Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

11
Mar 19

Quando as crianças e jovens se veem confrontados com a necessidade de participar em grupo, ou em sala de aula, surge também a necessidade de um à vontade, com a utilização do discurso e a necessidade de apresentar elevada capacidade de expressão oral, só assim, estes estudantes serão bem sucedidos no momento de apresentarem as suas próprias ideias e opiniões.

Para desenvolver estas competências aqui ficam algumas estratégias a serem desencadeadas, seja individualmente ou em grupo:

 

Individualmente:

  • Relato dos acontecimentos em sala de aula;
  • Síntese de uma atividade realizada;
  • Relato de um acontecimento quotidiano ou especial;
  • Exposição oral da matéria dada;
  • Reconto de livros ou filmes;
  • Síntese de experiências;

 

Grupo:

  • Criação de debates;
  • Exposição de ideias em grupo;
  • Realização de entrevistas;
  • Construção de alguns ‘Brainstorming’ (chuva de ideias);
  • Representação de teatros/musicais/danças;

Estas estratégias realizadas dentro ou fora da sala de aula facultam novas capacidades de expressão oral, diminuindo os níveis de ansiedade e stress, quando o estudante é confrontado com a necessidade de se exprimir perante uma plateia ou audiência maior do que o habitual.

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(imagem retirada da internet)

 

publicado por Maribel Maia às 11:00

20
Fev 19

Para o desenvolvimento da motricidade, os educadores poderão ter um papel fundamental no incentivo e na promoção de tais capacidades. Antes mesmo da criança entrar na idade escolar, os infantários desenvolvem variadas atividades para promoção de ambas as formas de motricidade, que depois serão continuadas na escola através da escrita (motricidade fina) ou da educação física (motricidade global).

Contudo, em casa, as famílias poderão também auxiliar este trabalho, realizando com as crianças atividades simples e facultando tarefas simples que desafiem estas capacidades motoras:

  • Brincadeiras ao Ar livre, que permitam correr, saltar, brincar ao Faz de Conta e de forma descontraída, apoia também uma relação de confiança consigo própria e com a família; (Motricidade Global)

 

  • Tarefas diárias, permitindo que a criança procure ser autónoma nas tarefas simples, como alimentação, higiene, arrumação e organização; (Motricidade Fina)

 

  • Participação em atividades desportivas, sejam atividades individuais ou coletivas, desde que motivadoras para a criança, promove maior coordenação motora e também estimula um estilo de vida mais saudável; (Motricidade Global)

Resultado de imagem para crianças a brincar(imagem retirada da net)

publicado por Maribel Maia às 11:01

19
Fev 19

Como sabemos, nos primeiros anos de vida de um bebé, a sua contínua experiência com o seu próprio corpo em conjunto com os estímulos exteriores, através da interação com objetos e com o toque promove a maioria das suas descobertas, interpretações e aquisições sobre o mundo que os rodeia.

Ao longo do crescimento, as brincadeiras, as correrias e as curiosidades apoiam um desenvolvimento saudável e confiante.  

Aqui, torna-se importante perceber que existem dois conceitos complementares de Motricidade:

A motricidade global:  refere-se ao controlo corporal na totalidade, que exigem coordenação motora, postura, precisão, agilidade, ritmo, fluidez de movimentos e capacidades musculares, nas tarefas diárias mais comuns ao ser humano, como caminhar, saltar, correr, etc.

A motricidade Fina: refere-se ao controlo de movimentos menores mas que exigem maior precisão, poderão ser eles, coordenação olho-mão e destreza na manipulação de objetos. Estes movimentos centram-se na movimentação de: mãos, dedos e braços para a realização de variadas atividades.

