Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

20
Nov 17

A maioria das pessoas reconhece esta comissão (CPCJ) e compreende as suas funções, pelo menos em teoria percebe a sua importância. Eu, enquanto estagiária da licenciatura, acompanhei  uma destas Comissões Portuguesas e valorizo a sua intervenção junto de crianças e jovens.

Por estas e outras razões, hoje decidi lembrar a importância destas Comissões e explicar, de forma muito breve e simples, quais os objetivos e funções desta entidade. Isto porque, nunca é demais perceber que existe uma entidade específica que tem como missão proteger crianças e jovens. Assim sendo:

 

  • O que é a CPCJ?

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco existe desde há muitos anos que está legalmente definida no nosso país, contudo, a partir de janeiro de 2001 surge um novo modelo que torna a comunidade parceira do Estado através das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) são, portanto, instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou colocar termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral destas crianças/jovens.

  

  • Como intervém?

A CPCJ intervém sempre com o objetivo de assegurar o interesse superior da criança/jovem, de forma a que lhes sejam garantidos os seus direitos fundamentais. Esta intervenção tem por base a privacidade e o respeito por cada uma destas crianças ou jovens.

 

  • Quem a constitui?

Sempre que o número de habitantes se justifique, no Município podem ser criadas mais do que uma Comissão, podendo ser uma restrita e uma alargada. Nestas Comissões integram-se pessoas das mais variadas áreas de conhecimento e de intervenção, que agem concertadamente, de acordo com os casos concretos.

 

  • Que medidas pode tomar?

Após uma análise e avaliação de cada caso concreto, a CPCJ poderá tomar algumas medidas de promoção e proteção que, embora centradas na criança/jovem, abrangem outras pessoas ou entidades. As medidas poderão passar por:

Apoio junto dos pais;

Apoio junto de outro familiar;

Confiança a pessoa idónea;

Apoio para a autonomia de vida;

Acolhimento familiar;

Acolhimento em instituição;

 

  • Como se pode contactar?

Sempre que um cidadão reconhece que uma criança ou jovem se encontra em situação de risco pode comunicá-lo à CPCJ do Município desta criança/jovem. Para adquirir esses contactos basta recorrer ao seguinte site:  http://www.cnpcjr.pt/, selecionar o distrito e o concelho que pretende e surgirá essa informação.

 

  • O que é uma criança/jovem em risco?

Sempre que uma criança ou jovem viva numa situação que represente um perigo para a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento, apresenta uma situação de risco que deve ser analisada e avaliada pelas autoridades competentes. Designadamente nas seguintes situações:

_ Abandono;

_Maus tratos;

_Ausência de cuidados adequados;

_Trabalho ilegal ou atividades prejudiciais;

_Inexistência de segurança física ou emocional;

_ Privação do Ensino escolar.

 

cpcj-nacional.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 11:08

4 comentários:
Uma vez, contribui para que um miúdo fosse retirado à família que, entre outras coisas, o obrigava a pedir esmola na rua.
Marta Elle a 20 de Novembro de 2017 às 13:47

Quando a família não protege nem cuida, a sociedade tem de intervir e este é um dever de todos!

Sem dúvida.
Marta Elle a 20 de Novembro de 2017 às 20:27

Maribel Maia a 21 de Novembro de 2017 às 18:49

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