Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

01
Out 18

Diálogo entre mim e um/ estudante de 2º ciclo:

«Eu: _ Os jogos e os telemóveis têm muita importância??!!!

Estudante: _ Para nós adolescentes, ou melhor, pré-adolescentes têm…» 

 

E se educar uma criança, dizem os pais que é difícil, então quando eles passam pela fase da adolescência tudo se torna uma completa aventura. É nestas idades que os estudantes procuram ter uma identidade própria, para isso questionando tudo e todos em confrontos duros e pouco fáceis de controlar. 

Muitos chamam de idade do armário: «em que os pais assistem impotentes às transformações físicas e comportamentais dos seus filhos, que mais lhes parecem seres extraterrestres vindos de um planeta distante. A sua única vontade: enfiá-los num armário e só os deixar sair quando esta estranha fase tiver passado. Na verdade, a puberdade é uma etapa difícil para os pais que muitas vezes não sabem como lidar com as transformações que estão a ocorrer à sua frente, dentro de sua casa. É fácil surgirem dificuldades de comunicação entre pais e filhos, que originam conflitos e afastamento… » (Vilar e Abreu, A Idade do Armário: 2011).

Embora todos tenham consciência do que está a acontecer, a aprendizagem não ocorre apenas nos adolescentes, ocorre também nos adultos que acabam por desenvolver novas capacidades e competências para lidar com o dia a dia tumultuoso desta fase.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a adolescência define sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos. Para a OMS, a adolescência é dividida em três fases:

  • Pré-adolescência – dos 10 aos 14 anos,
  • Adolescência – dos 15 aos 19 anos completos
  • Juventude – dos 15 aos 24 anos.

 

Este Post e o próximo, procuram sensibilizar para a Educação nesta fase da vida socialmente tão complexa mas, para além disso, o objetivo é que todos os leitores com mais, ou menos, experiência partilhem as suas opiniões ajudando e orientando quem assim o desejar…. 

 

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publicado por Maribel Maia às 10:24

20
Ago 18

Abriu este ano as suas portas cá em Portugal, no entanto, eu ainda não tive a oportunidade de o ir visitar, mas confesso que estou com grande curiosidade:

«O Dino Parque é  o maior museu ao ar livre de Portugal, inserido numa área de 10 hectares, incluindo 4 percursos correspondentes a algumas das mais importantes épocas da história da terra: O fim do PaleozóicoO TriásicoO Jurássico e O Cretácico.

Ao longo desses percursos os visitantes podem observar mais de 120 modelos de dinossauros e outros animais à escala real. O Parque foi especialmente concebido para ser uma experiência “Edutainment” (Educação + Entretenimento), aliando a parte de conhecimento da evolução da Terra e também a parte de diversão para toda a família.» (In: www.dinoparque.pt)

 

Fica a proposta para este verão ou para um fim de semana! Algumas crianças e jovens têm um grande fascínio pelos dinossauros e aqui poderão deliciar-se com este Parque. Para além disso, faz parte da aprendizagem curricular, no 3º ciclo, esta área de conhecimento e esta será uma forma divertida de adquirir saberes escolares…

Boa visita!!!!

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publicado por Maribel Maia às 10:58

26
Fev 18

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu: _ Já está na altura de vocês começarem a pensar na viagem de finalistas?!

Estudante: _As escolas públicas normalmente têm… mas o meu colégio não faz….»

 

Quantas são as notícias reveladas pelos mass media, sobre as viagens de finalistas do ensino básico e secundário e nem sempre boas??? Quantos são os pais preocupados com estes dias de pura diversão??? Quantos os alunos que planeiam ansiosamente as suas férias em colegas, repletas de novas experiências e vivências???

Pois bem, sobre este tema não posso falar em experiência própria, nunca fiz uma viagem de finalistas, nem mesmo na faculdade…

Mesmo assim, e pelo meu contacto com estudantes que vivenciaram e vivenciam tais experiências, gostaria de escrever um pouco da minha opinião e partilhar com vocês reflexões sobre este tema pois, seja como for é parte integrante da educação de muitos estudantes.

