sabem como chegar ao resultado, outros não conseguem entender a questão…

 

Na língua portuguesa o difícil é a gramática, cada vez mais, as crianças e jovens escrevem sem cuidados ortográficos e, mesmo assim, nem sabemos como, entendem-se na escrita, logo, quando, na escola, lhes é pedido para utilizarem regras gramaticais tudo fica mais difícil… até compreendem os textos e sabem as respostas, mas as coordenadas e subordinadas, por exemplo, já se torna bem mais complexo…

 

Na língua estrangeira o difícil é decorar todo o vocabulário. Quando os alunos começam a aprender uma língua estrangeira, estudam-na durante um ano letivo e depois, nas férias, tudo fica esquecido… estudam o vocabulário para o teste mais próximo e, no dia seguinte ao teste, o que foi memorizado foi apagado… se isso não funcionaria com a nossa língua materna, como poderá funcionar com uma língua estrangeira?

 

Na História o difícil é entender a cronologia dos acontecimentos. “Se no ano letivo passado estudei as invasões Francesas a Portugal, porque só este ano é que estou a estudar os Homo Sapiens?” A pergunta é, de todo, pertinente… torna-se mais difícil para os estudantes entenderem a matéria de História se não a entenderem tal como o nome indica, como uma história repleta de emoção, acontecimentos importantes e romances que nos influenciam até aos dias de hoje… 

 

Na Geografia o difícil é entender o Globo Terrestre. Se os estudantes não têm curiosidade em saber mais sobre o planeta onde vivem, se não querem conhecer outros povos, outros países, outras realidades, torna-se difícil gostarem de Geografia. O estudante tem de ser desperto para estes gostos e para estas curiosidades, o planeta tem especificidades tão interessantes… viajar ajuda tanto a entender…

 

Nas Ciências Naturais o difícil é  memorizar conceitos de outras espécies de seres vivos e não vivos. Quando a matéria de ciências se relaciona com o corpo humano, parece ser mais fácil e interessante que um aluno goste e entenda a matéria, mas quando se estudam as plantas, ou alguns animais, tudo parece desinteressante e longínquo… os estudantes têm de ser humildes no estudo e respeitar a importância de tudo o que nos rodeia e que precisamos proteger! O isolamento da natureza que trazem as grandes cidades, também não ajuda…

 

Na Físico-química o difícil é memorizar as fórmulas e cálculos. Tal como aparece no nome, esta disciplina inclui dois conhecimentos diferentes, mas que se relacionam entre si, a física e a química, por norma os estudantes têm preferências por um destes conhecimentos. No entanto, tudo se complexifica quando, aliado aos conhecimentos é necessário memorizar fórmulas e saber realizar os cálculos associados… uns dizem até que não gostam de matemática… só para esclarecer…

 

Nas Artes e no Desporto muitos estudantes têm avaliações baixas porque não apresentam tanto empenho como em outras disciplinas, quando questionados sobre a situação dizem simplesmente que não gostam e que não têm jeito para a disciplina, raramente assumem a falta de empenho e de dedicação à disciplina em causa!

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“Não gosto de línguas e não gosto de matemática”

As escolhas para o nível secundário.

Quando o estudante está próximo do 9º ano de escolaridade deve começar a pensar qual a área que pretende escolher, de acordo com aquilo que poderá desejar seguir a nível profissional.

De uma forma muito geral, existe a área mais direcionada para as humanidades, as quais os alunos entendem como línguas e a área das ciências e tecnologias, que os estudantes assumem como as disciplinas de matemática e a físico-química.

Esta definição muito básica leva muitos estudantes a limitarem as suas opções e muitos referem não saber pelo que optar porque, “não gosto de línguas nem gosto de matemática” e querem realizar escolhas procurando apenas ‘fugir’ de algumas disciplinas, das quais tiveram dificuldades no ensino básico.

Tentar ‘fugir’ a uma disciplina específica não deve limitar escolhas futuras, visto que poderá condicionar, proximamente, um acesso ao ensino superior, ou dificuldades profissionais futuras pela falta de aprendizagem em determinada área de formação.

Quando o estudante apresenta mais dificuldades em determinada disciplina existirão vários motivos para tal e formas de procurar resolver esta situação, para que não impeça o aluno de avançar nos seus objetivos profissionais.

A aptidão e vocação para uma determinada área deve ser aquilo que mais apoia uma escolha vocacional e formativa!

educação é.jpg

 

Fugir à matemática, é seguir Humanidades…

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

_Eu: Qual é a tua área de estudos?

_Estudante: É humanidades?

_Eu: Porque escolheste essa área? O que queres seguir?

_Estudante: Eu não tirava boas notas a matemática e por isso, no secundário, fugi da matemática, por isso é que escolhi as humanidades, não tem matemática…»

(continua…)

 

Nota introdutória: Este diálogo está dividido entre este Post e o que irei publicar futuramente. Este tem origem numa conversa entre um/a estudante de secundário e da conversa surgiram-me duas reflexões, quando o transcrevia dos meus apontamento para aqui, poderão ler a sua continuação brevemente…

 

A primeira reflexão espelha-se nesta parte do diálogo, pois reflete a realidade de muitos alunos atualmente quando, no 9ºano, são confrontados com a obrigatoriedade de escolherem uma área de estudo, nem pensam muito nas saídas profissionais, ou nas suas ambições, decidem apenas pelo: ‘fugir da matemática’ ou ‘fugir das línguas’… e assim, optam pelas humanidades ou pelas ciências.

Esta decisão mostra a procura do facilitismo académico e a indecisão pessoal do estudante. Muito embora estas decisões possam ser sempre alteradas, no secundário, é necessário ter objetivos de cursos, formações, profissões e vocações, ou os estudantes irão esquecer da importância das médias ou desmotivarem-se pelos estudos.

Se a situação for similar ao caso que apresento, as explicações em tempo de férias e depois ao longo das aulas, para além do empenho do estudante, podem ajudar a superar dificuldades e não se tornar impeditivo de uma determinada saída profissional. Desistir nunca será solução… sobre tal assunto, virá o próximo Post

Certamente conhecem situações semelhantes a estas!? Querem partilhar situações e opiniões?

ensino.jpg

 

O que é a Discalculia?

Por vezes os estudantes apresentam dificuldades nos números e por consequência na matemática e nos cálculos. Por esta razão, nunca é demais alertar para mais uma dificuldade de aprendizagem que poderá afetar o estudo, a Discalculia.

Esta é diagnosticada como sendo uma Perturbação Específica de Cálculo, resultado de uma desordem no sistema de processamento de raciocínio lógico-matemático.

Os estudantes com esta perturbação demonstram dificuldade em memorizar números, contar objetos ou organiza-los por tamanhos, etc. Normalmente, é detetado em idade escolar, quando é exigido à criança que conclua este género de raciocínio lógico.

De forma esquematizada, os sinais que podem gerar alerta, são:

  • Dificuldade em resolver problemas matemáticos;
  • Fraca memória apenas para números;
  • Dificuldade em assimilar resoluções de problemas;
  • Dificuldade em responder a cálculos mais complexos e específicos;

Para esta perturbação é muito importante salientar que, a maioria dos casos que sejam, devidamente identificados e intervencionados com estratégias de aprendizagem alternativas, as dificuldades são atenuadas e superadas.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre este tema poderá visitar o site: www.discalculia.pt/

Resultado de imagem para discalculia

(imagem retirada da internet)

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