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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Inquietudes: Os Famosos e a Educação…

Num destes dias dei por mim a refletir sobre as pessoas bastante conhecidas nos meios de comunicação social, os ditos ‘famosos’ e o esforço que será para estas pessoas tentarem realizar uma educação dita ‘normal’ nas suas crianças e jovens.

Certo é que, todo este meu misticismo vem de uma falha experimental minha, confesso… pois teria certamente opinião formada sobre tal assunto… poderia até assumir esta realidade como não assunto… se durante estes meus anos de experiência educativa me tivesse cruzado com estudantes e/ou pais de grande fama na comunicação social…. o que ainda não aconteceu!!!

 

Como tal ainda não me coube em experiência, ficam aqui algumas questões que me inquietam o pensamento e que gostaria de partilhar com os leitores:

Será que a visibilidade pública implica novas e adaptadas formas de educação?

Como se prepara uma criança para o mediatismo da família?

Conseguirá esse estudante viver o seu quotidiano anonimamente?

As vidas diferenciadas da família terão implicações no desempenho escolar individual?

 E quando são as próprias crianças/jovens os ‘famosos’, haverá implicações escolares, ou alterações no decorrer do desenvolvimento educativo?

A dificuldade estará sempre apenas no Educar e esta é já tarefa difícil por si só, que nenhuma questão mais se apraz?...     

…quem sabe alguns leitores sejam, até, personalidades mediáticas e que possam realizar/partilhar em ‘primeira pessoa’ para, aqui, me ajudarem na reflexão…

Seja como for, todos os comentários e ideias são passiveis de nos fazerem aprender algo, portanto agradeço a partilha de comentário e reflexões!!!

inquietudes (1).jpg

 

Um desabafo… ou uma inquietude…

Este é um Post que, durante muito tempo, me fez ponderar sobre a possibilidade de o escrever, ou de o guardar apenas no pensamento… mas acabou por acontecer, sem muitos alongamentos! Assumam-no como uma das minhas inquietudes….

 

Existem famílias que têm dificuldade em assumir que o/a seu filho/a pode apresentar algum problema de desenvolvimento e seguem a vida ignorando essa possibilidade…

Pois!!! Quem por cá lê pode ter dificuldade em acreditar que isso seja uma realidade, se ainda não conheceu nenhum exemplo mas, na minha opinião/experiência, existem casos assim…serão poucos… mas não deveria ser nenhum…

Com este texto, não quero criticar ninguém, quero apenas alertar todos os encarregados de educação e famílias para a necessidade que as crianças têm em serem devidamente acompanhadas, nas suas especificidades ou dificuldades.

O apoio e os profissionais adequados são o caminho mais rápido para o sucesso da criança, enquanto ser humano. Portanto, se têm alguma desconfiança sobre o desenvolvimento cognitivo, físico ou emocional de uma criança ou jovem, procurem apoio, procurem diagnósticos e profissionais competentes… por vezes, uma simples ajuda faz uma grande diferença!

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INQUIETUDE: O que acha dos horários escolares?

No início de cada ano letivo pergunto aos estudantes sempre uma mesma questão: Já tens o teu horário? Gostas? E obtenho sempre respostas diferentes, de ano para ano, de estudante para estudante… existem aqueles que me dizem estarem contentes por terem algumas tardes livres, alguns não lhes agrada terem muitas horas para almoçar… etc…

Portanto, para mim este é um tema de importante reflexão, as rotinas dos estudantes podem trazer melhor qualidade de vida e mais tempo para estudarem, porque não me parece que com grande carga horária se consiga desenvolver uma melhoria da memória e do raciocínio… porque as crianças precisam de tempo para brincar e os jovens de tempo para conviver, é uma forma de desenvolvimento tão importante como o tempo dos ‘bancos da escola’.

Assim sendo, escrevo esta inquietude para questionar, pais, educadores, etc… Estão de acordo relativamente a este assunto, por exemplo, os alunos de 1ºciclo saírem das escolas apenas às 17h30? Concordam com a distribuição dos horários semanalmente? Existem formas de melhorar estas rotinas escolares?

Como sempre, agradeço as conversas, a partilha e os comentários… 

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Inquietude: O ensino é gratuito em Portugal?

De acordo com a legislação Portuguesa o ensino em Portugal é gratuito:

 «No âmbito da escolaridade obrigatória o ensino é universal e gratuito. » (Diário da República, 1.ª série — N.º 166 — 27 de Agosto de 2009, Artigo 3º)

No entanto, a maioria das família gasta mais de um salário mínimo nacional, no início do ano letivo, com o estudante e, claramente, quanto mais elevado é o ano escolar mais altas são as despesas diretas.

Neste momento, as famílias de estudantes até ao 12º ano irão receber os manuais escolares de forma gratuita, no entanto, não podem escrever neles, o que para o 1º ciclo é praticamente impossível… no final do ano letivo leva a que as famílias passem horas a apagar tudo…ou pagam tudo...

