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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

FlashCards: memoriza a brincar!

Já os dias de estudo vão longos e os estudantes continuam a necessitar de memorizar vários conceitos e definições.

Para que esta forma de memorização se torne mais divertida e eficaz, podem optar pela técnica do FlashCards, em termos educativos significa aprendizagem rápida, que se baseia na repetição e na associação.

Quem pretender optar por esta estratégia, basta cortar pedaços de cartolina do mesmo tamanho, tipo Cartas de Uno, de seguida escrever uma pergunta de um lado e no inverso a resposta, podendo-se associar imagens, desenhos, cálculos, etc…

Agora com este jogo simples já preparado, basta começar a jogar: o estudante irá procurar responder às perguntas corretamente, vai eliminando as cartas às quais consegue responder e mantendo as que tem errado, até que tudo fique memorizado… pode treinar vários dias até sentir a assimilação completa.

Outros jogos didáticos podem ser utilizados com estes simples cartões de cartolina, basta imaginação!

Por vezes, tornar o estudo mais divertido pode ajudar o estudante a sentir-se mais capaz e mais motivado para o estudo!

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Usar a Vírgula – cuidados!

Embora todos nós saibamos que uma vírgula pode mudar todo um contexto, utilizá-la sempre de forma correta torna-se um desafio, para crianças e adultos. Para ensinar os estudantes o quanto a vírgula é importante pode-se propor alguns exercícios, para colocar corretamente a vírgula, ou para a irem mudando de lugar, percebendo assim as diferenças.

Para ajudar, aqui ficam dicas simples:

A fazer:

  • Utiliza-se depois do modificador de grupo verbal; ex: Naquele dia, o João acordou tarde.
  • Utiliza-se para enumerar ou separar repetições; ex: Boa, boa! Os primeiros, segundos, terceiros,…
  • Utiliza-se para separar orações independentes; ex: Eu gosto de dormir, mas tenho de acordar cedo.
  • Utiliza-se após a oração subordinada adverbial, principalmente quando está antes da subordinante; ex: Quando eu fui à escola, os professores já tinham saído.

 

A não fazer:

  • Não se separam sujeito de predicado;
  • Não se separam do verbo os complementos;
  • Geralmente, não está presente nas conjunções e, nem, ou.

 

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8 Dicas de Escrita!

Muitas vezes, os pequenos estudantes cometem alguns erros gramaticais na sua escrita, ao confundirem pequenos termos, como por exemplo, o ‘à e o há’, até nós os adultos ficamos com algumas dúvidas, pois ambas as palavras existem, mas têm significados completamente diferentes.

Por isso, deixo algumas dicas orientadoras de escrita, de palavras mais básicas:

Dica 1- Uso de “À” ou “HÁ”.

O HÁ indica tempo e pode ser substituído pelo verbo Existir, ex.: “Ele deixou a chupeta há algum tempo”.

O À indica lugar e pode ser substituído pelo Para…, ex.: “Vou daqui à escola”.

Dica 2- Uso “Haver” ou “A ver”

O Haver indica a existência de algo, ex.: “Por não haver mais para fazer, cheguei mais cedo!”

O A ver refere-se a algo que se observa, ex.: “Estás a ver o mar’”

Dica 3 – “ss” ou “-se”

Usam-se dois ss quando referimos o passado, ex.: ”Se os testes fossem hoje!”

Usamos o -se num futuro, possibilidade ou indicação, ex.:”Vendem-se livros!”

Dica 3 – “Cozer” ou “Coser”

Utiliza-se Cozer de cozinhar, ex.: “Hoje vou cozer batatas.”

Utiliza-se o Coser de costurar, ex.: “Vou coser-te este botão.”

Dica 4 -  “Traz” ou “Atrás”

Utiliza-se o Traz de trazer algo, ex.: “Traz-me o saco!”

Utiliza-se o Atrás de localização, ex.: “A agenda está atrás do computador.”

Dica 5 – “Tráfico” ou “Tráfego”

O tráfico utiliza-se para a referência a um comércio ilegal, ex.:”O tráfico de armas está a aumentar!”

O Tráfego refere-se ao aumento do número de transportes, ex.:”São horas de maior tráfego aéreo!”

Dica 6 – “Pôr” ou “Por”

O Pôr significa colocar algo, ex.:”Vai pôr a mesa…!”

O Por é designação de modo, ex.:”Este livro foi escrito por ela!”

 Dica 7 – “acento” ou “assento”

O acento refere-se à escrita, ex.:”A palavra céu leva acento.”

O assento é um lugar para sentar, ex:”O assento do carro é novo.”

Dica 8 – “A fim” ou “Afim”

A locução a fim indica finalidade, ex: “Viemos a fim de discutir as notas.”

O adjetivo Afim indica semelhança, ex: “Elas têm ideias afins!”

 

Querem acrescentar mais dicas???

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Partilha de fichas para férias

Agora que os mais pequenos estão de férias... umas longas férias... é necessário mantê-los ocupados, numa ocupação divertida e educativa.

