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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

A minha experiência...

Quem assiduamente lê este blogue conhece o meu agrado pelas explicações individuais, a tentativa de ensinar a todas as crianças como se fossem uma só, já acontece nas escolas deste país e não será, de todo, a forma mais eficaz de ensino/aprendizagem!

Por isso eu pretendo fazer um apoio ao estudo diferenciado,  mesmo com estudantes da mesma turma, estudar a mesma matéria é algo bem diferente, isto porque os estudantes são diferentes, têm gostos, dúvidas e curiosidades diferentes, têm capacidades e competências  diferentes de aprender…

Logo, só será produtivo aprender se assegurarmos que, através destas diferenças possa existir uma mesma aquisição de conhecimentos… isso exige um trabalho individual e personalizado, onde o educador/pedagogo deverá estar sempre a avaliar os seus métodos e a refletir sobre as suas técnicas!

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Ensino à distância… a minha (pouca) experiência…

Em tempos de confinamento social, o meu afastamento dos alunos está a ser apenas físico, porque as explicações online permanecem e, como sempre o fiz, são de forma individual, portanto não denoto grandes diferenças… confesso que sinto mais falta das aventuras relatadas em tempos de escola, que agora não existem e que tanto motivava quem cresce.

Ao manter esta proximidade, continuo a receber o feedback de toda esta nova forma de estudo, das dificuldades e dos anseios, tanto dos estudantes como das famílias.

Com esta pequena experiência de algumas semanas de aulas em casa, percebo que a motivação não é muita e perde-se a cada dia que passa. Os alunos não sentem tanta motivação pela aprendizagem, tendem a desleixar-se na realização dos trabalhos e nas tarefas. Para além disso, têm muitas dificuldades em aprender novas matérias, principalmente, nas línguas e na matemática.

No entanto, não existem apenas situações menos boas, a grande maioria dos alunos procura assistir a todas as aulas, sejam elas a telescola sejam as vídeo aulas e fazem todos os trabalhos recomendados, mesmo que algumas escolas tenham optado por não confirmar a realização dos mesmos.

Os alunos continuam a criar estratégias para manterem-se em contato social com os amigos e colegas, através das redes sociais e dos jogos online e procuram estar ocupados. Os mais velhos procuram também manter uma atividade física regular, o que demonstra uma enorme procura de adaptação à situação atual.

Como ajuda, a grande maioria das outras atividades extra curriculares também se mantém à distância, através das plataformas que permitem reunião de grupos, o que incentiva ao desenvolvimentos de outras competências.

Desejo que esta minha experiência de ensino-aprendizagem à distância não se prolongue por muito mais tempo e que, em setembro, as crianças e jovens voltem a invadir as escolas, com os sorrisos de sempre e com as aventuras pessoais e sociais que muito as fazem crescer!

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Estudar com o irmão… rotina ou impossibilidade?

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Eu: _A tua irmã é mais nova do que tu! Já anda na escola?

Estudante: _Sim….

Eu: E tu ajudas a tua irmã a fazer os TPC’s?

Estudante: _Não, como ela não anda em Explicações/ATL e eu ando… ela quando chega a casa vai fazer os trabalhos de casa e eu vou brincar, porque já os fiz e também preciso de brincar…»

 

Deste diálogo posso retirar duas informações muito importantes para reflexão:

1ª – muitos são os irmão que ajudam os mais novos a realizarem os trabalhos da escola, ou a tirarem dúvidas, mas penso que, a maioria não tem muita disponibilidade e paciência para fazer os seus trabalhos e, ainda, dedicar tempo aos trabalhos do(s) irmão(s)… ficando esse apoio para outros elementos da família ou para os Explicadores/ATL’s.

2ª – a necessidade das crianças e a ansia pelos momentos de brincadeira e pelo tempo livre é sempre muito grande, principalmente, depois de um longo dia de escola, aos quais se acrescentam outras atividades extracurriculares e que, em muito, ocupam o tempo diário da criança… claramente, é de lembrar que brincar também é saudável e importante para o desenvolvimento. Destas brincadeiras não estou a incluir jogos de consolas, nem horas em frente aos ecrãs.

 

3ª – explicar a matéria e orientar nos TPC’s, de forma geral, são planos difíceis para toda a família (pais, irmãos)… todos já estão cansados das suas rotinas diárias e, no final de um dia atarefado, o à vontade com o familiar, pode despoletar zangas e birras. Por norma, ou são rotinas muito bem estruturadas em família, ou nem sempre decorre da melhor forma.

Com qual das três reflexões mais se identificam? Por aí, os irmãos ajudam ao estudo?

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É necessário reconhecer dificuldades…

Diálogo entre mim e um/a estudante de Secundário:

«Eu: Queres continuar com as explicações nas férias?

