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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

A minha experiência...

Quem assiduamente lê este blogue conhece o meu agrado pelas explicações individuais, a tentativa de ensinar a todas as crianças como se fossem uma só, já acontece nas escolas deste país e não será, de todo, a forma mais eficaz de ensino/aprendizagem!

Por isso eu pretendo fazer um apoio ao estudo diferenciado,  mesmo com estudantes da mesma turma, estudar a mesma matéria é algo bem diferente, isto porque os estudantes são diferentes, têm gostos, dúvidas e curiosidades diferentes, têm capacidades e competências  diferentes de aprender…

Logo, só será produtivo aprender se assegurarmos que, através destas diferenças possa existir uma mesma aquisição de conhecimentos… isso exige um trabalho individual e personalizado, onde o educador/pedagogo deverá estar sempre a avaliar os seus métodos e a refletir sobre as suas técnicas!

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Fatores condicionantes/impulsionadores da aprendizagem

Aprender significa desenvolver competência físicas e mentais para responder a situações e resolver problemas, significa criar novas conexões mentais que auxiliem a capacidade de raciocínio e de reflexão. Aprender e saber mais sobre o Eu, o Nós e o mundo, é saber ser, estar, conhecer e aprender… aprendizagem significa evolução…

Mas para o ser humano poder evoluir precisa de condições que propiciem e melhorem esta competência.

 

No entanto, estamos rodeados de algumas situações que podem condicionar a nossa evolução e limitar a nossa aprendizagem. De uma forma generalizada, alguns fatores que condicionam a aprendizagem são:

 

  • Fatores físicos: quando pensamos em aprender pensamos em algo apenas intelectual, mas a aprendizagem não está limitada a tal, termos uma boa saúde e uma boa capacidade motora pode ser algo influenciador neste processo, quando uma destas situações apresentam-se um pouco mais débil pode condicionar a aquisição de novos saberes;

 

  • Fatores psicológicos: a motivação para aprender, o gosto pelo conhecimento, pode influenciar positivamente novos conhecimentos, a timidez, a falta de confiança ou de autoestima pode, por exemplo, funcionar de forma oposta;

 

  • Fatores culturais: num mundo de culturas tão diferentes, nem em todas o direito à educação e à formação é assumida como uma necessidade básica e fundamental para a vida humana. A cultura pode permitir olhar novos horizontes, ou oprimir pensamentos;

 

  • Fatores ambientais: privilegiados são todas aquelas pessoas que têm boas escolas públicas, acesso igualitário à educação e onde todos valorizam este conceito…numa sociedade e política que considera a educação fator primordial para a evolução do ser humano.

 

  • Fator familiar: uma família que apoia e orienta de forma cuidada e contínua o estudo e educação de quem cresce, pode ser um grande motor para o desenvolvimento de aprendizagens. A estabilidade emocional de quem cresce no ceio de um grupo de pessoas empenhadas a educar para o carinho, mas também para o conceito da palavra ‘não’, é mais um fator positivo…   

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A importância das disciplinas pouco importantes.

Sabia que aprender a tocar um instrumento musical estimula diferentes regiões do cérebro, alterando a forma de comunicação e reação do cérebro a diferentes estímulos?

Sabia que o desporto contribui para o desenvolvimento da motricidade grossa, apoia três grandes domínios: físico, cognitivo e social e ajuda a manter uma vida saudável e equilibrada?

Sabia que aprender sobre arte, sobre desenho, escultura, pintura ajuda no desenvolvimento da motricidade fina, tem grande impacto no desenvolvimento cognitivo e aumenta a autoestima?

Sabia que é imprescindível para uma criança ser feliz ter a capacidade de definir valores morais, ter sentido ético e ter a capacidade de tomar decisões sobre a vida?

Pois é, mesmo que todos nós saibamos isso, esquecemo-nos que essas competências são ensinadas na escola, pelas disciplinas de Educação Musical, Educação Física, Educação Visual e Educação Religiosa e Moral… mas, mesmo assim, consideramos estas disciplinas de menor importância e que podem ter menor empenho. Não se esqueça da necessidade de uma educação transversal no momento de incentivar o seu educando no dia a dia escolar!!!

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A preciosa competência da leitura e da escrita

Ler e escrever bem, é uma das maiores e mais poderosas ferramentas, seja para quem estuda, seja para quem trabalha. Torna as pessoas com melhoras capacidades de compreensão, reflexão e análise, facilita a vida do quotidiano e oferece competências imprescindíveis nos dias de hoje.

Olhando para este saber ler e escrever, como forma de aprendizagem, podemos lembrar o seguinte:

 

Na aprendizagem formal, em contexto de sala de aula, a capacidade de interpretar textos e informações é exigência transversal em todas as disciplinas, quer na interpretação de textos, quer na interpretação de enunciados. Sendo a escrita cuidada e explicita algo que melhorará a avaliação geral.

Na aprendizagem informal, em contextos que ultrapassam a formalidade escolar, mas onde a aprendizagem, a reflexão e compreensão são também uma exigência, o saber interpretar cartas, legislação e variados textos, facilita a vida social e cívica. Para além de que, ler e escrever com frequência apoia a nossa criatividade e imaginação, abre horizontes pessoais e contribui para uma cultura mais rica.

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Atividades para a Inclusão

Tal como referi no Post anterior, a Inclusão precisa de ser ensinada e entendida desde terna idade. Para tal deixo aqui algumas dicas de atividades que promovam uma educação para a inclusão:

  • Contem pequenas histórias de situação concretas;
  • Façam grupos de crianças através de sorteio;
  • Promovam brincadeiras com várias crianças, para além da escola;
  • Conversem sobre as diferentes capacidades de cada criança, como sendo normal essa diferença;
  • Façam trabalhos coletivos e individuais, onde cada criança tem um contributo diferente, de acordo com a sua capacidade;
  • Expliquem que as dificuldades são desafios e que podem sempre ser superados;
  • Nunca seja exemplo de uma atitude de discriminação ou exclusão;
  • Se assistiu a uma atitude discriminatória com ou do seu filho/educando converse individualmente com ele e calmamente esclareça as atitudes certas e erradas;
  • Procure na internet jogos direcionados para a inclusão.

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JOGOS PEDAGÓGICOS: A Caixinha da Felicidade

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

A Caixinha da Felicidade, pode ser feito com crianças, jovens e adultos, (os adultos devem participar). Esta Caixinha tem como objetivo educar o cérebro dos participantes para um pensamento positivo e para a resiliência. Esta atitude permitirá melhorar as capacidades de olhar o futuro de forma positiva e motivadora.

A realizar esta atividade, deve explicar-se que os momentos mais difíceis e menos bons da vida irão sempre surgir, mas ter uma atitude feliz e positiva perante estas situações será uma vantagem e uma defesa.

Como fazer:

  • Escolha uma caixa ao gosto e decorem-na com frases e desenhos de alegria e felicidade;
  • Tenham post’its ou folhinhas de cores variadas;
  • Definam uma cor para cada participante;
  • A cada final de dia, em conjunto, cada participante deve pensar no momento ou situação mais feliz daquele dia e registá-la na folhinha da sua cor;
  • O registo poderá ser com palavras, desenhos, ou colagens;
  • No final de um período de tempo podem abrir as folhinhas e dialogar sobre elas;
  • Podem repetir e adaptar…. 

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