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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Inquietude: O ensino é gratuito em Portugal?

De acordo com a legislação Portuguesa o ensino em Portugal é gratuito:

 «No âmbito da escolaridade obrigatória o ensino é universal e gratuito. » (Diário da República, 1.ª série — N.º 166 — 27 de Agosto de 2009, Artigo 3º)

No entanto, a maioria das família gasta mais de um salário mínimo nacional, no início do ano letivo, com o estudante e, claramente, quanto mais elevado é o ano escolar mais altas são as despesas diretas.

Neste momento, as famílias de estudantes até ao 12º ano irão receber os manuais escolares de forma gratuita, no entanto, não podem escrever neles, o que para o 1º ciclo é praticamente impossível… no final do ano letivo leva a que as famílias passem horas a apagar tudo…ou pagam tudo...

Depois é necessário comprar todo o material escolar restante, os livros de fichas, os cadernos, as mochilas…. As roupas são também compradas aquando do início das aulas, como reforço do tempo frio, já que eles crescem muito…

 

Algumas famílias carenciadas recebem um apoio extra para as refeições/material escolar, em conjunto com mais algum subsídio.

Será tudo isto apoio suficiente? De forma geral, a legislação não estará bem longe do preconizado?

Que experiências, vocês famílias, têm sobre este assunto? Já começam a pensar nos gastos financeiros dos próximos meses?

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Inquietude: ‘Mas ele não quer…’

Por vezes deparo-me com conversas de encarregados de educação que me deixam inquieta, quando me respondem que a criança não quis, não escolheu, ou optou por.. tendo sido elas a tomarem decisões com as quais a família não concorda, mas aceitou por ser decisão da criança… com isto não quero dizer que, as crianças não possam tomar decisões e fazer escolhas… isso é saudável e faz parte do desenvolvimento integral de qualquer ser humano.

 Contudo, em muitas e determinadas situações não me parece que se deva ceder às escolhas de quem é ainda pequeno e não tem capacidade de escolher o que é melhor para si mesmo… essa responsabilidade e decisão cabe inteiramente a quem educa, a quem protege e orienta.

Portanto, a minha inquietação de hoje é um pedido de reflexão… diga ‘_Não!’ sempre que necessário ou, ‘_Sou eu que decido!’… sem muitas explicações ou definições, quando é importante…

Ou corremos o risco de não educar da melhor forma possível!

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(imagem retirada da internet)
 

INQUIETUDE: Legislação Tutelar Educativa

Ainda mantendo a mesma temática, muito haveria para refletir e questionar, sendo que educar crianças e jovens em risco, é sem dúvida um desafio para toda a sociedade.

Em termos jurídicos, sempre que uma criança ou jovem se apresenta como estando em risco de cometer, ou ser vítima de crime(s), aponta-se para uma ‘carência educativa’, em que, no seu processo educativo familiar não tenha sido bem sucedido, pelo que deverá caber ao Estado tutelar esta educação, colmatando as falhas apresentadas.

No entanto, pouco sei sobre os resultados destas intervenção sociais, tornando-se para mim uma inquietude…. Será que os casos de sucesso se salientam sobre os casos de fracasso? Estudos indicam que talvez não…. As medidas serão sempre as mais adequadas a cada caso específico? Estará a sociedade preparada para receber estes jovens após a processo de internamento em centro educativo? Estará a criminalidade infantil a diminuir?

Temática tão inquietante esta, para toda a sociedade!!!! Não concordam?

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(imagem retirada da internet)

‘Tenho um amigo homossexual’ – Quem conversa sobre isto?

Diálogo com um/a jovem de secundário:

«Eu: _ Por vezes escolhemos os nossos amigos de acordo com o que a sociedade pensa, ou temos vergonha de ser amigo de alguém…

Estudante: _ Eu não me importo… o meu melhor amigo é homossexual e é o meu melhor amigo… não vou deixar de ser por causa disso…

Eu: _ Mas.. se calhar tens amigos que não são assim, como tu!?

Estudante: _ Tenho.. Há sempre quem critique e goze! Mas eu acho errado…»

 

Sei que este tema sobre o qual hoje escrevo, não é fácil…de escrever… de o deixar ao leitor… de propor reflexão!!! Vou escrever sobre a homossexualidade e a forma como se promove uma educação para a inclusão quando se fala sobre este tema…

Hoje o casamento homossexual é legal em Portugal e em vários países… hoje existem crianças nas escola que podem ter, por família, dois pais ou duas mães, hoje devem-se educar crianças e jovens para esta aceitação e convivência as crianças de hoje serão os adultos de amanhã… e devem: compreender-se na sua sexualidade, respeitar as opções sexuais de cada um, condenar atitudes homofóbicas…

Por várias vezes já conversei com crianças e jovens sobre este assunto, assumi sempre uma postura séria e pedagógica sempre que me apresentaram o tema, ou colocaram questões… e posso referir que esta forma de abordar o assunto desperta a curiosidade dos estudantes, uma curiosidade também séria e sincera, de quem realmente percebe que é um assunto do qual devem perceber e refletir.

