Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Esta foi a frase que ouvi de um/a encarregado de educação:
«Alguns pais não usam a plataforma escolar nem para verem as notas…outros até querem ver o que eles comem na cantina…»
Atualmente, é dado a cada encarregado de educação, uma senha de acesso à plataforma escolar, que permite a visualização de imensa informação sobre o aluno, desde as avaliações e faltas, até aos sumários das disciplinas e mesmo se o aluno comeu na cantina e o que é a refeição. Tanta informação disponibilizada e sempre atualizada, portanto, é impossível apontar a falta de conhecimento sobre imensas situações do educando.
Mas, a realidade, na minha opinião, é mesmo esta: existem encarregados de educação que usam esta ferramenta de forma constante, controlando e tirando satisfações das mais diversas situações, como faltas de material, avaliações, etc. Outros nem têm em sua posse a senha da plataforma, esta está com o aluno, ou nenhum deles a tem… infelizmente, também acontece!
Existem, portanto, os dois extremos de uma mesma situação, as famílias controladoras e as despreocupadas! Parece-me que os extremos nunca são bons… nem nesta situação.
Com isto quero dizer que, a plataforma da escola deve ser usada por ambos: encarregado de educação e aluno. Claramente, que o encarregado de educação não tem necessariamente de acompanhar os sumários das disciplinas, mas obviamente que deve acompanhar avaliações e outras chamadas de atenção que surjam, para que estejam mais dentro de uma realidade escolar que, pode facilmente, ser encoberta/escondida.
Se, os encarregados de educação não têm acesso a esta plataforma, se não a usam com regularidade, se não têm um contacto próximo com o diretor de turma, o aluno pode sentir uma liberdade imatura, ou mesmo um desinteresse pela sua vida quotidiana, que se irá refletir em atitudes mais imprudentes e menos responsáveis.
Neste sentido, consegue posicionar-se face a estas questões, enquanto encarregado de educação?
Este é um tema que parece simples: todos nós sabemos que, num percurso de formação, seja ele para que idade for, torna-se necessário avaliar aprendizagens e aquisição de conhecimentos, de forma a comprovar que estas competências foram, de facto, adquiridas.
No sistema habitual esta avaliação irá ser traduzida numa classificação, ou seja, num catalogar de saberes e conhecimentos em números, valores que podem estar entre o 0% e o 100%… considera-se, assim que, facilmente se pode catalogar desenvolvimento cognitivo, de forma básica e simples.
Nem sempre este processo é tão básico e simples e, certamente, professores e alunos, sentirão estas dificuldades, diariamente, nos momentos de avaliação e que inquietam aqueles que olham o conhecimento e o desenvolvimento como algo que vai muito para além de uma grelha de análise organizada por números…
Muitas vezes os estudantes questionam-me sobre o porquê dos testes serem obrigatórios. Explico-lhes que é uma forma de demonstrarem que sabem a matéria estudada em aula e, em alguns casos, estes mesmos estudantes enumeram muitas outras formas de avaliação que não passa pelos testes, nem por esta forma de classificar e catalogar saberes… e que eles consideram bem mais interessantes…
Mas será assim tão fácil mudar esta forma de avaliar saberes sem classificar ou catalogar tão restritamente???
Estudante: _ Eu faltei quando eles deram… e agora sai para o teste!»
Os estudantes são incentivados a não faltarem às aulas, porque assim perdem a oportunidade de aprender a matéria explicada pelo professor que, se existir uma grande atenção, é o melhor caminho para uma efetiva aprendizagem.
No entanto, é necessário faltar quando o aluno está doente porque temos a certeza que as aulas não serão produtivas e que as aprendizagens não serão efetivas. O desconforto e o mau estar não permitirá que uma criança ou adolescente consiga se concentrar com clareza.
Portanto, as famílias têm de conseguir realizar um bom equilíbrio entre momentos que são mesmo para ficar em casa, a recuperar… e momentos em que é apenas a preguiça e a vontade de não ir às aulas.
Nota importante: sempre que o aluno falta às aulas deve solicitar os apontamentos em falta e realizar o TPC que estava marcado, mesmo que já tenha sido corrigido. Ignorar a matéria que foi dada, sem a compreender pode trazer alguns dissabores aquando da avaliação!
Este artigo pretende ser um pouco mais expositivo, convidando o leitor a realizar as suas próprias reflexões:
Diálogo entre mim e dois estudantes da mesma turma, com o mesmo teste.
Sempre em diálogo individual:
Como sabem, por minha opção, o estudo é sempre individualizado e adaptado a cada estudante, no entanto, quando o objetivo é rever a matéria para uma mesma ficha de avaliação, os conteúdos a estudar tornam-se, obviamente, os mesmos. Assim, estes diálogos referem-se a uma mesma ficha de avaliação, embora a conversa tenha acontecido em horários diferentes, uma vez que, os momentos são individualizados.
Portanto, como podem perceber a visão de cada aluno, sobre uma mesma realidade é bastante diferente, por este exemplo, é importante referir que as nossas interpretações constroem as nossas próprias verdades… e isso não é errado.
Neste exemplo específico grande parte da matéria estudada estava presente na ficha de avaliação, como constatei posteriormente, após o acesso que tive ao teste corrigido.
Mas, cabe aqui entender o quanto a nossa mente é diferente e realiza interpretações dispares sobre um mesmo assunto, ou situação, mesmo que não seja intencional!
Como este artigo está muito mais centrado num exemplo prático, talvez seja mais enriquecedor ser o próprio leitor a incluir novas observações e análises… podem utilizar os comentários para escrever a vossa opinião e para lerem outras opiniões partilhadas.
Este mês de fevereiro exige uma conversa com o aluno, principalmente entre a família e o aluno. Pois, estamos a meio do ano letivo e isso deve trazer responsabilidades muito conscientes, tanto para os estudantes, como para as famílias e toda a comunidade escolar. Por norma já se sabem os resultados escolares, os alunos já estão adaptados à realidade educativa, com a experiência de uns meses de aulas, de uma avaliação e de descanso no Natal. Portanto, já sabem quais as dificuldades e que estratégias devem seguir para melhorar resultados e aprendizagens.
Assim sendo, no início deste mês de fevereiro, deve ser concretizada uma conversa séria, entre estudante e família, repensando-se os meses de estudo que se avizinham. É necessário avaliar o que foi proveitoso e o que deve se melhorado, deve ser exigida mais responsabilização e um esforço contínuo, porque alguns alunos acabam por se apropriar das avaliações anteriores e dedicar-se menos, nas avaliações seguintes.
Aos que pouco se dedicaram e empenharam anteriormente, se não são responsabilizados e orientados, será muito difícil atingirem os resultados esperados. Deve ser também o momento de ponderação, para os que ainda não têm explicações, se existe essa necessidade? Se acontecer devem ser definidas agora… mais tarde já não fará muito sentido, pois rapidamente se chega ao final do ano letivo… faltam quatro meses para as férias de verão!