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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

A importância dos rastreios…

Quando as crianças entram para os primeiros anos de escola muito das suas rotinas mudam, num momento em que ela se desenvolve rapidamente, a nível físico e psicológico.

Como são alterações constantes, as famílias devem estar muito atentas a este crescimento, pois é nesta fase que algumas situações devem ser rastreadas e despistadas.

Por isso, hoje venho escrever sobre a importância dos rastreios nas crianças e jovens de idade escolar. Quando escrevo sobre isto, refiro-me a:

  • Rastreios visuais, muitas crianças precisam de utilizar óculos;
  • Rastreios auditivos, as otites são muito comuns em crianças, entre outras situações;
  • Rastreios dentários, visita anual ao dentista;
  • Rastreio da linguagem e fala, pode ser necessário terapia;
  • Rastreios psicológicos, sempre que se denote alguma especificidade em ações e comportamentos;
  • .....;

Não pode ser nenhum estigma, nem para as crianças, nem para as famílias, procurarem estas formas de apoio à saúde, até porque, quanto mais precoce for a intervenção, mais rapidamente se poderá ajudar a criança a se desenvolver da melhor forma e com o melhor acompanhamento possível.

Quanto maior e melhor for o apoio à criança que cresce e se desenvolve, mais feliz e concretizada ela estará, no presente e no futuro. Portanto, ignorar, ou esperar que as situações se resolvem com naturalidade, não será a melhor opção. Sempre que alguma dúvida surgir, não hesite em procurar apoio, mesmo que a resposta seja que ‘está tudo bem’, certamente a família ficará muito mais descansada…

alem escola.jpg

 

Terapia da fala: quando?

Algumas crianças nos primeiros anos de escola demonstram algumas situações específicas que poderão implicar, negativamente, no seu desenvolvimento pessoal e social. Para colmatar algumas dessas situações existem os especialistas Terapeutas da Fala, estes profissionais apoiam na prevenção, avaliação e intervenção de perturbações da comunicação e deglutição de crianças, jovens e/ou adultos, ou seja, na compreensão e expressão da oralidade e da escrita.

 

De forma concreta, a Terapia da Fala intervém:

  • Fala (articulação, fluência, voz e respiração);
  • Linguagem (linguagem oral, escrita, gráfica e gestual – semântica, morfologia, sintaxe, fonologia e pragmática);
  • Comunicação verbal e não-verbal;
  • Consciência fonológica (pré-literacia);
  • Deglutição e alimentação;
  • Motricidade;
  • Sensibilidade muscular.

 

A intervenção pode ser necessária em variados casos, contudo aqui ficam algumas patologias que apresentam, por vezes, necessidade deste apoio terapêutico:

  • Patologia vocal (nódulos, pólipos, edema de Reinke,…);
  • Síndromes (Down, Fetal alcoólico, Duchenne, Rett, Distrofia Miotónica Congénita, Prader-Willi, ...);
  • Doenças Neurológicas (Parkinson, Alzheimer, Wilson, Epilepsia, ...);
  • Patologia auditiva, neuromotora e mental;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Traumatismo Crânio Encefálico (TCE);
  • Perturbações do Espectro Autista;
  • Hiperatividade e Défice de Atenção;

 

Estes profissionais trabalham em complemento com outros profissionais educativos e de saúde, de forma a que um trabalho coletivo apresente resultados positivos e desejados.

Se é educador e considera que o seu educando precisa do apoio destes profissionais contacte uma clinica que ofereça esta especialidade que lhe proporá uma rastreio avaliativo, retirando-lhes as suas dúvidas e anseios, numa orientação fundamentada.

terapia_fala_destaque-555x363.jpg

 

A linguagem que discrimina

A educação passa pelo ensino da igualdade entre homens e mulheres, procurando-se acabar com a discriminação de género ainda, de algumas formas, visível no nosso país. Ao pensarmos em momentos de discriminação entre os géneros, vários são os fatores que nos alertam. Hoje, venho lembrar um deles, por vezes, pouco notado mas também de importância efetiva: a linguagem discriminatória. Isto porque, ainda existem palavras no nosso vocabulário que perdem significado ou o alteram quando transformadas no feminino e vice versa, conceitos, profissões, ideias… que apenas se aceitam e se assumem em determinado género, quase se assumindo como impossível um homem ou uma mulher assumirem tal papel ou tal função…

Para perceber facilmente esta evidência, proponho que realize o exercício seguinte:

Leia o texto seguinte e depois transforme-o no feminino:

 

_ O João nasceu um puto travesso, era mais mal comportado que os seus irmãos. Mas, os anos passaram e o João cresceu… deixou a sua vida de libertino para se tornar Governante de um grande Palácio, transformou-se num indivíduo integro e um herói para muitos homens da cidade.

 

Agora poderá responder às seguintes perguntas:

  • as frases mantém o seu significado original?
  • as palavras mantém o mesmo significado?
  • consegue transformar todas as palavras no feminino?

 

Este é apenas um exemplo que nos deve deixar alerta para quando usamos, ou ensinamos os nossos estudantes, o correto uso da linguagem, é desejável que, cada vez mais, a sociedade esteja sensibilizada para estas particularidades que fazem toda a diferença no respeito pelo/a outro/a. 

Se quiser trabalhar um pouco estas questões com o(s) seu(s) estudantes poderá, também, utilizar este exemplo como início de conversa e reflexão.

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