Na minha opinião, de acordo com a idade de cada estudante, todos devem ser (in)formados sobre sexualidade, a heterossexualidade, a homossexualidade, a transexualidade…… ensinar, esclarecer, orientar, debater… pode e deve fazer-se sempre que a oportunidade surja. Por tal opinião questiono: onde? Quando? Com quem? Serão os pais os principais educadores para tal tema? Será na escola que tais conversas se devam ter, entre pares e/ou professores? Toda a sociedade deverá apoiar esta educação inclusiva?

 

Resultado de imagem para homossexualidade(Imagem retirada da internet)

Quais os níveis de QI exigidos nas escolas?!

Quantas vezes os pais se preocupam porque a criança apresenta mais dificuldades de aprendizagem do que os outros colegas de escola?!… Enquanto outras crianças facilmente aprendem com o mínimo esforço… será isso medido pelos testes de QI? Será preciso um nível de QI elevado para se conseguir boas notas?

Pois bem, para começar é necessário lembrar o que significa QI - Quociente de inteligência, apresenta-se como uma medida padronizada, quantificada através de testes e que avalia as capacidades cognitivas, ou seja, a inteligência racional de cada indivíduo.

 

A classificação proposta por Lewis Terman seria a seguinte:

121 - 130 Superdotado

110 - 120: Inteligência acima da média

90 - 109: Inteligência normal (ou média)

80 - 89: Embotamento (dificuldades em expressar emoções e sentimentos)

70 - 79: Limítrofe

50 - 69: Raciocínio Lento

20 - 49: Raciocínio muito abaixo da média

Assim sendo, quanto maior o QI do estudante, mais facilmente e rapidamente será realizada uma aprendizagem ou solucionado um problema, isso sugere que os resultados escolares poderão refletir estas capacidades intelectuais.

Quer isto dizer que é importante saber-se que, para um estudante ser bom terá de ter um bom QI, pois esse fator influenciará diretamente os resultados académicos. Ora,  pode acontecer que um estudante brilhante poderá tirar boas notas com um esforço moderado, enquanto que um estudante menos brilhante precisará de um esforço muito maior para chegar aos mesmos resultados. 

Para além disso, é de sublinhar que crianças com QI abaixo de 85 necessitam de uma atenção especial, pois poderão ser candidatos a apresentarem fortes dificuldades de aprendizagem de matérias escolares e, certamente, precisarão de mais tempo e empregar maior esforço.

Perante estas especificidades, estará a escola preparada e disponível para receber cérebros tão diferentes? Será o QI um método de orientação ou descriminação? Será que o nosso QI o único fator importante para o sistema escolar?

Penso que não devemos catalogar pessoas pelas suas capacidades intelectuais… muito menos crianças…

Fico a aguardar partilhas e comentário sobre o tema!

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(imagem retirada da internet)

Inquietude: Uns Mais Iguais que Outros

Porque não apenas necessário sabermos ensinar as matérias escolares seremos  bons educadores, para compreendermos e aprendermos enquanto profissionais, muito é necessário aprender e refletir sobre Educação. Uma das minhas inquietudes neste vasto conceito reflexivo é, sem dúvida se o ensino é igual para todos e se deveria ser igual para estudantes diferentes?!

Daí o meu título de hoje, se todos nós somos diferentes… uns mais do que outros/as… então, como poderá uma escola procurar ensinar de forma igualitária? Será possível desenvolver ensinos diferentes para estudantes diferentes, numa procura de igualdade e de inclusão? Existirão vontades e capacidades para desenvolver uma escola democraticamente capaz?

Para justificar tais perguntas transcrevo uma citação que auxilia esta reflexão:

«Na escola fala-se de uma forma e estudam-se assuntos que não têm nada a ver com aquilo que muitas crianças que a frequentam falaram e aprenderam até virem estudar. À chegada à instituição elas são confrontadas, claramente, com o facto de que, o que é preciso é saber o que está estabelecido nos currículos. E aparentemente, somente isso.» (Cortesão et al: 1995).»

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Inquietude: Estudar no dia anterior ao teste…

Por mais que eu tente incutir nos estudante que, estudar antes do teste não é nada produtivo… a memorização será ténue, esquecendo-se tudo o que se aprendeu (antes ou depois do teste)… não se atingem bons resultados (no máximo uma positiva de pouco relevo).

No entanto, muitos são os casos em que esta prática se mantém, nos primeiros anos de escola conseguindo-se, muitas vezes até, bons resultados mas, com a exigência dos anos seguintes, cada vez com resultados menos desejados e com uma agravante: como não se construiu o hábito do estudo diário apresenta-se mais um obstáculo, vencer a preguiça e mudar hábitos.

A minha inquietude de hoje é lembrar que: “de pequenino se torce o pepino”… porque estudar 1h a 2h por dia não é muito cansativo e é muito mais eficaz!

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