Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.
Acredito que, nem todos os leitores deste blogue saibam de que se trata este Mutismo Seletivo, algo que pode afetar crianças, jovens e adultos sendo que, em adultos, é designado por Fobia Social.
Para que as famílias possam estar alerta, deixo aqui um pequeno esclarecimento sobre o conceito:
Mutismo Seletivo enquadra-se nas questões de distúrbio psicológico e carateriza-se pela recusa da criança em falar em algumas situações ou com algumas pessoas, no entanto, apresenta estas mesmas capacidades em outras situações diferentes. Estas criança demostram capacidades em conversar com os elementos da família mais chegados, com outras crianças e até com os animais de estimação. Este conceito está associado, principalmente, a crianças mais tímidas, mais ansiosas ou introvertidas.
Para além destas características, as crianças podem apresentar as seguintes dificuldades:
Dificuldade em manter contato visual;
Não costumam sorrir em público ou permanecem com expressões vazias;
Movimentam-se de forma rígida;
Não são capazes de lidar com situações nas quais deveriam falar normalmente, como saudações, despedida ou agradecimentos;
Tendem a ter uma preocupação mais exagerada com as coisas quando em comparação com o população em geral;
Costumam ser mais sensíveis ao ruído e a locais com muitas pessoas;
Apresentam dificuldade em falar sobre si ou em expressar sentimentos.
Este Mutismo Seletivo pode ser tratado por psicólogos, através da terapia cognitivo-comportamental, ou por outros profissionais adequados. No entanto, para melhor recuperação as famílias devem estar alerta e não confundirem estes casos com simples situações de timidez.
Este tema parece bastante simples, começar ensinar as crianças a atravessar a rua, a identificarem os sinais, a caminharem pelos passeios… contudo, educar para a vida na rua é «um processo de formação ao longo da vida que envolve toda a sociedade num esforço conjunto. Tendo como finalidade a mudança dos comportamentos e a transformação de hábitos sociais, a Educação Rodoviária visa, numa perspetiva global, a melhoria da qualidade de vida e o bem- estar geral das populações. O comportamento em ambiente rodoviário é inseparável das relações sociais e a Educação Rodoviária indissociável da formação da pessoa, enquanto cidadão.» (Referencial de Educação Rodoviária para a Educação Pré-Escolar e o Ensino Básico: 2012).
Portanto, todos os educadores devem apresentarem-se sensibilizados para o tema e devem, cuidadosamente, contribuir para uma boa educação enquanto peão, passageiro e condutor, reconhecendo-se todas as regras e normas de segurança e proteção. Assim sendo, o papel das famílias é de grande importância e deverá ser bastante ativo, sendo que, em complemento, cabe às escolas definirem e aplicarem um plano de Educação Rodoviária que abranja os estudantes desde a Educação Pré-Escolar ao Ensino Secundário.
Por vezes os estudantes apresentam dificuldades nos números e por consequência na matemática e nos cálculos. Por esta razão, nunca é demais alertar para mais uma dificuldade de aprendizagem que poderá afetar o estudo, a Discalculia.
Esta é diagnosticada como sendo uma Perturbação Específica de Cálculo, resultado de uma desordem no sistema de processamento de raciocínio lógico-matemático.
Os estudantes com esta perturbação demonstram dificuldade em memorizar números, contar objetos ou organiza-los por tamanhos, etc. Normalmente, é detetado em idade escolar, quando é exigido à criança que conclua este género de raciocínio lógico.
De forma esquematizada, os sinais que podem gerar alerta, são:
Dificuldade em resolver problemas matemáticos;
Fraca memória apenas para números;
Dificuldade em assimilar resoluções de problemas;
Dificuldade em responder a cálculos mais complexos e específicos;
Para esta perturbação é muito importante salientar que, a maioria dos casos que sejam, devidamente identificados e intervencionados com estratégias de aprendizagem alternativas, as dificuldades são atenuadas e superadas.
Para esclarecer algumas dúvidas sobre este tema poderá visitar o site: www.discalculia.pt/
Todos os encarregados de educação e todos os estudantes ouvem falar sobre o conceito de Rendimento Escolar muitas vezes e por razões, até, diferentes. Mas, quando nos referimos a rendimento escolar ou académico, estaremos todos conscientes do seu significado e definição? Claro está que, falar sobre este conceito implica reflexão, análise e discussão.
Nas escolas portuguesas o rendimento escolar espelha-se pelas avaliações dadas no final de cada período letivo, definem o aluno, implicam a passagem ou retenção de ano e limitam a entrada nas faculdades…
O Rendimento Escolar prende-se com a obtenção de resultados positivos na avaliação escolar de cada estudante, ao longo de um ano letivo. Assim, este conceito aponta para uma medida de análise sobre as capacidades do estudante, em adquirir e aprender os conteúdos escolares lecionados, medindo capacidades, competências, aptidões e estímulos educativos.
«São vários os fatores que incidem sobre o rendimento escolar. Desde a dificuldade própria de algumas disciplinas (ou cadeiras) até à grande quantidade de exames que podem coincidir nas mesmas datas, passando pela ampla extensão de certos programas educativos, são muitos os motivos que podem levar um aluno a apresentar um fraco rendimento escolar/académico». (In: http://conceito.de/rendimento-escolar: 2016).
São, por isso, múltiplos os fatores que podem desencadear alterações no rendimento escolar de crianças, jovens ou adultos e tornar difícil o apoio ao estudante!
Por estas variadas razões, os especialistas assumem que, para se manter um bom rendimento escolar, o estudante deve manter hábitos de estudo contínuos e uma elevada motivação na procura de novo conhecimento, mantendo o foco nos objetivos predefinidos.
E porque é bom refletir em conjunto, aqui fica o convite para escreverem o que entendem e como entendem este tema!!!???
Estudante: Ah… eu sei como é… eu já tive essa idade!»
Hoje trago para reflexão um conceito que pode enquadrar-se nem vasto mundo educativo – a resiliência. O termo surge na física e define como resiliente um material que tem a capacidade de resistir a impactos ou pressões sem alterar as suas características iniciais. Recentemente o conceito foi agarrado pelas ciências sociais e humanas, para caracterizar um ser humano que, após ter vivido momentos de stress ou pressão, consiga superar estas adversidades e aprender com estes momentos de vida.
Ao olharmos para a Resiliência como um conceito humano, podemos constatar que este pode surgir em qualquer momento da vida, seja na vida adulto como na infância, daí a importância da educação, ou seja, do ensinar/aprender a ser capaz de ultrapassar dificuldades e momentos difíceis mantendo sempre um pensamento positivo e um desejo de um futuro feliz.
Este ensino/aprendizagem deve iniciar-se com crianças que, bem cedo, começam a confrontar-se com os mais variados desafios que a vida promove…
No próximo Post leia algumas sugestões para incentivar as crianças a serem Resilientes e a enfrentarem, de forma positiva, as variadas dificuldades da vida.