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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Quando começa o namoro…?! Desenvolvimento Emocional

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Eu: Namoras? Não sabia…

Estudante: Sim…

Eu: Há quanto tempo?

Estudante: Mais ou menos um mês…

Eu: Que idade têm?

Estudante: Dez e eu Onze…»

 

Existem os pais que estão constantemente a perguntar se ‘Tens namorado/a?’ E os que nunca fazem tal pergunta… pela minha convivência com crianças e jovens estudantes, posso afirmar que poucas foram as vezes que realizei essa pergunta, mas muitas foram as vezes que quiseram falar dessa resposta… quando assim é, converso sobre tal confidência, seguindo pelo ‘caminho’ que me apresentam, respeitando sempre a confiança que depositam em mim.

Nestas conversas e noutras confidências, percebo que estes estudantes procuram um adulto que, sobre estes assuntos, fale de forma séria e adaptada à sua idade, que respeite as suas experiências, sem julgar, mas que aconselhe com naturalidade.

Assim sendo, não me parece que deva existir uma idade certa para experimentar um relacionamento (amizade, namoro), parece-me apenas que estes relacionamentos devem adaptar-se à idade, para que, o desenvolvimento afetivo e emocional tenha o seu percurso natural, de acordo com a saudável consciência de cada criança ou jovem.

Neste percurso, o mais importante é que, cada estudante encontre um confidente em quem possa procurar apoio, orientações e conselhos, sem vergonhas nem preconceitos. E como refiro inúmeras vezes, o desenvolvimento emocional é de extrema importância no crescimento individual.

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(imagem retirada da inernet)

Será próprio desta idade?

Quantas vezes as crianças tomam atitudes que, à luz dos adultos, parecem demasiado infantis para a idade, desenquadradas, ou graves faltas de educação… quando são apenas próprios da idade e uma fase que passará em alguns meses?!

Nas minhas pesquisas, aqui pela internet, encontrei uma tabela muito interessante e que pode orientar as famílias em algumas destas dúvidas. Decidi, então, partilhá-la:

proprioidade.jpg

 Aqui fica o documento para baixarem e arquivarem, ou imprimirem:   proprioidade (1).jpg

 

 

Motricidade Global pode ser melhorada…

 A atividade física e a prática desportiva assume primordial importância no desenvolvimento da motricidade global assim como, apoia um quotidiano de vida mais saudável física e mentalmente. Portanto, nunca é demais lembrar os benefícios essenciais de quem está a crescer com a prática do desporto:

  • Melhora a saúde;
  • Aprendizagem de regras de cooperação e de competição saudáveis;
  • Desenvolve capacidades físicas e cognitivas;
  • Promove o contacto e a criação de vínculos com outras crianças e jovens;
  • Desenvolve a capacidade de reflexão e de tomada de decisão.

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(imagem retirada da net)

Dicas que desenvolvem a Motricidade infantil e juvenil

Para o desenvolvimento da motricidade, os educadores poderão ter um papel fundamental no incentivo e na promoção de tais capacidades. Antes mesmo da criança entrar na idade escolar, os infantários desenvolvem variadas atividades para promoção de ambas as formas de motricidade, que depois serão continuadas na escola através da escrita (motricidade fina) ou da educação física (motricidade global).

Contudo, em casa, as famílias poderão também auxiliar este trabalho, realizando com as crianças atividades simples e facultando tarefas simples que desafiem estas capacidades motoras:

  • Brincadeiras ao Ar livre, que permitam correr, saltar, brincar ao Faz de Conta e de forma descontraída, apoia também uma relação de confiança consigo própria e com a família; (Motricidade Global)

 

  • Tarefas diárias, permitindo que a criança procure ser autónoma nas tarefas simples, como alimentação, higiene, arrumação e organização; (Motricidade Fina)

 

  • Participação em atividades desportivas, sejam atividades individuais ou coletivas, desde que motivadoras para a criança, promove maior coordenação motora e também estimula um estilo de vida mais saudável; (Motricidade Global)

Resultado de imagem para crianças a brincar(imagem retirada da net)

Motricidade: lembre-se desta distinção…

Como sabemos, nos primeiros anos de vida de um bebé, a sua contínua experiência com o seu próprio corpo em conjunto com os estímulos exteriores, através da interação com objetos e com o toque promove a maioria das suas descobertas, interpretações e aquisições sobre o mundo que os rodeia.

Ao longo do crescimento, as brincadeiras, as correrias e as curiosidades apoiam um desenvolvimento saudável e confiante.  

Aqui, torna-se importante perceber que existem dois conceitos complementares de Motricidade:

A motricidade global:  refere-se ao controlo corporal na totalidade, que exigem coordenação motora, postura, precisão, agilidade, ritmo, fluidez de movimentos e capacidades musculares, nas tarefas diárias mais comuns ao ser humano, como caminhar, saltar, correr, etc.

A motricidade Fina: refere-se ao controlo de movimentos menores mas que exigem maior precisão, poderão ser eles, coordenação olho-mão e destreza na manipulação de objetos. Estes movimentos centram-se na movimentação de: mãos, dedos e braços para a realização de variadas atividades.

Resultado de imagem para motricidade(imagem retirada da net)

Como promover Autonomia nas crianças?

O confronto natural com as realidades diárias, na escola, nas amizades, em casa, permitem a construção desta autonomia, contudo, alguns autores referem que, neste mundo globalizado e com tantas pressas, se estejam a desenvolver crianças menos autónomas… Portanto, para ajudar no desenvolvimento da autonomia, aqui ficam algumas sugestões para realizar em família:

  • Conversar de forma reflexiva sobre temas estruturantes e importantes para as crianças/jovens;
  • Oferecer uma mesada e incutir hábitos de gestão financeira;
  • Realizar atividades domésticas: levar lixo à rua, arrumar quartos e cozinha;
  • Cozinhar acompanhado ou sozinho;
  • Responsabilizar-se pelo cuidado de um animal doméstico: higiene, alimentação, carinho, etc;
  • Ir à rua realizar recados ou realizar compras simples, sendo um caminho próximo e com bons acessos;
  • Permitir algumas escolhas, como roupas que vai vestir ou comprar,
  • Escolher os amigos a convidar para uma festa ou visita e escolher presentes;
  • Estabelecimento de rotinas diárias e hábitos com responsabilidade e critérios de justiça…

Para concretizar estas atividades tenha sempre em consideração a idade do seu estudante e as suas capacidades específicas, com o passar dos anos poderá incluir novas atividades e responsabilidades.

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O desenvolvimento infantil, segundo Piaget!

Segundo Piaget, as crianças apresentam um desenvolvimento cognitivo contínuo, de acordo com cada idade. Assim sendo, de segundo o autor, podemos perceber melhor atitudes e comportamentos de cada criança, de acordo com a etapa do desenvolvimento em que se encontra.

Ao delimitar etapas de crescimento e desenvolvimento por fases, poderá ajudar-se os educadores a apoiarem o desenvolvimento de cada criança de forma mais individualizada, podendo adaptar estratégias que melhorem as capacidades apresentadas em cada fase.

Mas, é necessário lembrar que, existem algumas nuances no que concerne às etapas pré-estabelecidas, até porque nem todos os autores concordam plenamente com Piaget e nem todas as crianças se desenvolvem de forma tão linear. No entanto, deixo-vos aqui a tabela das etapas para analisarem, poderá ser algum apoio em determinado momento, seja em delinear tarefas e atividades, sensibilizar para situações, alertas para possíveis problemas de desenvolvimento.…

Piaget_ Fases do desenvolvimento cognitivo (2).jpg

(imagem retirada da internet)

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