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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Os manuais digitais…. Vamos trocar opiniões?

Inquietudes...

Proponho a troca de opiniões sobre este tema: manuais digitais, porque a minha opinião não é nada favorável, depois de alguns anos de experiência, em apoio ao estudo a alunos que utilizam esta versão!! Assim, a troca de ideias, talvez me motive um novo olhar…

Para contextualizar: algumas escolas optam por facultar um computador a cada um dos seus alunos, com senhas de acesso às duas plataformas de manuais escolares: a Leya e a Porto Editora. Assim, os alunos encontram os seus manuais em formato digital, ‘saltando’ de plataforma em plataforma, de acordo com o manual necessário… por exemplo, se o manual de matemática é da Porto Editora, o manual de História já poderá ser da Leya!

As plataformas são diferentes, nos programas adicionais de estudo que oferecem e na forma de utilização, por entre cliques e modos técnicos!

Confusos??? Na prática não é muito mais simples…

Seja qual for a plataforma, os alunos precisam de consultar os manuais para estudar e para fazer exercícios. Como é óbvio não pode haver um post’it a identificar nenhuma matéria, nenhuma nota escrita pessoalmente, muito menos um sublinhar… nem no manual, nem no caderno de atividades.

Eu pessoalmente, gosto de abrir vários livros em simultâneo, par ajudar ao estudo, por exemplo, se o aluno está a fazer um exercício do caderno de atividades, o manual deve estar aberto na mesma matéria, junto com o caderno diário, para consulta… mas, não é possível… ou se abre o manual, ou se abre o caderno de atividades…

E para resolver a situação? Ora fecha um, ora abre outro, ora clica páginas à frente/atrás, ora clica para descer/subir, ora já passou a página, sem querer… (quem usa diariamente, sabe bem do que falo)…

E isto, porquê? Pois bem… se vemos a página inteira do livro, não se consegue ler… se fazemos zoom  lemos a pergunta mas já não vemos a imagem a que corresponde… ora sobe, ora desce….ora já passou a página, sem querer…

Como a exemplificação já vai extensa, não me alongo mais nesta saga!!Já perceberem perfeitamente que não concordo com esta forma digital, porque não existe melhor forma de estudar do que com os manuais escolares físicos!!

Nem vou debater sobre o mal que faz às crianças e jovens passarem horas e horas em frente a ecrãs… andamos a pedir-lhes para moderarem esses tempos e colocamos todo o estudo ali… em frente a um computador!?!?

Opiniões???

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O desenvolvimento não acontece em todas as crianças em simultâneo, embora a escola trabalhe com base nesta ideia

Inquietude:

O crescimento e desenvolvimento das crianças está definido por etapas, vários foram os investigadores que as definiram e estádios, etapas, patamares. Mas estas formas que parecem estar bem enquadradas e definidas, não se enquadram em todas as crianças!

As crianças não estão todas ao mesmo nível de desenvolvimento, na mesma idade, embora nas escolas sejam tratadas destas forma. Isto trás implicações práticas no momento de ensino-aprendizagem, já que, em média teremos 20 alunos a aprenderem o mesmo, pois temos apenas um professor para elevado número de alunos, que não pode ensinar de outra forma que não a de ensinar a todos como se fossem um.

Esta é a realidade das nossas escolas, embora não seja a mais correta, é a que é oferecida à sociedade e, não pretendo explorar muito esta parte do tema.

Neste post prefiro direcionar-me mais às famílias que vêm as suas crianças a tentarem estar sempre ao mesmo nível de aprendizagens de toda a turma, para melhor conseguirem bons resultados e motivação.

No entanto, algumas crianças apresentam níveis de desenvolvimento diferentes o que implica mais dificuldades de abstração, de raciocínio ou de lógica, o que acarreta avaliações mais baixas e alguma desmotivação… outras crianças estão um pouco mais desenvolvidas o que torna a aprendizagem pouco aliciante e monótona.

