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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Só eles/as conseguem…

Quem, diariamente, convive com crianças, adolescentes e jovens conhece características e especificidades que só estas idades permitem e que só eles/as conseguem fazer, senão vejamos:

 

  • ficarem sem bateria no telemóvel no único dia em que precisam realmente do telemóvel…
  • esquecerem-se das coisas mais importantes, como por exemplo, da máquina de calcular para o dia da ficha de avaliação…
  • esquecerem as datas dos testes, ou dos resultados, como se fosse algo demasiado insignificante…
  • criarem amizades para a vida e acabarem com essas mesmas amizades, no mesmo dia…
  • fazerem parte de dezenas de grupos nas redes sociais e terem o telemóvel constantemente a tocar com notificações…
  • considerarem que, num mês, podem existir vários dias ‘piores da minha vida’…
  • definirem a felicidade de uma vida naquele telemóvel/tablet novo, do qual vão deixar de gostar passado dois meses…
  • afirmarem com naturalidade que morreriam se ficassem sem telemóvel por uma semana…
  • preferirem ficar em casa sem fazer nada de interessante a saírem para novas experiências…
  • mesmo que os pais tenham repetido centenas de vezes que não podem fazer algo, acharem que agora talvez já se possa fazer…
  • rirem e chorarem várias vezes num só dia…
  • terem muita roupa e escolherem sempre a mesma…
  • terem comprado a senha para o almoço da cantina e depois irem almoçar fast food e tentarem esconder isso da família…
  • não ouvirem uma palavra do professor na aula porque se chatearam com um colega no intervalo anterior…
  • Terem várias contas de uma só rede social: várias para os amigos e uma para a família/adultos…

 

Tantas e tantas coisas mais, que fazem os adultos desesperarem no momento e rirem no dia seguinte…. Concordam? Querem acrescentar?  

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Como educar um adolescente?

Quantos pais referem que as crianças deveriam nascer com ‘livro de instruções’, que por mais que tentem educar os filhos da mesma forma eles apresentam carácter e características muito diferentes, que se transformaram muito na adolescência, ou que ao longo dos anos eles mudaram bastante!!!???!!

E a verdade é apenas uma, não existem elixires como soluções únicas é infalíveis para educar, no pleno sentido da palavra…

Contudo, depois de muito ouvir, pesquisar e refletir, posso deixar algumas breves propostas, que são muito particulares enquanto opinião própria de quem convive com crianças, adolescentes e jovens há já alguns anos… e claro, com os respetivos pais/educadores deles, numa aflição constante, de quem anseia pela felicidade de quem cresce! 

 

  • Ensinar, desde tenra idade, a resolver problemas;
  • Procurando não interferir muito nas ações dos jovens, procurar estar sempre presentes e atentos;
  • Apresentar um apoio pronto, sempre que necessário;
  • Encarar as situações num sentido positivo;
  • Educar, tendo em conta as especificidades de cada indivíduo;
  • Não alimentar as preocupações em demasia;
  • Ensinar os jovens a dizer ‘Não’;
  • Usar a palavra como ato primordial;
  • Mantenha a hora de jantar como convívio familiar onde todos se escutam;

Para finalizar, é importante lembrar que na adolescência é característica normal que se procure voltar um pouco ao tempo de infância, procurando o carinho e a atenção de outras idades. E sublinhar que, embora se diga muitas vezes o contrário, os adolescentes sabem ouvir e gostam de o fazer.

Algum exemplo ou proposta, para ajudar na reflexão?

 

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Sobredotados: Tenha em atenção!

Ser sobredotado significa ter características específicas, contudo, algumas atitudes ou situações podem ser identificadas como alertas para pais e educadores, para assim solicitarem um posterior diagnóstico. Neste sentido, aqui ficam algumas características que poderão ajudar como um alerta primário:

  1. Dorme pouco;
  2.  Precoce na fala
  3. Aprende a ler rapidamente;
  4. Utiliza vocabulário muito elevado para a sua faixa etária;
  5. Aprende o alfabeto e o contar pelos 2 anos;
  6. Realiza perguntas muito exploratórias e coerentes;
  7. Muita criatividade;
  8. Apresenta grande sensibilidade para com os outros;
  9. Questiona sobre moral e justiça;
  10. Extremamente observador;
  11. Espírito crítico elevado;
  12. Elevada capacidade de atenção e concentração;
  13. Vontade de se relacionar com crianças de maior idade;
  14. Baixa auto-estima;
  15. Pouco motivação durante as aulas;
  16. Interesse pela construção de objetos;
  17. Sentem-se por vezes incompreendidos;

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(A Educação) Lá na Finlândia….

Já muito tenho falado sobre a Educação Formal realizada nas escolas portuguesas e muito tenho debatido com os leitores, sobre as melhorias urgentes que deveriam ser implementadas no quotidiano de professores e estudantes, desde o 1º ano ao ensino Universitário.

Hoje venho apresentar um país que eu considero um dos melhores da Educação Escolar, tanto pelo seu baixo nível de aliteracia, como pelas práticas utilizadas diariamente neste imprescindível conceito chamado de Educação. Não pretendo comparar ambos os países, já que, populações diferentes devem ser entendidas com características únicas e diferentes, sendo que o melhor para uns, nem sempre, será o melhor para outros.

O meu objetivo com estes Post’s é apenas apresentar uma pesquisa que realizei que me parece muito boa.

De uma forma geral, as características particulares e motivadoras desse Sistema Nacional de Ensino:

  • A escolaridade obrigatória estabelecesse entre os os 7 e os 16 anos, sendo gratuito, todo esse longo caminho;
  • Praticamente toda a população frequenta escolas públicas, existindo poucas escolas privadas;
  • O número de estudante em sala de aula não ultrapassa os vinte;
  • As aulas têm duração de 45 minutos com intervalos de 15 minutos;
  • No ensino básico, cada estudante aprende duas línguas oficiais, o Finlandês e o Sueco, e mais duas línguas estrangeiras, dando-se muita importância à língua Inglesa;
  • No ensino secundário o sistema orienta os estudantes para o vocacional ou académico, com vista a um curso profissional ou ensino universitário, no entanto esse caminho não é, de todo, rígido, podendo ser alterado ao longo do percurso. O secundário termina sempre com um exame;
  • Todos os professores são Mestres e na sala de aula podem estar um ou dois professores, se um deles tiver menos experiência profissional e são referidos como a chave para o sucesso deste ensino.

 

De forma muito geral, são estas as particularidades que, acabam por merecer o meu destaque, considerando-as como positivas, contudo as metodologias de ensino são também motivo de referência e que irei resumir no próximo Post.

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