Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
«Eu: Se passares a vida a ver TV os teus pais desligam-na.
Estudante: Já fizeram pior…
Eu: Então?
Estudante: Tiraram-me a ficha de alimentação do PC, porque eu estava a passar as minhas férias de verão todas em frente ao computador a jogar e minha mãe chateou-se…»
Cada vez mais, as férias de verão, ou as férias mais curtas, são mote para os estudantes deixarem um pouco os livros e dedicarem-se ao que mais gostam de fazer. O problema acontece quando aquilo que eles mais gostam de fazer é apenas uma coisa e remete-se simplesmente ao uso do computador ou tablet/telemóvel, para jogar, ver vídeos, redes sociais...
Os investigadores, entendidos nestas matérias, afirmam que um estudante deveria passar, apenas, duas horas por dia frente a estes ecrãs. No entanto, esta média está muito longe de ser cumprida e, cabe às família e a todos os educadores orientarem e limitarem a utilização destes equipamentos, de forma tão descontrolada e desregrada.
Cada vez mais é necessário:
Limitar os jogos tecnológicos apenas algumas horas, no final de semana;
Limitar o uso dos telemóveis e tablet diariamente;
controlar o acesso a páginas e sites;
Controlar a utilização das redes sociais;
Controlar a partilha de imagens e fotos;
Incentivar a comunicação interpessoal entre grupos e pares;
Incentivar a opção por variados jogos de mesa e ao ar livre;
Incentivar a leitura de livros e revistas e jornais…
Quem, diariamente, convive com crianças, adolescentes e jovens conhece características e especificidades que só estas idades permitem e que só eles/as conseguem fazer, senão vejamos:
ficarem sem bateria no telemóvel no único dia em que precisam realmente do telemóvel…
esquecerem-se das coisas mais importantes, como por exemplo, da máquina de calcular para o dia da ficha de avaliação…
esquecerem as datas dos testes, ou dos resultados, como se fosse algo demasiado insignificante…
criarem amizades para a vida e acabarem com essas mesmas amizades, no mesmo dia…
fazerem parte de dezenas de grupos nas redes sociais e terem o telemóvel constantemente a tocar com notificações…
considerarem que, num mês, podem existir vários dias ‘piores da minha vida’…
definirem a felicidade de uma vida naquele telemóvel/tablet novo, do qual vão deixar de gostar passado dois meses…
afirmarem com naturalidade que morreriam se ficassem sem telemóvel por uma semana…
preferirem ficar em casa sem fazer nada de interessante a saírem para novas experiências…
mesmo que os pais tenham repetido centenas de vezes que não podem fazer algo, acharem que agora talvez já se possa fazer…
rirem e chorarem várias vezes num só dia…
terem muita roupa e escolherem sempre a mesma…
terem comprado a senha para o almoço da cantina e depois irem almoçar fast food e tentarem esconder isso da família…
não ouvirem uma palavra do professor na aula porque se chatearam com um colega no intervalo anterior…
Terem várias contas de uma só rede social: várias para os amigos e uma para a família/adultos…
Tantas e tantas coisas mais, que fazem os adultos desesperarem no momento e rirem no dia seguinte…. Concordam? Querem acrescentar?
Estamos em pleno verão e ficar em casa com crianças ou adolescentes não é a melhor solução, vamos procurar a sombra de uma árvore num jardim, ou um lugar para estender a toalha na praia. Contemplar a natureza é palavra de ordem… lembrem-se apenas destas pequenas coisas antes de saírem de casa: