Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

O desenvolvimento não acontece em todas as crianças em simultâneo, embora a escola trabalhe com base nesta ideia

Inquietude:

O crescimento e desenvolvimento das crianças está definido por etapas, vários foram os investigadores que as definiram e estádios, etapas, patamares. Mas estas formas que parecem estar bem enquadradas e definidas, não se enquadram em todas as crianças!

As crianças não estão todas ao mesmo nível de desenvolvimento, na mesma idade, embora nas escolas sejam tratadas destas forma. Isto trás implicações práticas no momento de ensino-aprendizagem, já que, em média teremos 20 alunos a aprenderem o mesmo, pois temos apenas um professor para elevado número de alunos, que não pode ensinar de outra forma que não a de ensinar a todos como se fossem um.

Esta é a realidade das nossas escolas, embora não seja a mais correta, é a que é oferecida à sociedade e, não pretendo explorar muito esta parte do tema.

Neste post prefiro direcionar-me mais às famílias que vêm as suas crianças a tentarem estar sempre ao mesmo nível de aprendizagens de toda a turma, para melhor conseguirem bons resultados e motivação.

No entanto, algumas crianças apresentam níveis de desenvolvimento diferentes o que implica mais dificuldades de abstração, de raciocínio ou de lógica, o que acarreta avaliações mais baixas e alguma desmotivação… outras crianças estão um pouco mais desenvolvidas o que torna a aprendizagem pouco aliciante e monótona.

Qualquer um dos casos deixa as famílias muito ansiosas e preocupadas, sem saberem quais as medidas certas a tomar, de forma a ajudarem os seus estudantes.

O meu maior conselho é manter a calma, muitas vezes as crianças precisam de tempos diferentes, mas não significa que, por exemplo, no ano seguinte venha a manter as mesmas dificuldades, pode não acontecer. Para além disso, pode sempre procurar apoio com um profissional, de acordo com a necessidade apresentada, os professores podem ajudar e orientar nessa decisão!  

inquietudes (1).jpg

 

Famílias: não tenham receio de exigir…

Educar é dizer mais vezes Não do que Sim, é orientar e direcionar, é oferecer o exemplo diário, é usar palavras e fundamentar com ações.

Educar é tarefa dura e difícil, ser exigente e assertivo quando apenas se tem vontade de mimar e atender pedidos… a aprendizagem não é apenas para quem cresce, é também para quem ensina, quem aprende constantemente com os bons e maus resultados!

Na minha opinião, as famílias devem ser exigentes na educação, na transmissão de valores e na definição de práticas. Não se podem permitir algumas ações e devem-se incentivar tantas outras.

Uma boa forma de incutir valores primordiais, deve passar por várias situações simples, uma delas é a partilha de tarefas em casa. Toda a família que partilha uma mesma casa, devem também partilhar a ajuda e os trabalhos, basta adaptar as tarefas às idades, basta organizar, para que não sejam sempre os mesmos a fazer algo.

Não haverá forma mais importante de autonomia do que saber fazer tarefas como: cozinhar, limpar, arrumar, gerir despesa e dinheiro, ajudar o outro…  

Ao partilhar as lides domésticas entre a família, ninguém ajuda, todos colaboram… simplesmente isso… ninguém faz mais…. todos fazem o que conseguem…

Isto traz o aumento dos níveis de responsabilidade e autonomia, promove a capacidade de empatia, solidariedade e respeito pelo trabalho do outro… ajuda a desenvolver uma consciência futura, bem mais completa!

Não tenha receio de exigir isto das crianças, quando elas forem adultas irão agradecer… como, certamente, você agradece agora à sua família!

desenvolvimento.jpg

 

As perguntas que não fiz no teste… afinal sabia…

Já, por cá, referi que é muito importante rever a ficha de avaliação com o estudante, após a correção do professor, analisar o que falhou, o que pode ser melhorado e sentir a motivação dos bons resultados e das respostas corretas.

Para quem apoia, de forma mais próxima, o aluno no estudo irá perceber que, em algumas questões e exercícios onde ele falhou, até se sabia a matéria e, muitas vezes, já se tinha realizado exercícios semelhantes. No entanto, o aluno ou errou, ou nem sequer tentou responder, considerando logo que não ser capaz…

A vergonha de estar a escrever algum ‘disparate’ a insegurança própria pode trazer falhas como esta, às quais é necessário estar-se atento.

Quando o aluno começa a demonstrar situações semelhantes a esta, muitas vezes, quando é confrontado com a situação, resposta dele é semelhante a esta: “ lá, pareceu-me difícil…achei que não sabia…”

Não sendo algo alarmante, convém aumentar um pouco a atenção e a autoestima… situações de insegurança e falta de autoestima podem se espelhar aqui, é importante voltar a realizar a questão falhada, demonstrar a facilidade com que a conseguiriam ter executado, apaziguando receios e inseguranças individuais.

É necessário um cuidado especial nesta análise, relativamente às questões não realizadas, terá sido falta de tempo, pouco empenho, não saber a matéria, insegurança….?????

