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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Falta cultura geral aos estudantes portugueses!

As Provas de Aferição transparecem existir falta de cultura geral nos alunos das escolas portuguesas, diz a opinião pública. Através das provas de aferição dos alunos de alguns anos de escolaridade, verifica-se que a grande maioria apresenta dificuldades em realizar exercícios físicos e de raciocínio e, de uma forma geral, o Governo Português, refere que estas dificuldades são fruto de uma falta de cultura geral dos alunos, nos diversos anos escolares.

Com este Post, a minha intenção não se prende com a crítica a estes dados ou com estas elações. O objetivo é deixar algumas sugestões que poderão aumentar o conhecimento geral, com isso aumentar a cultura e a capacidade racional e física.

É de notar que algumas destas sugestões terão preços mais elevados de que outras, até porque, como bem sabemos o acesso à cultura em Portugal é paga e tem poucos apoios financeiros.

Assim, ficam algumas sugestões para todos os ‘bolsos’ e que devem fazer com os estudantes:

  • Façam experiências químicas/físicas em casa, podem fazer uma breve pesquisa na internet, ou comprar kits previamente preparados;
  • Leiam diariamente, podem requisitar livros na biblioteca ou comprar;
  • Visitem mais museus, galerias e exposições;
  • Viagem mais…antes de viajar definam o que fazer, onde ir, através do mapa do local/nacional;
  • Assista a concertos de música (inclua vários géneros musicais);
  • Vá mais vezes o teatro;
  • Explique fenómenos naturais e converse sobre momentos históricos com a mesma naturalidade e frequência com que conversa sobre outros assuntos;
  • Defina o visionamento de alguns documentários, em família;
  • Selecione filmes que acrescentem reflexão moral e ética;
  • Crie curiosidade sobre algumas situações e façam uma investigação/pesquisa na internet em conjunto;
  • Inclua uma atividade extracurricular desportiva/cultural, etc;
  • Promova as brincadeiras e os passeios ao ar livre;
  • Explique conceitos políticos e de cidadania;
  • Promova a interação entre estudantes das mesmas idades;

Que mais acrescentariam a esta lista, com o intuito de melhorar a cultura geral de quem estuda (dos/as futuros cidadãos)?

vida ensina (1).jpg

 

Outubro:

O mês do comportamento: dentro e fora da escola!

Neste mês já as rotinas se interiorizaram e já tudo está normalizado. No entanto, deve ter especial atenção aos comportamentos dos estudantes, principalmente, de idades mais novas. Podem surgir as fobias escolares, ou as situações de bullying…. Pode denotar-se desmotivação no estudo ou alguma incapacidade de desenvolver métodos de estudo.

Para alguns estudantes é necessário ensinar responsabilidades na realização dos TPC’s, na calendarização das fichas de avaliação e na organização do estudo… em tudo isto é imprescindível uma adaptação às características de cada estudante.

Este é também o mês em que surgem as primeiras avaliações, tanto em fichas como em trabalhos… portanto, o estudo tem de começar a bom ritmo!

outubro.jpg

 

 

Escola em casa, que avaliação?

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

Eu: _Então, como estão a decorrer as aulas? Tens feito os trabalhos?

Estudantes: _Sim, mas ninguém está preocupado… já toda a gente sabe que é para passar e é, portanto!»

Logo no início do 3º período escolar, das situações que penso ter mais preocupado os professores foi como irão avaliar os seus alunos, neste período, sendo que eles estão em casa a receber formação através dos meios de comunicação e com isso os constrangimentos que irá acarretar são reais.

A avaliação, em situação normal escolar, quer-se contínua e, desde a atenção em sala, a realização dos trabalhos e as fichas de avaliação, muito havia para analisar e avaliar.

