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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Para ti, aluno:

Porque baixei as notas?

Para responder a esta pergunta é necessário escolher um de dois caminhos:

A: Baixei a nota de uma disciplina?

ou

B: Baixei as notas à maioria das disciplinas?

 

A: Embora muitos alunos não se apercebam do facto, mas as disciplinas têm um encadear de matéria, ao longo do ano e ao longo dos anos, cada vez fica mais complexa e minuciosa, mas as bases não podem ser esquecidas… Se estás a piorar a tua avaliação provavelmente, perdeste ‘o fio à meada’ ou seja, esqueceste a base da disciplina, regras que já deveriam estar memorizadas através dos anos anteriores e que esqueceste, ou então, tiveste muita dificuldade em entender as últimas matérias lecionada. Volta a estudar a matéria, ou matérias anteriores, se não conseguires sozinho, é o momento de pedir ajuda.

 

B: Estás a ter avaliações mais baixas do que o habitual, na maioria das vezes, a situação reflete-se porque não estás a estudar com o melhor método e o empenho necessário. Deves refletir sobre a tua forma de estudar e adaptá-la. Provavelmente também não estás a estudar o tempo necessário, é preciso fazer resumos e exercícios semanalmente. Estás a fazê-lo? Se não conseguires reorganizar-te sozinho precisarás de ajuda.

 

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Como se estuda no 1ºciclo: do 1º ano ao 4ºano…

O estudo do 1º Ciclo, torna-se um pouco diferente dos restantes ciclos, já que nestes anos letivos, as crianças estão, ainda, a aprender a estudar e a perceber métodos de memorização e de aprendizagem.

Inicialmente, é importante que o estudante consiga desenvolver a sua capacidade de autoanálise, refletindo sobre as aprendizagens que conseguiu adquirir facilmente, aquelas que teve mais dificuldades e foram mais complexas e as que ainda não foram adquiridas e que estão em dúvida.

Para tal, a melhor forma será realizar alguns exercícios da matéria aprendida, seja através dos TPC’s, seja com exercícios extra que ajudem a consolidar matérias.

A partir do momento que o estudante já consegue identificar e prever dificuldades, já poderá pedir ajudar e esclarecer dúvidas, até mesmo, definir que exercícios precisa de resolver para auxiliar o estudo.

Ter um caderno de exercícios em casa para ajudar nesta etapa, pode ser de grande apoio… nele refazem-se exercícios, ou desenvolvem-se novos… Muitas famílias optam por comprar manuais de apoio ao estudo, com fichas muito semelhantes aos escolares, seja para desenvolver ao longo do ano, no acompanhamento da matéria, seja para realizar em tempo de férias, para que as aprendizagens não se dissipem entre pausas maiores de estudo. 

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Faltei às aulas… e agora?

Situações muito naturais como ficar doente e não ir às aulas estão sempre a acontecer, podem ser faltas pelas mais diversas razões, embora a mais comum é mesmo porque o estudante está doente.

Faltar um ou dois dias são as situações mais comuns, situações mais graves levam a períodos mais longos, por vezes semanas de faltas…

Faltar às aulas vários dias implica sempre perder grandes avanços na maioria das disciplinas e, quando o estudante volta, deve fazer um esforço para recuperar estes saberes, com a maior brevidade possível.

Caso o seu estudante tenha faltado um ou mais dias à escola deve sempre:

  • Pedir o(s) caderno(s) emprestados a um colega, para copiar a matéria em falta;
  • Ligar aos colegas e perguntar que TPC’s são para fazer;
  • Estudar, em casa, as páginas dos manuais com a matéria a que faltou;
  • Pedir ajuda à família ou ao professor quando a matéria se torna difícil de entender em autoaprendizagem;
  • Fazer os exercícios feitos nas aulas e em casa, aos quais faltou;

 

Deixo uma ressalva, para os estudantes que, por qualquer azar, acabam por faltar muitos dias/semanas à escola devem ter apoio extra, seja em explicações privadas, seja em apoio extra na escola, ou será muito difícil e frustrante para o aluno acompanhar as aulas seguintes e ter bons resultados nas avaliações. Nestas situações é necessário grande sensibilidade por parte da família e da escola.

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Para cada disciplina uma diferente dificuldade

São uns estudantes que entendem bem a matemática, são outros que têm uma apetência natural para a aprendizagem de línguas… uns memorizam com facilidade outros há que preferem entender a matéria… são várias as especificidades de cada aluno que alteram a forma de aprendizagem, para além disso, cada disciplina tem as suas características e apresentam dificuldades diferentes.

Alguns estudantes apresentam as suas dificuldades no seguinte: 

 

Na matemática o difícil é resolver problemas! Os estudantes apreendem bem as regras e os cálculos, mas no momento de os colocar em prática, através do problemas matemáticos, tudo se torna mais difícil. Alguns não sabem como chegar ao resultado, outros não conseguem entender a questão…

 

Na língua portuguesa o difícil é a gramática, cada vez mais, as crianças e jovens escrevem sem cuidados ortográficos e, mesmo assim, nem sabemos como, entendem-se na escrita, logo, quando, na escola, lhes é pedido para utilizarem regras gramaticais tudo fica mais difícil… até compreendem os textos e sabem as respostas, mas as coordenadas e subordinadas, por exemplo, já se torna bem mais complexo…

 

Na língua estrangeira o difícil é decorar todo o vocabulário. Quando os alunos começam a aprender uma língua estrangeira, estudam-na durante um ano letivo e depois, nas férias, tudo fica esquecido… estudam o vocabulário para o teste mais próximo e, no dia seguinte ao teste, o que foi memorizado foi apagado… se isso não funcionaria com a nossa língua materna, como poderá funcionar com uma língua estrangeira?

