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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Quando uma atividade ocupa muito tempo?

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

Eu: _ O desporto ocupa muito do teu tempo?

Estudante: _ Sim, tenho treino quase todos os dias e jogos aos fins-de-semana…

Eu: _ Isso não te prejudica nos estudos?

Estudante: _Um pouco… fico com pouco tempo e não consigo fazer diretas para estudar…»

 

O desporto ou qualquer outra atividade extracurricular é uma forma de desenvolvimento e aprendizagem bastante importante e saudável. No entanto, por vezes é levado muito a sério pelos estudantes, o que os faz dispensar muitas horas por dia nessa atividade. Mais tarde ou mais cedo, os receios de que a atividade retire tempo ao estudo surgirá!

Pela minha visão, se existir muita motivação e boa capacidade de gestão, tudo se consegue com esforço, dedicação e imensa responsabilidade, não havendo a necessidade de abandonar algo tão prazeroso e importante para o estudante.

O apoio da família equilibrado com a exigência de bons resultados escolares é também uma mais valia para os momentos de grande exigência e também uma constante necessidade.

Como se diz: ‘é difícil, mas não é impossível…’

Existem, por aí, leitores com experiência nesta situação que queiram partilhar a sua opinião?

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Tens de mudar de escola!

Podem ser pelas mais variadas razões mas, por vezes, as crianças ou jovens têm de se adaptar a uma mudança de escola e isso, implica perderem os colegas de vários anos, os professores e muito do que o fazia sentir seguro.

Em algumas situações nada há a preocupar, porque o estudante já é crescido, foi a opção dele e adapta-se com facilidade. Como existem casos muito variados, deixo aqui pequenas orientações, que poderão sempre ajudar:

  • Façam um primeiro (re)conhecimento da escola, com poucas pessoas e com tempo antes de começarem as aulas;
  • Se necessário, reúna com o diretor de turma e esclareça as suas inseguranças, as vezes que considerar necessário;
  • Crie momentos de convívio fora da escola para os novos colegas, como um lanche ou uma festinha;
  • Converse com o estudante, para perceber se tudo corre bem;
  • Inscreva-o numa atividade extracurricular oferecida pela escola e da qual ele goste;
  • Não tenha a tentação de estar sempre a ligar para saber se está tudo a correr bem;
  • Esteja atento/a nos primeiros dias às mudanças e às conversas, para aferir se tudo está a correr bem…

Boas aulas!

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Convenção dos direitos das crianças

Como sabem, para escrever os meus Post’s semanais realizo muitas pesquisas, se a base de toda a minha escrita é a experiência, a minha necessidade de a fundamentar e refletir obriga-me a pesquisas e leituras constantes. Numa dessas pesquisas li sobre a Convenção dos Direitos das Crianças, a seguinte frase, que queria partilhar convosco, leitores:

 

«Lazer, atividades recreativas e culturais: A criança tem direito ao repouso, a tempos livres e a participar em atividades culturais e artísticas.» (Artigo 31)

 

Será que nestes países ditos desenvolvidos, não se estará a esquecer desta importância primordial: repouso e tempos livres? Se os adultos pouco usufruem destes tempos de lazer e de cultura, pouco também se transmite às crianças e jovens sobre tal importância… Não serão horas a mais na escola? Não serão horas a mais de estudo? Deverão as crianças e jovens estudar diariamente mais de oito horas? Que momentos têm as famílias para brincar, descansar e passear?

Aos que aceitarem o desafio de comentarem algo sobre este tema e estas minhas inquietações e assim partilharmos ideias.... agradeço!!!

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Retenção Escolar

Os dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento), adiantam que um em cada três estudantes portugueses com 15 anos repetiu, pelo menos um ano. Portugal é, assim, um dos países da OCDE com uma das taxas de retenção mais elevadas. 

Se esta fosse uma introdução a um dos meus textos com o título ’Inquietudes’, poderia ser a manifestação da minha reflexão crítica sobre este tema, pois nele surgem muitos prós e contras. Contudo, não será por esse caminho que segue este Post, terá como objetivo realizar algumas propostas de intervenção, sempre que tal aconteça:

 

  • Não desenvolva a imagem de que o estudante não tem as mesmas capacidades do que os outros;
  • Não espere que o repetir do ano traga, por si só, os bons resultados escolares;
  • Exija mais estudo e mais responsabilidade;
  • Converse muito sobre o assunto;
  • Construa maior proximidade com a escola, através das reuniões constantes;
  • Demonstre que o estudante tem muitas capacidades desvalorizadas;
  • Procure apoio profissional nas áreas necessárias, (Explicações/Psicologia/Terapia da Fala, etc.);
  • Elabore planos de estudos e objetivos concretos para o novo ano letivo.

 

A retenção escolar pode apresentar-se no estudante como um ‘alerta’ de que algo não está a decorrer dentro da normalidade quotidiana, portanto, deverá ser encarado como um cuidado especial, individual, a exigir atenção e medidas! 

