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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Como se estuda no 1ºciclo: do 1º ano ao 4ºano…

O estudo do 1º Ciclo, torna-se um pouco diferente dos restantes ciclos, já que nestes anos letivos, as crianças estão, ainda, a aprender a estudar e a perceber métodos de memorização e de aprendizagem.

Inicialmente, é importante que o estudante consiga desenvolver a sua capacidade de autoanálise, refletindo sobre as aprendizagens que conseguiu adquirir facilmente, aquelas que teve mais dificuldades e foram mais complexas e as que ainda não foram adquiridas e que estão em dúvida.

Para tal, a melhor forma será realizar alguns exercícios da matéria aprendida, seja através dos TPC’s, seja com exercícios extra que ajudem a consolidar matérias.

A partir do momento que o estudante já consegue identificar e prever dificuldades, já poderá pedir ajudar e esclarecer dúvidas, até mesmo, definir que exercícios precisa de resolver para auxiliar o estudo.

Ter um caderno de exercícios em casa para ajudar nesta etapa, pode ser de grande apoio… nele refazem-se exercícios, ou desenvolvem-se novos… Muitas famílias optam por comprar manuais de apoio ao estudo, com fichas muito semelhantes aos escolares, seja para desenvolver ao longo do ano, no acompanhamento da matéria, seja para realizar em tempo de férias, para que as aprendizagens não se dissipem entre pausas maiores de estudo. 

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JOGOS PEDAGÓGICOS: O Cofre dos Medos

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

O Cofre dos Medos poderá ser concretizado em qualquer momento por qualquer criança/jovem, no entanto, é mais direcionado para períodos de adaptação ou de situações mais complexas que tragam momentos de stress, ansiedades e medos. Este Cofre tem como objetivo trabalhar o “empowerment” e apoiar momentos de resiliência, em que é necessário vencer os próprios medos e barreiras psicológicas.

Deve ser explicado que, o Cofre do Medo nunca abre e todos os Medos que lá forem colocados ficarão guardados… e presos para sempre!

Como fazer:

  • Escolha uma caixa a gosto, faça apenas uma ranhura (como um mealheiro) e feche-a com cola, de forma a que não se possa abrir;
  • Decore-a a gosto, de forma a parecer um cofre;
  • Selecione pequenos papeis, onde se poderão escrever os medos de cada participante;
  • Sempre que o participante esteja em momentos de maior stress, ansiedade ou medo, pode recorrer ao Cofre dos Medos;
  • O participante irá escrever o seu medo/receio e colocá-lo no Cofre, através da ranhura feita.

Antes de se fechar o medo ‘para sempre’, deve existir uma conversa, ou um momento de reflexão, para que haja uma tentativa de superação e assim aconteça este “empowerment”.

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A importância das reuniões de encarregados de educação

Sempre que converso com encarregados de educação sobre as ‘reuniões de pais’, é difícil encontrar pessoas com rostos animados. Alguns entendem estas reuniões como uma certa perda de tempo, ou porque não ouvem nada de significativo, ou porque são reuniões pouco produtivas. Lembro, desde já, que estas reuniões são sempre diferentes de escola para escola, de professores para professores e de famílias para famílias.

A grande maioria das famílias afirmam que, estas reuniões deveriam ter momentos mais individualizados, para terem a oportunidade de exporem as suas dúvidas e situações de forma mais intima, numa conversa de maior proximidade…

No entanto, aconselho sempre a que as famílias façam o esforço e tenham alguma motivação para comparecerem a estas reuniões, para mostrarem interesse na educação de quem cresce, seja perante professores e escola, seja perante as vossas crianças e jovens que querem sentir esse apoio constante!

Sempre que surgir uma situação mais específica com o seu estudante deve marcar uma reunião com o diretor de turma, para colocá-lo a par da situação, para definirem juntos ações e para que o apoio ao estudante seja contínuo, dentro e fora da escola. Com respeito por todos, tudo pode ser melhorado e conseguido, chegando-se a uma efetiva aprendizagem!

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Quando os pais fazem os TPC’s dos filhos!

Diálogo entre mim e estudante de 3º ciclo:

«Eu: _Já fizeste e entregaste o trabalho?