 

Na História o difícil é entender a cronologia dos acontecimentos. “Se no ano letivo passado estudei as invasões Francesas a Portugal, porque só este ano é que estou a estudar os Homo Sapiens?” A pergunta é, de todo, pertinente… torna-se mais difícil para os estudantes entenderem a matéria de História se não a entenderem tal como o nome indica, como uma história repleta de emoção, acontecimentos importantes e romances que nos influenciam até aos dias de hoje… 

 

Na Geografia o difícil é entender o Globo Terrestre. Se os estudantes não têm curiosidade em saber mais sobre o planeta onde vivem, se não querem conhecer outros povos, outros países, outras realidades, torna-se difícil gostarem de Geografia. O estudante tem de ser desperto para estes gostos e para estas curiosidades, o planeta tem especificidades tão interessantes… viajar ajuda tanto a entender…

 

Nas Ciências Naturais o difícil é  memorizar conceitos de outras espécies de seres vivos e não vivos. Quando a matéria de ciências se relaciona com o corpo humano, parece ser mais fácil e interessante que um aluno goste e entenda a matéria, mas quando se estudam as plantas, ou alguns animais, tudo parece desinteressante e longínquo… os estudantes têm de ser humildes no estudo e respeitar a importância de tudo o que nos rodeia e que precisamos proteger! O isolamento da natureza que trazem as grandes cidades, também não ajuda…

 

Na Físico-química o difícil é memorizar as fórmulas e cálculos. Tal como aparece no nome, esta disciplina inclui dois conhecimentos diferentes, mas que se relacionam entre si, a física e a química, por norma os estudantes têm preferências por um destes conhecimentos. No entanto, tudo se complexifica quando, aliado aos conhecimentos é necessário memorizar fórmulas e saber realizar os cálculos associados… uns dizem até que não gostam de matemática… só para esclarecer…

 

Nas Artes e no Desporto muitos estudantes têm avaliações baixas porque não apresentam tanto empenho como em outras disciplinas, quando questionados sobre a situação dizem simplesmente que não gostam e que não têm jeito para a disciplina, raramente assumem a falta de empenho e de dedicação à disciplina em causa!

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Como estudar com internet?

Parte I

Uma ferramenta fundamental, em nossas casas, a internet… oferece o mundo num pequeno ecrã!

Por isso, os professores começam a solicitar pesquisas, trabalhos e reflexões sobre temas que incluam a pesquisa de informação, é óbvio que todos os estudantes acabam por optar pela facilidade da internet.

No entanto, para usar a internet como fonte de informação correta e de interesse escolar, não basta entrar no primeiro site que se encontra, é necessário ter alguns cuidados: saber selecionar, ler tudo com calma e definir o que se ter mesmo saber/conhecer. Tudo isto requer aprendizagem e competência.

Para ajudar a melhorar tudo isto, deixo por cá umas orientações básicas:

  1. Define muito bem qual o tema e esquematiza o que é necessário pesquisar;
  2. Procura em vários sites e lê alguns parágrafos para confirmar se está de acordo com o que procuras;
  3. Imprime ou guarda numa pasta do computador os artigos que consideraste, de facto, importantes.
  4. Guarda os links e endereços eletrónicos, tanto para conseguires voltar ao site, se for necessário, como para colocar na Bibliografia do trabalho.
  5. Lê agora tudo o que selecionaste, estrutura bem o trabalho e escreve pelas tuas palavras, cada capítulo.
  6. No final do trabalho acrescenta a Bibliografia por ordem alfabética.

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O que estudo nas Férias?

Chega-se ao mês de julho e agosto e os estudantes estão em plenas férias, os livros, os cadernos e a mochila estão arrumados por tempo indeterminado. E assim permanecem, num longo período de férias, por cerca de três meses…

Se assim for, pode haver o risco de algumas aprendizagens serem totalmente esquecidas, o que irá refletir-se na aprendizagem do ano seguinte. Por essas razões é que, no ensino do 1º ciclo as crianças, normalmente, trazem trabalhos para as férias, que devem ser concretizados no decorrer destas e não no 1º ou último dia de férias. Assim a memória mantém-se mais fresca e forte.

Quando os estudantes entram para os ciclos seguintes, é suposto que tenham essa capacidade de decidir relembrar a matéria sozinhos, sem que lhes marquem trabalhos. Por exemplo, quando estes alunos aprendem uma língua estrangeira nova, se estiverem por vários meses sem a relembrar é bem provável que esqueçam grande parte do que aprenderam, por falta de prática.

Por tudo isto, continuo a assumir a minha posição de que, os estudantes devem estudar um pouco, nas férias de verão!

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Julho: férias escolares com exceções!

Agora os alunos estão, maioritariamente, de férias escolares. Ainda têm obrigatoriamente de estudar os que pretendem ir aos Exames Nacionais, esses devem manter as mesmas rotinas de estudo.

Aos que já estão de férias o tempo é de descanso, de diversão, mas sem esquecer que, os estudantes que apresentaram lacunas em alguma disciplina, no ano transato, devem continuar o estudo para procurar recuperar a matéria pouco aprendida.

Para além disso, as línguas devem ser motivo de estudo em julho, estas não podem ser esquecidas porque no ano letivo seguinte dar-se-á continuidade ao estudo.

Os mais pequenos, de 1º Ciclo, também, para não perderem ritmos e aprendizagens trazem trabalhos de férias definidos pelos professores. Para eles deve ser definido um tempo de estudo, de forma a que os trabalhos não sejam realizados em pressas….

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