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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Teoria educativa de Maria Montessori

Como sabem, o conceito educação, para mim, tem de ultrapassar as barreiras escolares e por isso, continuo numa constante procura e reflexão sobre este vasto conceito.

Hoje, aproveito para partilhar um método de ensino/aprendizagem que me parece muito interessante e que, ultimamente, tem sido alvo de maior interesse e procura, por parte dos encarregados de educação:

Maria Montessori Foi médica (psiquiatra) e pedagoga, através da sua investigação e experiência, desenvolveu um novo método de ensino/aprendizagem bastante utilizado em muitas práticas educativas, em muitos países.

Montessori apresenta um conjunto de teorias e práticas baseadas na autonomia, liberdade e respeito, adaptando cada uma das práticas ao desenvolvimento físico, social e psicológico da criança. Nesta base, o professor é um guia  e orientador da aprendizagem, que respeita a fase de crescimento e a curiosidade natural de quem cresce.

Para a aplicação dos métodos propostos pela investigadora, é necessário uma compreensão clara do desenvolvimento do estudante, de forma a permitir a utilização correta dos recursos didáticos mais adequados a cada um, de forma individual.

Para tal estão fundamentados seis pilares educativos:

  1. Autoeducação: através de desafios a criança é capaz de aprender sozinha, motivada pela descoberta e curiosidade própria;
  2. Educação como ciência: reflexão e adaptação de um novo método de ensino, menos tradicional e mais direcionado para os resultados visíveis de aprendizagem;
  3. Educação Cósmica: demonstrar o quanto todas as coisas e aprendizagens têm uma ligação e conexão umas com as outras, isto provoca mais curiosidade e mais perguntas que deixaram a oportunidade para procurar mais respostas;
  4. Ambiente Preparado: devolver à criança todo o meio ambiente natural que lhe oferece liberdade de procura e encanto pela descoberta, despertando interesses e vontade de contacto;
  5. Adulto Preparado: o educador que interage com a criança deve estar preparado para a ajudar a descobrir o mundo, aconselhando e ajudando apenas o mínimo necessário para que a aprendizagem aconteça;
  6. Criança Equilibrada: se os educadores conseguirem oferecer o necessário à criança, esta conseguirá chegar a um equilíbrio interior, conseguirá estar muito mais concentrada e, com o decorrer do tempo, tornar-se-á mais feliz, esforçada e independente.

Este método mais conhecido nos dias de hoje, não é recente, já muitas foram as crianças educadas pelo método Montessori, algumas das quais são hoje adultos bem conhecidos da sociedade.

Na minha opinião, parece-me que os métodos de ensino/aprendizagem têm muito a refletir com estas técnicas fundamentadas e desenvolvidas ao longo de anos, por profissionais que muito contribuíram para evolução do conceito Educação. Por isso, aqui fica um resumo de algumas das minhas pesquisas…

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Até o mais pequenino Ser merece respeito!

(continuação do diálogo anterior)

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«_ Eu: Quando é que perdeste ‘o fio à meada’ na matemática?

_Estudante: Para aí no 7º ano… eu sei que sou muito sensível, quando me chamam nomes e assim.. eu não fico bem… e a minha professora dizia-me ‘não sabes isso, és mesmo burro/a… eu ficava com nervos… pior…»

_ Eu: Essas coisas também não se devem dizer, nem aos alunos, nem aos colegas de escola!»

 

A segunda reflexão sobre este diálogo perceberam que é sobre o respeito entre alunos e professores e os cuidados que os professores devem ter quando ensinam.

Confesso que é, para mim, um tema que me inquieta de forma pessoal… não gosto que destes ataques pessoais aos estudantes… não gosto de ouvir, nem de saber que aconteceu… essas e outras formas de humilhar quem está a aprender deixa-me o coração inquieto…

A maioria das crianças bloqueia, se os outros criticam ou humilham, logo não vão aprender mais nada nas próximas horas… Um jovem perde a vontade, a concentração e o entusiasmo pelo conhecimento, da mesma forma.

Na minha opinião, nenhum professor deveria seguir este caminho enquanto ensina, e eu sei que, tantas vezes se torna difícil passar a mensagem…

Não existem crianças ‘burras’, nem com qualquer outro sinónimo… existem crianças que precisam que não desistamos delas… que se adapte a forma de explicar sempre que é necessário…. Que se ensine com mais tempo e mais disponibilidade… que se desenvolvam outras estratégias e outros métodos…. Que se insista com calma e tranquilidade… Que se volte atrás, sempre que necessário…

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Preciso ouvir os estudantes, para poder explicar melhor…

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3ºciclo:

«Estudante: Tenho de fazer uma composição sobre uma pessoa famosa… não conheço ninguém e não sei o que escrever….

Eu: Se gostas de tocar guitarra, também gostas de ouvir música, certo?

Estudante: Gosto… bastante…

Eu: O que gostas mais de ouvir?

Estudante: Nirvana…. Ah… posso escrever sobre kurt Cobain???

Eu: Sabes alguma coisa sobre ele?

Estudante: Sei algumas coisas….»

 

 

Por vezes, ao longo das explicações, desenvolvia conversas paralelas com o estudante, se alguém ouvisse certamente poderia achar uma perda de tempo este desvio de tema, que fica muito longe da disciplina de Ciências… de História… etc… Lamento, mas discordo! Se concretizo algumas destas ditas ‘conversas paralelas’ é porque me interesso por quem está à minha frente, esse estudante não é apenas importante porque vai tirar boas notas nos testes… para mim importa saber o que o torna ansioso, nervoso, desmotivado, inseguro… aquilo que o motiva, alenta, desperta curiosidade… nestas conversas percebo o estádio de desenvolvimento emocional, as capacidades de raciocínio, de abstração e de memória… reconheço as caraterísticas que fazem o João, o Pedro, a Mariana, único/a e diferente de tantos outros meninos e jovens da mesma idade…

Portanto assumo esta minha necessidade de conversar com as crianças e com os jovens… de aprender com eles tudo aquilo que, diariamente têm para me mostrar.

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