Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Dicas transversais para a primeira semana de aulas:

Aproximam-se dias muito diferentes, para todas as famílias que têm estudantes em casa. Se as crianças de 6 anos, começam o seu percurso escolar, com todas as mudanças que daí advêm, os jovens com 18 anos que agora seguem para o ensino superior também se deparam com um mundo universitário extremamente diferente e que desafios gigantes.

Sabendo claramente que, são mundos completamente diferentes, e que cada ano escolar reserva desafios particulares. Irei partilhar algumas propostas que poderão ser seguidas por qualquer ciclo de ensino, e que serão proposta de ajuda nestas novas rotinas pessoais e familiares.

Preparem e repensem a nova rotina antecipadamente, com um bom planeamento horário e com a aquisição de todos os materiais indispensáveis, porque deixar situações pendentes aumentam a ansiedade de momentos por si stressantes;

Não tentem incluir imensas atividades extracurriculares em simultâneo, com o início das aulas, podem ser muito desgastante procurar responder a tanta novidade;

Antecipadamente estabeleça rotinas para as necessidades, como horários de deitar, acordar, comer… algumas crianças e jovens têm estes horários tão irregulares em tempo de férias que depois demoram imenso tempo a conseguir esta readaptação;

Converse com o estudante diariamente e calmamente, nos primeiros dias de aulas, para perceber e apoiar nas inquietações, adaptações, frustrações e demais aventuras que esta nova etapa oferece;

Faça uma avaliação constante e ao longo de todo o ano letivo, em família, sobre todo este processo e concretize as adaptações necessárias, para apoiar quem cresce.

O percurso nem sempre é como o esperado e desejado… seja carinho, tranquilidade e cuidado… restruturar expectativas também faz parte de crescer!

dicas.jpg

 

As responsabilidades não vão de férias!

Quando acontece o último dia de aulas, os alunos sentem que não existe mais nenhuma obrigação a partir daquele dia… só pensam em descansar e aproveitar os dias sem fazer nada que exija empenho ou responsabilidade.

Todos concordamos que uns dias de descanso, quando o esforço em tempo de aulas foi contínuo, é mais do que merecido. Mas, alguns dias depois estes alunos já têm todas as suas energias repostas e equilibradas, portanto, algumas exigências terão de ser colocadas em prática:

  1. Respeito pelos horários impostos pela família: para que os elementos da família consigam se encontrar à mesa, realizarem algumas atividades em conjunto e tenham momentos de diálogo;
  2. Apoio a todas as atividades domésticas: para que ninguém tenha de ficar sobrecarregado com tarefas, enquanto outros elementos descansam;
  3. Cumprir algumas horas de estudo: porque as férias de verão são demasiado longas e muitos saberes caem em esquecimento;
  4. Evitar longos períodos de tempo em frente a ecrãs: em nada promove o desenvolvimento humano, antes pelo contrário;
  5. Respeito pelas decisões e acordos tomados em família: só assim se demonstra maturidade e crescimento;

Que outras exigências acrescentariam???

atividade férias_23.jpg

 

Inquietude: As férias contribuem para as desigualdades escolares…???

Já me cruzei com milhares de estudantes, das mais variadas idades, ao longo de todos estes anos de vida e trabalho… e todos são diferentes, até na forma como aproveitam as férias é algo diferente.

Existem aqueles que nunca saíram do país, em lazer, mas que viajam muito no seu país;

Existem aqueles que viajam imenso, dentro e fora do país;

Existam também os que muito raramente viajam, mesmo nas férias mais longas;

 

Claro, que isto está diretamente ligado às condições económicas e sociais das suas famílias, raramente é apenas uma questão de opção. Mas nada disto me preocuparia se, viajar dentro ou fora do país não trouxesse realmente francas aprendizagens, principalmente, a partir da adolescência, quando estes já são capazes de guardar na memória as experiências completas que daí advêm…

Estas aprendizagens são importantes para a vida, não apenas de forma pessoal. Podem trazer outros saberes a serem considerados até no momento de fazer uma ficha de avaliação, ou um trabalho escolar… são saberes que fazem crescer, desenvolver, conhecer… e que infelizmente, nem todas as famílias podem proporcionar, embora exista imensa vontade…

Mas esta não me parece ser a única forma de desigualdade, em tempos de férias. Por exemplo, nos primeiros anos em que se aprende a ler e a escrever… as famílias que não proporcionam momentos de leitura e escrita, que não relembram estas aprendizagens formais, ou que não oferecem um lugar de estudo, mesmo que sejam apenas umas horas semanais. Facilitam o esquecer de tais competências, porque são dois a três meses sem a prática que estas aprendizagens exigem. É certo que as crianças precisam de descansar e de brincar, mas tanto tempo longe de livros e cadernos pode ser prejudicial.

Por estas razões, faz sentido concluir que as férias podem contribuir para as desigualdades de aprendizagem…. Concordam???

inquietudes (1).jpg

 

Mais do que não saber Matemática… As inseguranças da disciplina…

Com o passar dos anos, para mim, tornou-se mais evidente a dificuldade em que se torna a disciplina de matemática, e mais claro que não é porque seja uma disciplina de enorme dificuldade, mas devido aos medos e inseguranças que esta desperta em quem estuda.

Este crescer de inseguranças, de ‘eu não percebo nada disto’ e do ‘isto é muito difícil para mim’ é o maior de todos os problemas. Esta constante negação torna os alunos desatentos, desmotivados e desistentes.

Depois, quando a situação se torna mais grave, porque as negativas surgem de forma constante e as famílias consideram que o melhor é recorrer a apoios e às explicações, o sentimento de incapacidade já se instalou de tal forma que, o estudante mostra muita resistência em assumir as suas capacidades e nenhuma vontade de querer desenvolver muito estudo na matéria.

Portanto, na minha opinião, não existe nenhum elixir para se ser bom a matemática, mas nunca se pode permitir o total desinteresse, ou o transformá-la num ‘monstro escolar’. É necessário agir antes de que isso aconteça e, muitas vezes, significa começar no 1º ciclo!

aprender.jpg

 

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Vencedor:

Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2024
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2023
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2022
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2021
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2020
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2019
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2018
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2017
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2016
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2015
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D