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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Precisamos abrandar o ritmo da vida e ensinar as crianças a fazê-lo

Vivemos num mundo repleto de horários e tarefas a cumprir, o stress e o que temos para fazer invade-nos a mente o dia inteiro… se vivemos assim como adultos, as crianças vivem assim com os adultos! Partilham estas ansiedades das rotinas repletas de atividades e acontecimentos, onde o ‘não ter nada para fazer’ parece um conceito malfadado que prejudica as pessoas de bem…

Com isto temos dificuldade em colocar as crianças em momentos de tranquilidade, silêncio, reflexão e meditação… assim, quando chegam às escolas e precisam de atenção, silêncio e concentração, não o conseguem fazer, não foram educadas nem sensibilizadas para tal tarefa e para tal importância.

É necessário que as crianças vivam com famílias que tenham tempo para ser família… para conversar, para brincar, para discutir sobre temas importantes e também para estar em silêncio, numa análise e avaliação pessoal.

Quando as crianças têm medo do escuro, que traz o silêncio e a tranquilidade, é porque não conseguem apreciar este momento de paz e tranquilidade, então, provavelmente, esta criança não está tranquila, nem aprendeu a tranquilizar-se e tirar partido desses momentos.

O desenvolver de tais capacidades e o proporcionar de tais momentos deve começar nos primeiros anos de vida, encontrando alguns momentos para controlar a respiração, o pensamento, a mente… o acalmar, fazer silêncio, relaxar…

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Na escola não se guardam segredos…

As escolas de 1º ciclo, são pequenas, facilmente todos se conhecem… mas as escolas de 2º, 3º ciclos e secundários são gigantes construções que albergam centenas de alunos e profissionais educativos.

No entanto, num espaço tão amplo e com tantas pessoas, as novidades e as notícias correm a grandes velocidades… o que acontece na turma Y, em contexto sala de aula, já é do conhecimento da maioria das turmas nos próximos 90 minutos, sendo que, no final do dia já todas as pessoas sabem, mesmo que a verdade já esteja bem deturpada.

Isto traz animação diária ao espaço escolar, mas traz também muita ansiedade, quando a notícia/novidade é o próprio aluno, que se sente desrespeitado e envergonhado… numa situação muito próxima do bullying, porque enquanto as novidades não forem outras aquele aluno será apontado e criticado.

Claro está que, entretanto novas situações aconteceram e o centro das atenções transforma-se rapidamente, mas é necessário que toda a comunidade escolar esteja atenta a tais situações, de forma a controlar e respeitar, o melhor possível, situações de descriminação ou bullying.

   Em casa, também é importante explicar ao estudante a realidade destas situações, sendo que tudo tem os seus limites e o respeito deve imperar sempre… ‘porque o que aconteceu ao outro, pode acontecer contigo’!

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Teoria educativa de Maria Montessori

Como sabem, o conceito educação, para mim, tem de ultrapassar as barreiras escolares e por isso, continuo numa constante procura e reflexão sobre este vasto conceito.

Hoje, aproveito para partilhar um método de ensino/aprendizagem que me parece muito interessante e que, ultimamente, tem sido alvo de maior interesse e procura, por parte dos encarregados de educação:

Maria Montessori Foi médica (psiquiatra) e pedagoga, através da sua investigação e experiência, desenvolveu um novo método de ensino/aprendizagem bastante utilizado em muitas práticas educativas, em muitos países.

Montessori apresenta um conjunto de teorias e práticas baseadas na autonomia, liberdade e respeito, adaptando cada uma das práticas ao desenvolvimento físico, social e psicológico da criança. Nesta base, o professor é um guia  e orientador da aprendizagem, que respeita a fase de crescimento e a curiosidade natural de quem cresce.

Para a aplicação dos métodos propostos pela investigadora, é necessário uma compreensão clara do desenvolvimento do estudante, de forma a permitir a utilização correta dos recursos didáticos mais adequados a cada um, de forma individual.

