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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

O desenvolvimento não acontece em todas as crianças em simultâneo, embora a escola trabalhe com base nesta ideia

Inquietude:

O crescimento e desenvolvimento das crianças está definido por etapas, vários foram os investigadores que as definiram e estádios, etapas, patamares. Mas estas formas que parecem estar bem enquadradas e definidas, não se enquadram em todas as crianças!

As crianças não estão todas ao mesmo nível de desenvolvimento, na mesma idade, embora nas escolas sejam tratadas destas forma. Isto trás implicações práticas no momento de ensino-aprendizagem, já que, em média teremos 20 alunos a aprenderem o mesmo, pois temos apenas um professor para elevado número de alunos, que não pode ensinar de outra forma que não a de ensinar a todos como se fossem um.

Esta é a realidade das nossas escolas, embora não seja a mais correta, é a que é oferecida à sociedade e, não pretendo explorar muito esta parte do tema.

Neste post prefiro direcionar-me mais às famílias que vêm as suas crianças a tentarem estar sempre ao mesmo nível de aprendizagens de toda a turma, para melhor conseguirem bons resultados e motivação.

No entanto, algumas crianças apresentam níveis de desenvolvimento diferentes o que implica mais dificuldades de abstração, de raciocínio ou de lógica, o que acarreta avaliações mais baixas e alguma desmotivação… outras crianças estão um pouco mais desenvolvidas o que torna a aprendizagem pouco aliciante e monótona.

Qualquer um dos casos deixa as famílias muito ansiosas e preocupadas, sem saberem quais as medidas certas a tomar, de forma a ajudarem os seus estudantes.

O meu maior conselho é manter a calma, muitas vezes as crianças precisam de tempos diferentes, mas não significa que, por exemplo, no ano seguinte venha a manter as mesmas dificuldades, pode não acontecer. Para além disso, pode sempre procurar apoio com um profissional, de acordo com a necessidade apresentada, os professores podem ajudar e orientar nessa decisão!  

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A idade em que as ‘notas’ baixam: 7º e 8º ano

Claro que são anos com mais exigência na aprendizagem, nas matérias, com disciplinas mais complexas… Mas sabemos que não é apenas isso… Os interesses começam a mudar, as amizades são mais importantes, os namoros iniciam-se, o interesse pelas redes sociais espoleta de forma radical… e a motivação para o estudo desde consideravelmente…

Se antes, estudar uns dias antes do teste trazia bons resultados, agora, com o início do 3º ciclo, já não é assim tão linear! É necessário mais organização no estudo, deve estudar-se diariamente, fazer-se resumos, rever matérias  e resolver exercícios de forma mais contínua, utilizar parte do fim de semana para organizar trabalhos e estudar.

Tudo isto parece fácil, mas com as mudanças físicas e psicológicas a acontecerem, com a entrada na adolescência e a complexidade que traz a cada adolescente, faz com que tudo se torne mais difícil… desmotivante para o estudo… motivante para a interação social.

Às famílias cabe o papel regulador destas situações, uma atenção cuidada e diferente, motivando e esclarecendo a importância do estudo e da escola, nunca desvalorizando as novas experiências pessoais e sociais diárias… porque nestas idade, «de manhã foi o melhor dia da minha vida e, de tarde o pior dia da minha vida….» .  

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A família fiscalizadora

Alguns estudantes apresentam, desde os primeiros anos de escola, uma grande responsabilização pelas tarefas escolares, pela organização do estudo e do material escolar. Outros estudantes vão desenvolvendo estas competências, ao longo dos anos letivos, de acordo com o seu próprio crescimento e desenvolvimento e com algumas orientações familiares e escolares…

E ainda, outros estudantes, apresentam-se sempre algo mais descuidados, despreocupados com as solicitações escolares e com preguiça para tais responsabilidades. Para esses, a família terá sempre de ter um papel mais controlador e fiscalizador, procurando educar para uma responsabilidade pessoal necessário, não apenas em contexto escolar, como nos mais variados contextos sociais, presentes e futuros.