Só depois desta análise cuidada, com o estudante, se podem definir ações e soluções…

dicas estudo.jpg

 

JOGOS PEDAGÓGICOS: As bonecas de Waldorf

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

As bonecas de Waldorf baseiam-se na pedagogia Waldorf, que tem por base uma abordagem filosófica da educação um pouco diferente, está direcionada para uma educação integral e holística que contempla as várias formas de desenvolvimento, em simultâneo, desenvolvimento físico, espiritual, intelectual, artístico e criativo do estudante. Esta pedagogia tem como maior objetivo estimular para a liberdade e para a responsabilidade moral e social.

Estas bonecas são, portanto, feitas à mão, e têm como interesse cativar a atenção das crianças, fazer com que elas gostem de brincar com elas, promovendo-se a imaginação e criatividade. Estas têm poucos detalhes faciais de forma a permitir que as crianças associem emoções, sentimentos e expressões em cada brincadeira. Para o seu autor, Waldorf, estas são uma ferramenta que apoia o diálogo da criança, consigo mesma e com o mundo.

Partilho uma imagem desta boneca que retirei da internet:

boneca_waldorf.jpg

jogos pedagogicos.jpg

 

O amigo imaginário: quando e porquê?

Por cá já escrevi sobre a importância do brincar para as crianças, pois dessa forma elas aprendem a conviver e a lidar com situações reais diárias, desenvolvendo novas conexões cerebrais, novos comportamentos e diferentes emoções.

Em paralelo com estas brincadeiras de faz de conta, pode surgir a existência de um amigo imaginário, ou seja, alguém presente na imaginação da criança que não existe verdadeiramente, mas que nestas brincadeiras participa e está presente muitas vezes, este amigo imaginário poderá ser uma, ou mais pessoas, ou até um animal.

A presença deste amigo imaginário pode ocorrer pelos 3 anos e desaparecer, naturalmente, pelos 6 anos de idade, esta forma de imaginação surge como um apoio à criança, no combate ao stress e à solidão, uma vez que, este se torna uma presença segura, em momentos de maior medo, fazendo a criança sentir mais segurança e conforto, em algumas situações.

Por estas razões as famílias não devem ficar preocupadas com tal situação, podem até utilizar este amigo imaginário para melhorar a comunicação de sentimentos e ansiedades, perguntando o que o amigo diz ou sente… para além disso, não se deve ridicularizar ou desmentir a existência, devem respeitar o tempo para que tal existência se desvaneça…

crianças (1).jpg

 

A autoestima pode influenciar resultados escolares…

Quando as crianças ou jovens sentem que não são capazes de superar determinado desafio, nem tentam faze-lo com grande empenho, logo, se isto se direcionar para os resultados escolares, o mais provável é que, se um estudante sente não conseguir melhorar resultados numa ou mais disciplinas, também não acontecerá o esforço e empenho necessários para que tal aconteça, pois a sensação de poder falhar e o sentimento de frustração inibirá maior empenho… sem confiança tudo se torna mais difícil!

Melhorar a autoestima de um estudante pode ser passo fundamental para um caminho de bons resultados escolares e melhor qualidade de vida pessoal e social. Portanto, lembro às famílias o quanto este conceito é importante para quem cresce, estejam atentos a esta situação, apoiem e fomentem este processo, tendo em linha de conta que, em casos especiais pode ser necessário recorrer a um profissional especializado que apoie tal desenvolvimento.

Como podem ajudar a melhorar a autoestima de um estudante:

 

  • Utilize palavras de incentivo e de motivação, bem mais que palavras de crítica e reprovação;
  • Relembre as competências e as boas capacidades em algumas áreas;
  • Explique que ninguém é perfeito em tudo o que diz e faz, errar faz parte de quem aprende;
  • Demonstre que acredita, que confia e também que reconhece o esforço;
  • Respeite as situações de angústia e tristeza, tentando torna-las menos relevantes;
  • Conte histórias, apresente exemplos (filmes/livros) de superação e de conquista.

 

Mais algumas propostas de ajuda? Ou testemunhos sobre este tema?

love.jpg

 

Quando a sua criança é ansiosa!

Existem crianças que tornam-se muito ansiosas quando se aproxima o momento das avaliações… isto tem tendência para acontecer, logo nos primeiros anos de escola. Na maioria das vezes, com o crescimento e desenvolvimento essas ansiedades e aflições vão ficando para trás, deixando de existir.

Não são atitudes milagrosas, mas posso deixar algumas pequenas orientações, para melhor ajudarem a criança a controlar estes sentimentos ansiosos:

  • Estude com ela a matéria para o teste as vezes que sentir serem necessárias, no final confirme que está tudo percebido e memorizado e por isso está na hora de relaxar e brincar.
  • Controle o estudo, para que não haja bloqueios de memória pelo stress e ansiedade;
  • Não prive algumas situações, só para a poupar ao stress, porque faz parte do crescimento e desenvolvimento;
  • Não deixe que a sua ansiedade ou insegurança se reflita, as crianças têm sempre a intenção de copiar os hábitos, mesmo sem que vocês se apercebam disso;
  • Existem palavras que são mágicas, porque incentivam e dão segurança…há que explicar que até falhar faz parte da vida;
  • Nunca menospreze os sentimentos da criança e mantenha a atenção, em alguns casos poderá ser necessário a intervenção de um profissional.

desenvolvimento.jpg

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Vencedor:

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
Blogs Portugal