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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Saber interpretar textos e perguntas…

Dialogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«Eu: _ A resposta está incompleta, porque faltam aqui alguns itens de resposta, nomeadamente, a referência e fundamentação do texto apresentado na pergunta…

Estudante: _ Pois… nem achei importante…»

 

Quantas vezes os estudantes, crianças ou jovens apresentam dificuldades em realizar um interpretação correta da pergunta proposta, ou demonstram algumas falhas na correta interpretação de textos.

Como tenho, por cá escrito, vezes sem conta, o primeiro passo para melhorar esta capacidade é a leitura e a escrita contínua, de forma dedicada e atenta.

Para além disso, poderão cá ficar outras pequenas sugestões, que opõem a melhoria desta importante competência escolar e pessoal, a interpretação de textos:

  • O título explica grande parte do assunto que irá ser desenvolvido;
  • O primeiro parágrafo, normalmente, apresenta todo o contexto da ação/situação;
  • Nos parágrafos seguintes encontram-se a defesa de ideias e explicação dos acontecimentos;
  • O último parágrafo, encerra a ação/situação, resumindo e finalizando o tema desenvolvido, anteriormente.

Tenha em linha de conta, também que, realizar a leitura adequada, estando atento à pontuação, portanto devem-se realizar várias leituras do texto, sublinhando os conceitos chave e as ideias principais.

escrita (1).jpg

 

Diz-me como estudas dir-te-ei que área segues!?

Ensinar, tirar dúvidas e orientar para testes, trabalhos e exames, não necessitam de cumprir regras iguais de apoio… se existem estudantes que procuram as explicações para retirar dúvidas, outros precisam de apoio contínuo na matéria, …!

Para além disso, os gostos e hábitos de estudo são muito diferentes, de estudante para estudante, embora não signifique que a apresentação seguinte seja regra, parece-me existir proximidades de formas e estratégias de estudo, de acordo com as áreas de interesse e cursos a frequentar.

De um modo geral, parece-me que quem frequenta:

 

Curso de Línguas e Humanidades: prefere realizar desenvolvidos resumos da matéria, procurando decorar e entender muito do que recolheu em resumos: textos e mais textos são as palavras de ordem…

 

Curso de Ciências e Tecnologias: aprecia a realização contínua de vários exercícios e fichas, para melhor se preparar para as avaliações: respostas e exercícios textos são as palavras de ordem…

 

Curso de Artes Visuais: constrói vários esquemas e tabelas de forma a sintetizar matérias e temas a estudar: cores e setas são as palavras de ordem…

 

Curso de Ciências Socioeconómicas: aposta em resumos curtos, realizados ao longo da matéria lecionada, que reorganiza constantemente ao estudar para exames: reestruturação é a palavra de ordem….  

 

Curso de Desporto: os exemplos concretos e bem compreendidos é o que mais ajuda na compreensão da matéria: estudar situações concretas, e textos são as palavras de ordem…

 

Como já referi esta é a minha visão particular…identificam-se? Acrescentariam algo mais???

jovens.jpg

 

Técnicas de Memorização

Tal como prometido no Post anterior, aqui ficam algumas propostas de técnicas de memorização. Relembro que algumas podem funcionar melhor do que outras, de acordo com as capacidades e facilidades de cada indivíduo, contudo, com o tempo e a prática, conseguem-se melhorar resultados.

 

Repetição: um método pouco motivante para os estudantes mas, em determinadas situações, eficaz, e consiste na repetição da informação várias vezes seguidas. Para tornar este método mais interessante pode optar-se por fazê-lo é jeito de canção.

 

Rimas e jogos: memorizar através da realização e jogos ou de esquemas rimáticos, poderá ser mais fácil, criando-se com a matéria uma relação afetiva e mais divertida. Funciona melhor com matérias mais simples, por exemplo, do primeiro ciclo.

 

Imagens mentais: para os estudantes que têm uma boa memória fotográfica, podem recorrer a imagens como forma de memorização. Trata-se de uma estratégia com melhores resultados em algumas disciplinas, como por exemplo a Ciências da Natureza.