Para tal estão fundamentados seis pilares educativos:

  1. Autoeducação: através de desafios a criança é capaz de aprender sozinha, motivada pela descoberta e curiosidade própria;
  2. Educação como ciência: reflexão e adaptação de um novo método de ensino, menos tradicional e mais direcionado para os resultados visíveis de aprendizagem;
  3. Educação Cósmica: demonstrar o quanto todas as coisas e aprendizagens têm uma ligação e conexão umas com as outras, isto provoca mais curiosidade e mais perguntas que deixaram a oportunidade para procurar mais respostas;
  4. Ambiente Preparado: devolver à criança todo o meio ambiente natural que lhe oferece liberdade de procura e encanto pela descoberta, despertando interesses e vontade de contacto;
  5. Adulto Preparado: o educador que interage com a criança deve estar preparado para a ajudar a descobrir o mundo, aconselhando e ajudando apenas o mínimo necessário para que a aprendizagem aconteça;
  6. Criança Equilibrada: se os educadores conseguirem oferecer o necessário à criança, esta conseguirá chegar a um equilíbrio interior, conseguirá estar muito mais concentrada e, com o decorrer do tempo, tornar-se-á mais feliz, esforçada e independente.

Este método mais conhecido nos dias de hoje, não é recente, já muitas foram as crianças educadas pelo método Montessori, algumas das quais são hoje adultos bem conhecidos da sociedade.

Na minha opinião, parece-me que os métodos de ensino/aprendizagem têm muito a refletir com estas técnicas fundamentadas e desenvolvidas ao longo de anos, por profissionais que muito contribuíram para evolução do conceito Educação. Por isso, aqui fica um resumo de algumas das minhas pesquisas…

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Lista do Material Escolar: 2º e 3º ciclos

Neste blogue, em anos anteriores, já partilhei uma lista de material necessário que, por norma, é solicitado no 1º ciclo, uma lista entregue anualmente aos encarregados de educação. Contudo, para o 2º e 3º ciclo não existem listas, já que, cada professor tem os seus pedidos particulares.

Para que não adquira material desnecessário, comece por comprar apenas o básico e, ao longo do tempo, vai adquirindo o que for pedido. Para orientar melhor nesta lista básica inicial, deixo uma proposta, em anexo!

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Só quem convive com crianças pequenas sabe!

Só quem convive com crianças de 3, 4 ou 5 anos reconhece algumas situações, tão específicas, e que fazem desta idade uma descoberta maravilhosa.

Há poucos anos, foi-me proposto um desafio pedagógico com crianças dessas idades. Após ter experienciado tal privilégio posso partilhar:

Só quem convive com crianças pequenas é que sabe…

 

  • O que é assistir a uma discussão sobre qual é o dia da semana em que estamos;
  • O que é receber um abraço tão inesperado, mas tão doce e sincero;
  • Que se pode resolver todos os problemas com os pedidos de desculpa;
  • O que é ouvir toda uma longa frase e, por vezes, não perceber sequer metade da informação;
  • Conseguir trocar umas lágrimas por um sorriso apenas com simples gestos;
  • Que basta uma divertida brincadeira e não há um dia mau;
  • Que todas as atividades e jogos se resumem ao espetacular;
  • Esquecer tudo enquanto cantamos e fazemos gestos;
  • Sentir a recompensa da dedicação a cada minuto que passa…

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“Não gosto de línguas e não gosto de matemática”

As escolhas para o nível secundário.

Quando o estudante está próximo do 9º ano de escolaridade deve começar a pensar qual a área que pretende escolher, de acordo com aquilo que poderá desejar seguir a nível profissional.

De uma forma muito geral, existe a área mais direcionada para as humanidades, as quais os alunos entendem como línguas e a área das ciências e tecnologias, que os estudantes assumem como as disciplinas de matemática e a físico-química.

Esta definição muito básica leva muitos estudantes a limitarem as suas opções e muitos referem não saber pelo que optar porque, “não gosto de línguas nem gosto de matemática” e querem realizar escolhas procurando apenas ‘fugir’ de algumas disciplinas, das quais tiveram dificuldades no ensino básico.

Tentar ‘fugir’ a uma disciplina específica não deve limitar escolhas futuras, visto que poderá condicionar, proximamente, um acesso ao ensino superior, ou dificuldades profissionais futuras pela falta de aprendizagem em determinada área de formação.

Quando o estudante apresenta mais dificuldades em determinada disciplina existirão vários motivos para tal e formas de procurar resolver esta situação, para que não impeça o aluno de avançar nos seus objetivos profissionais.

A aptidão e vocação para uma determinada área deve ser aquilo que mais apoia uma escolha vocacional e formativa!

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