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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Estudantes Sobredotados em NEE’s

Já por aqui escrevi sobre necessidades educativas especiais, especificando algumas delas de forma mais detalhada. Considero escrever, especificamente, sobre este vasto tema, já que muitos educadores procuram algum apoio e conhecimento através da internet. Neste e nos próximos Post’s, surgiu-me o interesse em escrever/pesquisar/refletir sobre estudantes Sobredotados.

Este é um tema que, em princípio, pode não parecer incluir-se nas definições de Necessidades Educativas Especiais, contudo, em Portugal  as crianças e jovens sobredotados foram reconhecidos na Lei como portadoras de necessidades educativas específicas (Desp.º n.º 50/2005 de 9 de Novembro) e que prevê que as escolas deverão efetuar para tais alunos um Plano de Desenvolvimento. Esta situação ocorre, uma vez que, ser Sobredotado significa ter capacidades específicas e formas de aprendizagem diferenciadas.

Assim sendo, surge a necessidade de diferenciar uma criança dita ‘normal’ de uma criança Sobredotada:

A definição vem pela voz de investigadores especialistas que apontam as seguintes características diferenciadas:

  • capacidade acima da média – distingue-os a facilidade com que obtêm êxito em determinadas matérias ou a facilidade que revelam na aquisição determinados conhecimentos ou competências em áreas específicas.
  •  persistência na resolução de uma tarefa – uma grande capacidade de trabalho, direcionando uma invulgar quantidade de

energia para a resolução de problemas ou de uma atividade específicas.

  • Elevada criatividade -  revela-se pela natureza e frequência das perguntas, jogos e associação de conceitos. É com frequência que as crianças e jovens com esta característica surpreendem os adultos com a

qualidade das suas produções.

sobredotados1.jpg

 

(Renzulli,1986) 

 

 

 

Incentivos para Imprimirem!

E porque as crianças se esforçam para melhorar, para aprender e para obterem bons resultados, hoje deixo-vos vários incentivos, para um miminho simples, mas muito especial... Basta imprimir, colar nos cadernos, nos livros, deixarem num lugar especial...sempre que eles merecerem aquele carinho e aquela motivação extra!

 

Experimentem! Eles vão adorar!!!

 

Meus Incentivos2018b.jpg

MeusIncentivos_2018.jpg

 

Como construir Respostas de Desenvolvimento?

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«Estudante: _ Em Filosofia as respostas estão sempre incompletas…

Eu: _ É verdade, mas existem umas mais completas do que outras, mesmo assim!

Estudante: _ Mas eu não gosto de escrever muito, por isso é que sou de Ciências!»

 

Em qualquer ano escolar é possível encontrar estudantes que apresentem dificuldade em escrever respostas completas e que exijam mais complexidade, que não organizam a resposta de forma coerente e estruturada, que tenham dificuldades em desenvolver corretamente e de forma justificada as reflexões exigidas nas questões.

Esta contrariedade na escrita só se ultrapassa com o treino e o esforço contínuo de leitura e escrita. Assim sendo, ler, escrever, fazer resumos, construir esquemas, no dia a dia e para cada teste, ajudará a ultrapassar tais situações.

Para além disso sugiro também:

 

  • Ter a matéria muito bem estudada;
  • Explicar todos os conceitos da pergunta;
  • Seguir a regra de resposta: introdução, três pontos principais e conclusão;
  • Os textos de apoio às perguntas devem sempre ser incluídos e citados nas respostas;
  • Em folha de rascunho, esquematizar tudo o que deve ser escrito;
  • Reler cuidadosamente após a conclusão do teste.

 

É importante lembrar também que, existem disciplinas que exigem maior capacidade de desenvolvimento da escrita do que outras, como por exemplo a Filosofia ou a História…

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Avaliações em inglês: listening – speaking & writing

Quando o estudante inicia o 2º ciclo depara-se com o estudo de uma língua estrangeira, o Inglês. Muitas vezes, esta nova disciplina apresenta consigo novas formas de avaliação, para além das comuns fichas de avaliação, são eles: o “listening”, o “speaking” e os “writing”, muitos professores optam por realizar cada um deles, uma vez por período.

Para quem identifica estas palavras como uma novidade na avaliação escolar, deixo aqui as definições de cada uma delas:

  • Listening: através de umas colunas de som, os estudantes ouvem um texto ou um diálogo na Língua Inglesa. O professor faculta uma ficha que deve ser preenchida com as informações ouvidas, exigindo uma boa capacidade de compreensão oral desta Língua.
  • Speaking: individualmente, ou a pares, o estudante é convidado a conversar com o professor ou apresentar um pequeno trabalho sobre uma tema ou uma imagem, todo este diálogo é realizado em língua Inglesa, podendo-se, assim, avaliar a capacidade de compreensão e expressão oral.
  • Writing: é solicitado ao estudante que escreva uma composição em Inglês sobre um tema proposto, por vezes é facultado opção de escolha entre dois ou três temas. O estudante deve realizar a escrita de forma cuidada, seguindo as regras comuns: introdução, desenvolvimento e conclusão. Estas composições escritas apresentam-se com um limite de palavras que deve ser tido em conta.

 

Cada estudante deve preparar-se para estas formas de avaliação, revendo o vocabulário e as regras gramaticais, podem também ser realizados alguns treinos, de forma a que se sintam mais confiantes e preparados.

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INQUIETUDE: Classes Sociais VS Sucesso Escolar

Muitos e muitos foram os estudos realizados na procura de uma resposta para esta pergunta tão complexa: _Será a classe social dos pais é influência direta no acesso e sucesso escolar dos filhos?

Poderia nomear vários estudos, mais ou menos recentes, que afirmam que as classes sociais, os estatutos económicos e os estudos académicos familiares assumem um grande peso em todo o processo de aprendizagem de um estudante. Múltiplos são os fatores que apoiam tal situação, ora senão, vejamos: os colégios privados, o acesso à cultura, as sessões de Explicações, o acesso informal ao conhecimento, etc, etc…. tudo situações que poderão facilitar o acesso e sucesso à aprendizagem e à construção académica!

Contudo, investigadores, apontam também a escola como um grande facilitador de ascensão social e económica, já que, a baixa escolaridade dos pais, nem sempre é sentença de insucesso escolar, ou de desinteresse pela formação!

Na minha opinião, algumas situações poderiam ser mudadas de forma a que condicionantes como esta se tornassem mais longe da realidade Portuguesa…

 

Que reflexões fazem sobre este assunto, tão sensível?

Deixem as vossas opiniões e testemunhos aqui nos comentário, para enriquecimento coletivo… Obrigada!

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