Resultado de imagem para motricidade(imagem retirada da net)

publicado por Maribel Maia às 11:04

22
Jan 19

O confronto natural com as realidades diárias, na escola, nas amizades, em casa, permitem a construção desta autonomia, contudo, alguns autores referem que, neste mundo globalizado e com tantas pressas, se estejam a desenvolver crianças menos autónomas… Portanto, para ajudar no desenvolvimento da autonomia, aqui ficam algumas sugestões para realizar em família:

  • Conversar de forma reflexiva sobre temas estruturantes e importantes para as crianças/jovens;
  • Oferecer uma mesada e incutir hábitos de gestão financeira;
  • Realizar atividades domésticas: levar lixo à rua, arrumar quartos e cozinha;
  • Cozinhar acompanhado ou sozinho;
  • Responsabilizar-se pelo cuidado de um animal doméstico: higiene, alimentação, carinho, etc;
  • Ir à rua realizar recados ou realizar compras simples, sendo um caminho próximo e com bons acessos;
  • Permitir algumas escolhas, como roupas que vai vestir ou comprar,
  • Escolher os amigos a convidar para uma festa ou visita e escolher presentes;
  • Estabelecimento de rotinas diárias e hábitos com responsabilidade e critérios de justiça…

Para concretizar estas atividades tenha sempre em consideração a idade do seu estudante e as suas capacidades específicas, com o passar dos anos poderá incluir novas atividades e responsabilidades.

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publicado por Maribel Maia às 10:45

16
Out 18

Para os psicólogos as brincadeiras do ‘Faz de Conta’ (Jogo Simbólico) permitem um melhor desenvolvimento infantil, no que diz respeito à evolução: afetiva, cognitiva, motora e social.

Resumidamente o Jogo simbólico promove:

  • A capacidade de planear e de imaginar situações lúdicas;
  • A comunicação com o mundo do adulto, no qual adquire controle interior, autoestima e confiança em si mesma,
  • O exercício da sua imaginação;
  • A construção do mundo real, com os seus valores e ideias;
  • A capacidade de imitar, imaginar, representar sem medo da imposição do adulto;
  • A possibilidades de entrar no mundo adulto;
  • A capacidade de resolver problemas do presente e do passado;
  • Projeções para o futuro;

Estas brincadeiras de ‘Faz de conta’ podem ser uma forma de promover um contacto mais próximo do adulto com a criança que, de forma pedagógica, o educador poderá ajudar a reorganizar estruturas mentais e emocionais com tais Jogos.

É de sublinhar que ao brincar, a criança pode reviver situações que lhe causem algum desequilíbrio emocional, possibilitando a compreensão da situação em que vive e a reorganização de suas estruturas mentais.

jogo simbolico.jpg

(imagem retirada da Internet)

publicado por Maribel Maia às 11:00

15
Out 18

Se por cá, muito escrevo sobre o estudo e a escola, também devo assumir que as brincadeiras fazem parte do desenvolvimento harmonioso das crianças e deve ser incentivado e promovido, pelos educadores, nas variadas etapas de desenvolvimento.

Quando vemos uma criança a brincar ao ‘Faz de Conta’ raramente nos lembramos que todos os estímulos que surgem dessas brincadeiras, em momentos solitários ou em companhia de outras crianças com a mesma idade, são imprescindíveis para o desenvolvimento da capacidade de imitar, imaginar, internalizar regras, enfrentar seus medos e angústias.

A esta brincadeira chamada de Jogo Simbólico é assumido por vários autores como uma atividade infantil que estimula o desenvolvimento psicomotor, cognitivo, social, emocional e cultural da criança que cresce. Portanto, deve estar presente no quotidiano das crianças diariamente.

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(imagem retirada da internet)

publicado por Maribel Maia às 10:27

24
Mai 18

Os vossos filhos são daqueles que ficam muito ansiosos e aflitos nos dias que antecedem às variadas formas de avaliação?

Se existem aqueles estudantes que se apresentam nervosos perante um teste porque consideram não ter estudado o suficiente, existem aqueles que mesmo tendo estudado toda a matéria muito bem, continuam a passar por horas de aflição e ansiedade, a quais nos parecem desnecessárias e pouco adequadas.

Contudo, esta ansiedade, sincera e verdadeira, poderá trazer um problema acrescido aos estudantes, principalmente quendo, após muito estudo o stress acaba por perturbar e condicionar o momento de concentração e execução do teste ou de qualquer outra forma de avaliação!

