Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

06
Jun 16

«Estudos indicam que, em Portugal, existem atualmente mais de 150 000 alunos que ficam retidos no mesmo ano de escolaridade.» (PISA 2012). 

 

Como estamos no final de mais um ano letivo, algum leitor pode estar prestes a confrontar-se com esta situação. Portanto gostaria de refletir e partilhar ideias sobre a Retenção Escolar, seja a nível do ensino básico, como do ensino secundário.

Sobre tal assunto gostaria de relembra a controvérsia que, ao longo dos tempos, sempre gerou.  Isto porque, a Retenção Escolar de uma criança ou jovem pode contribuir para a diminuição da autoestima e da autoconfiança do estudante, assim como dificuldades de integração numa nova turma. Por esta razão, os encarregados de educação e toda a comunidade escolar devem proceder no acompanhamento especial destes casos, não permitindo que uma retenção escolar se torne num estigma ou num estereótipo negativo relativamente à capacidade de aprendizagem do estudante.

Numa outra perspetiva, na sua génese a retenção tem como pressuposto a criação de uma nova oportunidade para a melhoria das capacidades e do desenvolvimento ao nível das aprendizagens dos estudantes, para que sejam adquiridos os conhecimentos necessário do ano escolar que frequenta.

Contudo, para que se consiga induzir alguma melhoria no desempenho académico na repetição do ano letivo, muito mais é necessário fazer, para além do lecionar da matéria de forma repetida.

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publicado por Maribel Maia às 17:14

02
Jun 15

Diálogo entre mim e um/a estudante de 9ºano:

«Eu: _Como estão as tuas notas?

Estudante: _Tenho negativa a Português, Matemática e Geografia…

Eu: _ Podes não passar de ano se não subires essas notas! Sabes disso?!

Estudante: _ Sim… Queria subir a Português… a Matemática sei que não consigo…

Eu:_ Para isso tens de estudar e tirar uma boa nota no exame nacional!

Estudante: _ Pois… eu sei!»

 

No tempo em que a escolaridade obrigatória não passava sequer da 4ª classe, o conceito insucesso escolar era apenas um vislumbre sobre a incapacidade de aprendizagem, apenas justificada pela incapacidade intelectual, que a maioria da sociedade pouco valorizava. Atualmente a realidade não poderia ser mais diferente e falar de insucesso escolar é procurar perguntas e respostas complexas e é culpabilizar toda uma sociedade educativa por tal problema.

Hoje, a escola preocupa-se com o insucesso escolar, os pais preocupam-se com os baixos resultados e o governo preocupa-se com as taxa de escolaridade da sua população.

Contudo, este tema torna-se profundamente complexo pois, identificar e causas do insucesso escolar é redigir um número infinito de alíneas que exigem um, ainda maior, número de respostas. Nos posts seguintes pretendo dar seguimento a estas reflexões…

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publicado por Maribel Maia às 14:14

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