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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Atenção às mochilas escolares!

A cada início do ano letivo, muito se alerta para o peso excessivo das mochilas escolares das crianças e jovens. Por mais que seja um assunto debatido e refletido, apenas em setembro, hoje, estas mochilas continuam a levar quilos de materiais escolares, sobrecarregando as costas dos estudantes.

Algumas editoras de manuais escolares optaram por fazer a divisão em volumes, tornando os manuais mais leves e algumas escolas disponibilizam cacifes e espaços para que os seus alunos guardem materiais, no entanto, o problema tem-se mantido até hoje!

Assim sendo, deixo aqui alguns cuidados a ter, relativamente a este assunto:

 

  •  O peso da mochila não deve exceder os 10% do peso corporal, portanto uma criança com 30kg não deve usar uma mochila com mais de 3kg;
  •  Quando comprar escolha uma mochila leve, assim já estará a economizar no peso;
  •  Opte por lancheiras de mão, em separado, para não incluir mais peso às costas;
  •  Escolha mochilas com alças e costas esponjadas que devem ser corretamente ajustadas ao corpo do estudante;
  •  A altura da mochila não deve exceder altura do tronco do estudante;
  •  Usar sempre as alças nos dois ombros;
  •  O material mais pesado deve ficar arrumado atrás, junto à coluna;
  •  A cada mês, revejam o que anda perdido dentro da mochila que já não é necessário;
  •  Ensine o estudante a selecionar diariamente qual o material necessário ao dia seguinte, deixando em casa, ou na escola o restante;
  •  Muitos manuais já estão divididos por volumes tornando-se mais leves, portanto, não é necessário andar com os vários volumes;
  •  Compre cadernos diários leves e selecione o material essencial para o porta-lápis;
  •  Use um caderno para duas disciplinas, sempre que seja viável;
  •  Atenção ao excesso de fichas e fotocópias que andam na mochila, para lá e para cá, sem tal necessidade, arquive-as no local de estudo;
  •  Seja ecológico, algumas mochilas descosem ou fazem pequenos rasgos, se for possível um arranjo, não vale a pena comprarem uma nova.

dicas sugestões.jpg

 

JOGOS PEDAGÓGICOS: O Frasquinho dos Desejos

As crianças, por vezes, apresentam algumas dificuldades em discernir objetivos e desejos de bens materiais… podem muitas vezes limitarem os seus gostos e prazeres apenas aos objetos que podem ser adquiridos em lojas, como por exemplo, equipamentos eletrónicos, roupas de determinadas marcas, etc., isto pode deixar quem cresce muito mais preocupada com o Ter e descuidado de outros valores: sentimentos, ações e emoções, que estão relacionados com o Ser e que trazem muito mais felicidade e satisfação pessoal.

No entanto, esta sensibilização passa também por uma educação e aprendizagem, que cabe essencialmente às famílias. Estas aprendizagens irão despertar para a sensibilidade, empatia, compaixão, solidariedade e compromisso.

Para apoiar no desenvolvimento destas aprendizagens, hoje partilho aqui o jogo ‘O frasquinho dos Desejos’. Basta reciclarem um frasco já utilizado, decorarem a gosto e colocarem próximo um bloquinho de notas.

Ao longo de um período de tempo, as crianças devem ir anotando os seus Desejos, ou seja, algo que queiram muito conquistar e que não poderá ser comprado/adquirido. Por exemplo: melhor nota a Português; fazer uma nova amizade; fazer um passeio em família; abraçar os avós…

Os desejos devem ser colocados no frasquinho e, em data a definir com a família, devem ser abertos, lidos e festejados… devem ser consideradas conquistas muito felizes e muito importantes na vida da criança! A Verdadeira Felicidade!

 

jogos pedagógicos.jpg

 

Quando os castigos não resultam?

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

«Eu: _ Se tirares negativa os teus pais podem deixar-te de castigo?

Estudante: _Sim… tiram-me tudo… Não há nada pior que se possa fazer a uma criança do que lhe tirar tudo…»

Algumas famílias propõem determinadas exigências aos mais pequenos, que nem sempre conseguem ver concretizadas, isto leva a que seja necessário tomar medidas, entre elas surgem os castigos, é-lhes retirado objetos, tempos em frente aos ecrãs, etc., por norma, estes castigos acabam por surtir o efeito desejado e as crianças, ou jovens, moderam ou alteram as suas atitudes, pois perceberam que não estão a ser corretos e com isso recebem estímulos nada agradáveis.

No entanto, existem famílias que referem que esta forma de castigar não funciona com o seu estudante, pois ele não demonstra grande preocupação em ficar privado de momentos que aprecia, logo, os castigos não se apresentam práticos ou punitivos.

Nesta situação, antes que as família desesperem, posso sugerir dois simples conselhos, com o objetivo de surtir o mesmo efeito, ou seja, a mudança de atitude:

  • Apelar aos estímulos emocionais e de responsabilização, sempre que o criança ou jovem não tem a atitude mais correta e existe a necessidade de esclarecer e orientar, demonstre que o estudante o/a desapontou, que está muito triste, com grande desilusão e torne-se emocionalmente mais distante… algumas crianças e jovens responsabilizam-se mais rapidamente interpretando estes sinais emocionais e desenvolvem empatia por sentimentos e emoções, tornando-os mais capazes de perceber e se responsabilizarem pelas próprias ações e atitudes.

 

  • Exigir uma contribuição maior em tarefas diárias para ajudar a família, como por exemplo, fazer algumas limpezas extra, ou atribuir-lhe algumas funções pouco desejadas pelas crianças/jovens que, por hábito, não são da sua responsabilidade. Para que tal traga o efeito desejado, nunca poderá ser benevolente ou permitir que a tarefa não seja executada na totalidade!

 

As famílias, melhor do que ninguém, conseguem perceber a melhor forma de orientar, premiar, castigar, e educar os seus… Sem violência ou exageros, mas com muita assertividade nas decisões! Crianças com famílias assertivas tornam-se muito mais seguras e tranquilas!

    

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