Qualquer um dos casos deixa as famílias muito ansiosas e preocupadas, sem saberem quais as medidas certas a tomar, de forma a ajudarem os seus estudantes.

O meu maior conselho é manter a calma, muitas vezes as crianças precisam de tempos diferentes, mas não significa que, por exemplo, no ano seguinte venha a manter as mesmas dificuldades, pode não acontecer. Para além disso, pode sempre procurar apoio com um profissional, de acordo com a necessidade apresentada, os professores podem ajudar e orientar nessa decisão!  

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Inquietude: Na escola a vida acontece…

As escolas são lugares muito propícios a aprendizagens, mas não apenas às aprendizagens escolares, os relacionamentos interpessoais, a partilha de emoções, a necessidade de mediar interesses e conflitos, questionar situações e conviver com justiças/injustiças acontece dentro dos muros escolares, dentro e fora da sala de aula e para além dos muros, através da convivência social.

Portanto, a escola é um lugar que fervilha de emoções, porque uns amigos se zangaram, alguém trouxe um objeto novo, ouve-se uma música nova, alguma coisa foi roubada, andaram à ‘bulha’, deram o primeiro beijo…….

Para além disso as notícias correm apressadamente… nada se consegue esconder… não existem segredos bem guardados, ninguém controla a vivacidade das crianças e jovens.

As escolas são micro sociedades que incubam pessoas, preparam-nas para a vida adulta, fazem parte da realidade de todos os alunos de forma muito grudada… de tal forma que eles adoram e detestam a escola… sem medida certa, de onde começa um sentimento e acaba outro… Na escola tudo acontece!

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Inquietude: ‘Pensar ao Contrário’

Numa das minhas leituras sobre Educação, dei por mim a refletir sobre um texto, do qual partilho a citação final:

«podemos dizer hoje que a tarefa fundamental dos educadores e dos interventores sociais continua a ser a de fazer recuar as fronteiras do possível, recusando a resignação e o fatalismo. Para isso, como propõe Gorz, precisamos aprender a ‘pensar ao contrário’» (Rui Canário: 1999, Construir Uma Escola Inclusiva).

 

Para aprender a ‘pensar ao contrário’ é necessário ensinar a ‘pensar ao contrário’ ou como digo aos jovens, com que me cruzo, ‘é preciso pensar fora da caixa’, ou seja, libertarmo-nos dos estereótipos e das fronteiras de pensamento que fomos adquirindo…

Só levantando a reflexão e abrindo os nossos horizontes podemos realmente aprender e ensinar, em conceitos que nos fazem crescer, enquanto ser humanos e cidadãos, são eles a tolerância, a paz, o respeito, a ajuda, a solidariedade, ….

Só sentindo sem fronteiras ensinaremos para além dos horizontes!

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Inquietude:

Lembrem aos vosso filhos!!!

Estamos sempre a perguntar às crianças e aos jovens “O que queres ser quando fores grande?” e dessa pergunta estamos apenas à espera de uma resposta simples: uma qualquer profissão… No entanto, nós adultos sabemos muito bem que a nossa vida não se resumo a uma profissão, temos tantas outras escolhas na nossa identidade… já tivemos mais que uma profissão, já fizemos muitas escolhas familiares, temos outros objetivos particulares que ultrapassam uma profissão e que nos deixam tão realizados, individualmente… Aprendemos tanto com a vida, em paralelo com a formação académica e profissional!

Pois bem… lembrem aos vossos filhos/educandos que a vida trará mais do que uma decisão profissional. Expliquem-lhe que existem valores imprescindíveis para qualquer ser humano! Que ser feliz é ter vários sonhos e conseguir concretizá-los… e que nem todos os sonhos se compram… Recordem-lhe que, quando ele pensar no que “quer ser quando for grande” tem de pensar com carinho nas imensas possibilidades, para escolher com a responsabilidade de ser proprietário da sua própria vida!

Hoje, é apenas isto…

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