Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Quando acontece o último dia de aulas, os alunos sentem que não existe mais nenhuma obrigação a partir daquele dia… só pensam em descansar e aproveitar os dias sem fazer nada que exija empenho ou responsabilidade.
Todos concordamos que uns dias de descanso, quando o esforço em tempo de aulas foi contínuo, é mais do que merecido. Mas, alguns dias depois estes alunos já têm todas as suas energias repostas e equilibradas, portanto, algumas exigências terão de ser colocadas em prática:
Respeito pelos horários impostos pela família: para que os elementos da família consigam se encontrar à mesa, realizarem algumas atividades em conjunto e tenham momentos de diálogo;
Apoio a todas as atividades domésticas: para que ninguém tenha de ficar sobrecarregado com tarefas, enquanto outros elementos descansam;
Cumprir algumas horas de estudo: porque as férias de verão são demasiado longas e muitos saberes caem em esquecimento;
Evitar longos períodos de tempo em frente a ecrãs: em nada promove o desenvolvimento humano, antes pelo contrário;
Respeito pelas decisões e acordos tomados em família: só assim se demonstra maturidade e crescimento;
Chegam as longas férias de verão e as famílias pretendem encontrar as melhores férias para os seus estudantes.
Alguns são levados para casa dos avós, realizando novas aprendizagens e recebendo um carinho especial dos mais velhos;
Outros ficam nos seus ATL’s, com os amigos de sempre, mas em atividades lúdicas que motivem à presença e à participação;
Há ainda os que frequentam atividades específicas que abrem apenas para estes momentos de férias…
Seja qual for a escolha, não permitam que a criança, ou jovem, use a maior parte do seu tempo sem fazer nada de estimulante, como por exemplo, passar demasiado tempo a dormir, a ver tv, ou a jogar videojogos, isso em nada contribui para o desenvolvimento de quem cresce, não é saudável e não permite a criatividade nem a imaginação.
Se já não tem ideias de como proporcionar momentos divertidos, em tempo de férias… vá acompanhando este blogue… prometem-se propostas para todos os gostos!
Todos sabemos que estás de férias escolares, mas passar os dias a fazer apenas o que te apetece é impossível, não vives sozinho e tens responsabilidades, tanto para contigo, como para com os outros. Portanto, ter já uma consciência clara que: existem coisas que tens de fazer nas férias… embora não tenhas vontade:
Estudar: podes até ter sido o melhor aluno da turma, mas relembrar a matéria é essencial durante todas estas semanas sem aulas… calma, não é necessário estudar todos os dias, mas um ou dois dias por semana já funcionará muito bem.
Ler: embora para muitos seja um prazer e o façam com muita vontade, para quem não aprecia tanto, deve aproveitar as férias para procurar os livros que motivam e assim desenvolver competências e o gosto pela leitura/escrita.
Tarefas domésticas: não vives sozinho e não podes fazer da tua família empregados domésticos, portanto, se partilhares as tarefas e fizeres a tua parte com eficácia, toda a gente ficará feliz e tu mostras que desenvolveste alguma responsabilidade.
Acordar cedo: férias não significa hibernar, nem tornar-se notívago… acordar a horas decentes para realizar uma quantidade de atividades divertidas com a família ou amigos é bem mais divertido e muito menos nocivo para o teu cérebro.
Trabalhar: Sabemos que nem toda a gente tem o privilégio de passar todas as férias de verão sem trabalhar. Muitas famílias precisam do apoio financeiro de todos os membros e, para quem já tem idade para trabalhar, nem que seja a part-time, deve fazê-lo… e com muito orgulho.
As férias são momentos essenciais, não só para descanso de quem cresce mas também momento oportuno para a realização de outras aprendizagens e experiências, que vão muito para além dos muros escolares.
No entanto, estudos comprovam que, as férias de verão, por serem tão longas, podem trazer alguma regressão nas aprendizagens escolares, principalmente, para as crianças com condições socioeconómicas mais baixas, uma vez que deixam completamente de contactarem com contextos de formação e aprendizagem que lhes possibilitavam a apropriação de novos saberes, importantes para uma sociedade atual com novas exigências.
Por outro lado, sabemos que longos períodos de aulas e de formação contínua deixam as crianças e jovens demasiado cansados e pouco produtivos, em termos de disponibilidade para aquisição de novos conhecimentos.
Portanto, a solução, para mim mais plausível, passaria por uma redefinição de momentos de aulas e férias escolares. Onde as pausas poderiam ser mais curtas, mas com mais frequência, alterando-se principalmente estas longas férias de verão.
Sintam-se à vontade para partilhar opiniões e experiências sobre este tema, aqui, nos comentário…tornará esta reflexão mais rica!