Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Já referi, por várias vezes, que sou uma entusiasta do material de escritório. E, claro, estes gostos e interesses acabam por ser motivo de diálogo na interação com crianças, adolescentes e jovens. Se me aparecem no escritório com uma caneta especial, ou qualquer outro objeto de escritório, é motivo para uma aprofundada análise minha, peço sempre para ver e experimentar.
Este meu gosto acaba por trazer interesses muito pessoais que sempre partilhei… mas nunca aqui, no blogue… não querendo revelar marcas ou espaços comerciais, vou apenas deixar alguns dos meus gostos pessoais por materiais de escritório e respetivas justificações, pode ajudar outros entusiastas nas suas escolhas:
Cadernos de linhas ou quadriculados claros (não me refiro à capa, mas sim às folhas), não sou apreciadora destas linhas ou quadriculas muito escuras, porque depois de se escreverem ficam muito escuros e de mais difícil perceção.
Prefiro borrachas pretas, nunca ficam sujas e costumo gostar da forma como apagam;
Gosto de canetas de tinta permanente apenas para os títulos e sublinhados, para escrever a maior parte da informação prefiro esferográficas, porque as primeiras gastam-se facilmente e é importante poupar (ambiente e dinheiro);
O material de apoio a matemática (esquadro, transferidos, régua) quando é reflexível dura mais tempo, os rígidos nunca chegam ao fim do ano letivo - sem partir;
As afias duram pouco tempo, independentemente do preço... empresas que fazem afias: temos de melhorar a sua durabilidade……
Os cadernos sem argolas chegam ao fim do ano com várias páginas arrancadas… a estratégia que aconselho é usarem os de argolas e separarem em duas disciplinas, já que são um pouco maiores;
Compassos com fixador central não são nada práticos, os alunos demoram imenso tempo a ajustá-los;
Lápis de minas, só lá para o 3º ciclo, quando já têm o cuidado de não partir a mina a cada palavra;
Corretores: são extremamente caros e os estudantes têm, por hábito, querer desmontar… portanto, só faculte a alunos responsáveis;
Cola e estojo não combinam, assim como a fita cola, sei que no 1º ciclo é um item obrigatório, mas a partir do 2º ciclo, deve ficar em casa e ser levada só em casos pontuais… porque as ‘bolinhas’ de cola são uma tentação;
Um arquivador de micas para guardar fichas e testes são uma grande ajuda na organização;
Já me cruzei com milhares de estudantes, das mais variadas idades, ao longo de todos estes anos de vida e trabalho… e todos são diferentes, até na forma como aproveitam as férias é algo diferente.
Existem aqueles que nunca saíram do país, em lazer, mas que viajam muito no seu país;
Existem aqueles que viajam imenso, dentro e fora do país;
Existam também os que muito raramente viajam, mesmo nas férias mais longas;
Claro, que isto está diretamente ligado às condições económicas e sociais das suas famílias, raramente é apenas uma questão de opção. Mas nada disto me preocuparia se, viajar dentro ou fora do país não trouxesse realmente francas aprendizagens, principalmente, a partir da adolescência, quando estes já são capazes de guardar na memória as experiências completas que daí advêm…
Estas aprendizagens são importantes para a vida, não apenas de forma pessoal. Podem trazer outros saberes a serem considerados até no momento de fazer uma ficha de avaliação, ou um trabalho escolar… são saberes que fazem crescer, desenvolver, conhecer… e que infelizmente, nem todas as famílias podem proporcionar, embora exista imensa vontade…
Mas esta não me parece ser a única forma de desigualdade, em tempos de férias. Por exemplo, nos primeiros anos em que se aprende a ler e a escrever… as famílias que não proporcionam momentos de leitura e escrita, que não relembram estas aprendizagens formais, ou que não oferecem um lugar de estudo, mesmo que sejam apenas umas horas semanais. Facilitam o esquecer de tais competências, porque são dois a três meses sem a prática que estas aprendizagens exigem. É certo que as crianças precisam de descansar e de brincar, mas tanto tempo longe de livros e cadernos pode ser prejudicial.
Por estas razões, faz sentido concluir que as férias podem contribuir para as desigualdades de aprendizagem…. Concordam???
Quem já apoiou um estudante na realização de exercícios (não tem de ter grande experiência) para perceber que eles esperam de quem ajuda respostas quase automáticas, que não os obrigue a pensar muito, ou a pesquisar nos manuais escolares.
Quem apoia, por vezes, cai nesta vontade de resolver já a questão, até porque é óbvio e porque assim o estudante memoriza a resposta correta. Considero que, embora pareça o caminho mais simples e rápido, não é o mais eficaz.
Inicialmente, quando se estuda a matéria, é bom conceder respostas mais direcionadas e explicativas, mas após um estudo mais aprofundado da matéria em aprendizagem é necessário permitir tempo de reflexão e de ligação dos conceitos, na memória.
Por tudo isto, quando o aluno estuda para um momento de avaliação deverá ser-lhe concedido um conjunto de perguntas (pode ser uma ficha) para que ele a execute, sem recorrer a qualquer ajuda e para que erre, quando assim tiver de ser… só no final devem ser corrigidos e analisados os erros, para definir o que, de facto, já está compreendido e memorizado e aquilo que ainda precisa de ser revisto e também: que dúvidas ainda restam.
Portanto: antes da ficha de avaliação, coloquem-nos à prova!