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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Ensinar a distinguir informação: não sejas ‘Maria vai com as outras’…

Lembro-me que, há poucos anos atrás, precisar de explicar a muitos estudantes que, a internet não iria acabar….  Eles ouviram tantas informações nas redes sociais sobre o dito ‘artigo 31’…. A maioria das informações partilhadas pretendiam apenas ter milhões de visualizações, nem que para isso ‘se deturpasse um pouco a realidade’ … e a grande maioria dos estudantes não percebeu isso, considerava de forma convicta a hipótese de ‘a internet acabar’…

Esta (in)capacidade de saber distinguir informações verdadeiras de informações falsas, no mundo virtual é uma virtude pouco existente na realidade dos nossos adolescentes e jovens…

Dificilmente sabem distinguir quais as fontes de informação mais fidedignas, ou filtrar até onde acaba a realidade e começa a ficção, num mundo onde os objetivos são apena as visualizações, as partilhas e os likes.

Para ajudar as crianças e jovens a tornarem-se sensíveis e atentos a tudo isto é necessário:

  • Explicar tais conceitos e desmistificar as verdades da internet;
  • Ensinar a pensar e a refletir sobre o mundo que nos rodeia;
  • Educar para a autonomia e para o livre pensamento;
  • Exemplificar formas de pesquisa e investigação que trarão informação correta;
  • Promover o espírito crítico e a criatividade…

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Na escola não se guardam segredos…

As escolas de 1º ciclo, são pequenas, facilmente todos se conhecem… mas as escolas de 2º, 3º ciclos e secundários são gigantes construções que albergam centenas de alunos e profissionais educativos.

No entanto, num espaço tão amplo e com tantas pessoas, as novidades e as notícias correm a grandes velocidades… o que acontece na turma Y, em contexto sala de aula, já é do conhecimento da maioria das turmas nos próximos 90 minutos, sendo que, no final do dia já todas as pessoas sabem, mesmo que a verdade já esteja bem deturpada.

Isto traz animação diária ao espaço escolar, mas traz também muita ansiedade, quando a notícia/novidade é o próprio aluno, que se sente desrespeitado e envergonhado… numa situação muito próxima do bullying, porque enquanto as novidades não forem outras aquele aluno será apontado e criticado.

Claro está que, entretanto novas situações aconteceram e o centro das atenções transforma-se rapidamente, mas é necessário que toda a comunidade escolar esteja atenta a tais situações, de forma a controlar e respeitar, o melhor possível, situações de descriminação ou bullying.

   Em casa, também é importante explicar ao estudante a realidade destas situações, sendo que tudo tem os seus limites e o respeito deve imperar sempre… ‘porque o que aconteceu ao outro, pode acontecer contigo’!

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Canetas coloridas, sublinhadores e post its…

Tenho de admitir que fico deslumbrada com as superfícies comerciais que vendem material de escritório, posso ficar tempos infinitos a analisar canetas, lápis, borrachas, afias….. e tanto mais… neste pequeno mundo tão colorido!!!

Sei que, a maioria dos estudantes também valoriza bastante estes objetos, gostam de escolher o material escolar, de acordo com preferências e modas.

É muito bom que um estudante tenha sempre o seu material organizado e cuidado, que tenham canetas ou sublinhadores coloridos, para ajudar a organizar o caderno diário e os apontamentos… que tenham o material solicitado pelos professores em bom estado e que o saibam usar adequadamente… que tenham post’its e outros objetos que ajudem na organização dos momentos de estudo, anotações e tantas outras necessidades.

Estes produtos podem ser muito caros, principalmente, quando as famílias têm vários estudantes em casa… é necessário fazer uma boa gestão destes, tanto no momento da compra, como no seu uso adequado. A família deve exigir a responsabilidade perante todo o material escolar e ir controlando o sua correta atualização, porque muitas vezes eles perdem, estragam e desvalorizam, sem reconhecerem o valor dos objetos com que trabalham diariamente.

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Formação de adultos: o explicar de alguns conceitos

Embora a minha escrita seja mais direcionada para crianças e jovens estudantes, por cá, também faz todo o sentido escrever sobre a educação e formação de adultos, uma área em que trabalhei vários anos, apaixonadamente.

Hoje venho fazer uma breve explicação sobre a formação de adultos, porque existem conceitos como EFA’s ou UFCD’s, que deixam algumas dúvidas ou incompreensões. Portanto, procurarei contextualizar estas formações de forma bastante simples. No entanto, se pretender desenvolver mais o seu conhecimento sobre este tema, visite o site oficial da ANQEP: http://www.anqep.gov.pt

EFA: Educação e Formação de Adultos, são cursos de longa duração, em horário laboral ou pós laboral, direcionados para um conjunto de saídas profissionais e que, finalizado com sucesso, oferece dupla certificação (dois diplomas): um relativo à finalização de um nível escolar (9º ou 12ºano) e outro de certificação profissional.

UFCD: Unidade de Formação de Curta Duração, é uma formação de curta duração (25horas ou 50horas) relacionada com um tema formativo específico (por exemplo, informática ou línguas). Após a conclusão desta, com sucesso, o formando obtém uma certificação da aprendizagem realizada. Normalmente, os formandos fazem um conjunto de UFCD’s, com o objetivo de se especializarem, um pouco mais, numa área profissional.

 

Ambas as modalidades de formação são facultadas pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) que, muitas vezes, as pessoas associam ao Centro de Emprego, porque esta é uma oferta proposta a desempregados/as. Mas, estas formações podem também ser gerenciadas por outras entidades formadoras credenciadas para tal e podem ser dirigidas a empregados ou desempregados.