Deixo-vos algumas dicas que poderão ajudar a minorar estes níveis de ansiedade, aos pequenos estudantes, em dias próximos às avaliações:

  • Evitem o estudo no dia da avaliação;
  • Realizem todas as tarefas diárias com tempo e sem atrasos;
  • Criem momentos de relaxamento no dia anterior, (música… atividade física… etc);
  • Procurem orientar a mente para pensamentos positivos;
  • Relembrem os bons resultados já alcançados;
  • Procurem retirar todas as dúvidas da matéria, aquando do estudo;
  • Mantenham um bom descanso e uma boa alimentação.

 

 Tal como em todas as outras situações, o diálogo é sempre um bom aliado, embora muitas vezes as crianças tenham alguma tendência para esconder estes sentimentos de ansiedade, promover as conversas e a expressão de sentimentos é sempre um passo positivo para a adaptação a estes novos momentos de stress.

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(Imagem retirada da net)

 

publicado por Maribel Maia às 10:44

07
Ago 17

Como as férias podem ser momentos de diversão, aquisição de conhecimento e desenvolvimento pessoal e social, as crianças devem estar com a família alargada, estar com amigos e vizinhos, viajar e brincar. Contudo, as formas de aprendizagem não se esgotam aqui, a leitura em tempo de férias pode ser um momento prazeroso e de elevada aquisição de conhecimento e desenvolvimento de capacidades.

Por todas estas razões, incluir momentos de leitura, na rotina dos estudantes em férias é uma necessidade e uma motivação. Mesmo para as crianças que referem, constantemente, que não gostam de ler devem também dedicar-se às leituras, basta escolher o livro certo para cada um e todos gostamos de ler.

Podem optar por comprar alguns livros novos, podem optar por requisitar na biblioteca ou pedir emprestado… tudo vale a pena por um bom livro!

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publicado por Maribel Maia às 13:38

08
Dez 16

Embora para muitos pais e educadores o termo Disgrafia possa não ser totalmente conhecido, estão sensibilizados para quando estas características se apresentam e criem alguma desconfiança e estranheza na forma de escrita/caligrafia de uma criança. Quando tal acontece o mais indicado é procurar especialistas nesta área, sejam psicopedagogos, psicólogos ou profissionais de ensino especial que possam realizar o rastreio correto para identificar e intervir numa possível perturbação. O passo seguinte será seguir todas as indicações profissionais para que melhor se possa auxiliar a colmatar esta necessidade especial.

Para além disso relembro que para aperfeiçoamento da caligrafia, tenha ou não a criança Disgrafia, podem ser utilizados vários exercícios que desenvolvem a motricidade fina, sejam eles trabalhos manuais (desenhar, pintar, recortar, colar, sublinhar, copiar, jogos de simetrias, de diferenças, de labirintos, etc) e que podem melhorar capacidades e motivação.

disgrafia10.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 11:06

01
Dez 16

Quando as crianças vão para o 1ºciclo (1ºano) tudo é novidade para crianças e pais, o material a comprar, as disciplinas a estudar, os trabalhos de casa, tudo são novidades diárias.

Estas novidades podem deixar a família apreensiva no apoio ao estudo e a questionar-se sobre a matéria lecionada na escola, o que é, sem dúvida, uma preocupação legítima e fundamentada, pelo facto de que o 1ºciclo (primeiros quatro anos escolares) é base fundamental para consolidar conhecimentos essenciais para todo o percurso escolar seguinte.

No 1º ciclo há que aprender a ler correta e fluentemente, desenvolver conhecimentos de cálculos e resolver problemas naturalmente, alargar conhecimentos da sociedade, do meio ambiente e da saúde, elementares para toda a vida pessoal e escolar, futura.

No auxílio desta aprendizagem está a grande capacidade de memorização e concentração das crianças, nestas idades, aliado à vontade de aprender e desejo de saber. Por conseguinte, cabe aos educadores estimular e incentivar esta aprendizagem, de forma a construir, ao longo destes primeiros quatro anos, uma boa preparação para a transição para o 2ºciclo, onde a criança se depara com uma escola diferente e métodos de ensino diferentes e, quanto mais sólidos forem os conhecimentos já adquiridos mais fácil será a assimilação de novas aprendizagens. 

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publicado por Maribel Maia às 14:08

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