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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Sentença escolar: suspensão às aulas…

Estudante: «_Na minha escola, se tivermos três ou mais participações numa ou em diferentes disciplinas, vamos a Conselho de Turma e podem mandar-nos para casa…»

Como todos sabemos, viver em sociedade implica um contrato social de direitos e deveres que devem ser respeitados por todas as pessoas. Nas escolas também existem direitos e deveres a serem assegurados, e claro, num lugar repleto de crianças e jovens a aprenderem a ser gente, estes direitos e deveres estão, constantemente, a serem colocados em causa e a serem extrapolados.

Alguns alunos apresentam-se mais difíceis em cumprir regras e apresentam um comportamento mais perturbador em sala de aula, o que desencadeia participações e anotações por parte dos professores, que posteriormente serão debatidas com o Diretor de Turma e em reuniões de Conselho de Turma, sempre que surja essa necessidade. Estas reuniões poderão trazer algumas medidas disciplinares sancionatórias, como forma de integração pedagógica… de todas elas, a mais controversa é, sem dúvida, a suspensão do aluno…

«Artigo 28º - Lei n.º 51/2012

2- São medidas disciplinares sancionatórias:

  1. a) A repreensão registada;
  2. b) A suspensão até 3 dias úteis;
  3. c) A suspensão da escola entre 4 e 12 dias úteis;
  4. d) A transferência de escola;
  5. e) A expulsão da escola.»

Na minha opinião, a suspensão do aluno não se apresenta como boa medida educativa ou que direcione para uma integração pedagógica. Não me parece que, privando o aluno da frequência das aulas e da aprendizagem seja o melhor caminho… substituir essa sanção pelo apoio escolar extra, por outras atividades cívicas, morais e éticas, talvez assim a escola consiga demonstrar que não pretende desistir de formar o aluno, embora ele não esteja a ter o melhor comportamento… algo de grande relevância na sociedade atual…

Caros leitores, terão alguma opinião sobre o tema que gostariam de partilhar e assim, enriquecer esta reflexão?   

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Inquietude: Na escola a vida acontece…

As escolas são lugares muito propícios a aprendizagens, mas não apenas às aprendizagens escolares, os relacionamentos interpessoais, a partilha de emoções, a necessidade de mediar interesses e conflitos, questionar situações e conviver com justiças/injustiças acontece dentro dos muros escolares, dentro e fora da sala de aula e para além dos muros, através da convivência social.

Portanto, a escola é um lugar que fervilha de emoções, porque uns amigos se zangaram, alguém trouxe um objeto novo, ouve-se uma música nova, alguma coisa foi roubada, andaram à ‘bulha’, deram o primeiro beijo…….

Para além disso as notícias correm apressadamente… nada se consegue esconder… não existem segredos bem guardados, ninguém controla a vivacidade das crianças e jovens.

As escolas são micro sociedades que incubam pessoas, preparam-nas para a vida adulta, fazem parte da realidade de todos os alunos de forma muito grudada… de tal forma que eles adoram e detestam a escola… sem medida certa, de onde começa um sentimento e acaba outro… Na escola tudo acontece!

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Como se estuda no ensino básico 2º e 3º ciclos… e no secundário?

No 2º ciclo, surgem duas opções, de acordo com as vivências do ciclo anterior, ou a criança já consegue distinguir competências e dificuldades, sabendo dar primazia ao que é mais necessário estudar, ou é ainda preciso fazer essa aprendizagem, que já deveria ter sido adquirida no 1º ciclo.

Neste ciclo, supõe-se muita adaptação a um novo conceito de escola, onde existem várias disciplinas e muitos professores. A maior exigência torna-se, assim, a organização de momentos de estudo e a capacidade de estudar para várias matérias em simultâneo.

 

No 3º ciclo, a inclusão de duas disciplinas complexas: a Físico-Química e uma nova Língua (Francês ou Espanhol), para além de uma maior exigências em todas as disciplinas, pode trazer resultados escolares mais baixos do que os habituais. O início deste ciclo sugere maior atenção familiar e mais apoio no estudo e na orientação deste pois, é necessário organizar muito bem um estudo diário… se, até aqui, para alguns “funcionava estudar apenas antes do teste”, esta realidade deixa de se aplicar a qualquer aluno… estudar de véspera não trará bons resultados, garantidamente.

 

No secundário, os professores exigem mais autonomia, seja no estudo, seja no momento de aprendizagem em contexto sala de aula. É urgente criar métodos de estudo bastante sólidos, pois agora ensaia-se para uma futura frequência universitária. Saber organizar o estudo diário, saber resumir matérias, saber tirar dúvidas e procurar informação fidedigna tem mesmo de ser uma realidade, ao longo destes três anos.  

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Como se estuda no 1ºciclo: do 1º ano ao 4ºano…

O estudo do 1º Ciclo, torna-se um pouco diferente dos restantes ciclos, já que nestes anos letivos, as crianças estão, ainda, a aprender a estudar e a perceber métodos de memorização e de aprendizagem.

