Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Já me cruzei com milhares de estudantes, das mais variadas idades, ao longo de todos estes anos de vida e trabalho… e todos são diferentes, até na forma como aproveitam as férias é algo diferente.
Existem aqueles que nunca saíram do país, em lazer, mas que viajam muito no seu país;
Existem aqueles que viajam imenso, dentro e fora do país;
Existam também os que muito raramente viajam, mesmo nas férias mais longas;
Claro, que isto está diretamente ligado às condições económicas e sociais das suas famílias, raramente é apenas uma questão de opção. Mas nada disto me preocuparia se, viajar dentro ou fora do país não trouxesse realmente francas aprendizagens, principalmente, a partir da adolescência, quando estes já são capazes de guardar na memória as experiências completas que daí advêm…
Estas aprendizagens são importantes para a vida, não apenas de forma pessoal. Podem trazer outros saberes a serem considerados até no momento de fazer uma ficha de avaliação, ou um trabalho escolar… são saberes que fazem crescer, desenvolver, conhecer… e que infelizmente, nem todas as famílias podem proporcionar, embora exista imensa vontade…
Mas esta não me parece ser a única forma de desigualdade, em tempos de férias. Por exemplo, nos primeiros anos em que se aprende a ler e a escrever… as famílias que não proporcionam momentos de leitura e escrita, que não relembram estas aprendizagens formais, ou que não oferecem um lugar de estudo, mesmo que sejam apenas umas horas semanais. Facilitam o esquecer de tais competências, porque são dois a três meses sem a prática que estas aprendizagens exigem. É certo que as crianças precisam de descansar e de brincar, mas tanto tempo longe de livros e cadernos pode ser prejudicial.
Por estas razões, faz sentido concluir que as férias podem contribuir para as desigualdades de aprendizagem…. Concordam???
Neste Dia do Brincar, 28 de maio, é importante lembrar a todas as famílias o poder da brincadeira na vida de quem cresce. Brincar é essencial para o desenvolvimento das crianças, promovendo a criatividade, a aprendizagem e a construção de relações afetivas.
Com o uso generalizado das tecnologias, com a vida stressada da sociedade e com as imensas atividades às quais as crianças têm de ir, parece que brincar ficou para último plano, para um lugar de menor importância. Está errado, muito errado… brincar é imensamente importante!
É uma oportunidade de fortalecer laços e de criar memórias que durarão para sempre. Ao brincar juntos, pais e filhos descobrem novos mundos e tornam-se mais próximos. Ao brincarem juntas as crianças desenvolvem empatia, formalizam regras e desenvolvem responsabilidades…
Neste dia, vamos privilegiar o Brincar: explorar este momento, imaginar e sorrir, porque o brincar é, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de crescer neste poderoso momento que é a infância!
Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.
Para realizar com crianças mais pequenas que precisem de melhorar a sua motricidade grossa, ou seja, movimentos e equilíbrio. Para além disso, irá estimular a concentração dos participantes ao longo de todo o jogo.
Como fazer:
Terá de ser definido entre pares de participantes quem é o mestre e o espelho;
O mestre realiza os movimentos e o espelho terá de os seguir, de forma que seja difícil identificar o papel de cada um;
Um participante ficará de fora e tentará adivinhar quem é o mestre e quem é o espelho;
Os participantes devem ter papeis diferentes de forma a tornar a experiência o mais enriquecedora possível.
Para incentivar quem cresce a realizar as melhores atitudes, ou a aceitar novos desafios de crescimento, deixo aqui outras formas de incentivo.
Sempre que considere que a criança mereça receber algo de especial pela sua atitude e empenho, não precisa de optar por algo de grande valor financeiro… pode optar por mais originalidade e menos gastos… as crianças ficam muito felizes, da mesma forma, e passam a valorizar algo que é mais importante do que objetos.
Para ajudar na sua criatividade proponho que, sempre que quiser oferecer uma recompensa, ofereça um Vale (igual aos que aqui partilho) que as crianças poderão trocar quando desejarem.
Assim, para além de ficarem orgulhosas pela sua ação, irão aprender a gerir o que recebem!