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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Inquietude: ‘Mas ele não quer…’

Por vezes deparo-me com conversas de encarregados de educação que me deixam inquieta, quando me respondem que a criança não quis, não escolheu, ou optou por.. tendo sido elas a tomarem decisões com as quais a família não concorda, mas aceitou por ser decisão da criança… com isto não quero dizer que, as crianças não possam tomar decisões e fazer escolhas… isso é saudável e faz parte do desenvolvimento integral de qualquer ser humano.

 Contudo, em muitas e determinadas situações não me parece que se deva ceder às escolhas de quem é ainda pequeno e não tem capacidade de escolher o que é melhor para si mesmo… essa responsabilidade e decisão cabe inteiramente a quem educa, a quem protege e orienta.

Portanto, a minha inquietação de hoje é um pedido de reflexão… diga ‘_Não!’ sempre que necessário ou, ‘_Sou eu que decido!’… sem muitas explicações ou definições, quando é importante…

Ou corremos o risco de não educar da melhor forma possível!

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(imagem retirada da internet)
 

Habilidades Sociais… são Educação!

O desejo da família para com as crianças que crescem, como sabemos, não se prendem apenas com o alcance de bons resultados escolares. O desenvolvimento social e emocional é também um bom indício de uma criança ou jovem saudável e feliz.

Hoje escrevo sobre o conceito de Habilidades Sociais, ou seja, comportamentos e capacidades dos indivíduos (crianças ou adultos) em conseguirem adaptar-se de uma forma feliz à vida em sociedade.

Para o autor Caballo, as Habilidades Sociais são «um conjunto de comportamentos emitidos por um indivíduo em um contexto interpessoal que expressa sentimentos, atitudes, desejos, opiniões ou direitos desse indivíduo de modo adequado à situação, respeitando esses comportamentos nos demais, e que geralmente resolve os problemas imediatos da situação enquanto minimizando a probabilidade de futuros problemas» (2006).

Para ajudar a refletir um pouco mais sobre este tema, deixo, em anexo, uma tabela simples, que poderá orientar as competências e capacidades que devem ser promovidas nas criança, para as ajudar no desenvolvimento destas habilidades sociais.

habilidades social.gif

 

As vossas crianças são autónomas?

Cada vez mais a sociedade convida a que crianças e jovens tenham variados desafios, serem os melhores na escola, praticarem variadas atividades e passarem grande parte do tempo a estudar. Por entre as exigências destes horários, que tempo restará para que as crianças decidam, reflitam, manifestem os seus gostos e desejos?

Os vossos estudantes vão a pé comprar pão? Decidem qual a roupa a vestir? Responsabilizam-se por tarefas domésticas? Definem horas de estudo? Sabem como estudar e o que estudar? Considera que ele já tem idade para tomar algumas decisões?

Estas são apenas algumas das questões que me ocorrem e que me parecem pertinentes para auxiliar a reflexão deste tema: Autonomia.

A autonomia é um processo relacionado com o desenvolvimento emocional e caracteriza-se pela construção e consciência do seu próprio EU (self). O desenvolvimento desta complexa competência irá permitir que a criança/jovem consiga realizar escolhas conscientes e sensatas, ter preferências, decidir, apontar critérios e reflexões para as suas escolhas e desejos.

Poderemos auxiliar neste desenvolvimento autónomo? Algumas dicas no próximo Post!

Frases inspiradoras (1).png

(imagem retirada da internet)

Aprendizagem ao longo da Vida

Viver é aprender, seja nos bancos da escola ou nos caminhos da vida, por essa razão o provérbio “Burro velho não aprende línguas” está completamente ultrapassado! Nunca devemos virar as costas ao saber, nem inibir a vontade de conhecer que todos temos.

Por isso devemos lembrar a importância do conceito: Aprender ao Longo da Vida… Assumir que a educação não se pauta apenas pelos primeiros anos de vida, e que a educação ao longo da vida é uma realidade, não apenas confinada à educação formal, mas também presente na educação não-formal e informal, sublinha-se a ideia de que todos os contextos da vida adulta, pessoal, social e profissional contribuem para desenvolvimento integral do ser humano. O proporcionar e refletir sobre momentos de educação e formação de adultos torna-se, por esta razão, cada vez mais, uma motivação para os entendidos na área da educação.

Na sociedade atual podemos assistir a mudanças aceleradas em vários sectores, principalmente ao nível das tecnologias, colocando os indivíduos perante uma grande diversidade de novos problemas e de novas complexidades que exigem, a jovens e adultos, novas competências e novos saberes para uma adaptação constante ao mundo, estas exigências e tantas outras, que a sociedade nos empele devem ser olhadas como desafiantes e motivadoras, das quais conseguiremos retirar-lhes o melhor partido, uma vez que cultivamos o nosso espírito crítico e uma análise reflexiva permanente.

Imagem relacionada(Imagem retirada da internet)

Com o Halloween também se aprende...

Aos poucos e poucos esta festa importada, chamada Halloween começa a crescer nas ruas das cidades deste Portugal, mesmo que eu ainda não esteja habituada, basta sair à rua ao final do dia para sentir as diferenças… algumas casas já têm objetos alusivos ao momento, crianças grandes e pequenas passam pelas ruas na procura da ‘doçura ou travessura’… os rostos alegram-se pelas gomas, rebuçados e chocolates que, passo após passo enchendo o saquinho.

Se eu nem sair de casa sei que o Halloween me bate à porta… bem cedo, porque juntos surgem pais e crianças (algumas de colo) todos/as procuram as mais doces ofertas, com supervisão atenta.

Com cuidado e atenção podemos respeitar este fenómeno da globalização. Se as crianças andam cedo, acompanhadas, se as travessuras não excedem brincadeiras sem prejuízos, então, este Halloween pode trazer algo de bom: novas aprendizagens sobre outros costumes, capacidade de conversar com outras pessoas, de várias idades e de várias atitudes… experimentar a resposta de sim ou não, com a mesma alegria de quem se aventura… a partilha dos doces e a experiência de novas amizades… tudo ensina a crescer!

Por tudo isto, que seja um excelente Halloween!!

 

Imagem relacionada(imagem retirada da internet)

 

O Jogo simbólico promove...

Para os psicólogos as brincadeiras do ‘Faz de Conta’ (Jogo Simbólico) permitem um melhor desenvolvimento infantil, no que diz respeito à evolução: afetiva, cognitiva, motora e social.

Resumidamente o Jogo simbólico promove:

  • A capacidade de planear e de imaginar situações lúdicas;
  • A comunicação com o mundo do adulto, no qual adquire controle interior, autoestima e confiança em si mesma,
  • O exercício da sua imaginação;
  • A construção do mundo real, com os seus valores e ideias;
  • A capacidade de imitar, imaginar, representar sem medo da imposição do adulto;
  • A possibilidades de entrar no mundo adulto;
  • A capacidade de resolver problemas do presente e do passado;
  • Projeções para o futuro;

Estas brincadeiras de ‘Faz de conta’ podem ser uma forma de promover um contacto mais próximo do adulto com a criança que, de forma pedagógica, o educador poderá ajudar a reorganizar estruturas mentais e emocionais com tais Jogos.

É de sublinhar que ao brincar, a criança pode reviver situações que lhe causem algum desequilíbrio emocional, possibilitando a compreensão da situação em que vive e a reorganização de suas estruturas mentais.

jogo simbolico.jpg

(imagem retirada da Internet)

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