É de salientar que, qualquer que seja a formação só pode ser frequentadas uma vez e, apenas por ativos empregados/desempregados, ou seja, pessoas reformadas, ou menores de 18 anos não poderão participar…

 

Seja em que idade for, aprender é sempre valioso!!! E são tantos os caminhos que nos levam às aprendizagens!!!

 

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Os TPC’s de férias, para o 1º ciclo

Quando as crianças entram para o 1º ciclo, as aprendizagens são enormes, aprender a ler, escrever e contar exige muita capacidade cerebral de atenção e memorização… com são muitas as aprendizagens e para que se dê continuidade a cada ano letivo, os professores de 1º ciclo têm, por norma propor TPC’s para os tempos de férias, sejam nas interrupções mais curtas como Natal ou Páscoa, sejam para as férias de verão, onde as crianças estão alguns meses fora do contexto escolar.

Na minha opinião, estes trabalhos para férias, são fundamentais, pois ajudam a criança a manter contacto com os objetivos escolares, apoia na memorização de tantas aprendizagens novas que não devem ser esquecidas, como ler, escrever, contar… Para além disso, permite que, possam ser suprimidas algumas dificuldades no desenvolvimento de alguns saberes e competências.

Atividades simples que podem ser realizadas em tempos de férias e que podem ajudar neste desenvolvimento cognitivo é a leitura e a escrita livre, apoiam o desenvolvimento da linguagem e da imaginação, para além disso familiarizam a criança com palavras novas, melhorando a ortografia e a capacidade de escrever sem erros ortográficos.

Estes trabalhos não devem ser realizados de uma só vez, quer sejam nos primeiros ou nos últimos dias e férias, eles são para dividir em algumas horas por semana/dia, de modo a manter rotinas de estudo, não se tornando uma tarefa maçadora e extenuante.

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Com jogos também se aprende e se memoriza….

Desde os quatro, cinco anos que as crianças podem começar a aprender muito com jogos, sejam jogos entre pares ou em família, sejam jogos individuais. Não estou a referir-me aos jogos interativos em ecrãs, que estão na moda, mas sim jogos mais tradicionais que se podem comprar, fazer, inventar ou emprestar.

Existem jogos que direcionam a aprendizagem para a gestão de conflitos entre crianças e para a aprendizagem do saudável convívio… outros ajudam a memorizar objetos, palavras, conceitos, outros ainda procuram trabalhar as emoções e a criatividade, e também o desenvolvimento motor (motricidade fina e grossa)… existem tantos jogos e para um sem fim de objetivos.

Aqui ficam alguns que, facilmente, pode adquirir ou construir em casa:

  • Jogo da memória,
  • Jogos de cartas,
  • Jogo da glória,
  • Jogo do bingo,
  • Jogos de tabuleiro,
  • Jogos ao ar livre,

Todos eles são forma de aprendizagem, desenvolvem competências e em simultâneo divertem e deixam as crianças e jovens motivados na conquista de novas capacidades.

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Teoria educativa de Maria Montessori

Como sabem, o conceito educação, para mim, tem de ultrapassar as barreiras escolares e por isso, continuo numa constante procura e reflexão sobre este vasto conceito.

Hoje, aproveito para partilhar um método de ensino/aprendizagem que me parece muito interessante e que, ultimamente, tem sido alvo de maior interesse e procura, por parte dos encarregados de educação:

Maria Montessori Foi médica (psiquiatra) e pedagoga, através da sua investigação e experiência, desenvolveu um novo método de ensino/aprendizagem bastante utilizado em muitas práticas educativas, em muitos países.

Montessori apresenta um conjunto de teorias e práticas baseadas na autonomia, liberdade e respeito, adaptando cada uma das práticas ao desenvolvimento físico, social e psicológico da criança. Nesta base, o professor é um guia  e orientador da aprendizagem, que respeita a fase de crescimento e a curiosidade natural de quem cresce.

Para a aplicação dos métodos propostos pela investigadora, é necessário uma compreensão clara do desenvolvimento do estudante, de forma a permitir a utilização correta dos recursos didáticos mais adequados a cada um, de forma individual.

Para tal estão fundamentados seis pilares educativos:

  1. Autoeducação: através de desafios a criança é capaz de aprender sozinha, motivada pela descoberta e curiosidade própria;
  2. Educação como ciência: reflexão e adaptação de um novo método de ensino, menos tradicional e mais direcionado para os resultados visíveis de aprendizagem;
  3. Educação Cósmica: demonstrar o quanto todas as coisas e aprendizagens têm uma ligação e conexão umas com as outras, isto provoca mais curiosidade e mais perguntas que deixaram a oportunidade para procurar mais respostas;
  4. Ambiente Preparado: devolver à criança todo o meio ambiente natural que lhe oferece liberdade de procura e encanto pela descoberta, despertando interesses e vontade de contacto;
  5. Adulto Preparado: o educador que interage com a criança deve estar preparado para a ajudar a descobrir o mundo, aconselhando e ajudando apenas o mínimo necessário para que a aprendizagem aconteça;
  6. Criança Equilibrada: se os educadores conseguirem oferecer o necessário à criança, esta conseguirá chegar a um equilíbrio interior, conseguirá estar muito mais concentrada e, com o decorrer do tempo, tornar-se-á mais feliz, esforçada e independente.

Este método mais conhecido nos dias de hoje, não é recente, já muitas foram as crianças educadas pelo método Montessori, algumas das quais são hoje adultos bem conhecidos da sociedade.

Na minha opinião, parece-me que os métodos de ensino/aprendizagem têm muito a refletir com estas técnicas fundamentadas e desenvolvidas ao longo de anos, por profissionais que muito contribuíram para evolução do conceito Educação. Por isso, aqui fica um resumo de algumas das minhas pesquisas…

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