Claro que, não sendo ‘um texto inquieto’, pode levar a que muitos leitores sintam estas inquietudes e a queiram partilhar, aqui nos comentários… como sempre, sintam essa liberdade...

Resultado de imagem para reprovado(imagem retirada da internet)

Hoje partilham-se conversas e alegrias!

Hoje é o dia do meu aniversário… Para festejá-lo com vocês, nada melhor do que recordar algumas pequeninas e divertidas conversas com os estudantes, com os quais me fui cruzando, ao longo dos anos…

Como sabem, desde de que comecei este blogue que fui sempre anotando e partilhando alguns diálogos, como sendo as minhas ‘notas de terreno’, que sempre me ajudaram a refletir e a aprender…

Em dia de festa, escolhi esta forma simbólica de partilhar alegria. Assim, aqui ficam conversas sérias/humoradas e descontraída:

 

 

Estudante 3º Ciclo:

«_ Uma injustiça… tirei Bom e Muito Bom e a professora deu-me um 4… eu acho que merecia um 5.

_ Então, Vai falar com a professora… ela não morde!

_ Não, não morde! Mas pede a caderneta, por tudo e por nada…»

 

 

Estudante 1º Ciclo

_ Para o ano os professores são mais exigentes..

_ São???

_ Sim… Sabes: espirrar???… Não podemos!

 

 

Estudante 2º Ciclo

_Imaginas que ele me pediu em namoro, pelo facebook?

_ Estas novas tecnologias, agora, dão para tudo…

_ Pois é… Mas eu não aceitei, acho que sou muito nova para namorar!»

 

 

Estudante 3º Ciclo

_Recebeste este telemóvel de presente de Natal?

_ Foi…

_ Era o que tinhas pedido?

_ Eu não pedi nada… Quando não peço nada é quando recebo as melhores prendas!

 

 

Estudante 2º Ciclo

_ Como faço isto?

_ Se pensares bem, também chegas lá…

_ Pois, o problema é esse… Pensar!!!

 

 

Estudante 2º Ciclo

_ No fim de semana fui a um casamento… Obrigaram-me a vestir sapatos muito apertados, um fato preto e uma gravata também muito apertada…

_ Deves ter ficado muito giro!!

_ Até fiquei… mas depois não aguentei a gravata…

 

 

Estudante 3º Ciclo

_ A professora mudou-me de lugar…

_ Deve ser para te comportares melhor!!

_ Não adianta… vá para onde for a língua vai comigo!!!

 

Têm conversas para troca???

 

 

Que curso vais tirar???

Aproxima-se o final do 2º Período e com ele a inquietude de muitos estudantes que, no secundário, terão de escolher cursos, áreas, faculdades, disciplinas… a isso se associam as médias de ingresso nas universidades e os exames nacionais como opções…

Num momento em que isto deixa os alunos desorientados e desapoiados, tudo poderá ser uma ajuda preciosa… Uma conversa com pessoas mais experientes, várias pesquisas pela internet e também, uma visita a espaços de partilha e divulgação.

Para todos estes estudantes aqui fica, em proposta, as Feiras de Cursos e Formações mais conhecidas no país:

Futurália – FIL (Lisboa)

https://futuralia.fil.pt/

 

17ª – Mostra das Universidades (Porto)

https://www.mostra.up.pt/

 

Feira Vocional e Profissional de Aveiro (Aveiro)

http://feiravocacional.cm-aveiro.pt

 

 

Conhecem mais algumas Feiras ou Mostras que possam ser importantes para os jovens? 

Boas escolhas!!!!

 

futuralia.jpg

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Vocacional-Logo.jpg

 

 

Timidez escolar

Quantas vezes os estudantes assumem não participarem nas aulas porque têm vergonha de responder erradamente, de serem criticados pelos colegas, ou de demonstrarem conhecimento.

Mas, sabemos também que, uma das formas de avaliação escolar é a participação e a tenção na sala de aula, portanto, alguns estudantes sentem-se traídos pela sua própria timidez escolar, que os pode prejudicar no momento em que os professores ponderam resultados e avaliações.

Assim sendo, muitas vezes os educadores questionam se será possível alterar este estado psicológico. Eu considero que sim, porque as crianças vão mudando muito com a idade e porque já assisti à superação desta timidez.

Penso que a maior força que desencadeia a mudança é a vontade do estudante de querer superar e as tentativas diárias para que aconteça… perdendo assim receios e anseios.

Para ajudar a tal mudança, deixo algumas propostas:

 

  • Nunca as cataloguem como estudantes tímidos, isso pode ficar como rótulo ou acomodação;
  • Brincar e conviver mais com estudantes da mesma idade;
  • Incentivar à conversa de circunstância com pessoas menos próximas;
  • Converse com o estudante incentivando sempre a pequenas atitudes de mudança;
  • Frequentar outros ambientes sociais que propiciem o contato direto com várias pessoas.

Por fim, não se esqueça que a timidez não é doença nem se mantém ao longo de toda a vida, contudo se sentir que esse estado prejudica bastante a vida do estudante procure a ajuda de um profissional.

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(imagem retirada da internet)

 

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