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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Que profissão sigo? Segue o que gostas e não o que tem mais saída…

Chega-se ao secundário e é um desafio gigante, quer para os estudantes que ficam num dilema sobre que profissão querem, gostam, despertam… quer para as famílias que pretendem fazer de tudo para ajudar e não sabem o que, na realidade, devem fazer para tal…

Depois as conversas são várias, ou conselhos mais que muitos… não vás para essa área porque tem muito desemprego… não escolhas esse curso porque é muito difícil…. Olha que são médias muito altas e não consegues…olha que esse curso não tem nessa universidade…

Bem, se tantas pessoas tentam dar opiniões e ajudar, eu também o faço… posso partilhar aqui, um pouco, do que digo, mesmo que seja de forma mais generalizada:

_ Não penses nas saídas profissionais, no salário ao final do mês, nem nos níveis de empregabilidade… muito muda em alguns anos e… mais do que isso… se fores bom profissional, se estiveres apaixonados pelo que fazes, se sentires o desafio motivador do teu trabalho então, vais ser dos melhores, então terás emprego… então, não vais desistir de lutar…

_ A escolha tem de ser feita com o coração… se não te consegues ver a trabalhar em determinada área mais de 8 horas por dia, durante anos, então, não a escolhas…  se vai ser enfadonho, pouco desafiante, desinteressante, é bem provável que o curso não te traga qualquer futuro nessa área… que nem o acabes…

_ Nunca saberás o que a vida profissional te reserva, portanto escolhe algo que adores estudar… depois???... depois… a vida leva-te… a felicidade é bem mais do que um emprego… as decisões serão sempre muitas e tantas pessoas são felizes a fazer o que escolheram e o que não escolheram, simplesmente, lá foram parar…

A escolha de hoje não é para sempre… é para agora… e agora queres o quê?

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Um legado injusto!

Como sabem, trabalho diariamente com crianças e jovens em diversas vertentes. Após estas assustadoras notícias vindas da europa de leste fica, em mim, uma enorme angústia!

O que eu pretendia deixar a estas crianças e jovens, não era um mundo repleto de poluição, de guerra, de extremismo, ou a falta de respeito e solidariedade… é o oposto que pretendo ensinar… era o oposto que eu lhes queria mostrar!

Hoje, sinto que os estou a trair… que estou a ‘remar contra uma maré forte’, porque não é isto que a minha sociedade lhes quer deixar!

Por tudo isto que está a acontecer, eu sinto a obrigação de lhes pedir desculpa… imensa desculpa!

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O que motiva os adolescentes de hoje?

Vivemos num mundo ligado em rede, uma rede informática que nos tornou dependentes, em tão poucos anos. Se alguns dos adultos ainda estão reticentes e controlam o seu acesso a este meio de comunicação, com peso e medida… os adolescentes e jovens de hoje, estão completamente rendidos a este espaço paralelo e pouco real.

As novas tecnologias, os jogos, os vídeos e as redes sociais dominam, de tal forma, a vida quotidiana desta gente que cresce que, não conseguem passar um dia, que seja, sem um destes ecrãs. A televisão, está até, um pouco ultrapassada!

Se tudo isto os motiva, a escola desmotiva… nos intervalos é vê-los de telemóvel na mão… usam-no enquanto conversam, como se fosse objeto fundamental… assumem facilmente a sua dependência… e algumas famílias parecem partilhar tal vício… basta sentarmo-nos numa mesa de café e olharmos em volta!

É verdade que torna-se difícil reduzir este consumo de internet, pelos nossos estudantes, mas também é verdade que toda a sociedade precisaria de ponderar e refletir sobre estes seus hábitos, também… a educação faz-se com o exemplo!

Então, o que motiva estes adolescentes e jovens, de hoje?

  • as redes sociais;
  • os vídeos;
  • os videojogos;
  • as modas;
  • os chats;
  • os fast food;
  • as séries;
  • as músicas;

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“Eles passam a vida no telemóvel!”

Por cá já escrevi sobre o bom e o menos bom das novas tecnologias. Atualmente, é presença constante em todas as casas, a internet está disponível nos variados equipamentos, onde toda a família pode aceder e ficar longas horas a receber os mais variadas informações e realizar as mais variadas comunicações.

Tudo isto acarreta mais conhecimento e aprendizagem, mas poderá também trazer perigos, vulnerabilidades e riscos, mais ou menos, desconhecidos.

Assim, os adultos da família devem ter especial cuidado com os mais pequenos, procurando alertar e proteger para as mais diversas situações daí advindas.

