Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

09
Jan 19

Ainda mantendo a mesma temática, muito haveria para refletir e questionar, sendo que educar crianças e jovens em risco, é sem dúvida um desafio para toda a sociedade.

Em termos jurídicos, sempre que uma criança ou jovem se apresenta como estando em risco de cometer, ou ser vítima de crime(s), aponta-se para uma ‘carência educativa’, em que, no seu processo educativo familiar não tenha sido bem sucedido, pelo que deverá caber ao Estado tutelar esta educação, colmatando as falhas apresentadas.

No entanto, pouco sei sobre os resultados destas intervenção sociais, tornando-se para mim uma inquietude…. Será que os casos de sucesso se salientam sobre os casos de fracasso? Estudos indicam que talvez não…. As medidas serão sempre as mais adequadas a cada caso específico? Estará a sociedade preparada para receber estes jovens após a processo de internamento em centro educativo? Estará a criminalidade infantil a diminuir?

Temática tão inquietante esta, para toda a sociedade!!!! Não concordam?

63.gif

(imagem retirada da internet)

publicado por Maribel Maia às 11:09

07
Jan 19

Hoje apresento aqui um tema, sobre o qual, assumo, não tenho muito conhecimento prático, as medidas tutelares educativas. Contudo, venho aqui escrever sobre elas, de uma forma simples e pouco profunda, apenas para esclarecer-me melhor, e esclarecer melhor o leitor que tenha alguma curiosidade. Deixando, como sempre, o espaço aberto, para que se possa conversar sobre o assunto, se assim o entenderem!

 

As medidas tutelares educativas são executadas juridicamente sempre que um jovem, com idades entre os 12 e os 16 anos, realizem uma infração criminal, punida por lei, mas que não apresentem idade legalmente reconhecida para serem julgados como adultos imputáveis, incluindo-se aqui um novo conceito de delinquência juvenil.

«Num sentido amplo, a delinquência juvenil refere todo o tipo de infração criminal que ocorre durante a infância e a adolescência. Num sentido mais restrito, a delinquência envolve o conjunto de respostas e de intervenções institucionais e legais em relação a menores que cometem infrações criminais ou que se encontram em situações ou exibem comportamentos potencialmente delinquentes” . Para além do agente e do objeto de um crime, existem ainda os “fatores de risco” , e estes são, no fundo, todas as circunstâncias que rodeiam e marcam a vida de um jovem» (Flávia Nunes: 2012).

A resposta a esta delinquência juvenil deve ter em atenção o respeito e promoção dos Direitos Humanos e os Direitos da Criança, assim como, os interesses e necessidades educativas e de (re)inserção social e ainda, os interesses das vítimas e a proteção da sociedade.

Por todas estas razões, judicialmente, existem um conjunto de medidas que podem ser aplicadas a estes jovens, estas serão definidas pelos Juízes, de acordo com o(s) crime(s) cometidos.

Assim sendo, a Lei Tutelar Educativa , em Portugal, contempla as seguintes medidas:

 

«- A admoestação;

- A privação do direito de conduzir ciclomotores ou de obter permissão para conduzir ciclomotores;

- A reparação ao ofendido;

- A realização de prestações económicas ou de tarefas a favor da comunidade;

 - A imposição de regras de conduta;

- A imposição de obrigações;

- A frequência de programas formativos;

- O acompanhamento educativo;

- O internamento em centro educativo.

(Dec. lei nº166/99 art4º - Lei tutelar Educativa).

Medidas-Tutelares.png

Continuarei com este tema no próximo Post!

publicado por Maribel Maia às 11:08

07
Jun 18

Agora que chegamos ao 3º Período, alguns encarregados de educação ficam mais apreensivos com a hipótese de existir uma retenção escolar, devido aos baixos resultados escolares que o estudante apresentou ao longo do ano letivo.

Para todos os mais, ou menos, preocupados com estas questões, é sempre bom estar informado que:

 

  • Nos anos terminais de ciclo não aprovam os alunos que se encontrem numa das seguintes situações:
  1. a) Tenham obtido simultaneamente classificação inferior a 3 nas disciplinas de Português (ou PLNM) e de Matemática;
  2. b) Tenham obtido classificação inferior a 3 em três ou mais disciplinas, no caso dos 2.º e 3.º ciclos.

 

  • Nos anos não terminais de ciclo (5º, 7º e 8º) os alunos sem retenções no seu percurso escolar não transitam quando se encontram numa das seguintes situações:
  1. a) Tenham obtido quatro classificações inferiores a três e nelas estejam incluídas, cumulativamente, as disciplinas de Português e Matemática;

        b)Tenham obtido classificação inferior a três em cinco ou mais disciplinas.

