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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Como se estuda no ensino básico 2º e 3º ciclos… e no secundário?

No 2º ciclo, surgem duas opções, de acordo com as vivências do ciclo anterior, ou a criança já consegue distinguir competências e dificuldades, sabendo dar primazia ao que é mais necessário estudar, ou é ainda preciso fazer essa aprendizagem, que já deveria ter sido adquirida no 1º ciclo.

Neste ciclo, supõe-se muita adaptação a um novo conceito de escola, onde existem várias disciplinas e muitos professores. A maior exigência torna-se, assim, a organização de momentos de estudo e a capacidade de estudar para várias matérias em simultâneo.

 

No 3º ciclo, a inclusão de duas disciplinas complexas: a Físico-Química e uma nova Língua (Francês ou Espanhol), para além de uma maior exigências em todas as disciplinas, pode trazer resultados escolares mais baixos do que os habituais. O início deste ciclo sugere maior atenção familiar e mais apoio no estudo e na orientação deste pois, é necessário organizar muito bem um estudo diário… se, até aqui, para alguns “funcionava estudar apenas antes do teste”, esta realidade deixa de se aplicar a qualquer aluno… estudar de véspera não trará bons resultados, garantidamente.

 

No secundário, os professores exigem mais autonomia, seja no estudo, seja no momento de aprendizagem em contexto sala de aula. É urgente criar métodos de estudo bastante sólidos, pois agora ensaia-se para uma futura frequência universitária. Saber organizar o estudo diário, saber resumir matérias, saber tirar dúvidas e procurar informação fidedigna tem mesmo de ser uma realidade, ao longo destes três anos.  

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Como se estuda no 1ºciclo: do 1º ano ao 4ºano…

O estudo do 1º Ciclo, torna-se um pouco diferente dos restantes ciclos, já que nestes anos letivos, as crianças estão, ainda, a aprender a estudar e a perceber métodos de memorização e de aprendizagem.

Inicialmente, é importante que o estudante consiga desenvolver a sua capacidade de autoanálise, refletindo sobre as aprendizagens que conseguiu adquirir facilmente, aquelas que teve mais dificuldades e foram mais complexas e as que ainda não foram adquiridas e que estão em dúvida.

Para tal, a melhor forma será realizar alguns exercícios da matéria aprendida, seja através dos TPC’s, seja com exercícios extra que ajudem a consolidar matérias.

A partir do momento que o estudante já consegue identificar e prever dificuldades, já poderá pedir ajudar e esclarecer dúvidas, até mesmo, definir que exercícios precisa de resolver para auxiliar o estudo.

Ter um caderno de exercícios em casa para ajudar nesta etapa, pode ser de grande apoio… nele refazem-se exercícios, ou desenvolvem-se novos… Muitas famílias optam por comprar manuais de apoio ao estudo, com fichas muito semelhantes aos escolares, seja para desenvolver ao longo do ano, no acompanhamento da matéria, seja para realizar em tempo de férias, para que as aprendizagens não se dissipem entre pausas maiores de estudo. 

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A Plataforma da escola: use, use e use….

Porque as novas tecnologias estão, cada vez mais, disponíveis e acessíveis à maioria das pessoas, faz todo o sentido que as escolas tenham, também elas esta forma disponível de utilização.

Todas as escolas (Agrupamentos) têm uma plataforma digital de utilização livre com variadas informações educativas, desde as ofertas formativas até às notícias de atividades, de consulta geral. Para além disso, disponibilizam uma área reservada de acesso a todos os alunos e seus encarregados de educação.

Nesta área reservada e através da senha de acesso, pode ser consultada muita informação pertinente, tal como avaliações, sumários, fichas de apoio ao estudo, informações dos professores e alunos, faltas, participações e muito mais.

Portanto, a minha proposta hoje é para as famílias: usem esta plataforma com grande regularidade… não com o objetivo de um controlo excessivo, mas como um bom mediador entre escola/casa.

Claramente que, esta ferramenta não pode retirar importância às reuniões de Pais, sempre que necessário, mas pode despoletar essa necessidade, ajudar a perceber melhor as realidades educativas… até mesmo em questões simples como: _ Que matéria estás a aprender nesta disciplina? Podem ver o que o professor sumariou, já será de grande orientação…

Por aí, são utilizadores assíduos desta ferramenta digital?

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“Eles passam a vida no telemóvel!”

Por cá já escrevi sobre o bom e o menos bom das novas tecnologias. Atualmente, é presença constante em todas as casas, a internet está disponível nos variados equipamentos, onde toda a família pode aceder e ficar longas horas a receber os mais variadas informações e realizar as mais variadas comunicações.

Tudo isto acarreta mais conhecimento e aprendizagem, mas poderá também trazer perigos, vulnerabilidades e riscos, mais ou menos, desconhecidos.

Assim, os adultos da família devem ter especial cuidado com os mais pequenos, procurando alertar e proteger para as mais diversas situações daí advindas.