Inicialmente, é importante que o estudante consiga desenvolver a sua capacidade de autoanálise, refletindo sobre as aprendizagens que conseguiu adquirir facilmente, aquelas que teve mais dificuldades e foram mais complexas e as que ainda não foram adquiridas e que estão em dúvida.

Para tal, a melhor forma será realizar alguns exercícios da matéria aprendida, seja através dos TPC’s, seja com exercícios extra que ajudem a consolidar matérias.

A partir do momento que o estudante já consegue identificar e prever dificuldades, já poderá pedir ajudar e esclarecer dúvidas, até mesmo, definir que exercícios precisa de resolver para auxiliar o estudo.

Ter um caderno de exercícios em casa para ajudar nesta etapa, pode ser de grande apoio… nele refazem-se exercícios, ou desenvolvem-se novos… Muitas famílias optam por comprar manuais de apoio ao estudo, com fichas muito semelhantes aos escolares, seja para desenvolver ao longo do ano, no acompanhamento da matéria, seja para realizar em tempo de férias, para que as aprendizagens não se dissipem entre pausas maiores de estudo. 

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Fazer ou não resumos?

Na minha opinião, os resumos são uma fonte muito importante de estudo, organização mental da matéria e apoio à memorização, principalmente em algumas disciplinas, como História, Ciências, Físico-Química, Filosofia, etc… No entanto, os métodos de estudo variam de acordo com as necessidades de cada estudante, alguns optam por fazer resumos a todas as disciplinas, outros definem formas de estudo diferentes para diferentes disciplinas.

Para quem opta pelos resumos é importante salientar que, fazer resumos na véspera de teste não funciona e, depois de os fazerem, se não voltarem a ser usados como forma de memorização e compreensão, também não irá funcionar.

Os resumos são para se fazerem semanalmente ou quinzenalmente, conforme a matéria dada, devem ter uma linguagem simples, deverão incluir as informações mais importantes do manual da disciplina e também as anotações auxiliares que estão no caderno. Assim, se o estudo foi contínuo, aquando da proximidade da avaliação basta reler e relembrar a matéria através dos resumos, para refrescar a memória e esclarecer dúvidas.

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Os TPC’s de férias, para o 1º ciclo

Quando as crianças entram para o 1º ciclo, as aprendizagens são enormes, aprender a ler, escrever e contar exige muita capacidade cerebral de atenção e memorização… com são muitas as aprendizagens e para que se dê continuidade a cada ano letivo, os professores de 1º ciclo têm, por norma propor TPC’s para os tempos de férias, sejam nas interrupções mais curtas como Natal ou Páscoa, sejam para as férias de verão, onde as crianças estão alguns meses fora do contexto escolar.

Na minha opinião, estes trabalhos para férias, são fundamentais, pois ajudam a criança a manter contacto com os objetivos escolares, apoia na memorização de tantas aprendizagens novas que não devem ser esquecidas, como ler, escrever, contar… Para além disso, permite que, possam ser suprimidas algumas dificuldades no desenvolvimento de alguns saberes e competências.

Atividades simples que podem ser realizadas em tempos de férias e que podem ajudar neste desenvolvimento cognitivo é a leitura e a escrita livre, apoiam o desenvolvimento da linguagem e da imaginação, para além disso familiarizam a criança com palavras novas, melhorando a ortografia e a capacidade de escrever sem erros ortográficos.

Estes trabalhos não devem ser realizados de uma só vez, quer sejam nos primeiros ou nos últimos dias e férias, eles são para dividir em algumas horas por semana/dia, de modo a manter rotinas de estudo, não se tornando uma tarefa maçadora e extenuante.

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Faltei às aulas… e agora?

Situações muito naturais como ficar doente e não ir às aulas estão sempre a acontecer, podem ser faltas pelas mais diversas razões, embora a mais comum é mesmo porque o estudante está doente.

Faltar um ou dois dias são as situações mais comuns, situações mais graves levam a períodos mais longos, por vezes semanas de faltas…

Faltar às aulas vários dias implica sempre perder grandes avanços na maioria das disciplinas e, quando o estudante volta, deve fazer um esforço para recuperar estes saberes, com a maior brevidade possível.

Caso o seu estudante tenha faltado um ou mais dias à escola deve sempre:

  • Pedir o(s) caderno(s) emprestados a um colega, para copiar a matéria em falta;
  • Ligar aos colegas e perguntar que TPC’s são para fazer;
  • Estudar, em casa, as páginas dos manuais com a matéria a que faltou;
  • Pedir ajuda à família ou ao professor quando a matéria se torna difícil de entender em autoaprendizagem;
  • Fazer os exercícios feitos nas aulas e em casa, aos quais faltou;

 

Deixo uma ressalva, para os estudantes que, por qualquer azar, acabam por faltar muitos dias/semanas à escola devem ter apoio extra, seja em explicações privadas, seja em apoio extra na escola, ou será muito difícil e frustrante para o aluno acompanhar as aulas seguintes e ter bons resultados nas avaliações. Nestas situações é necessário grande sensibilidade por parte da família e da escola.

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