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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Estar atento às Aulas!

Diálogo entre mim e um/a estudante de ensino básico:

«_ Estudante: Eu até ao 4º ano não precisava de estudar, ouvia as aulas e pronto, já sabia tudo…

_Eu: Pois, mas com o passar dos anos isso tem de ir mudando!

_Estudante: É, agora já não chega, é preciso estudar para os testes, mesmo…»

 

Certo é que, com turmas de, aproximadamente, trinta alunos, deverá ser mais difícil organizar uma aula que ofereça a atenção e concentração suficientes para que, cada estudante esteja continuamente atento à matéria lecionada, compreendendo tudo o que, ali, foi explicado.

Contudo, assumo que, manter uma elevada atenção nas aulas é passo enorme para o sucesso escolar, seja no primeiro ciclo, como em qualquer nível de ensino.

Estar atento às aulas é facilitar vários aspetos de aprendizagem:

  1. Constroem-se bases de estudo para dar continuidade com estudo autónomo;
  2. Reconhecesse o fio condutor da matéria;
  3. Memorizam-se os exemplos facultados pelo professor;
  4. Ouvem-se as dúvidas próprias e dos colegas;
  5. Confrontam-se ideias e reflexões…

 

Neste sentido, torna-se necessário assumir que o esforço de concentração e empenho na sala de aula irá compensar nos resultados escolares, quer nas fichas de avaliação como também na avaliação contínua realizada pelo professor.

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A responsabilidade das boas & más notas…

Muitas vezes damos por nós a encontrar causas e responsabilidades pelas más notas dos estudantes, quase desresponsabilizando-o de tal situação, eles tentam também fazer esse processo como mecanismo de defesa. Se, por outro lado os resultados forem razoáveis ou bons o mérito é dele, pois foi ele que se aplicou e resolveu bem as fichas de avaliação e os ‘Trabalhos’.

Pois bem, na minha opinião o mérito e a responsabilidade é sempre do estudante e tal responsabilização deverá ser-lhe incutida desde o 1º ano escolar, de forma a facultar-lhe oportunidade de construir um trabalho autónomo de estudo e de gestão do próprio tempo.

Sobre este tema poderemos reler a legislação dos Direitos e Deveres dos Estudantes onde se apresenta como dever «Estudar, aplicando -se, de forma adequada à sua idade, necessidades educativas e ao ano de escolaridade que frequenta, na sua educação e formação integral;» (Artigo 10: Diário da República, 1.ª série — N.º 172 — 5 de setembro de 2012). Legislação, esta, que proponho ser lida por todos os estudantes, em qualquer momento do seu percurso escolar.

Neste sentido, afirmo ainda que, mesmo para os estudantes que precisem de apoio ao estudo, tal como indica a palavra, será apenas um ‘Apoio’, no qual ele deve também opinar, definindo as horas de apoio, escolhendo a matéria a estudar e colocando as dúvidas a esclarecer, portanto, o estudante deve ser felicitado pelos bons resultados conquistados e responsabilizado pelos maus resultados obtidos, sentindo-se responsável pelo seu trabalho.   

 

estudante20.jpg

 

Presentes ou Castigos?

Uma conversa entre mim e um/a estudante de 3ºciclo, sobre os resultados escolares:

«Estudante: _ Devíamos de ter menos disciplinas, assim temos muita matéria para estudar!

Eu: _ Não é assim tão difícil…

Estudante: _ É, se fossem apenas três disciplinas como na primária seria mais fácil!

Eu: _ Mas se os outros alunos conseguem tu também consegues!

Estudante: _ Conseguem porque estudam todos os dias.»

 

Neste diálogo podemos perceber que quase todos os estudantes conhecem bem o caminho para os bons resultados escolares, contudo não colocam em prática a sua teoria sobre boas notas, principalmente pela falta de motivação, pela preguiça e o desencontro entre a matéria lecionada e o quotidiano vivido.

Esta situação leva os encarregados de educação bem próximo do desespero, já não encontram forma de motivar, utilizam castigos como resposta às más notas, ou, compram resultados positivos com presentes de Natal e Aniversário, que muitas vezes oferecem na mesma, mesmo sem os resultados desejados. Este é sem dúvida um primeiro erro a evitar!

A comparação com outros estudantes que alcançam melhores resultados pode ser utilizado, não como crítica à falta de capacidades do estudante, mas como procura de respostas para melhorar competências:

«Logo, se estudares todos os dias também conseguirás melhores resultados!»

O(s) encarregado(s) de educação mais próximo(s) do estudante deve demonstrar interesse e atenção pelos resultados obtidos, mas também pelas dificuldades demonstradas, facultando ajuda sempre que necessário.

O incentivo não tem necessariamente de passar pelos presentes materiais, por vezes a partilha da alegria e entusiasmo, pelos bons resultados, deixam presente a motivação necessária.

A aplicação dos castigos deve ser ponderada de acordo com as caraterísticas e personalidade de cada estudante, podendo ser utilizada em caso de completa falta de preparação/estudo, contudo, deve ser aplicado apenas por quem melhor conhece o estudante, de forma a que este tenha o resultado esperado.

Estas e outras estratégias poderão funcionar melhor com alguns estudantes e não funcionar, de todo, com outros, cabe assim, ao encarregado de educação, ir testando e definindo os melhores métodos de incentivo ao estudo, se mesmo assim não estiverem a surgir os resultados esperados, procurar conversar com os outros intervenientes na educação (professores, explicador, psicólogo) poderá auxiliar neste constante caminho em prol dos bons resultados escolares…    

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