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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

O peso do conhecimento - a mochila!

Quando se inicia a escola ficamos ligados às mochilas para muitos e muitos anos, elas levam os livros, os cadernos, o material escolar, os lanches, a roupa de desporto e tanto quanto mais couber. Estes objetos andam sempre às costas de segunda da sexta a todas as horas e em todos os intervalos. Por isso deve ser motivo de reflexão e atenção.

Muitas escolas têm cacifos de apoio aos alunos, para guardarem os seus pertences e deixarem assim as mochilas mais leves. No entanto, todos os anos letivos ficamos preocupados com o peso que esses sacos têm de levar… Penso que isso é bastante visível no 7º ano de escolaridade, quando as disciplinas aumentam e por consequência livros e cadernos também.

Na procura de um alívio, neste sentido, alguns manuais estão divididos em dois ou três volumes, para que o aluno possa ter menos umas páginas para carregar. As famílias, às vezes, optam pelo formato trolley para que se tenha apenas de puxar, mas a postura continua a não ser a mais correta e as escadarias são sempre uma realidade.

Contudo, não podemos, simplesmente, deixar os estudantes terem falta de material porque não podem com todos os livros escolares às costas.

De forma a melhorar essa situação relembro alguns conselhos:

  • Junto dos professores assuntem quais os livros dispensáveis em alguns dias;
  • Utilizem um caderno para duas disciplinas;
  • Separem a roupa de desporto noutro saco;
  • Lembrem que os livros de fichas nem sempre são necessários;
  • Adquiram material leve;
  • Usem um porta-lápis extra para Educação Visual;
  • Arquivem fichas e testes, em casa, quando já não são necessários;
  • Revejam a mochila e pertences em cada período, retirando o que já não é necessário;
  • Recordem que é necessário uma limpeza e organização constante de mochilas, malas e estojos;

mochila.jpg

(imagem retirada da internet)

Tarefas e responsabilidades.

Para além de serem bons alunos, quem estuda deve também ajudar nas tarefas de casa, mesmo as crianças mais pequenas devem desenvolver hábitos de arrumação e responsabilidade pelos objetos e atitudes em casa. Para estimular e melhorar tais atitudes sugiro mais uma pequena atividade a desenvolver.

Podem imprimir a página, que deixo em anexo, para ser preenchida em família, orientando assim para a melhoria de comportamentos e atitudes e aumentando o grau de responsabilidade, em casa.

Sempre que considerarem adequado, podem oferecer um estimulo ou recompensa extra… fica para a imaginação de cada família!!!

tarefas_2020 (1).pdf

desenvolvimento.jpg

 

Mãe, posso cozinhar?

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _ Hoje sou eu que vou fazer a sobremesa.

Eu: _Já sabes cozinhar?

Estudante: _Pouca coisa… mas já está na hora de eu começar a aprender mais alguma coisinha…»

 

Há alguns tempos atrás, a televisão portuguesa, mostrou-nos programas de grande audiência em que as crianças apresentavam os seus dotes culinários, na confeção de pratos e sobremesas, bastante elaboradas. Tenho a certeza que, aí por casa de muitas famílias se perguntavam como era possível crianças tão novas mexerem assim nas facas afiadas, nos fogões a altas temperaturas e em tantos perigos, tudo em simultâneo!?

Com isto, não quero dizer quais as atitudes mais certas ou erradas nas cozinhas dos portugueses, pretendo apenas, ajudar na indecisão de algumas famílias para definirem onde as crianças podem ajudar na cozinha, de acordo com a sua idade. Esta forma de educação é tão preciosa como todas as outras e portanto, não deve ser descurada!!

Aqui fica uma pequena orientação:

crianças_cozinha.jpg

 

Para um apoio ao Estudo, em casa!

Manter crianças e jovens em casa, ao longo de vários dias, em quarentena é, de facto, muito desafiante para as famílias. O hábito de manter relações sociais, a falta de contacto com o exterior, pode gerar birras e aborrecimentos para quem cresce. 

Para além disso, este distanciamento forçado do sistema de ensino poderá trazer também uma desmotivação pelo estudo. 

Aqui, neste blogue, ao longo dos anos, tenho deixado materiais que poderão ser úteis neste momento, como complemento ao estudo.

 

Assim, deixo aqui os links, de forma organizada… basta escolherem o que precisam:

 

_ Fichas de estudo de Inglês

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/pequenas-fichas-em-ingles-188627

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/fichinhas-de-ingles-para-ferias-120238

 

_ Desenhos para colorir, jogos de palavras …

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/partilha-de-fichas-para-ferias-163909

 

_ Fichas de leitura

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/as-fichas-de-leitura-e-as-apresentacoes-130823

 

_Histórias para leitura

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/tag/historias&contos

 

_ Incentivos e Vales 

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/tag/incentivos

 

_ Fichas para os mais pequeninos

https://educarcomvida.blogs.sapo.pt/trabalhar-e-divertir-para-a-pequenada-116401

 

Captura de ecrã 2019-07-02, às 19.32.59.png

 

Estás de Quarentena, não tens aulas…. O que fazer?