Nunca é demais lembrar:

  • Permita um acesso, apenas, em lugares comuns da casa onde os adultos possam acompanhar a utilização do equipamento;
  • Tenha todas as palavras e senhas de acesso das crianças e adolescentes;
  • Controle as pesquisas, as redes sociais, tanto nos conteúdos como no tempo de utilização;
  • Tenha em atenção a legislação europeia sobre proteção de dados (por ex.: existe idade mínima limite para se obter uma conta nas redes sociais);
  • Incentive a utilização de alguns sites em detrimento de outros, tendo em conta os mais educativos;
  • Dialogue sobre os possíveis perigos e riscos da utilização da internet;
  • Explique que não pode revelar nenhuma informação pessoal em nenhum site ou a pessoa;
  • Utilize o software de controlo parental, use ferramentas que impeçam a compra de produtos, recorra também ao seu operador para definir limites de uso (o youtube tão desejado também pode ser restrito);
  • Não permita a utilização contínua, ou seja, por mais de duas horas diárias;
  • Faça negociações, sempre que necessário;

Nota: Sei que muitos estudantes iriam referir que têm direito à sua privacidade…. No entanto, nos dias de hoje, os maiores perigos das crianças e jovens podem estar ‘dentro de casa’ e chegam através destes equipamentos….é mesmo necessário uma boa mediação!

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Como devem, as famílias, ajudar nas tarefas escolares?

Esta é uma questão que muitas famílias se colocam: estaremos a ajudar, da forma correta, no apoio escolar? Pois bem, não existem elixires, nem poções mágicas, como resposta a tal questão.

Por cá, posso apenas apresentar a minha opinião, com base na minha experiência nesta área educativa. Começo por referir que, sempre que um estudante apresenta uma necessidade maior de apoio ao estudo, ou de explicações, o núcleo familiar pode relaxar um pouco mais, em oferecer tal ajuda.

Até porque  as queixas familiares são sempre semelhantes: os estudantes não ficam tão atentos, procuram facilidades devido ao vínculo familiar e têm dificuldade em distinguir o papel de (pai/mãe/irmão) do de professor/explicador.

Contudo, isto não significa que não possam participar nestes apoios escolares. Deixo aqui algumas propostas onde poderão ajudar a desenvolver responsabilidade e rotinas de estudo:

  • Verifique a realização dos TPC’s e a organização dos cadernos diários, assim como o cuidado com todo o material escolar;
  • Utilize as soluções dos manuais para corrigir fichas e exercícios;
  • Corrija os erros ortográficos;
  • Exija mais cuidado na escrita e na ortografia;
  • Ajude na calendarização e agendamento de tarefas;
  • Oriente nos tempos disponíveis para estudo;
  • Retire uma ou outra dúvida momentânea;
  • Ajude na pesquisa de informação;
  • Faça perguntas sobre a matéria antes do teste;
  • Reúna com o diretor de turma, sempre que necessário;
  • Esteja atento aos comportamentos e às avaliações;
  • Seja assertivo e exigente nas orientações;
  • Responsabilize-o pelas atitudes e distrações;
  • Reconheça o empenho e dedicação;

 

O que não aconselho a que a família faça, neste apoio ao estudo:

  • Não ofereça respostas prontas;
  • Não lhe prepare a mochila;
  • Não seja a agenda/secretária pessoal do estudante;
  • Não lhe faça os trabalhos escolares;
  • Não peça desculpas pela vez dele;
  • Não desvalorize sentimentos ou frustrações;
  • Não compare com irmãos ou colegas;
  • Não obrigue ao estudo, horas e horas seguidas;

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A importância das reuniões de encarregados de educação

Sempre que converso com encarregados de educação sobre as ‘reuniões de pais’, é difícil encontrar pessoas com rostos animados. Alguns entendem estas reuniões como uma certa perda de tempo, ou porque não ouvem nada de significativo, ou porque são reuniões pouco produtivas. Lembro, desde já, que estas reuniões são sempre diferentes de escola para escola, de professores para professores e de famílias para famílias.

A grande maioria das famílias afirmam que, estas reuniões deveriam ter momentos mais individualizados, para terem a oportunidade de exporem as suas dúvidas e situações de forma mais intima, numa conversa de maior proximidade…

No entanto, aconselho sempre a que as famílias façam o esforço e tenham alguma motivação para comparecerem a estas reuniões, para mostrarem interesse na educação de quem cresce, seja perante professores e escola, seja perante as vossas crianças e jovens que querem sentir esse apoio constante!

Sempre que surgir uma situação mais específica com o seu estudante deve marcar uma reunião com o diretor de turma, para colocá-lo a par da situação, para definirem juntos ações e para que o apoio ao estudante seja contínuo, dentro e fora da escola. Com respeito por todos, tudo pode ser melhorado e conseguido, chegando-se a uma efetiva aprendizagem!

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Como usar a mochila?

No seguimento do Post anterior, para além de uma postura correta, na hora de sentar à secretária para estudar, levar a mochila às costas é também motivo de muitos cuidados.

Portanto, tenha em atenção as seguintes indicações:

mochila.jpg

Tenha também uma atenção redobrada, no dia a dia, pois os alunos tendem a usar a mochila de formas muito erradas: apoiam-na em apenas um ombro; carregam-nas com objetos desnecessários e deixam-nas nos lugares mais estranhos…. Faça chamadas de atenção regulares e educativas...

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