Parece-me que a melhor forma de direcionar esta reflexão será definir pontos positivos e negativos destas Viagens de Finalistas, como em tudo na vida, existem sempre várias perspetivas de um mesmo tema. Assim, sendo: 

 

Aspetos positivos:

  • Momentos de experiências longe de casa, com elementos da mesma idade oferece várias oportunidades de crescimento e aprendizagem quer seja, social, emocional, prático, financeiro, etc;
  • A planificação e responsabilização destas férias contribuem para outras aprendizagens pouco desenvolvidas em contexto escolar;
  • As férias e o descanso, são merecidos para quem muito lutou pelos bons resultados escolares e muito se dedicou ao estudo, ao longo de vários anos;
  • Quem vai para um país onde exista necessidade de usar uma língua estrangeira é uma boa forma de a praticar;

 

Aspetos negativos:

  • Parece-me que o primeiro pensamento de todos os leitores, nos aspetos negativos, serão os excessos cometidos pelos jovens, alheios a pouco controlo dos adultos;
  • Não me parece que estas viagens, normalmente, antes da Páscoa pareçam de finalistas, já que ainda faltam muitas aulas e muitas horas de estudo;
  • Não será justo que um estudante que não passe de ano letivo tenha o direito a usufruir destas férias, por inúmeras razões;
  • Muitas vezes fica apenas planeado diversão (noturna e diurna) nada que inclua o aspecto educativo ou cultural.

Como sempre, fica o tema aberto a partilha de opiniões e a comentários!???!!!!

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publicado por Maribel Maia às 13:29

15
Jan 18

Em poucos anos a palavra tornou-se muito (re)conhecida, embora o seu conceito já existisse há longos anos, agora está a tornar-se mote de mais reflexão e sensibilização. A palavra Bullying significa agressões físicas ou verbais, realizadas de forma intencional e repetitiva, por um ou vários estudantes contra um ou vários colegas de escola.

Viver esta má experiência preocupa pais, educadores e estudantes, já que pode acarretar problemas físicos e/ou psicológicos difíceis de superar em qualquer criança ou jovem.

Devido às várias funções que desempenhei na área da Educação, contactei com estudantes e encarregados de educação em grande aflição e ansiedade por estarem a viver uma situação destas. Não quero, de forma alguma referir nenhum destes casos concretos, quero apenas alertar para esta realidade atual, deixando, por aqui, mais algumas informações e orientações sobre o tema. 

 

Quando os encarregados de educação são confrontados com uma suspeita de Bullying deve atentar às seguintes situações:

 

  • Não desvalorize os acontecimentos e sentimentos do estudante;
  • Incentive-o a contar toda a vivência, sem medo nem vergonha;
  • Reforce a autoestima e explique-lhe que não tem culpa do que sucedeu;
  • Aconselhe-se com um psicólogo para possível acompanhamento do estudante, se necessário;
  • Desenvolva, com o estudante, atividades e conversas que lhe aumente a segurança, a confiança e a autoestima.

 

Se a situação exigir uma atitude mais direta e ativa, pode recorrer aos seguintes agentes educativos, de forma a que o ajudem a resolver esta situação:

 

- Diretor de turma, e/ou diretor da escola;

- Auxiliares de ação educativa;

- PSP: Escola Segura;

- Psicólogo;

- Família do agressor;

- Outros encarregados de educação.

 

Esta situação não deve ser escondida, pois possibilita ao agressor mais confiança nas suas atitudes e é isso que também deve incutir no estudante. Para além disso, deve informar todos os educadores que contatam com o estudante, vítima de Bullying, para que estes estejam atentos e auxiliem numa evolução positiva.

Muitas vezes as vitimas de Bulling escondem, de todos, o que está a acontecer, portanto, no Post seguinte irei referir algumas situações em que deve estar atento.

