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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Os TPC’s de férias, para o 1º ciclo

Quando as crianças entram para o 1º ciclo, as aprendizagens são enormes, aprender a ler, escrever e contar exige muita capacidade cerebral de atenção e memorização… com são muitas as aprendizagens e para que se dê continuidade a cada ano letivo, os professores de 1º ciclo têm, por norma propor TPC’s para os tempos de férias, sejam nas interrupções mais curtas como Natal ou Páscoa, sejam para as férias de verão, onde as crianças estão alguns meses fora do contexto escolar.

Na minha opinião, estes trabalhos para férias, são fundamentais, pois ajudam a criança a manter contacto com os objetivos escolares, apoia na memorização de tantas aprendizagens novas que não devem ser esquecidas, como ler, escrever, contar… Para além disso, permite que, possam ser suprimidas algumas dificuldades no desenvolvimento de alguns saberes e competências.

Atividades simples que podem ser realizadas em tempos de férias e que podem ajudar neste desenvolvimento cognitivo é a leitura e a escrita livre, apoiam o desenvolvimento da linguagem e da imaginação, para além disso familiarizam a criança com palavras novas, melhorando a ortografia e a capacidade de escrever sem erros ortográficos.

Estes trabalhos não devem ser realizados de uma só vez, quer sejam nos primeiros ou nos últimos dias e férias, eles são para dividir em algumas horas por semana/dia, de modo a manter rotinas de estudo, não se tornando uma tarefa maçadora e extenuante.

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Com jogos também se aprende e se memoriza….

Desde os quatro, cinco anos que as crianças podem começar a aprender muito com jogos, sejam jogos entre pares ou em família, sejam jogos individuais. Não estou a referir-me aos jogos interativos em ecrãs, que estão na moda, mas sim jogos mais tradicionais que se podem comprar, fazer, inventar ou emprestar.

Existem jogos que direcionam a aprendizagem para a gestão de conflitos entre crianças e para a aprendizagem do saudável convívio… outros ajudam a memorizar objetos, palavras, conceitos, outros ainda procuram trabalhar as emoções e a criatividade, e também o desenvolvimento motor (motricidade fina e grossa)… existem tantos jogos e para um sem fim de objetivos.

Aqui ficam alguns que, facilmente, pode adquirir ou construir em casa:

  • Jogo da memória,
  • Jogos de cartas,
  • Jogo da glória,
  • Jogo do bingo,
  • Jogos de tabuleiro,
  • Jogos ao ar livre,

Todos eles são forma de aprendizagem, desenvolvem competências e em simultâneo divertem e deixam as crianças e jovens motivados na conquista de novas capacidades.

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Teoria educativa de Maria Montessori

Como sabem, o conceito educação, para mim, tem de ultrapassar as barreiras escolares e por isso, continuo numa constante procura e reflexão sobre este vasto conceito.

Hoje, aproveito para partilhar um método de ensino/aprendizagem que me parece muito interessante e que, ultimamente, tem sido alvo de maior interesse e procura, por parte dos encarregados de educação:

Maria Montessori Foi médica (psiquiatra) e pedagoga, através da sua investigação e experiência, desenvolveu um novo método de ensino/aprendizagem bastante utilizado em muitas práticas educativas, em muitos países.

Montessori apresenta um conjunto de teorias e práticas baseadas na autonomia, liberdade e respeito, adaptando cada uma das práticas ao desenvolvimento físico, social e psicológico da criança. Nesta base, o professor é um guia  e orientador da aprendizagem, que respeita a fase de crescimento e a curiosidade natural de quem cresce.

Para a aplicação dos métodos propostos pela investigadora, é necessário uma compreensão clara do desenvolvimento do estudante, de forma a permitir a utilização correta dos recursos didáticos mais adequados a cada um, de forma individual.

Para tal estão fundamentados seis pilares educativos:

  1. Autoeducação: através de desafios a criança é capaz de aprender sozinha, motivada pela descoberta e curiosidade própria;
  2. Educação como ciência: reflexão e adaptação de um novo método de ensino, menos tradicional e mais direcionado para os resultados visíveis de aprendizagem;
  3. Educação Cósmica: demonstrar o quanto todas as coisas e aprendizagens têm uma ligação e conexão umas com as outras, isto provoca mais curiosidade e mais perguntas que deixaram a oportunidade para procurar mais respostas;
  4. Ambiente Preparado: devolver à criança todo o meio ambiente natural que lhe oferece liberdade de procura e encanto pela descoberta, despertando interesses e vontade de contacto;
  5. Adulto Preparado: o educador que interage com a criança deve estar preparado para a ajudar a descobrir o mundo, aconselhando e ajudando apenas o mínimo necessário para que a aprendizagem aconteça;
  6. Criança Equilibrada: se os educadores conseguirem oferecer o necessário à criança, esta conseguirá chegar a um equilíbrio interior, conseguirá estar muito mais concentrada e, com o decorrer do tempo, tornar-se-á mais feliz, esforçada e independente.

