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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

“Não gosto de línguas e não gosto de matemática”

As escolhas para o nível secundário.

Quando o estudante está próximo do 9º ano de escolaridade deve começar a pensar qual a área que pretende escolher, de acordo com aquilo que poderá desejar seguir a nível profissional.

De uma forma muito geral, existe a área mais direcionada para as humanidades, as quais os alunos entendem como línguas e a área das ciências e tecnologias, que os estudantes assumem como as disciplinas de matemática e a físico-química.

Esta definição muito básica leva muitos estudantes a limitarem as suas opções e muitos referem não saber pelo que optar porque, “não gosto de línguas nem gosto de matemática” e querem realizar escolhas procurando apenas ‘fugir’ de algumas disciplinas, das quais tiveram dificuldades no ensino básico.

Tentar ‘fugir’ a uma disciplina específica não deve limitar escolhas futuras, visto que poderá condicionar, proximamente, um acesso ao ensino superior, ou dificuldades profissionais futuras pela falta de aprendizagem em determinada área de formação.

Quando o estudante apresenta mais dificuldades em determinada disciplina existirão vários motivos para tal e formas de procurar resolver esta situação, para que não impeça o aluno de avançar nos seus objetivos profissionais.

A aptidão e vocação para uma determinada área deve ser aquilo que mais apoia uma escolha vocacional e formativa!

educação é.jpg

 

Fugir à matemática, é seguir Humanidades…

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

_Eu: Qual é a tua área de estudos?

_Estudante: É humanidades?

_Eu: Porque escolheste essa área? O que queres seguir?

_Estudante: Eu não tirava boas notas a matemática e por isso, no secundário, fugi da matemática, por isso é que escolhi as humanidades, não tem matemática…»

(continua…)

 

Nota introdutória: Este diálogo está dividido entre este Post e o que irei publicar futuramente. Este tem origem numa conversa entre um/a estudante de secundário e da conversa surgiram-me duas reflexões, quando o transcrevia dos meus apontamento para aqui, poderão ler a sua continuação brevemente…

 

A primeira reflexão espelha-se nesta parte do diálogo, pois reflete a realidade de muitos alunos atualmente quando, no 9ºano, são confrontados com a obrigatoriedade de escolherem uma área de estudo, nem pensam muito nas saídas profissionais, ou nas suas ambições, decidem apenas pelo: ‘fugir da matemática’ ou ‘fugir das línguas’… e assim, optam pelas humanidades ou pelas ciências.

Esta decisão mostra a procura do facilitismo académico e a indecisão pessoal do estudante. Muito embora estas decisões possam ser sempre alteradas, no secundário, é necessário ter objetivos de cursos, formações, profissões e vocações, ou os estudantes irão esquecer da importância das médias ou desmotivarem-se pelos estudos.

Se a situação for similar ao caso que apresento, as explicações em tempo de férias e depois ao longo das aulas, para além do empenho do estudante, podem ajudar a superar dificuldades e não se tornar impeditivo de uma determinada saída profissional. Desistir nunca será solução… sobre tal assunto, virá o próximo Post

Certamente conhecem situações semelhantes a estas!? Querem partilhar situações e opiniões?

ensino.jpg

 

O que é a Discalculia?

Por vezes os estudantes apresentam dificuldades nos números e por consequência na matemática e nos cálculos. Por esta razão, nunca é demais alertar para mais uma dificuldade de aprendizagem que poderá afetar o estudo, a Discalculia.

Esta é diagnosticada como sendo uma Perturbação Específica de Cálculo, resultado de uma desordem no sistema de processamento de raciocínio lógico-matemático.

Os estudantes com esta perturbação demonstram dificuldade em memorizar números, contar objetos ou organiza-los por tamanhos, etc. Normalmente, é detetado em idade escolar, quando é exigido à criança que conclua este género de raciocínio lógico.

