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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Quando é o filho a ensinar!

Bem verdade, nem sempre são os mais velhos a ensinarem os mais novos… muitas vezes, os mais novos têm muito para ensinar e relembrar aos mais crescidos, muito embora nem sempre o queiram assumir.

Existe uma lista imensa de aprendizagens que realizamos com os mais pequenos…sim, eu assumo que aprendo imenso com os estudantes, aliás, penso que é por isso que gosto tanto do que faço, porque considero que aprendo muito enquanto ensino.

Para não alongar muito esta publicação faço, apenas, uma breve lista de tudo aquilo que os mais velhos podem aprender com as crianças e jovens, por vezes de forma consciente, outras vezes sem nos apercebermos:

  • As novas tecnologias: os mais velhos demonstram dificuldades na sua utilização, enquanto os mais novos já nasceram a saber usá-la com toda uma prática constante…
  • Cuidados ambientais e de sustentabilidade: os mais velhos souberam, mas já esqueceram ou desvalorizam, até chegarem os mais novos e voltarem a lembrar o quanto é importante separar o lixo, poupar o ambiente, poluir menos…
  • Exercício físico: tantas vezes as famílias são motivadas pelos membros mais novos para as brincadeiras ao ar livro, os passeios, as bicicletas e tantas diversões que nos colocam em boa forma física, sem nos apercebermos…
  • Os cálculos e a gramática: quando a criança entra para os primeiros anos escolares, lá estão todos os pais, de novo, agarrados aos livros a relembrarem as matérias já esquecidas, para conseguirem ajudar os filhos nos trabalhos escolares e no estudo…
  • Sensibilidade emocional: tantas emoções que os adultos guardam, quando deveriam partilhar e, repentinamente os mais pequenos demonstram de forma tão simples e profunda, voltando a lembrar o valor dos sentimentos e das emoções…
  • A gestão do tempo: nada mais profundo do que o nascimento de uma criança para que toda a gestão do tempo familiar se altere, reaprende-se a gerir horas e minutos e tudo de reorganiza em função do mais pequenino ser que chegou…

Por aí, que mais tópicos sugerem???

 

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Todas as gerações educam!

É verdade, todas as gerações podem contribuir de forma positiva para um educação completa de quem cresce… o contato com várias pessoas, de várias idades trazem muita riqueza social e emocional e muito conhecimento, seja pela aprendizagem na forma de lidar com o outro, seja pela responsabilidade social, seja pelas histórias e experiências que ouvimos das outras pessoas.

Ainda hoje, nós adultos, conhecemos algumas pessoas com quem adoramos conversar e partilhar experiências, seja pela disponibilidade do outro, seja pela riqueza de diálogos que conseguimos ter.

Por esta razão, deixar que as crianças e jovens contatem e estabeleçam relações sociais e emocionais com outras pessoas, de gerações diferentes é uma mais valia e uma forma de educação impar.

Senão, vejamos:

  • Contato com os estudantes da mesma idade:

Aprendem a conviver entre pares, a fazer cedências a conviver com colegas de opiniões diferentes e gostos diferentes, que têm de aprender a respeitar para conseguir manter um convívio saudável e divertido;

 

  • Contato com gerações mais velhas:

Aprendem a respeitar os mais velhos, em simultâneo escutam histórias de vida diferentes e com outras riquezas. Para além disso, muitas pessoas mais velhas têm um demonstrar de carinho e afetividade muito especial que enriquece os mais novos;

 

  • Contato com gerações mais novas:

 Aprendem a reconhecer as diversas etapas do desenvolvimento humano e a aceitar as limitações relativas a cada idade. Para além disso, desenvolvem o sentido de responsabilidade e de cuidado com o ser mais novo, que exige uma atenção constante.

 

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A Educação que não se aprende na escola!

Desenganem-se as famílias que consideram que os seus educandos podem aprender tudo dentro de um recinto escolar. A educação está muito para além das disciplinas e da formação facultada no ensino formal. Ter educação é ter um conjunto de saberes, valores e ideias que se aprendem vivendo intensamente, nos mais diversos contextos de vida. E, neste sentido as famílias têm um papel fundamental na orientação e no proporcionar de tais experiências de vida, para tornarem o seu educando um pleno cidadão, consciente dos seus direitos e deveres.

Estes são alguns dos exemplos de Educação que não se adquirem nos bancos de escola, nem nos manuais escolares:

 

  • Educação emocional: é no convívio entre pares (mesmas idades), nos recreios e em outras atividades extra escolares que mais acontece;
  • Educação financeira: as famílias têm um papel fundamental nestes ensinamentos, através da gestão das mesadas e do ensino da poupança;
  • Educação para a sexualidade: embora exista legislação para que esta educação ocorra nas escola, tal não acontece, portanto, é imprescindível que a família assuma esta educação;
  • Educação moral e religiosa: as escolas oferecem apenas uma disciplina e é facultativa, portanto são as famílias que decidem se querem, ou não, acrescentar esta forma de educação a quem cresce, além disso, esta disciplina não contempla todas as religiões;
  • Educação Política: a consciência política, partidária e cívica não é ensinada nas escolas, a sensibilização deve começar em casa, assim como deve existir uma procura de informação pessoal;
  • Educação para as tarefas domésticas: não é aprendizagem menor saber limpar, saber cozinhar e saber cuidar da casa de quem nela vive, estas aprendizagens realizam-se em famílias e são fundamentais para um adulto autónomo e responsável.

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Na escola: o que os diverte?!

A escola é um espaço social de excelência para os alunos, nos recintos escolares vivem-se milhares de novas experiências por dia, entre as várias horas de convívio e aprendizagem. A maioria dos estudantes olha a escola como trabalho e obrigação, tanto de aprendizagem como de estudo e, por isso, não assumem que a escola é divertida. No entanto, muitas situações relativas a este contexto trazem alegrias e entusiasmo, senão vejamos:

  • Os recreios de convívio e brincadeira são olhados com enorme entusiasmo, assim como os ‘furos’ por falta de um professor;
  • A compra e organização do novo material escolar, escolhido metodicamente, no início e ao longo do ano letivo;
  • As visitas de estudo, que entusiasmam só pelo facto de poderem andar de autocarro e pelo lanche repleto de guloseimas;
  • Levarem roupa nova, ou equipamentos novos para a escola, que mostram aos amigos e ficam por muito tempo a conversarem sobre isso;
  • As amizades e os namoros que deixam saudades em tempo de férias e fins de semana;

Um espaço tão complexo, só poderia trazer sentimentos e emoções, também eles, bastante complexos… quantas alegrias guardamos nós dos tempos de escola!!???

 

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