Depois é necessário comprar todo o material escolar restante, os livros de fichas, os cadernos, as mochilas…. As roupas são também compradas aquando do início das aulas, como reforço do tempo frio, já que eles crescem muito…

 

Algumas famílias carenciadas recebem um apoio extra para as refeições/material escolar, em conjunto com mais algum subsídio.

Será tudo isto apoio suficiente? De forma geral, a legislação não estará bem longe do preconizado?

Que experiências, vocês famílias, têm sobre este assunto? Já começam a pensar nos gastos financeiros dos próximos meses?

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Inquietude: ‘Mas ele não quer…’

Por vezes deparo-me com conversas de encarregados de educação que me deixam inquieta, quando me respondem que a criança não quis, não escolheu, ou optou por.. tendo sido elas a tomarem decisões com as quais a família não concorda, mas aceitou por ser decisão da criança… com isto não quero dizer que, as crianças não possam tomar decisões e fazer escolhas… isso é saudável e faz parte do desenvolvimento integral de qualquer ser humano.

 Contudo, em muitas e determinadas situações não me parece que se deva ceder às escolhas de quem é ainda pequeno e não tem capacidade de escolher o que é melhor para si mesmo… essa responsabilidade e decisão cabe inteiramente a quem educa, a quem protege e orienta.

Portanto, a minha inquietação de hoje é um pedido de reflexão… diga ‘_Não!’ sempre que necessário ou, ‘_Sou eu que decido!’… sem muitas explicações ou definições, quando é importante…

Ou corremos o risco de não educar da melhor forma possível!

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(imagem retirada da internet)
 

INQUIETUDE: Legislação Tutelar Educativa

Ainda mantendo a mesma temática, muito haveria para refletir e questionar, sendo que educar crianças e jovens em risco, é sem dúvida um desafio para toda a sociedade.

Em termos jurídicos, sempre que uma criança ou jovem se apresenta como estando em risco de cometer, ou ser vítima de crime(s), aponta-se para uma ‘carência educativa’, em que, no seu processo educativo familiar não tenha sido bem sucedido, pelo que deverá caber ao Estado tutelar esta educação, colmatando as falhas apresentadas.

No entanto, pouco sei sobre os resultados destas intervenção sociais, tornando-se para mim uma inquietude…. Será que os casos de sucesso se salientam sobre os casos de fracasso? Estudos indicam que talvez não…. As medidas serão sempre as mais adequadas a cada caso específico? Estará a sociedade preparada para receber estes jovens após a processo de internamento em centro educativo? Estará a criminalidade infantil a diminuir?

Temática tão inquietante esta, para toda a sociedade!!!! Não concordam?

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(imagem retirada da internet)

‘Tenho um amigo homossexual’ – Quem conversa sobre isto?

Diálogo com um/a jovem de secundário:

«Eu: _ Por vezes escolhemos os nossos amigos de acordo com o que a sociedade pensa, ou temos vergonha de ser amigo de alguém…

Estudante: _ Eu não me importo… o meu melhor amigo é homossexual e é o meu melhor amigo… não vou deixar de ser por causa disso…

Eu: _ Mas.. se calhar tens amigos que não são assim, como tu!?

Estudante: _ Tenho.. Há sempre quem critique e goze! Mas eu acho errado…»

 

Sei que este tema sobre o qual hoje escrevo, não é fácil…de escrever… de o deixar ao leitor… de propor reflexão!!! Vou escrever sobre a homossexualidade e a forma como se promove uma educação para a inclusão quando se fala sobre este tema…

Hoje o casamento homossexual é legal em Portugal e em vários países… hoje existem crianças nas escola que podem ter, por família, dois pais ou duas mães, hoje devem-se educar crianças e jovens para esta aceitação e convivência as crianças de hoje serão os adultos de amanhã… e devem: compreender-se na sua sexualidade, respeitar as opções sexuais de cada um, condenar atitudes homofóbicas…

Por várias vezes já conversei com crianças e jovens sobre este assunto, assumi sempre uma postura séria e pedagógica sempre que me apresentaram o tema, ou colocaram questões… e posso referir que esta forma de abordar o assunto desperta a curiosidade dos estudantes, uma curiosidade também séria e sincera, de quem realmente percebe que é um assunto do qual devem perceber e refletir.

Na minha opinião, de acordo com a idade de cada estudante, todos devem ser (in)formados sobre sexualidade, a heterossexualidade, a homossexualidade, a transexualidade…… ensinar, esclarecer, orientar, debater… pode e deve fazer-se sempre que a oportunidade surja. Por tal opinião questiono: onde? Quando? Com quem? Serão os pais os principais educadores para tal tema? Será na escola que tais conversas se devam ter, entre pares e/ou professores? Toda a sociedade deverá apoiar esta educação inclusiva?

 

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