 

Técnica dos espaços: de uma forma associativa, o estudante pode associar um determinado lugar ou espaço a determinada matéria, assim, ao relembrar o espaço irá relembrar a informação associada. Esta técnica funcionará bem se o estudante tiver uma boa capacidade de conhecimento espacial.

 

Elaboração progressiva: esta técnica tem por objetivo encadear as informações de tal maneira que elas sigam uma ordem lógica que nos permita recordar as informações que elas encerram. Desta forma supõe-se que a aprendizagem anterior foi claramente reconhecida e memorizada, só assim se evoluirá na memorização.

 

Palavra-Chave: esta técnica propõe que o estudante memorize várias aprendizagens para cada palavra-chave, bastando lembrar a palavra-chave para relembrar todos os outros conceitos e conhecimentos associados. Pode ser bastante útil para descrever processos, mas para enumerar listas de características ou outras informações que pretendemos decorar.

 

Técnica dos números: para os estudantes que têm grande capacidade em memorizar números, podem associar informações a números, codificando, assim, a informação. Esta estratégia deve ser utilizada em pequena escala para ser mais eficaz.

 

E para vocês, qual a técnica que melhor funciona? Que outras estratégias de memória utilizam?

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Como funciona a memória?

Quantas vezes os estudantes ficam preocupados quando têm muita matéria escolar para compreender e memorizar. Acham que não conseguem decorar tudo, que se vão esquecer ou trocar informações. Contudo, é fascinante a forma como o nosso cérebro funciona e a sua capacidade para armazenar informação de uma forma bastante rápida. Para que a informação chegue ao cérebro e fique retida apresentam-se várias formas de memorização:

Memória Sensorial – esta memória recebe toda a informação advinda dos cinco sentidos:

Memória Visual: recebe informações advindas da Visão

Memória Auditiva: recebe informações advindas da audição

Memória Tátil: recebe informações advindas do tato

Memória Olfativa: recebe informações advindas do olfato

Memória Gustativa: recebe informações advindas do paladar

 

«O interessante é que a maioria das informações que são utilizadas através dos nossos sentidos são armazenadas no nosso cérebro por, pelo menos, dois segundos. Sendo necessário um tempo curto o suficiente para processar, analisar e interpretar a mensagem que chega até o nosso cérebro. Quando a informação é muito importante ela já chega para o próximo tipo de armazenamento, que é a Memória de Curto Prazo.» (In: www.portaleducacao.com.br).

Vários cientistas assumem que a memória não está centrada apenas numa parte do cérebro, ela implica todo o cérebro, para além disso, afirmam que a capacidade de memorização pode ser treinada e melhorada, aperfeiçoando-se assim técnicas.  

Seguindo estas perspetivas podemos assumir que os estudantes devem desenvolver as suas próprias técnicas de memorização sem receios nem pressas.

No próximo Post facultarei algumas técnicas de memorização que poderão ajudar no estudo diário.

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Inquietude: Uns Mais Iguais que Outros

Porque não apenas necessário sabermos ensinar as matérias escolares seremos  bons educadores, para compreendermos e aprendermos enquanto profissionais, muito é necessário aprender e refletir sobre Educação. Uma das minhas inquietudes neste vasto conceito reflexivo é, sem dúvida se o ensino é igual para todos e se deveria ser igual para estudantes diferentes?!

Daí o meu título de hoje, se todos nós somos diferentes… uns mais do que outros/as… então, como poderá uma escola procurar ensinar de forma igualitária? Será possível desenvolver ensinos diferentes para estudantes diferentes, numa procura de igualdade e de inclusão? Existirão vontades e capacidades para desenvolver uma escola democraticamente capaz?

Para justificar tais perguntas transcrevo uma citação que auxilia esta reflexão:

«Na escola fala-se de uma forma e estudam-se assuntos que não têm nada a ver com aquilo que muitas crianças que a frequentam falaram e aprenderam até virem estudar. À chegada à instituição elas são confrontadas, claramente, com o facto de que, o que é preciso é saber o que está estabelecido nos currículos. E aparentemente, somente isso.» (Cortesão et al: 1995).»

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