Já não se fala sobre outro assunto, o COVID-19 preocupa famílias em todos os países. Uma das medidas de precaução e prevenção tem passado pelo fecho de escolas e universidades.

No entanto, reter os estudantes em casa, não é tarefa fácil, nem motivadora, quer para eles, quer para a família. Neste sentido, é importante manter algumas rotinas de horários e de estudo, para além disso, é necessário criar momentos prazerosos num ambiente muito caseiro.

Para apoiar estas opções e decisões diárias, deixo em anexo, uma proposta de organização da rotina diária e que poderá ser repetida, semana após semana, conforme seja a necessidade de permanência em casa, sem atividades coletivas.

Este horário é apenas uma sugestão, pode e deve ser adaptado às especificidades de cada família e às originalidades das mesmas.

Relembro que, ao cuidarmos de nós e dos nossos, estamos a cuidar de todos/as, sempre com a esperança que tudo fique melhor!

Cuidem-se!

Em Quarentena.pdf

 

quarentena.jpg

 

 

A janela para o isolamento: as novas tecnologias.

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«Eu: Se passares a vida a ver TV os teus pais desligam-na.

Estudante: Já fizeram pior…

Eu: Então?

Estudante: Tiraram-me a ficha de alimentação do PC, porque eu estava a passar as minhas férias de verão todas em frente ao computador a jogar e minha mãe chateou-se…»

 

Cada vez mais, as férias de verão, ou as férias mais curtas, são mote para os estudantes deixarem um pouco os livros e dedicarem-se ao que mais gostam de fazer. O problema acontece quando aquilo que eles mais gostam de fazer é apenas uma coisa e remete-se simplesmente ao uso do computador ou tablet/telemóvel, para jogar, ver vídeos, redes sociais...

Os investigadores, entendidos nestas matérias, afirmam que um estudante deveria passar, apenas, duas horas por dia frente a estes ecrãs. No entanto, esta média está muito longe de ser cumprida e, cabe às família e a todos os educadores orientarem e limitarem a utilização destes equipamentos, de forma tão descontrolada e desregrada.

Cada vez mais é necessário:

  • Limitar os jogos tecnológicos apenas algumas horas, no final de semana;
  • Limitar o uso dos telemóveis e tablet diariamente;
  • controlar o acesso a páginas e sites;
  • Controlar a utilização das redes sociais;
  • Controlar a partilha de imagens e fotos;
  • Incentivar a comunicação interpessoal entre grupos e pares;
  • Incentivar a opção por variados jogos de mesa e ao ar livre;
  • Incentivar a leitura de livros e revistas e jornais…

propostas.jpg

 

Quando as notas baixam!

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

Eu: _ Como andam as tuas notas neste período?

Estudante: _ Desci a quase tudo… de Bons passei para Suficientes…

Eu: _Porquê?

Estudante: Hummm… Não sei…»

 

Esta situação pode acontecer a qualquer estudante, a meio do ano letivo, as avaliações apresentam-se mais baixas, mas o estudante sente que continua a trabalhar com a mesma dedicação e empenho de sempre… No entanto, algumas explicações podemos sugerir como resposta às avaliações mais baixas:

 

  • O estudante pode estar a acusar algum cansaço;
  • Em anos de maior exigência, o estudante continua a estudar apenas no dia anterior às avaliações;
  • Pode estar com dificuldades em perceber a matéria atual, num momento em que estas se tornam mais complexas e aprofundadas, o que irá refletir-se na avaliação;
  • Acontecimentos fora da escola que influenciam a motivação e a concentração, mais direcionados a situações emocionais;
  • O processo de adolescência que acarreta imensas mudanças físicas e psicológicas;
  • A dificuldade em entender a importância da aprendizagem e conhecimentos escolares;
  • Desorientação relativamente ao futuro profissional/académico;

 

Quando estas situações acontecem, a família deve elevar um pouco mais a atenção, procurando perceber as causas da situação e desenvolver um diálogo sério e responsável com o estudante. Se, nos próximos testes, as avaliações se mantiverem mais baixas do que o habitual, o melhor é definir um plano de apoio ao estudante e redefinir metas e estratégias de estudo.

Muitas vezes, o desenvolver de novas estratégias e apoios ao estudante poderá passar por procurar outros profissionais: psicologia, explicações, orientação vocacional, … Cabe às famílias tomarem decisões atentas e concertadas!

a escola tem.jpg

 

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