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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Sabe que o seu filho tem contas ‘só para friends’ nas redes sociais?

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu: _Afinal quantas contas de Instagram tens?

Estudante: Só tenho duas… uma oficial e outra para os ‘friends’…há quem tenha mais!

Eu: _Para que precisas de duas contas?

Estudante: _Há coisas que só quero partilhar com os amigos»

 

Com o passar dos anos e pelas conversas que tenho com estudantes, tenho percebido que os gostos pelas redes sociais são enormes, mas que não são iguais às dos adultos eles, por exemplo, não gostam de facebook e utilizam bem mais o instagram, o que mais gostam de partilhar são fotos individuais ou com amigos e estão horas em conversas, através destas redes.

Como eles partilham muitas coisas que consideram privadas, tanto em comentários com em conversas, acabam por criar uma ou mais contas, para além das que são conhecidas pelos pais e demais familiares.

Nós sabemos que todos os pais vão às contas dos filhos, muitas vezes até têm as passwords, estão atentos às publicações e às amizades, é claro que, eles também sabem… por mais que isso seja feito de forma muito discreta! Então, criam uma nova conta, onde selecionam muito bem as amizades e onde partilham coisas que consideram mais privadas, como amizades, namoros, situações que acontecem na escola, ou no grupo de amigos.

Nesta(s) outra(s) conta(s) não precisam de apagar conversas, nem comentários, como fazem nas contas ditas ‘oficiais’, e tornam-na um ‘quase diário sagrado’ onde só chega quem querem.

Esta situação não me parece alarmante, no entanto, as famílias devem estar atentas às redes sociais ‘ditas oficiais’ e devem também estar alerta para estas práticas comuns… sempre com grande descrição e com respeito pela privacidade, pela qual eles tanto lutam!  

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O que motiva os adolescentes de hoje?

Vivemos num mundo ligado em rede, uma rede informática que nos tornou dependentes, em tão poucos anos. Se alguns dos adultos ainda estão reticentes e controlam o seu acesso a este meio de comunicação, com peso e medida… os adolescentes e jovens de hoje, estão completamente rendidos a este espaço paralelo e pouco real.

As novas tecnologias, os jogos, os vídeos e as redes sociais dominam, de tal forma, a vida quotidiana desta gente que cresce que, não conseguem passar um dia, que seja, sem um destes ecrãs. A televisão, está até, um pouco ultrapassada!

Se tudo isto os motiva, a escola desmotiva… nos intervalos é vê-los de telemóvel na mão… usam-no enquanto conversam, como se fosse objeto fundamental… assumem facilmente a sua dependência… e algumas famílias parecem partilhar tal vício… basta sentarmo-nos numa mesa de café e olharmos em volta!

É verdade que torna-se difícil reduzir este consumo de internet, pelos nossos estudantes, mas também é verdade que toda a sociedade precisaria de ponderar e refletir sobre estes seus hábitos, também… a educação faz-se com o exemplo!

Então, o que motiva estes adolescentes e jovens, de hoje?

  • as redes sociais;
  • os vídeos;
  • os videojogos;
  • as modas;
  • os chats;
  • os fast food;
  • as séries;
  • as músicas;

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“Eles passam a vida no telemóvel!”

Por cá já escrevi sobre o bom e o menos bom das novas tecnologias. Atualmente, é presença constante em todas as casas, a internet está disponível nos variados equipamentos, onde toda a família pode aceder e ficar longas horas a receber os mais variadas informações e realizar as mais variadas comunicações.

Tudo isto acarreta mais conhecimento e aprendizagem, mas poderá também trazer perigos, vulnerabilidades e riscos, mais ou menos, desconhecidos.

Assim, os adultos da família devem ter especial cuidado com os mais pequenos, procurando alertar e proteger para as mais diversas situações daí advindas.

Nunca é demais lembrar:

  • Permita um acesso, apenas, em lugares comuns da casa onde os adultos possam acompanhar a utilização do equipamento;
  • Tenha todas as palavras e senhas de acesso das crianças e adolescentes;
  • Controle as pesquisas, as redes sociais, tanto nos conteúdos como no tempo de utilização;
  • Tenha em atenção a legislação europeia sobre proteção de dados (por ex.: existe idade mínima limite para se obter uma conta nas redes sociais);
  • Incentive a utilização de alguns sites em detrimento de outros, tendo em conta os mais educativos;
  • Dialogue sobre os possíveis perigos e riscos da utilização da internet;
  • Explique que não pode revelar nenhuma informação pessoal em nenhum site ou a pessoa;
  • Utilize o software de controlo parental, use ferramentas que impeçam a compra de produtos, recorra também ao seu operador para definir limites de uso (o youtube tão desejado também pode ser restrito);
  • Não permita a utilização contínua, ou seja, por mais de duas horas diárias;
  • Faça negociações, sempre que necessário;

Nota: Sei que muitos estudantes iriam referir que têm direito à sua privacidade…. No entanto, nos dias de hoje, os maiores perigos das crianças e jovens podem estar ‘dentro de casa’ e chegam através destes equipamentos….é mesmo necessário uma boa mediação!

