Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
«Eu: _Usas o telemóvel nos intervalos para jogar com os amigos?
Estudante: _ sim, jogamos online…
Eu: _ E se jogassem a outras coisas, sem ser com o telemóvel?
Estudante: _Criticam se brincarmos ou jogarmos a outras coisas, chamam-nos de crianças infantis…»
Promover a atitude de brincar ou jogar entre pares (crianças da mesma idade) é fundamental para um crescimento harmonioso… e ouvir estas frases, pela voz de quem cresce, deixa-me bastante triste!
Partir do princípio que os adolescentes só querem estar em frente a um ecrã, não é o pensamento mais óbvio e correto! Na minha opinião, está a insurgir uma cultura juvenil que motiva estes adolescentes e jovens a usarem os telemóveis de forma constante, de tal forma que eles nem questionam sobre as suas preferências de tempos livres, limitando-se a seguir os hábitos dos demais…
Por isso é tão importante que as escolas e as famílias tomem decisões firmes sobre a utilização destes equipamentos… é urgente este desincentivo ao uso das novas tecnologias, de forma constante e exagerada e a promoção de outros hábitos de vida mais saudável e interessante.
Quando, por aqui refiro a importância dos jogos de tabuleiro, como uma forma de promover competências de estratégia e de criatividade, bem sei que estes já estão em desuso e muitas pessoas já não têm estes jogos em casa.
Mesmo que sejam jogos fáceis de adquirir, nos mais variados pontos de venda, poder fazer um desses jogos de forma manual e em conjunto com os mais pequenos, pode ser uma forma diferente e divertida de construir e jogar, nestas férias.
Vamos fazer o conhecido: Jogo do Galo?
Como fazer:
Arranjar uma caixa, por exemplo de cereais;
Recortar uma das lateria e utilizar a parte interior para desenhar as duas linhas cruzadas (como na imagem 1);
Utilizar a outra parte lateral para desenhar as peças;
Criam-se duas peças diferentes e desses mais quatro moldes;
Cada jogador fica com cinco peças iguais (como na imagem 2);
Como jogar:
A grande maioria sabe jogar e aprende-se com enorme facilidade, porque o objetivo é apenas conseguir alinhar três peças, na vertical, horizontal ou diagonal.
Cada vez mais, assistimos a uma troca constante dos brinquedos, das brincadeiras habituais entre crianças e objetos, para passarem a desejar apenas as plataformas virtuais de jogos, que procuram cativar crianças e adolescentes com um crescente de violência e desafios bizarros.
Motivá-los num sentido contrário parece ser um constante ‘remar contra a maré’, porque os pedidos de presentes são apenas esses, porque no tempo livre só desejam isso, porque nada substitui um jogo virtual.
As famílias são as que mais desesperam com esta situação, procuram inventar mil e uma formas de cativar para a leitura, para os jogos de tabuleiro e para outros brinquedos… e tantas vezes se sentem a desistir perante a evidencia de tanta insistência e de uma moda que parece ser contagiosa.
Na minha opinião, o truque é começar muito cedo esta luta, ou seja, reduzir para o mínimo possível a utilização de ecrãs pelos mais novos… assim como a permissão de ter um telemóvel ou de utilizar um computador/tablet em tenra idade, mesmo que seja usar o telemóvel do pai ou da mãe por algum tempo!
Esta limitação deve ser muito assertiva e controlada, enquanto que a motivação para outras brincadeiras em família e com amigos deve ser incentivada, assim como a leitura, o desporto e a arte.
Bem sei que este é um desafio gigante para a grande maioria das famílias e de toda a comunidade educativa, mas desistir não pode estar na mente em momento algum!
Neste Natal pondere bem sobre os presentes a oferecer!!!
Este título assusta qualquer aluno que esteja, neste momento, a aproveitar as suas merecidas férias… no entanto, é preciso lembrar que estas férias são muito longas e que, facilmente, se perdem ritmos de estudo e motivação para a aprendizagem.
Com tudo isto, não quero afirmar que os estudantes devem estudar nas férias, como se estivessem em tempo de aulas, até porque os momentos de lazer proporcionam, também, excelentes momentos de aprendizagem. Por exemplo, o convívio entre pares, nestes momentos, proporciona um grande desenvolvimento social e emocional:
Aceitar a opinião do outro;
Mediar ideias e opiniões;
Respeitar as diferenças;
Aprender a ceder;
Aprender a impor decisões;
Tudo isto é desenvolvido fora das salas de aula, mas é tão importante como aquilo que lá se aprende, ou seja, aprender a viver em sociedade, defendendo ideias e sabendo mediar interesses.
Portanto, ao longo destes dias de férias, é importante proporcionar, a quem cresce, estes momentos de encontro, de saídas e de brincadeiras com os amigos da mesma faixa etária… sempre com regras e limites que têm de ser respeitados.
Em tempo de férias de verão tenho procurado partilhar alguns peddy papers, para fazerem em família, ou num pequeno grupo de amigos.
Estes jogos que implicam conhecimento e muito movimento, pretendem entreter os estudantes, de várias faixas etárias, e provocam neles reflexão, imaginação e trabalho em equipa… em simultâneo eles aproveitam para viver momentos divertidos e diferentes.
Este será um Peddy paper dedicado às emoções e aos afetos. No entanto, existem outros temas, por cá partilhados, com atividades muito variadas… este e os outros podem ser encontrados no menu deste blogue em: Partilha de Documentos.
Basta imprimir, um por equipa...e .... Divirtam-se!!!