Estudante: Acho que sim… vou falar com a minha mãe… é que eu a estudar sozinho/a, não costuma resultar bem!»

 

Já por cá escrevemos e opinamos sobre o estudo em tempo de férias. Neste exemplo de diálogo que aqui transcrevo, não procuro de novo refletir sobre tal assunto. O que me levou a transcrever este diálogo prende-se com o facto de querer apresentar um/a estudante de nível secundário que, desenvolveu a sua própria consciência de que, estuda pouco quando está sozinho/a e obtém poucos resultados com esse estudo, percebendo também que as Explicações individuais se tornam um apoio fundamental para melhorar a sua qualidade de estudo e os resultados escolares.

Pretendo, assim, sublinhar que os estudantes, o mais cedo possível, devem reconhecer as suas capacidades em organizar e elaborar métodos de estudo, desenvolvendo, também, a consciência clara das suas limitações. Isso irá permitir-lhes perceber quando devem solicitar apoio e procurar ajuda.

Esta ajuda pode ser facultada através das Explicações, através de um colega de escola, ou mesmo com o professor da disciplina. Isto porque, saber reconhecer as dificuldades será o primeiro passo para as ultrapassar. São vários os casos de estudantes que olham o seu fracasso escolar sem entender quais as suas efetivas falhas.  

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Explicações individuais… o Método que defendo!

Assumo e afirmo constantemente que as explicações escolares a crianças e jovens devem ser sempre individuais, percebo quando afirmam que em grupo trocam dúvidas e questões, ou que, quem explica a um explica a dois ou três… mesmo assim vejo nas explicações individuais muitas mais vantagens do que desvantagens.

As principais vantagens, na minha opinião e pela minha experiência, são as seguintes:

  • A Explicação é personalizada de acordo com as características e personalidade de cada estudante;
  • Aumenta a concentração;
  • Respeita-se o ritmo de aprendizagem em cada conteúdo lecionado;
  • Reconhecem-se facilmente as dificuldades e facilidades na aprendizagem;
  • Adaptam-se estímulos de aprendizagem personalizados;
  • Desenvolve-se empatia e afeição;
  • Aumenta a assiduidade e pontualidade;
  • Cresce a autoestima e a autoconfiança;
  • Desenvolve-se a responsabilidade;
  • Ensinam-se regras e rotinas de estudo.

 

Com todos estes e outros benefícios referidos, os resultados escolares elevam-se, a motivação escolar torna-se maior e os estudantes sentem-se muito mais apoiados em qualquer percurso escolar. Aos educandos e educadores que experimentaram este método de explicações individuais, certamente, que concordarão comigo…

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Como um/a Explicador/a pode ajudar a estudar?

O apoio individualizado ao estudo, realizado por Explicadores/as, é cada vez mais procurado pelos encarregados de educação que procuram potenciar as qualidades e competências dos seus estudantes, proporcionando-lhes um estudo mais individualizado, personalizado, que apoie o ensino massificador da escola atual. Neste sentido, o papel do Explicador passa, de forma geral, por:

 

  • Ensinar métodos e técnicas de estudo;
  • Desenvolver responsabilidades no estudo;
  • Propor metas adaptadas a cada estudante;
  • Consolidar aprendizagens pouco estruturadas;
  • Adaptar o ensino às especificidades de cada estudante;
  • Desenvolver a capacidade reflexiva;
  • Construir exercícios adaptados e individualizados;
  • Esclarecer dúvidas das matérias a estudar…

 

 

Através da minha experiência, gostaria de associar a todos estas referencias  os três fatores primordiais que os estudantes apresentam como alterações positivas no seu estudo diário, após um acompanhamento individual de um/a explicador/a, são eles: o aumento da segurança perante a(s) disciplina(s) e a avaliação, a  melhoria de resultados escolares e maior empenho e dedicação ao estudo.

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Alterar Rotinas…

Nada fácil para alguns encarregados de educação voltarem a incutir rotinas e hábitos de estudo nos estudantes que estiveram  estes longos meses alheios de matérias e escola!

Portanto, mesmo antes de começar a escola, deve ser solicitado o início de rotinas de estudo, uma a duas vezes por semana. Esse estudo poderá ser centrado em matérias dos anos anteriores que se apresentaram mais difíceis… sendo que, no início tudo parecerá ser difícil e tudo parecerá estar esquecido, num baú que jamais se quer abrir, por isso friso a importância de retomar o estudo antes de retomar as aulas.

Aos estudantes que irão retomar ou iniciar sessões de Explicações, devem optar por começar neste mês de setembro, de preferência antes do início das aulas, apoiando assim esta adaptação a novas rotinas de estudo: concentração, reflexão e memorização!

 

P.S.: Para a semana partilharei mais material para imprimir e personalizar... venham visitar!

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