Nunca é demais lembrar:

  • Permita um acesso, apenas, em lugares comuns da casa onde os adultos possam acompanhar a utilização do equipamento;
  • Tenha todas as palavras e senhas de acesso das crianças e adolescentes;
  • Controle as pesquisas, as redes sociais, tanto nos conteúdos como no tempo de utilização;
  • Tenha em atenção a legislação europeia sobre proteção de dados (por ex.: existe idade mínima limite para se obter uma conta nas redes sociais);
  • Incentive a utilização de alguns sites em detrimento de outros, tendo em conta os mais educativos;
  • Dialogue sobre os possíveis perigos e riscos da utilização da internet;
  • Explique que não pode revelar nenhuma informação pessoal em nenhum site ou a pessoa;
  • Utilize o software de controlo parental, use ferramentas que impeçam a compra de produtos, recorra também ao seu operador para definir limites de uso (o youtube tão desejado também pode ser restrito);
  • Não permita a utilização contínua, ou seja, por mais de duas horas diárias;
  • Faça negociações, sempre que necessário;

Nota: Sei que muitos estudantes iriam referir que têm direito à sua privacidade…. No entanto, nos dias de hoje, os maiores perigos das crianças e jovens podem estar ‘dentro de casa’ e chegam através destes equipamentos….é mesmo necessário uma boa mediação!

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JOGOS PEDAGÓGICOS: O Cofre dos Medos

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

O Cofre dos Medos poderá ser concretizado em qualquer momento por qualquer criança/jovem, no entanto, é mais direcionado para períodos de adaptação ou de situações mais complexas que tragam momentos de stress, ansiedades e medos. Este Cofre tem como objetivo trabalhar o “empowerment” e apoiar momentos de resiliência, em que é necessário vencer os próprios medos e barreiras psicológicas.

Deve ser explicado que, o Cofre do Medo nunca abre e todos os Medos que lá forem colocados ficarão guardados… e presos para sempre!

Como fazer:

  • Escolha uma caixa a gosto, faça apenas uma ranhura (como um mealheiro) e feche-a com cola, de forma a que não se possa abrir;
  • Decore-a a gosto, de forma a parecer um cofre;
  • Selecione pequenos papeis, onde se poderão escrever os medos de cada participante;
  • Sempre que o participante esteja em momentos de maior stress, ansiedade ou medo, pode recorrer ao Cofre dos Medos;
  • O participante irá escrever o seu medo/receio e colocá-lo no Cofre, através da ranhura feita.

Antes de se fechar o medo ‘para sempre’, deve existir uma conversa, ou um momento de reflexão, para que haja uma tentativa de superação e assim aconteça este “empowerment”.

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Como estudar com internet?

Parte I

Uma ferramenta fundamental, em nossas casas, a internet… oferece o mundo num pequeno ecrã!

Por isso, os professores começam a solicitar pesquisas, trabalhos e reflexões sobre temas que incluam a pesquisa de informação, é óbvio que todos os estudantes acabam por optar pela facilidade da internet.

No entanto, para usar a internet como fonte de informação correta e de interesse escolar, não basta entrar no primeiro site que se encontra, é necessário ter alguns cuidados: saber selecionar, ler tudo com calma e definir o que se ter mesmo saber/conhecer. Tudo isto requer aprendizagem e competência.

Para ajudar a melhorar tudo isto, deixo por cá umas orientações básicas:

  1. Define muito bem qual o tema e esquematiza o que é necessário pesquisar;
  2. Procura em vários sites e lê alguns parágrafos para confirmar se está de acordo com o que procuras;
  3. Imprime ou guarda numa pasta do computador os artigos que consideraste, de facto, importantes.
  4. Guarda os links e endereços eletrónicos, tanto para conseguires voltar ao site, se for necessário, como para colocar na Bibliografia do trabalho.
  5. Lê agora tudo o que selecionaste, estrutura bem o trabalho e escreve pelas tuas palavras, cada capítulo.
  6. No final do trabalho acrescenta a Bibliografia por ordem alfabética.

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Os telemóveis são os melhores amigos dos adolescentes!?

Basta cruzarmos com um adolescente ou jovem na rua, para percebermos o quanto o telemóvel é importante…. Parece-me que até em demasia, para alguns!

Levam o telemóvel para todo o lado, usam imensas redes sociais, para toda e qualquer conversa. Em muitas conversas falam sobre nada e coisa nenhuma e a escrita  está repleta de erros ortográficos  e abreviaturas.

Ouvem música, constantemente através de phones ou colunas móveis. Perguntam qual é o TPC e o que sai para o teste. Criam grupos de festas e aniversário. Desabafam com os amigos. Vêm os seus youtuber’s favoritos e jogam online/offline

Se esta tecnologia tem de ser utilizada com peso e medida, os encarregados de educação estão na linha da frente perante esta educação. Assim, deixo algumas propostas para que estes telemóveis não sejam sempre ‘os maus da fita’:

  • O telemóvel não deve estar à mesa, nem o dos pais nem o dos filhos;
  • O plafom da rede móvel de internet deve ser mensalmente limitada, sem que hajam carregamentos extra;
  • Quando se estuda, este deve estar longe da mesa de estudo e com o som desligado;
  • Há uma idade mínima para o receber, por mim, nunca antes dos 11 anos;
  • Limite de horas e locais para este uso, para que não se torne um vício…

O leitor, tem mais alguma dica ou experiência a acrescentar???

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