 Assim, esta forma de fiscalização, que mais não é do que uma orientação constante e ativa, para confirmar que um dos principais papeis, de quem cresce está a ser bem concretizado, deve passar por:

  • Rever os cadernos escolares a cada semana ou quinzenalmente, para que tenham as matérias em dia, sumários escritos, tudo organizados e cuidados;
  • Apoiar no agendamento das datas de avaliações e esquematizar tempos de estudo;
  • Verificar se foram realizados todos os TPC’s, recorrer aos cadernos, onde estes estão anotados, para confirmar a existência, ou não destes;
  • Controlar as horas de estudo efetivo, como sabemos, muitos estudantes estão sentados na secretária e apenas ‘fingem’ estudar;
  • Definir e corrigir exercícios de estudo, sempre que necessário;
  • Fazer perguntas sobre a matéria a estudar para o teste, confirmando a clareza do estudo;
  • Marcar, com o Diretor de Turma reuniões individuais para se inteirar do comportamento e empenho do estudante;
  • Controlar descanso, alimentação e hábitos de vida saudável que apoiem a crescimento e desenvolvimento…

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Famílias: não tenham receio de exigir…

Educar é dizer mais vezes Não do que Sim, é orientar e direcionar, é oferecer o exemplo diário, é usar palavras e fundamentar com ações.

Educar é tarefa dura e difícil, ser exigente e assertivo quando apenas se tem vontade de mimar e atender pedidos… a aprendizagem não é apenas para quem cresce, é também para quem ensina, quem aprende constantemente com os bons e maus resultados!

Na minha opinião, as famílias devem ser exigentes na educação, na transmissão de valores e na definição de práticas. Não se podem permitir algumas ações e devem-se incentivar tantas outras.

Uma boa forma de incutir valores primordiais, deve passar por várias situações simples, uma delas é a partilha de tarefas em casa. Toda a família que partilha uma mesma casa, devem também partilhar a ajuda e os trabalhos, basta adaptar as tarefas às idades, basta organizar, para que não sejam sempre os mesmos a fazer algo.

Não haverá forma mais importante de autonomia do que saber fazer tarefas como: cozinhar, limpar, arrumar, gerir despesa e dinheiro, ajudar o outro…  

Ao partilhar as lides domésticas entre a família, ninguém ajuda, todos colaboram… simplesmente isso… ninguém faz mais…. todos fazem o que conseguem…

Isto traz o aumento dos níveis de responsabilidade e autonomia, promove a capacidade de empatia, solidariedade e respeito pelo trabalho do outro… ajuda a desenvolver uma consciência futura, bem mais completa!

Não tenha receio de exigir isto das crianças, quando elas forem adultas irão agradecer… como, certamente, você agradece agora à sua família!

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Os trabalhos escolares, por vezes, podem ser caros!

Ao longo do ano, os professores propõe alguns trabalhos escolares que podem exigir mais originalidade e imaginação, permitindo o uso de alguns materiais, mais ou menos comuns, para serem base de trabalhos escolares, aplicando-se, simultaneamente, conhecimentos teóricos e práticos (informação, criatividade e trabalho manual).

Estes trabalhos podem tornar-se um gasto de dinheiro acrescido para o orçamento familiar porque, muitas vezes, precisam de comprar objetos e materiais que não têm em casa. Por exemplo:

  • Cartolinas;
  • Cartão;
  • Colas;
  • Gesso/argila;
  • Madeira;
  • Esferovite;
  • Elementos químicos;
  • Telas, pinceis, tintas;

Mesmo que não seja uma orientação direta do professor, muitas vezes, os alunos têm ideias originais que gostariam muito de colocar em prática, para determinado trabalho. Logo, incentivam os pais a comprarem todo o material necessário.

Se o trabalho for realizado em grupo, os valores a gastar tornam-se mais baixos porque se podem dividir por várias famílias, se o trabalho for individual, acontece, volta e meia, a família acaba por comprar alguns objetos/materiais bem dispendiosos.

Têm experiências destas? Já precisaram de controlar estes trabalhos, para que não se tornassem um gasto maior?

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JOGOS PEDAGÓGICOS: A Caça ao objeto escondido

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

A Caça ao Objeto Escondido. Com base na mesma atividade da Caça ao Ovo que se realiza em tempos de Páscoa e com uma tradição antiga. A Caça ao Objeto Escondido pode ser um momento de grande diversão entre grupos de amigos ou famílias, ajuda também na concentração, no desenvolvimento da motricidade grossa e ensina a prática de jogos ao ar livre. 

Para além disso nada impede de utilizarem os mais variados objetos para serem escondidos, podendo ser um complemento a uma aprendizagem específica.

Como fazer:

  • Selecione os objetos a esconder;
  • Decorem-nos a gosto;
  • Tenha um cestinho ou saquinho para cada participante;
  • Esconda os objetos pela casa/jardim;
  • Defina um tempo específico para esta caça, tendo em atenção a idade dos participantes.

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