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JOGOS PEDAGÓGICOS: O Cofre dos Medos

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

O Cofre dos Medos poderá ser concretizado em qualquer momento por qualquer criança/jovem, no entanto, é mais direcionado para períodos de adaptação ou de situações mais complexas que tragam momentos de stress, ansiedades e medos. Este Cofre tem como objetivo trabalhar o “empowerment” e apoiar momentos de resiliência, em que é necessário vencer os próprios medos e barreiras psicológicas.

Deve ser explicado que, o Cofre do Medo nunca abre e todos os Medos que lá forem colocados ficarão guardados… e presos para sempre!

Como fazer:

  • Escolha uma caixa a gosto, faça apenas uma ranhura (como um mealheiro) e feche-a com cola, de forma a que não se possa abrir;
  • Decore-a a gosto, de forma a parecer um cofre;
  • Selecione pequenos papeis, onde se poderão escrever os medos de cada participante;
  • Sempre que o participante esteja em momentos de maior stress, ansiedade ou medo, pode recorrer ao Cofre dos Medos;
  • O participante irá escrever o seu medo/receio e colocá-lo no Cofre, através da ranhura feita.

Antes de se fechar o medo ‘para sempre’, deve existir uma conversa, ou um momento de reflexão, para que haja uma tentativa de superação e assim aconteça este “empowerment”.

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JOGOS PEDAGÓGICOS: Fazer amoeba/slime

Alguns jogos que podem ser divertidos e educativos em simultâneo, podem educar para as emoções, podem melhorar o desenvolvimento físico, podem exercitar capacidades intelectuais. Por estas razões, hoje traga-vos uma proposta de uma atividade pedagógica que pode ser realizada em famílias e/ou por educadores/as.

A amoeba ou slime é uma massa viscosa e fácil de moldar que melhora e apoia no desenvolvimento das capacidades criativas, ajuda na motricidade fina e promove algum relaxamento aquando do seu uso.

Estas amoeba ou slime pode ser comprado, ou feito de forma caseira:

Como fazer amoeba:

1 pacote pequeno de bicarbonato de sódio ou boráx

1 tubo de cola branca normal

Tinta guache da cor que pretender

Água mineral

  1. Num recipiente de vidro verta a cola branca. A quantidade irá depender de quanta amoeba pretende fazer.
  2. Num copo com 150 ml de água, adicione 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio ou boráx até diluir bem.
  3. Despeje a tinta de guache no recipiente com a cola branca, até que atinja a tonalidade cor desejada.
  4. Pegue no copo de água com bicarbonato de sódio ou boráx e verta, aos poucos, no recipiente de cola branca e mexa.
  5. Quando a mistura descolar do recipiente e das mão, está a chegar ao ponto certo… a amoeba. Está pronta!

(Este é um método de amoeba retirado da internet, lá poderá encontrar outros de acordo com os gostos da pequenada)

Aproveitem estas férias para colocar ‘mãos à obra’!!!

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Proposta de tarefas...

Agosto vai ser fixe!

Tal como em anos anteriores, partilho uma atividade diferente para cada dia, deste próximo mês de agosto.

Para que as crianças e adolescentes já não digam mais: "não tenho nada para fazer!"

Para além disso, assim as férias não se resumem apenas: a jogar no telemóvel!

agosto.jpg

Em formato pdf (para imprimirem): 

Agosto vai ser fixe.pdf

 

 

Os telemóveis são os melhores amigos dos adolescentes!?

Basta cruzarmos com um adolescente ou jovem na rua, para percebermos o quanto o telemóvel é importante…. Parece-me que até em demasia, para alguns!

Levam o telemóvel para todo o lado, usam imensas redes sociais, para toda e qualquer conversa. Em muitas conversas falam sobre nada e coisa nenhuma e a escrita  está repleta de erros ortográficos  e abreviaturas.

Ouvem música, constantemente através de phones ou colunas móveis. Perguntam qual é o TPC e o que sai para o teste. Criam grupos de festas e aniversário. Desabafam com os amigos. Vêm os seus youtuber’s favoritos e jogam online/offline

Se esta tecnologia tem de ser utilizada com peso e medida, os encarregados de educação estão na linha da frente perante esta educação. Assim, deixo algumas propostas para que estes telemóveis não sejam sempre ‘os maus da fita’:

  • O telemóvel não deve estar à mesa, nem o dos pais nem o dos filhos;
  • O plafom da rede móvel de internet deve ser mensalmente limitada, sem que hajam carregamentos extra;
  • Quando se estuda, este deve estar longe da mesa de estudo e com o som desligado;
  • Há uma idade mínima para o receber, por mim, nunca antes dos 11 anos;
  • Limite de horas e locais para este uso, para que não se torne um vício…

O leitor, tem mais alguma dica ou experiência a acrescentar???

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