Estudante: _Já! Sabes… Eu tenho um colega que a mãe faz os trabalhos por ele… Ele não faz nada, mesmo… Isso está errado… Foi a mãe que lhe fez o trabalho todo!

Eu: _ Claro que está errado…»

 

Por vezes os estudantes têm muitos trabalhos de casa e acumulam com testes e outros trabalhos, fazendo com que os pais sintam que devem ajudar a resolver tudo isto, fazendo parte do trabalho destinado ao aluno. Não me parece que seja, de todo, a atitude mais correta… cada vez mais a criança vai crescendo e vai ter a necessidade de aprender a gerir o tempo as tarefas e a vida pessoal, com o tempo vão desenvolvendo tal competência.

Aos pais que pretendam ajudar podem:

  • Explicar alguma matéria em dúvida, quando sabem;
  • Corrigir os TPC’s sem ser necessário irem a grandes pormenores de correção;
  • Orientar para a melhor forma de estruturar um trabalho individual;
  • Pouco interferir em trabalhos de grupo, apenas verificar se todos participam de igual forma;
  • Fazer perguntas da matéria que sairá para o teste;
  • Lembrar as horas de estudo e a necessidade de gerir horários….

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Quando a sua criança é ansiosa!

Existem crianças que tornam-se muito ansiosas quando se aproxima o momento das avaliações… isto tem tendência para acontecer, logo nos primeiros anos de escola. Na maioria das vezes, com o crescimento e desenvolvimento essas ansiedades e aflições vão ficando para trás, deixando de existir.

Não são atitudes milagrosas, mas posso deixar algumas pequenas orientações, para melhor ajudarem a criança a controlar estes sentimentos ansiosos:

  • Estude com ela a matéria para o teste as vezes que sentir serem necessárias, no final confirme que está tudo percebido e memorizado e por isso está na hora de relaxar e brincar.
  • Controle o estudo, para que não haja bloqueios de memória pelo stress e ansiedade;
  • Não prive algumas situações, só para a poupar ao stress, porque faz parte do crescimento e desenvolvimento;
  • Não deixe que a sua ansiedade ou insegurança se reflita, as crianças têm sempre a intenção de copiar os hábitos, mesmo sem que vocês se apercebam disso;
  • Existem palavras que são mágicas, porque incentivam e dão segurança…há que explicar que até falhar faz parte da vida;
  • Nunca menospreze os sentimentos da criança e mantenha a atenção, em alguns casos poderá ser necessário a intervenção de um profissional.

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Meditar ajuda a estudar!

Diálogo entre mim e estudante de 3º ciclo:

“Eu: _Como estão a correr as tuas aulas?

Estudante: _ Bem… a professora faz meditação connosco, antes de começar a aula, ela manda-nos sentar numa postura direita e fechar os olhos (…) para ficarmos mais calmos e resulta…

Eu: _ Isso é muito fixe!

Estudante: _Pois é!”

 

Muitas pessoas são adeptas da meditação com objetivos diferentes, não tenho por hábito utilizar a meditação, no entanto, merece o meu maior respeito e parece-me que poderá ser utilizada como técnica de apoio ao estudo e à concentração e que, de forma geral, poderá apoiar a aprendizagem do Saber Ser.

Os profissionais que defendem esta prática habitual da meditação referem que oferece às crianças e jovens de idade escolar benefícios importantes, tanto a nível pessoal como social, deixo aqui alguns destes benefícios:

  • Aumenta a atenção e concentração;
  • Reduz ansiedades;
  • Melhora a consciência de si;
  • Melhora comportamentos de hiperatividade e agressividade;
  • Diversas melhorias físicas e psicológicas.

 

Estas técnicas cuidam da postura física, aumentam a consciência corporal e ensinam para um controlo maior da respiração, permitindo momentos de reflexão e introspeção para sentimentos e pensamentos.

Por todas estas razões, alguns professores começam a utilizar esta técnica nas suas aulas, para além disso, algumas famílias poderão também utilizar esta técnica em suas casas, para momentos de estudo, procurando auxiliar a concentração e atenção.

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