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publicado por Maribel Maia às 11:30

20
Nov 17

A maioria das pessoas reconhece esta comissão (CPCJ) e compreende as suas funções, pelo menos em teoria percebe a sua importância. Eu, enquanto estagiária da licenciatura, acompanhei  uma destas Comissões Portuguesas e valorizo a sua intervenção junto de crianças e jovens.

Por estas e outras razões, hoje decidi lembrar a importância destas Comissões e explicar, de forma muito breve e simples, quais os objetivos e funções desta entidade. Isto porque, nunca é demais perceber que existe uma entidade específica que tem como missão proteger crianças e jovens. Assim sendo:

 

  • O que é a CPCJ?

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco existe desde há muitos anos que está legalmente definida no nosso país, contudo, a partir de janeiro de 2001 surge um novo modelo que torna a comunidade parceira do Estado através das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) são, portanto, instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou colocar termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral destas crianças/jovens.

  

  • Como intervém?

A CPCJ intervém sempre com o objetivo de assegurar o interesse superior da criança/jovem, de forma a que lhes sejam garantidos os seus direitos fundamentais. Esta intervenção tem por base a privacidade e o respeito por cada uma destas crianças ou jovens.

 

  • Quem a constitui?

Sempre que o número de habitantes se justifique, no Município podem ser criadas mais do que uma Comissão, podendo ser uma restrita e uma alargada. Nestas Comissões integram-se pessoas das mais variadas áreas de conhecimento e de intervenção, que agem concertadamente, de acordo com os casos concretos.

 

  • Que medidas pode tomar?

Após uma análise e avaliação de cada caso concreto, a CPCJ poderá tomar algumas medidas de promoção e proteção que, embora centradas na criança/jovem, abrangem outras pessoas ou entidades. As medidas poderão passar por:

Apoio junto dos pais;

Apoio junto de outro familiar;

Confiança a pessoa idónea;

Apoio para a autonomia de vida;

Acolhimento familiar;

Acolhimento em instituição;

 

  • Como se pode contactar?

Sempre que um cidadão reconhece que uma criança ou jovem se encontra em situação de risco pode comunicá-lo à CPCJ do Município desta criança/jovem. Para adquirir esses contactos basta recorrer ao seguinte site:  http://www.cnpcjr.pt/, selecionar o distrito e o concelho que pretende e surgirá essa informação.

 

  • O que é uma criança/jovem em risco?

Sempre que uma criança ou jovem viva numa situação que represente um perigo para a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento, apresenta uma situação de risco que deve ser analisada e avaliada pelas autoridades competentes. Designadamente nas seguintes situações:

_ Abandono;

_Maus tratos;

_Ausência de cuidados adequados;

_Trabalho ilegal ou atividades prejudiciais;

_Inexistência de segurança física ou emocional;

_ Privação do Ensino escolar.

 

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publicado por Maribel Maia às 11:08

07
Ago 17

Como as férias podem ser momentos de diversão, aquisição de conhecimento e desenvolvimento pessoal e social, as crianças devem estar com a família alargada, estar com amigos e vizinhos, viajar e brincar. Contudo, as formas de aprendizagem não se esgotam aqui, a leitura em tempo de férias pode ser um momento prazeroso e de elevada aquisição de conhecimento e desenvolvimento de capacidades.

Por todas estas razões, incluir momentos de leitura, na rotina dos estudantes em férias é uma necessidade e uma motivação. Mesmo para as crianças que referem, constantemente, que não gostam de ler devem também dedicar-se às leituras, basta escolher o livro certo para cada um e todos gostamos de ler.

Podem optar por comprar alguns livros novos, podem optar por requisitar na biblioteca ou pedir emprestado… tudo vale a pena por um bom livro!

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publicado por Maribel Maia às 13:38

27
Jul 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de Secundário:

«Estudante: _ Nas férias vou tentar arranjar algum trabalho, queria juntar dinheiro para a faculdade…

Eu: _ Acho uma ótima ideia, ocupas o tempo e aprendes!

