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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Quanto vale a composição?

Quando os estudantes são avaliados nas disciplinas de línguas: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão… um dos critérios de avaliação constante é a Expressão Escrita, aquilo a que os alunos chamam banalmente de composição. Em, praticamente, todas as fichas de avaliação destas disciplinas, surge como proposta final, um texto escrito, com um número limitado de palavras.

Estas avaliações escritas exigem bastante concentração ao aluno, têm cotações de avaliação elevadas e compreendem um conjunto complexo de parâmetros a serem observados:

  • Uma estruturação correta e coerente ao longo de todo o texto;
  • Respeito pelas propostas e orientações dadas;
  • Produção de um discurso correto (planos lexical, morfológico, sintático, ortográfico, pontuação);
  • Criatividade e imaginação;
  • Domínio dos conceitos aprendidos em contexto de sala de aula;
  • Devido enquadramento nos limites de palavras sugerido;

Por serem avaliados tantos critérios, é obvio que esta proposta tenha tão elevada cotação e a minha constante sugestão, para os alunos, é: nunca deixem este exercício por realizar… mesmo que não consigam a cotação máxima, alguns valores podem sempre ser um ganho!

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Vais para explicações escolares? O que precisas de levar:

Por vezes o estudo autónomo não produz os efeitos desejados e algumas famílias optam por definir algumas horas para explicações individuais ou em grupo. O melhor momento para definir esta opção deverá ser no início do ano escolar, de forma a que estas gerem os efeitos desejados, num trabalho contínuo e adaptado às características de cada aluno.

Se o estudante vai iniciar explicações a uma ou mais disciplinas deve:

  • Ter um caderno que o acompanhe sempre, onde irá fazer apontamentos, anotar informações e fazer exercícios que depois apoiaram o estudo;
  • Levar sempre o manual e o livro de exercícios para todas as explicações, para poder rever matéria e tirar dúvidas;
  • Levar o caderno diário da disciplina, para rever apontamentos e perceber qual a matéria já lecionada e sumariada;
  • Levar o material de escrita necessário e, sempre que se justifique algum material necessário, como máquina de calcular, régua, esquadro…
  • Outros materiais de escritório habituais, como sublinhadores, post its, que poderão ser utilizados com orientação do explicador;
  • Fichas de avaliação recebidas para serem analisadas em explicações;

 

Este apoio ficará sempre mais facilitado se o aluno estudar antes, anotar as suas dúvidas e levar para trabalhar com o explicador.

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Para ti, aluno:

Porque baixei as notas?

Para responder a esta pergunta é necessário escolher um de dois caminhos:

A: Baixei a nota de uma disciplina?

ou

B: Baixei as notas à maioria das disciplinas?

 

A: Embora muitos alunos não se apercebam do facto, mas as disciplinas têm um encadear de matéria, ao longo do ano e ao longo dos anos, cada vez fica mais complexa e minuciosa, mas as bases não podem ser esquecidas… Se estás a piorar a tua avaliação provavelmente, perdeste ‘o fio à meada’ ou seja, esqueceste a base da disciplina, regras que já deveriam estar memorizadas através dos anos anteriores e que esqueceste, ou então, tiveste muita dificuldade em entender as últimas matérias lecionada. Volta a estudar a matéria, ou matérias anteriores, se não conseguires sozinho, é o momento de pedir ajuda.

 

B: Estás a ter avaliações mais baixas do que o habitual, na maioria das vezes, a situação reflete-se porque não estás a estudar com o melhor método e o empenho necessário. Deves refletir sobre a tua forma de estudar e adaptá-la. Provavelmente também não estás a estudar o tempo necessário, é preciso fazer resumos e exercícios semanalmente. Estás a fazê-lo? Se não conseguires reorganizar-te sozinho precisarás de ajuda.

 

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Fazer ou não resumos?

Na minha opinião, os resumos são uma fonte muito importante de estudo, organização mental da matéria e apoio à memorização, principalmente em algumas disciplinas, como História, Ciências, Físico-Química, Filosofia, etc… No entanto, os métodos de estudo variam de acordo com as necessidades de cada estudante, alguns optam por fazer resumos a todas as disciplinas, outros definem formas de estudo diferentes para diferentes disciplinas.