 

Resultado de imagem para avaliação

 

(imagem retirada da internet)

publicado por Maribel Maia às 10:34

05
Jan 17

Respondendo a uma proposta de tema, realizado por uma leitora, relativamente à legislação da Educação Sexual:

 

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _ A minha professora disse que íamos aprender o Sistema Reprodutivo a seguir e depois fazemos teste, para não confundir matérias!

Eu: _Faz todo o sentido, já que vais aprender muitos conceitos novos!

Estudante: _Só espero que os rapazes lá da turma não comecem a gozar com a matéria… temos lá uns rapazes assim…»

 

Pelo conhecimento que fui desenvolvendo, ao longo dos anos, através da experiência profissional/académica em Educação, tenho notado o pouco investimento do Ensino Português na Educação Sexual Escolar.

Certo é que, tive conhecimento, ao longo dos anos, de algumas escolas com projetos pioneiros na disciplina de Educação Sexual, fundamentadas por uma legislação de 6 de agosto de 2009, referindo que «a educação sexual é objecto de inclusão obrigatória nos projectos educativos dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, nos moldes definidos pelo respectivo conselho geral, ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores.» (artigo 6º, Diário da República: 60/2009). A meu ver, a maioria destes projetos apresentaram resultados muito positivos na educação transversal dos estudantes.

Contudo, atualmente, vejo ser lecionado em contexto de sala de aula, no 6ºano, na disciplina de Ciências da Natureza, pelo 2º período, uma matéria que se aproxima um pouco do muito que deveria ser explorado na Educação, o Sistema Reprodutivo… normalmente, a ficha de avaliação é dada no final dessa matéria, depois fica ‘adormecida’ como se tudo tivesse sido dito sobre o tema, ao longo de todo o percurso escolar… e mais? Quem ensina mais?

Fica cá o meu desassossego partilhado e a minha espectativa que comentem e reflitam sobre o tema!

Para os curiosos/interessados, deixo-vos a legislação que sustenta esta necessidade educativa, em anexo.

lei ed_sexual.pdf

 

publicado por Maribel Maia às 11:09

29
Set 16

Por alteração legislativa, no ano de 2016, foram realizadas provas de aferição escolar para os anos letivos de 2º, 5º e 8ºanos, com o objetivo de aferir estatisticamente, as aprendizagens concretizadas às disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

Refiro resumidamente os resultados:

  • quanto maior o nível de escolaridade mais baixos são os resultados positivos (conseguiram), sendo que:

2º ano: os resultados mais baixos apresentam-se na compreensão oral e na geometria;

5º ano: os resultados mais baixos apresentam-se na gramática e nos números e operações;

8ºano: os resultados mais baixos apresentam-se na gramática e na geometria;

 

Hoje, a minha inquietude prende-se com estes resultados, sendo que, as estatísticas são reveladoras de números exatos e não de pessoas concretas… gostariam de deixar aqui a vossa opinião sobre estes dados?

Se pretenderem realizar uma análise mais aprofundada sobre estes resultados, em anexo, deixo-vos os dados facultados pelo IAVE.

 

resultados_P_Aferição_2016.pdf

 

publicado por Maribel Maia às 15:22

21
Abr 16

Cada vez mais, a sociedade atual apresenta-se alerta para as questões do desenvolvimento emocional, da necessidade de ensinar novos temas que são parte integrante de um ser humano saudável e feliz, como os conceitos de: Amor, Relacionamento, Vida Saudável, Sociedade, Cultura, etc… intrínseco a tudo isto está o conceito de Sexualidade, tão debatido, fora das escolas… tão amado e odiado dentro das escolas!

Há já vários anos que se procuram incluir momentos de ensino-aprendizagem sobre sexualidade nas escolas e vários ‘projetos piloto’ foram concretizados com elevada taxa de sucesso… contudo muitas são as criticas ao assunto, com receios e anseios latentes em todos os intervenientes de educação.

Educar para a sexualidade é educar para o reconhecimento e respeito pelo outro, para um melhor conhecimento de si mesmo, de sonhos e desejos… é ensinar presente e futuro, é aprender sobre afetos e emoções… é procurar apostar em futuros adultos emocionalmente mais fortes , saudáveis e responsáveis…

Serão receios morais ou financeiros que fazem com que a sexualidade permaneça escondida dentro das nossas escolas? Não terão direito, os estudantes, a poderem aprender, sobre este tema, com outros agentes da educação, para a além dos pais e amigos…terão de o fazer, muitas vezes, sozinhos?

educa_sexual_2.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:07

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