De forma esquematizada, os sinais que podem gerar alerta, são:

  • Dificuldade em resolver problemas matemáticos;
  • Fraca memória apenas para números;
  • Dificuldade em assimilar resoluções de problemas;
  • Dificuldade em responder a cálculos mais complexos e específicos;

Para esta perturbação é muito importante salientar que, a maioria dos casos que sejam, devidamente identificados e intervencionados com estratégias de aprendizagem alternativas, as dificuldades são atenuadas e superadas.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre este tema poderá visitar o site: www.discalculia.pt/

Resultado de imagem para discalculia

(imagem retirada da internet)

Contar pelos dedos: 1º ciclo

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

«Eu: _Calcula 15+3=___

(momento de espera para concretização do cálculo)

Eu: _Consegues fazer esta conta???

Estudante:_ (……) Não!

Eu: _Porquê?

Estudante: _Não tenho dedos que cheguem pra contar mais…»

 

Para além das incontáveis aprendizagens trazidas pelos primeiros anos de escolaridade, desenvolvem-se também estratégias e métodos de aquisição de saber, fundamentais e individuais um cada criança. O exemplo que apresento aqui, trata-se da dificuldade em aprender a contar de forma abstrata, sendo que, a capacidade de abstração deve ser promovida nas crianças ao longo de todo o 1º ciclo, nos cálculos, problemas, leitura e escrita.

Sendo estas capacidades diferenciadas de acordo com o desenvolvimento específico de cada criança, cabe aos educadores que a apoiam, construir estratégias de compreensão e apreensão de novas matérias. Na situação concreta que apresento, poderemos optar pelo treino com desenhos, ou utilização de objetos, de forma a tornar mais concreta a abstração numeral.

Não podemos esquecer que a melhor forma de apoiar os estudantes na construção de métodos e estratégias passará sempre por considerar as especificidades de cada caso.   

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Dia 4: Como estudar Matemática?

Etapa 1: estudo ininterrupto,

Etapa 2: memorizar regras,

Etapa 3: realizar exercícios e problemas.

 

A especificidade da Matemática prende-se, principalmente, com o facto de que esta depois de aprendida não mais deve ser esquecida, porque perdendo-se conhecimentos bases, em anos letivos anteriores, depois torna-se cada vez mais difícil voltar a encontrar a linha condutora do conhecimento. Neste sentido o primeiro passo deverá ser o estudo diário e até mesmo em tempo de férias.

Deve-se ter especial atenção a todas as regras que vão sendo adquiridas ao longo do ano letivo, esquecendo qualquer uma delas implica um erro de raciocínio que coloca em causa resultados verdadeiros. Portanto os estudantes devem ter nos seus apontamentos as regras de forma destacada, até serem devidamente memorizadas.

Para o dia a dia impõe-se fazer muitos e muitos exercícios, podem até ser os mesmos das aulas, realizados individualmente para se certificarem que não existem dúvidas. Finalmente, é obrigatório estarem atentos à correta interpretação dos problemas matemáticos, pois estes são ‘um problema’ para os estudantes.

 

Na próxima semana continuarei com mais disciplinas... venha visitar!

matematica.jpg

 

MATEMÁTICA: a utilização da calculadora

Para alguns autores, a «…calculadora é um instrumento valioso na realização, de atividades de generalização, porque permite obter muito rapidamente uma grande quantidade de cálculos…» (Ana Vieira Lopes, et. Al. ATIVIDADES MATEMÁTICAS NA SALA DE AULA: 1996).

Contudo, o estudante deve ter em atenção que, ao longo dos anos letivos, existirão determinadas matérias onde a calculadora não deverá ser utilizada, para que melhor se aprenda o processo de construção e reflexão do cálculo. Assim, de acordo com as matérias a estudar, e portanto, sempre sob a orientação do professor/educador a utilização desta ferramenta deve ser incluída no estudo diário.

Ainda sobre este assunto é de relembrar que existem vários modelos de calculadoras que se adaptam às necessidades dos estudantes portanto, a partir do 9ºano de escolaridade, torna-se necessário o uso de uma calculadora científica, e no secundário, para quem opta pela área das Ciências e Tecnologia poderá necessitar de uma máquina gráfica. Portanto, cabe ao estudante realizar uma aprendizagem das capacidades de cada máquina, que lhe permita realizar um uso adequado desta.

 

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