Este método mais conhecido nos dias de hoje, não é recente, já muitas foram as crianças educadas pelo método Montessori, algumas das quais são hoje adultos bem conhecidos da sociedade.

Na minha opinião, parece-me que os métodos de ensino/aprendizagem têm muito a refletir com estas técnicas fundamentadas e desenvolvidas ao longo de anos, por profissionais que muito contribuíram para evolução do conceito Educação. Por isso, aqui fica um resumo de algumas das minhas pesquisas…

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A minha experiência...

Quem assiduamente lê este blogue conhece o meu agrado pelas explicações individuais, a tentativa de ensinar a todas as crianças como se fossem uma só, já acontece nas escolas deste país e não será, de todo, a forma mais eficaz de ensino/aprendizagem!

Por isso eu pretendo fazer um apoio ao estudo diferenciado,  mesmo com estudantes da mesma turma, estudar a mesma matéria é algo bem diferente, isto porque os estudantes são diferentes, têm gostos, dúvidas e curiosidades diferentes, têm capacidades e competências  diferentes de aprender…

Logo, só será produtivo aprender se assegurarmos que, através destas diferenças possa existir uma mesma aquisição de conhecimentos… isso exige um trabalho individual e personalizado, onde o educador/pedagogo deverá estar sempre a avaliar os seus métodos e a refletir sobre as suas técnicas!

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Fatores condicionantes/impulsionadores da aprendizagem

Aprender significa desenvolver competência físicas e mentais para responder a situações e resolver problemas, significa criar novas conexões mentais que auxiliem a capacidade de raciocínio e de reflexão. Aprender e saber mais sobre o Eu, o Nós e o mundo, é saber ser, estar, conhecer e aprender… aprendizagem significa evolução…

Mas para o ser humano poder evoluir precisa de condições que propiciem e melhorem esta competência.

 

No entanto, estamos rodeados de algumas situações que podem condicionar a nossa evolução e limitar a nossa aprendizagem. De uma forma generalizada, alguns fatores que condicionam a aprendizagem são:

 

  • Fatores físicos: quando pensamos em aprender pensamos em algo apenas intelectual, mas a aprendizagem não está limitada a tal, termos uma boa saúde e uma boa capacidade motora pode ser algo influenciador neste processo, quando uma destas situações apresentam-se um pouco mais débil pode condicionar a aquisição de novos saberes;

 

  • Fatores psicológicos: a motivação para aprender, o gosto pelo conhecimento, pode influenciar positivamente novos conhecimentos, a timidez, a falta de confiança ou de autoestima pode, por exemplo, funcionar de forma oposta;

 

  • Fatores culturais: num mundo de culturas tão diferentes, nem em todas o direito à educação e à formação é assumida como uma necessidade básica e fundamental para a vida humana. A cultura pode permitir olhar novos horizontes, ou oprimir pensamentos;

 

  • Fatores ambientais: privilegiados são todas aquelas pessoas que têm boas escolas públicas, acesso igualitário à educação e onde todos valorizam este conceito…numa sociedade e política que considera a educação fator primordial para a evolução do ser humano.

 

  • Fator familiar: uma família que apoia e orienta de forma cuidada e contínua o estudo e educação de quem cresce, pode ser um grande motor para o desenvolvimento de aprendizagens. A estabilidade emocional de quem cresce no ceio de um grupo de pessoas empenhadas a educar para o carinho, mas também para o conceito da palavra ‘não’, é mais um fator positivo…   

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A importância das disciplinas pouco importantes.

Sabia que aprender a tocar um instrumento musical estimula diferentes regiões do cérebro, alterando a forma de comunicação e reação do cérebro a diferentes estímulos?

Sabia que o desporto contribui para o desenvolvimento da motricidade grossa, apoia três grandes domínios: físico, cognitivo e social e ajuda a manter uma vida saudável e equilibrada?

Sabia que aprender sobre arte, sobre desenho, escultura, pintura ajuda no desenvolvimento da motricidade fina, tem grande impacto no desenvolvimento cognitivo e aumenta a autoestima?

Sabia que é imprescindível para uma criança ser feliz ter a capacidade de definir valores morais, ter sentido ético e ter a capacidade de tomar decisões sobre a vida?

Pois é, mesmo que todos nós saibamos isso, esquecemo-nos que essas competências são ensinadas na escola, pelas disciplinas de Educação Musical, Educação Física, Educação Visual e Educação Religiosa e Moral… mas, mesmo assim, consideramos estas disciplinas de menor importância e que podem ter menor empenho. Não se esqueça da necessidade de uma educação transversal no momento de incentivar o seu educando no dia a dia escolar!!!

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