Agora, que os estudantes estão em casa, a sua participação na telescola não é visível, perceber se o aluno está atento em vídeo aulas é tarefa extremamente difícil, verificar se os trabalhos realizados foram feitos pelo próprio, ou em conjunto, requer muita sensatez… ou seja, a pergunta torna-se imperativa, até que ponto esta avaliação será ajustada e realista?

Quando converso com os alunos, sinto que eles consideram que têm o direito a algum facilitismo, devido a tantos constrangimentos, dos quais não têm a culpa e consideram que todo o esforço realizado de adaptação a estes métodos de ensino devem ser recompensados.

Os professores têm por base um período e meio de aulas presenciais onde conseguiram conhecer um pouco os alunos e retirar daí alguns traços principais de avaliação que, certamente, não serão suficientes… e agora terão de adaptar as suas próprias estratégias de análise.

Muitas dúvidas e incertezas surgem no momento de assumir se as aprendizagens escolares, este ano letivo, foram efetivamente conseguidas…

avaliação escolar.jpg

 

Quando as notas baixam!

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

Eu: _ Como andam as tuas notas neste período?

Estudante: _ Desci a quase tudo… de Bons passei para Suficientes…

Eu: _Porquê?

Estudante: Hummm… Não sei…»

 

Esta situação pode acontecer a qualquer estudante, a meio do ano letivo, as avaliações apresentam-se mais baixas, mas o estudante sente que continua a trabalhar com a mesma dedicação e empenho de sempre… No entanto, algumas explicações podemos sugerir como resposta às avaliações mais baixas:

 

  • O estudante pode estar a acusar algum cansaço;
  • Em anos de maior exigência, o estudante continua a estudar apenas no dia anterior às avaliações;
  • Pode estar com dificuldades em perceber a matéria atual, num momento em que estas se tornam mais complexas e aprofundadas, o que irá refletir-se na avaliação;
  • Acontecimentos fora da escola que influenciam a motivação e a concentração, mais direcionados a situações emocionais;
  • O processo de adolescência que acarreta imensas mudanças físicas e psicológicas;
  • A dificuldade em entender a importância da aprendizagem e conhecimentos escolares;
  • Desorientação relativamente ao futuro profissional/académico;

 

Quando estas situações acontecem, a família deve elevar um pouco mais a atenção, procurando perceber as causas da situação e desenvolver um diálogo sério e responsável com o estudante. Se, nos próximos testes, as avaliações se mantiverem mais baixas do que o habitual, o melhor é definir um plano de apoio ao estudante e redefinir metas e estratégias de estudo.

Muitas vezes, o desenvolver de novas estratégias e apoios ao estudante poderá passar por procurar outros profissionais: psicologia, explicações, orientação vocacional, … Cabe às famílias tomarem decisões atentas e concertadas!

a escola tem.jpg

 

Como és avaliado nas aulas?

Muitos estudantes consideram na sua avaliação apenas as fichas de avaliação que realizam, ao longo dos períodos e ao longo do ano, para ponderarem sobre as suas notas finais. Mas, não se podem esquecer que, a participação em aula, a realização dos TPC’s, a demonstração de atitudes e valores, a responsabilidade… tudo isso conta para uma avaliação completa e correta.

Deves levar tudo isto em linha de conta, sempre que pensas na tua avaliação e na forma como desves estar/comportar dentro da escola!

Para melhor compreenderes como és avaliado, a cada disciplina, de uma forma geral e simples, podes ter em conta os seguintes critérios e valores:

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Partilha de Documentos Escolares a Imprimir

É muito importante que o estudante tenha um espaço agradável e com algum conforto para estudar, sem grandes barulhos e com boa luminosidade. Uma secretária, uma cadeira e algum espaço para arquivar e organizar materiais é o suficiente para uns bons momentos de estudo e de elevada concentração.

Se já tem esse espaço preparado, pode agora imprimir os documentos que aqui partilho e deixá-los na secretária. Com o decorrer das aulas, o estudante deve utilizá-los como forma de orientação própria e familiar.

 

 

 

 

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