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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

A importância do brincar acompanhado.

As férias de verão são o sonho de todo o ano letivo, para qualquer estudante… não apenas pela praia e pela piscina, mas também pelos longos dias sem aulas, que permitem as mais variadas brincadeiras e experiências.

Para os mais novos brincar deve ser primordial, pois é bastante importante para o desenvolvimento emocional e cognitivo. Nestas férias permita que a criança utilize muito do seu tempo livre para brincar.

Para isso, muitas famílias terão de travar uma luta constante contra os ecrãs, já que passar horas em frente a estes está muito longe do conceito saudável de brincar.

Para melhorar o desenvolvimento das crianças, permitir as brincadeiras em conjunto é muito proveitoso e enriquecedor, principalmente, se privilegiar as brincadeiras entre pares, ou seja, entre crianças da mesma idade. Neste sentido, se tiver oportunidade de convidar outras crianças para brincarem entre elas, será uma mais valia nestas férias de verão.

Deixe apenas uma proibição: nada de ecrãs enquanto estão juntos…. Certamente que não irão sentir a falta!

brincar.jpg

 

Respeitar quem cresce!

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu: _Tens um papel aqui no manual…

Estudante: _ Não podes ler…é privado!

Eu: _ Tudo bem, guarda, então!»

 

Com o tempo e o convívio, as crianças e jovens desenvolvem laços mais próximos com quem convivem, demonstrando mais confiança e segurança para expor dúvidas e inseguranças. Contudo, manterão sempre a sua privacidade e independência em algumas situações.

Por vezes, optam apenas para contar algumas situações aos amigos, às vezes, apenas aos pais, outras vezes a outros adultos de confiança… e é muito bom que assim aconteça, porque o estudante sente que tem um leque de pessoas que o apoiam e ouvem com atenção, podendo solicitar conselhos a origens diferentes e ouvir experiências particulares.

Por tudo isto, muitas vezes, tenho o papel de confidente e apresento-me sempre disponível para escutar dúvidas e anseios. Outras vezes, não existe vontade de partilhar e eu também respeito isso, da mesma forma!

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Aos olhos de quem vê!

Este artigo pretende ser um pouco mais expositivo, convidando o leitor a realizar as suas próprias reflexões:

Diálogo entre mim e dois estudantes da mesma turma, com o mesmo teste.

Sempre em diálogo individual:

diálogo.jpg

Como sabem, por minha opção, o estudo é sempre individualizado e adaptado a cada estudante, no entanto, quando o objetivo é rever a matéria para uma mesma ficha de avaliação, os conteúdos a estudar tornam-se, obviamente, os mesmos. Assim, estes diálogos referem-se a uma mesma ficha de avaliação, embora a conversa tenha acontecido em horários diferentes, uma vez que, os momentos são individualizados.

Portanto, como podem perceber a visão de cada aluno, sobre uma mesma realidade é bastante diferente, por este exemplo, é importante referir que as nossas interpretações constroem as nossas próprias verdades… e isso não é errado.

Neste exemplo específico grande parte da matéria estudada estava presente na ficha de avaliação, como constatei posteriormente, após o acesso que tive ao teste corrigido.

Mas, cabe aqui entender o quanto a nossa mente é diferente e realiza interpretações dispares sobre um mesmo assunto, ou situação, mesmo que não seja intencional!

Como este artigo está muito mais centrado num exemplo prático, talvez seja mais enriquecedor ser o próprio leitor a incluir novas observações e análises… podem utilizar os comentários para escrever a vossa opinião e para lerem outras opiniões partilhadas.

 

A vida acontece nos intervalos!

Quando falamos sobre escola aos estudantes eles não demonstram muito interessa mas, se estão algum tempo afastados começam a sentir saudades e, claro, sentem saudades dos intervalos e dos recreios… aqueles momentos onde podem conviver com as suas tão valorizadas amizades e até os seus namoros… Os momentos de partilha de experiências, de conversas e brincadeiras animadas. Tudo isso lhes oferece alegria e vontade de ir para a escola.

Com tudo isto quero apenas lembrar o quanto é importante o recreio da escola, o lugar de aprendizagem social e pessoal, primordial na vida de qualquer aluno. Muito de bom e de mau acontece nos intervalos, entre uma disciplina e outra. Desenvolvem-se novas amizades e inimizades, aprende-se a conviver numa sociedade de pares, lida-se com a competição e com as diferenças, aprende-se o valor do respeito e das injustiças. Entre iguais e diferentes, os alunos crescem sozinhos, neste ambiente escolar… desenvolvem as suas próprias ideias e defesas, vincam carácter e personalidade.

Por isso, não é apenas a escola que os faz crescer, o recreio escolar também os faz crescer e é tão importante como uma sala de aula, oferece um lugar de aprendizagem único enquanto momento social, que pode e deve ser valorizado.

Portanto, quando perguntar a um aluno, como foi a escola, pergunte também como foi o recreio… e quando escutar e aconselhar, faça-o da mesma forma para ambos os contextos, a primazia é a mesma… as inseguranças e alegrias são as mesmas! Crescer também é difícil, nos intervalos!

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