Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Esta é uma data que nunca deixei de relembrar, neste blogue: impera a vontade de lembrar que ainda existem crianças sem os seus direitos assegurados, com a sua infância roubada… isto deixa-me inquieta… desacreditada….
Quando as crianças vestem o pijama para sair de casa, devem aprender porque o vestem, devem saber pelo que lutamos, hoje!!!
Pedir aos adolescentes e jovens que passem parte das suas férias de verão sem ecrãs pode ser dramático, se estes estão integrados em outros momentos de lazer, como campos de férias, ATL’s, etc, facilmente se esquecem dos telemóveis ou da TV. Contudo, se estão em casa, com menos atividades propostas, menos regras impostas e menor convívio social, será bastante normal que exijam ter um desses equipamentos, na maior parte do tempo.
De facto, para as famílias isto é bem mais do que um tema complicado, é um pesadelo familiar, são discussões e pontos de divergência de difícil resolução.
Não venho aqui fazer um ‘milagre’ nas propostas que deixo. Venho apenas alertar para esta necessidade de desligar adolescentes e jovens destes ecrãs, nestes momentos de férias e, para ajudar, deixo algumas propostas:
Combinem em família horas em que todos desligam e guardam os telemóveis;
Limitem horas permitidas para cada equipamento;
Definam outras tarefas a serem realizadas em grande parte do dia, em que o estudante está mais sozinho, não há problema algum que tenha de cozinhar e fazer tarefas domésticas;
Desaconselha-se Tv’s, telemóveis ou tablet’s no quarto;
Penalize comportamentos não autorizados;
Ofereça momentos ao ar livre e em convívio com pessoas da mesma faixa etária, regularmente;
Use as aplicações de controlo parental em todos os equipamentos utilizados por eles.
Se as regras forem exigidas sempre e sem exceções, estes adolescentes e jovens entenderão facilmente que, de nada lhes servirão os momentos dramáticos!
Bebés e crianças são muito fotogénicos e a alegria das família, as fotos são motivo de partilha no seu meio social, e ficam belas recordações, que permanecem ao longo dos anos.
No entanto, algumas famílias acabam por partilhá-las também nas redes socias, orgulhosamente e sem maldade… mas já sabemos que, qualquer coisa que exposto na internet nunca mais voltará a ser privado. Mesmo fotografias aparentemente inocentes, podem espoletar outras intenções ou outras utilizações, as quais as famílias nem sonham, mas que podem tornar-se grandes pesadelos.
A atenção deve ser para todas as pessoas, mesmo aquelas que consideram que as suas redes sociais são/estão muito fechadas, contemplando apenas um número muito restrito de ‘amizades’… o melhor é sempre prevenir!
É, também, importante que eduque as suas crianças nesse mesmo sentido. A partir do momento que a criança/adolescente cria uma qualquer conta nas redes sociais, tendencialmente, começa a publicar fotografias suas, com os seus amigos e família.
Fotografias que desvendam muito sobre o estudante, mesmo que não pareça:
Na foto está um familiar ou amigo, que ajuda a identificar o próprio;
A foto mostra onde foi tirada, onde o aluno estuda ou mora;
A foto foi tirada com a roupa do colégio que frequenta;
A foto mostra gostos e interesses pessoais;
A foto terá likes do seu núcleo de amigos e conhecidos;
A foto convida a comentários e conversas por parte de pessoas desconhecidas;
As publicações podem ser alvo de cyberbullying;
Estes alertas surgem, principalmente, da Polícia a quem chega, diariamente, muitos e difíceis problemas vindos destas exposições sociais.
Educar para este mundo que nos entra nas casas e nos quartos é, por isso, sempre importante!
Estudante: Só tenho duas… uma oficial e outra para os ‘friends’…há quem tenha mais!
Eu: _Para que precisas de duas contas?
Estudante: _Há coisas que só quero partilhar com os amigos»
Com o passar dos anos e pelas conversas que tenho com estudantes, tenho percebido que os gostos pelas redes sociais são enormes, mas que não são iguais às dos adultos eles, por exemplo, não gostam de facebook e utilizam bem mais o instagram, o que mais gostam de partilhar são fotos individuais ou com amigos e estão horas em conversas, através destas redes.
Como eles partilham muitas coisas que consideram privadas, tanto em comentários com em conversas, acabam por criar uma ou mais contas, para além das que são conhecidas pelos pais e demais familiares.
Nós sabemos que todos os pais vão às contas dos filhos, muitas vezes até têm as passwords, estão atentos às publicações e às amizades, é claro que, eles também sabem… por mais que isso seja feito de forma muito discreta! Então, criam uma nova conta, onde selecionam muito bem as amizades e onde partilham coisas que consideram mais privadas, como amizades, namoros, situações que acontecem na escola, ou no grupo de amigos.
Nesta(s) outra(s) conta(s) não precisam de apagar conversas, nem comentários, como fazem nas contas ditas ‘oficiais’, e tornam-na um ‘quase diário sagrado’ onde só chega quem querem.
Esta situação não me parece alarmante, no entanto, as famílias devem estar atentas às redes sociais ‘ditas oficiais’ e devem também estar alerta para estas práticas comuns… sempre com grande descrição e com respeito pela privacidade, pela qual eles tanto lutam!
«Estudante: _E o dia 1 de junho, Dia da Criança, é feriado?
Eu: _ Não! Mas vocês também já não gostam de ser tratados como crianças! Pois não?
Estudante: _ Depende! Se fosse para não ter aulas, nem me importava!
Eu: _ Pois! Só querem ser tratados como crianças quando interessa…»
Este é um daqueles diálogos em que, nem sinto grande necessidade de escrever sobre ele, apenas pela conversa aqui descrita já, praticamente, toda a reflexão está proposta!
As crianças, procuram, continuamente serem consideradas, pelos adultos, como responsáveis e crescidas, contudo, sempre que encontram no conceito de Criança uma forma de proteção e atenção, logo mudam o discurso e os propósitos… e tudo isto, é só uma forma natural de serem crianças a tentar crescer!
Hoje é Dia Internacional da Criança e para tristeza da grande maioria das crianças, não é feriados nacional. Mas deve ser um Dia especial, relembrando os seus direitos, as dificuldades em que muitas ainda vivem e o quanto os países ainda têm de fazer e legislar para facultar de forma igualitária o acesso a Educação, Saúde, Cultura, e Proteção.
A Declaração Universal dos Direitos da Criança foi assinada a 20 de novembro de 1959, para fazer a diferença…. É sempre bom recordar!