Para quem opta pelos resumos é importante salientar que, fazer resumos na véspera de teste não funciona e, depois de os fazerem, se não voltarem a ser usados como forma de memorização e compreensão, também não irá funcionar.

Os resumos são para se fazerem semanalmente ou quinzenalmente, conforme a matéria dada, devem ter uma linguagem simples, deverão incluir as informações mais importantes do manual da disciplina e também as anotações auxiliares que estão no caderno. Assim, se o estudo foi contínuo, aquando da proximidade da avaliação basta reler e relembrar a matéria através dos resumos, para refrescar a memória e esclarecer dúvidas.

resumos (1).jpg

 

Para cada disciplina uma diferente dificuldade

São uns estudantes que entendem bem a matemática, são outros que têm uma apetência natural para a aprendizagem de línguas… uns memorizam com facilidade outros há que preferem entender a matéria… são várias as especificidades de cada aluno que alteram a forma de aprendizagem, para além disso, cada disciplina tem as suas características e apresentam dificuldades diferentes.

Alguns estudantes apresentam as suas dificuldades no seguinte: 

 

Na matemática o difícil é resolver problemas! Os estudantes apreendem bem as regras e os cálculos, mas no momento de os colocar em prática, através do problemas matemáticos, tudo se torna mais difícil. Alguns não sabem como chegar ao resultado, outros não conseguem entender a questão…

 

Na língua portuguesa o difícil é a gramática, cada vez mais, as crianças e jovens escrevem sem cuidados ortográficos e, mesmo assim, nem sabemos como, entendem-se na escrita, logo, quando, na escola, lhes é pedido para utilizarem regras gramaticais tudo fica mais difícil… até compreendem os textos e sabem as respostas, mas as coordenadas e subordinadas, por exemplo, já se torna bem mais complexo…

 

Na língua estrangeira o difícil é decorar todo o vocabulário. Quando os alunos começam a aprender uma língua estrangeira, estudam-na durante um ano letivo e depois, nas férias, tudo fica esquecido… estudam o vocabulário para o teste mais próximo e, no dia seguinte ao teste, o que foi memorizado foi apagado… se isso não funcionaria com a nossa língua materna, como poderá funcionar com uma língua estrangeira?

 

Na História o difícil é entender a cronologia dos acontecimentos. “Se no ano letivo passado estudei as invasões Francesas a Portugal, porque só este ano é que estou a estudar os Homo Sapiens?” A pergunta é, de todo, pertinente… torna-se mais difícil para os estudantes entenderem a matéria de História se não a entenderem tal como o nome indica, como uma história repleta de emoção, acontecimentos importantes e romances que nos influenciam até aos dias de hoje… 

 

Na Geografia o difícil é entender o Globo Terrestre. Se os estudantes não têm curiosidade em saber mais sobre o planeta onde vivem, se não querem conhecer outros povos, outros países, outras realidades, torna-se difícil gostarem de Geografia. O estudante tem de ser desperto para estes gostos e para estas curiosidades, o planeta tem especificidades tão interessantes… viajar ajuda tanto a entender…

 

Nas Ciências Naturais o difícil é  memorizar conceitos de outras espécies de seres vivos e não vivos. Quando a matéria de ciências se relaciona com o corpo humano, parece ser mais fácil e interessante que um aluno goste e entenda a matéria, mas quando se estudam as plantas, ou alguns animais, tudo parece desinteressante e longínquo… os estudantes têm de ser humildes no estudo e respeitar a importância de tudo o que nos rodeia e que precisamos proteger! O isolamento da natureza que trazem as grandes cidades, também não ajuda…

 

Na Físico-química o difícil é memorizar as fórmulas e cálculos. Tal como aparece no nome, esta disciplina inclui dois conhecimentos diferentes, mas que se relacionam entre si, a física e a química, por norma os estudantes têm preferências por um destes conhecimentos. No entanto, tudo se complexifica quando, aliado aos conhecimentos é necessário memorizar fórmulas e saber realizar os cálculos associados… uns dizem até que não gostam de matemática… só para esclarecer…

 

Nas Artes e no Desporto muitos estudantes têm avaliações baixas porque não apresentam tanto empenho como em outras disciplinas, quando questionados sobre a situação dizem simplesmente que não gostam e que não têm jeito para a disciplina, raramente assumem a falta de empenho e de dedicação à disciplina em causa!

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