Para ajudar a juntar tudo isto, partilho aqui um conjunto de fichas diferentes:

Espero que seja um apoio aos dias de férias, deste verão, ou de outras ocasiões!

 

 

Trabalho Infantil… é (i)legal?!?!?

Quando se fala sobre Trabalho Infantil, associamos mais rapidamente a um flagelo existente, principalmente, em países mais pobres, subdesenvolvidos, com muitas carências sociais e financeiras. Contudo, o trabalho infantil afeta praticamente o mundo inteiro, até mesmo o nosso país, de forma ilegal, com baixos salários e muitas vezes em atividades perigosas, crianças pequenas submetem-se a trabalhar incentivadas pela família e pelos baixos recursos.

Atualmente, em Portugal, o Código de Trabalho, legislação n.º 07/2009, de 12 de fevereiro, assume expressamente que, para prestar trabalho o jovem terá de completar 16 anos e finalizar a escolaridade obrigatória, para além disso, deve apresentar capacidades físicas e psíquicas adequadas ao exercício da função.

Certo é que, diariamente vemos crianças bem pequenas a trabalhar, passam-nos em frente aos olhos, nas televisões… ouvem-se nas rádios… encontramo-las em cartazes, em concursos… e em tantas formas de publicidade. Este é um trabalho legal, que nos últimos anos, tem vindo a apresentar grande expressão, tem também legislação específica e a função exercida pela criança deve enquadrar-se no Trabalho Infantil Artístico, Cultural ou Publicitário.

A entidade competente que faculta esta autorização é a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) que solicita os documentos e contratos devidamente esclarecedores sobre o número de horas de trabalho e a função a desempenhar, de forma a que esta não prejudique o desenvolvimento integral da criança.

Na minha opinião este tema torna-se de imperativa reflexão, não é de todo unanime nem consensual… se encontramos vantagens, encontraremos também desvantagens… proponho-me a enveredar por esta reflexão, em jeito de Inquietude, no Post seguinte! Vamos conversando sobre este tema...

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(imagem retirada da internet)

 

Horas e horas de estudo… será que resultam?

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2ºciclo:

«Estudante: _ Podemos fazer um jogo sobre a matéria, ou assim?

Eu: _Porquê?

Estudante: _Foram testes a semana toda, estou cansado/a! Já não quero estudar mais… na segunda foi teste de ciências, na terça tive de me preparar para o teste de matemática, na quinta foi teste de inglês…. Já não consigo mais…»

 

Quando converso com os pais sobre as horas de estudo diárias que complementam os estudos na escola, seja em explicações ou em apoio a uma ou mais disciplinas, eu sublinho sempre que, na minha opinião, mais de duas horas diárias torna-se demasiado saturante para qualquer estudante, seja do 1º ciclo ou do nível secundário.

Na minha opinião, não podemos exigir um elevado grau de concentração e memorização durante mais de duas horas seguidas e, em termos práticos, quem desenvolve este trabalho com os estudantes percebe o aumento da saturação, das dificuldades e do cansaço ao longo deste período de tempo, mesmo para um estudante que não tenha tido um dia de aulas longo e/ou cansativo, a produtividade vai diminuindo muito naturalmente.

Percebo perfeitamente quando os pais, após uma manhã de aulas, deixam os estudantes uma tarde inteira no ATL, para que ele faça os TPC’s e depois estude… muitas vezes tudo isso perfaz mais de 4horas em frente aos livros escolares, com um pequeno intervalo pelo meio… considero esta situação demasiado cansativa e pouco proveitosa, que torna os estudantes desmotivados e aborrecidos quando isto permanece semana a semana.

Compreendo o desejo das boas avaliações e o interesse em se obter bons resultados escolares, contudo se as rotinas forem, efetivamente, bem geridas e estruturadas, talvez não tenhamos necessidade de estudantes tão desinteressados pelo estudo e com tão pouco tempo para serem crianças e jovens!

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Fazer anotações na margem

Quantos dos meus livros escolares têm anotações nas suas margens realizadas por mim, com letrinha miudinha e escrito a lápis, com imensas abreviaturas e chamadas de atenção? A partir do ensino básico, praticamente, todos…

Esta prática habitual dos estudantes apoiam a memorização e a compreensão da matéria, tanto no momento da aula como posteriormente, em casa, no estudo.

Com a prática esta competência melhora e torna-se apoio fundamental. Por isso, cá ficam algumas dicas para realizar anotações:

  • Escrever palavras ou conceitos que resumam o conteúdo do parágrafo;
  • Usar abreviaturas como códigos para pequenas observações;
  • Usar sinais de pontuação para exprimir desacordo ou dúvidas;
  • Cruzar informações com outras matérias ou autores, fazendo referência a nomes ou páginas;
  • Utilizar post-its e sublinhadores para marcar páginas e temas importantes;
  • Não escrever em material que não nos pertence…

 

É de notar que, no momento de estudo, estas anotações sejam percetíveis e façam sentido ao estudante, só assim serão apoio concreto!

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