Estudante: _Pois é… vou procurar em cafés, ou assim…»

 

Ao longo destes anos, conheci muitos jovens que procuraram trabalho a tempo inteiro, ou a tempo parcial, durante as suas férias de verão. Uns pediram ajuda aos pais para irem ajudar nos empregos dos pais, outros procuraram o atendimento ao público ou outras empresas que procurem jovens dinâmicos.

Parece-me uma excelente ideia para os mais jovens que já valorizam o dinheiro e que pretendem adquirir mais responsabilidades e autonomia. Isso apoiará novas competências, novos valores e aumentará o currículo profissional.

Portanto, nestas férias aqui fica mais uma proposta aos estudantes mais crescidos!

Por aí, algum leitor/a que tenha tido essa experiência e que gostasse de a partilhar, aqui nos comentários?

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publicado por Maribel Maia às 10:51

18
Fev 16

Pode existir algum receio, por parte dos encarregados de educação, aquando da escolha do desporto mais adequado a cada criança, de acordo com a sua fase de crescimento. É, claramente, necessário uma especial atenção ao desenvolvimento de cada criança, contudo ficam aqui algumas propostas dos ‘entendidos’ nesta matéria:

  • Crianças em idade pré-escolar: precisam de atividades próprias ao seu potencial para o desenvolvimento da motricidade, sendo fundamental que em todos os momentos as atividades sejam lúdicas.
  • 4 aos 6 anos: Os joguinhos começam a ficar interessantes. As atividades deverão ser realizadas com jogos e brincadeiras.
  • 7 anos em diante: Serão trabalhadas atividades com diferentes exercícios de recreação e competição, o que estimula muito a criança. Já poderão ser introduzidos também o atletismo (corridas, saltos e lançamentos – de forma simplificada), a natação, pequenos jogos, etc.
  • 11 aos 14 anos: A proposta aplicada já inclui, além de muita recreação, os jogos desportivos, não sendo aconselhado, no entanto, determinado tipo de desporto por faixa etária mas sim, seguindo o desejo da criança. Estimulando sempre um gosto pelo desporto que permaneça na vida adulta.

Com base em: Marcia Cristiane Perretto  In: www.gazetanews.com

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publicado por Maribel Maia às 13:57

13
Ago 15

Por cá, já aconselhei alguns livros para as mais variadas idades, agora chega o momento de falar sobre alguns filmes que podem ser belos momentos de aprendizagem e reflexão em família, combinando-se diversão e consciencialização. Assim sendo, proponho alguns filmes que já passaram pelas salas de cinema deste país, recentemente e que, podem ser alugados ou adquiridos pelas famílias:

 

Filmes de animação: Home; Up; Gru – a mal disposto; Lorax; Idade do Gelo; Animais Unidos;

Estes filmes de animação apresentam uma ótima qualidade de desenho gráfico, deliciosos momentos de diversão com elevada história moral que consciencializa pequeninos e grandes.

 

Filmes de aventura: Lucy; Os jogos da Fome; Robin Hood; Tropa de Elite;

Estes filmes estão direcionados para crianças que já estejam à vontade na leitura de legendas, propõe interessante ação e aventura e em simultâneo traz reflexões sobre a sociedade atual.

 

Filmes do Fantástico: O livro de Ellie; Harry Potter; O Hobbit; Senhor dos Anéis;

Para crianças e jovens que preferem distanciar-se  da realidade diária, estes filmes de fantasia mostram valores de amizade humana, transversais a qualquer realidade, em sagas completas de aventura e emoção.

 

Filmes de Histórias Reais: O Bom Rebelde; I am Sam; O Solista; Quem quer ser Bilionário; Amigos Improváveis; Invictus;

Estes filmes, com base em histórias verídicas, mostram realidades próximas de vidas comuns, com mensagens emocionalmente bastante fortes, como fontes de inspiração para uma vida emocionalmente rica.   

 

Estes filmes aqui aconselhados são pequenas propostas de filmes, por mim, visionados e referidos por estudantes com quem convivo e dos quais recebi ótimas recomendações. Contudo outras propostas serão pertinentes referir pelos leitores e que em muito enriquecerá esta publicação!

 

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publicado por Maribel Maia às 15:43

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